O que era para ser um reencontro, se tornou uma luta até a morte de Hipper contra a Yan. As correntes se enrolarem o corpo da Fantástica a incapacitando, Éva está protegendo-me e Liria das correntes que voavam entre nós.
–Hipper– não esperava encontrá-la aqui depois de tanto tempo, Yan-sanheng
–Yan-sanheng– uff! Tanto tempo? Eu nem sei quem é você desgraçado!
–Hipper– não me surpreende que não se lembre de mim, nem dos gritos de desespero das vidas que ceifou. Não importa mais, agora que terei minha vingança.
As correntes cercarem e se avançaram rapidamente a yan impossibilitando que defendesse ou escapasse. Porém, Éva consegue criar uma redoma que protege Yan.
–Hipper– NÃO SE INTROMETAM!!
Suas correntes cercaram nossa redoma e apertaram tanto que desfez a magia e prenderam nos três. As correntes se apertaram mais na Éva que é possível ouvir seus ossos quebrarem.
–Elizabeth Vounyr– PARA COM ISSO!
–Hipper– esse desespero e agonia... não chega nem perto que você causou.
A raiva de Yan se intensificou rapidamente, sua espada ficando vermelho fluorescente. Um massacre estava a acontecer, porém, do nada, Hipper cedeu se ajoelhando e colocando as mãos no seu pescoço, como estivesse sufocando-se, com isso suas correntes afrouxaram e caíram no chão. Yan aproveitou a oportunidade, mas ela parou no caminho e está tendo os mesmo que o Hipper. Enquanto eu me recuperava, noto uma nevoa branca preenchendo a caverna. Na primeira respirada, senti um ar gélido como estivesse cortando meus pulmões dificultando a respiração. Isso faz que todos percam a consciência.
Fantástica, Yan, Liria e Hipper acordam e percebem que estão congelados na parede; A frente deles um caminho que leva até um grande trono com uma grande arvore de gelo, há no trajeto vários elfos ajoelhados segurando espadas. O elfo, que parece ser o rei, sai de seu trono e caminha até os aprisionados. Se aproximando, pode sentir sua presença que é totalmente diferente dos outros elfos, sua altura chegando a mais 2 metros, sua expressão totalmente estoica, seu tórax exposto e definido. Ele parou próxima a elas, suspirando profundamente que forma um hálito gélido.
–Rei elfo– então são vocês que fizeram o show.
Sua voz é tão grave que parece consegue vibrar a água.
–Não basta terem ceifados e humilhados nossos deuses, mas também tiraram a coisa mais preciosa de meus braços.
Ele se aproxima de Yan tocando seu rosto e congelando que causa uma dor imensa.
–Você tirou meu presente deste lugar maldito, arrancou sua cabeça como se fosse nada.
–Fantástica– onde está minha amada?!
Ele se aproxima num piscar de olhos até a maga dando um tapa da cara que a faz cuspir sangue.
–Rei elfo– silencio. Você transforma nosso deus em cinzas e faz de seu pet, acha que tem direito de perguntar? Todos estão aqui porque cometeram crimes irreversíveis e precisam pagar.
O rei elfo caminha de volta ao seu trono. Após uma longa olhada em seus prisioneiros, ele ordena seus soldados a matarem. Dois elfos estavam perto de matar a maga, porém...
–Fantástica– putinho egocêntrico...
Se envolve em uma aura de fogo que queima os elfos de perto e se liberta da prisão de gelo
–Por isso desprezo elfos, se acham tanto por sua magia, por sua longevidade. Eu tenho tudo isso rei elfo e digo... é uma merda.
Yan com sua força, e o calor do fogo, se liberta e mata os elfos também.
–Yan-sanheng– está com raiva, papai? Não se preocupe, vou fazê-lo reencontrar sua filinha.
Fantástica derrete o gelo que aprisionava Liria.
–Fantástica– pequena, fique longe porque uma grande luta esta preste a começar.
Liria corre longe ficando atras de uma pedra. Hipper, um pouco longe das outras, também se liberta graças as suas correntes.
–Hipper– humm... mesmo eu querendo muito te matar, acho vou que deixar isso de lado por enquanto.
–Yan-sanheng– acha mesmo que vamos confiar em você?
–Fantástica– realmente, eu te maria por sua traição, mas agora temos um inimigo mais problemático. Hipper, se tentar qualquer coisa contra nós, eu mesmo faço questão de te congelar.
Rei elfo, casando-se dos papinhos deles, se levanta e num instante ele desce ficando frente a frente com as duas.
–Rei elfo– vocês realmente acreditam que possam me derrotar? Muito bem, eu darei esta honra a vocês.
Ele cria uma lança de gelo; o lugar muda criando várias estalactite e partes bem afiadas de gelo. O assobio do ambiente se amplificou que parece uma mulher gritando de medo.
–Eu, Grinddar, o rei dos elfos, aceito seu desafio.

O três se entreolhavam esperando qualquer movimento; não demorando, a fantástica é a primeira se movimentar criando várias esferas de fogo, contra o rei elfo, que o lugar treme e uma grande fumaça surge onde ele estaria.
–Previsível
Ele está atras dela e tenta golpeá-la, mas Yan contra-ataca desviando o ataque da lança. Fantástica usa magia de vento para se jogar no ar e usar raio de fogo, as correntes Hipper se enrolam nas pernas do rei
–é apenas isso que vocês têm a oferecer?
Uma esfera de gelo é criada em sua volta que bloqueia a magia da maga e faz correntes recuarem. A esfera ela explode espalhando cacos de gelo afiadas que cortam e atrapalham a visão dos três. O rei elfo vai rapidamente até Hipper que dá um soco tão forte que som de seus ossos, do braço esquerdo, é nítido que está sendo quebrado; Hipper voou batendo no chão até bater no braço do trono. Yan o golpeia várias vezes, mas ele bloqueia sem muita dificuldade. Um círculo magico surge abaixo e cria um pilar de fogo no rei elfo.
–Decepcionante.
Uma estaca de gelo gigante sai do pilar até a maga que consegue devia, mas cai no chão. O rei elfo sai do pilar de fogo caminhando, seu corpo está coberto de um gelo cristalino que impediu de ser queimado. Ele ataca Yan que mal consegue defender. Yan se afasta ensanguentada da cabeça aos pês.
–Foi para isso que minha filha morreu? Alguém que não aguenta poucos arranhões.
Fantástica estava preparando outro ataque, porém o rei elfo avança-se nela como uma águia caçando sua presa. Ela se que esquiva e cria várias magias de fogo para se defender, porém, infelizmente, é atingida no ombro esquerdo que a perfura atravessando o outro lado; ele ergue a lança com maga causando uma dor imensa e seus gritos ecoam pela sala toda.
–Não se preocupem, isso vai acabar logo-logo e darei um fim rápido a criança.
–Yan-sanheng– você... não ouse... SE APROXIMAR DELA!!!
Os olhos de Yan saem raios como uma tempestade num vulcão, suas cicatrizes e feridas saem tanto sangue que sua roupa ficou com tom de vermelho escuro e o brilho da espada emanava uma luz vermelha tão forte que o chão começava a derreter.
–Grinddar– vai usar poder da lagrima-do-diabo? Encantador, mas acredito não ser suficiente. Hum?
Uma pequena distração, Yan tinha sumido, ele percebe que ela está a suas costas como tivesse desferido um golpe. Quando seu olhar retorna a maga, seu braço estava caindo, e ao tocar no chão notou-se que foi amputado.
–Yan-sanheng– engraçado, ne? Você está tendo o mesmo destino que sua filha e do mesmo jeito.
Olhou para o rei elfo com face coberta de sangue com um sorriso assustador.
–A diferença é que você está me divertindo bastante, finalmente encontrei uma criatura que me desafia de verdade. Vou me lembrar de você, elfo Grinddar.
O grande rei elfo, antes orgulho e imponente, está se sentindo pequeno e um leve medo a mulher. Raiva e desespero tomaram sua mente e corpo, ele pega a lança para atacar, mas é imobilizado pelas correntes de Hipper que segura a lança, Yan aproveita a grande vantagem e corta repetidamente seu tórax deixando cicatrizes profundas. O rei elfo recupera sua lança e tenta cravar na Yan, mas rapidamente é contra-atacado com uma joelhada no queijo que faz vários dentes voarem de sua boca.
–Grinddar– não... não vou aceitar... arh.. que estou sendo humilhado por... humanas insignificantes!
Criando estacas de gelos, estalagmites e uma tempestade gelos para matar Yan, mas desvia-se com facilidade e aproxima-se dele como um raio, cortando seu calcanhar esquerdo o fazendo se ajoelhar.
–Yan-sanheng– notei que tem preferência pelo lado esquerdo, vou manter seu costume.
A frente dele surge uma carcaça de um escorpião gigante com três caudas.
–Fantástica– vamos deixar as coisas mais divertidas? Hahaha
–Grinddar– não ouse... NÃO OUSE USAR DEUS COMO UM ANIMAL!!!
Mesmo com único braço e uma perna, ele avança rápido na maga, porém é atacado pelo escorpião com os ferroes, ele desvia pulando por cima da criatura e tenta atacar, mas é agarrado pelo escorpião que aperta-o fazendo cuspir sangue.
–Fantástica– sabe o que é maravilhoso em necromancia? Além de bichinhos de estimação, ele amplifica seus atributos! É uma delícia de magia! Hahahahahaha
O escorpião o joga no chão com força e crava com seus ferroes várias e várias fazes até o golpeá-lo que faz ser arremessado até bater em seu trono. Ele tenta se levantar, mas o círculo magico surge novamente criando pilar de fogo, e é criado um redemoinho de vento ao redor do pilar que cria um tornado de fogo concentrando mais o calor. Ele cobre o corpo com gelo como antes, porém o calor extremamente alto derretia sua proteção, parte do seu corpo saiu do tornado, Yan salta e desfere um soco no meio de sua face que o faz retornar para dentro e, em seguida, seu corpo é contido pelas correntes do Hipper. Após longos minutos o tornado se desafaz revelando o rei elfo ajoelhado, seu corpo azul agora completamente negro e as feridas queimadas como carvão, seu longo cabelo branco não existia mais, sua capa e metade de sua saia viraram cinzas, toda sua imponência não existe mais. Os três se aproximam dele.
–Grinddar– vocês... tiraram tudo de mim... meu povo... meus deuses... minha dignidade... e principalmente... meu tesouro... minha única filha. vocês acreditam que são heroínas?... que estão fazendo algum... ato heroico?... estão condenando meu mundo... e até mesmo o de vocês...
–Fantástica– estou pouco me fodendo para você e sua vidinha. Quero saber onde está minha amada Elizabeth.
–Grinddar– haha... já devem ter sido devoradas pelo meu último deus... bom saber que vocês têm perdas como eu... e fico feliz em saber... que não durarão muito... portadores amaldiçoados...
Ele diz olhando para Yan e Hipper.
–Yan-sanheng– qual de vocês com a espada? O que você sabe? E já sabe, se não contar *ela faz gesto com dedo que cortaria seu pescoço*
–Grinddar– acha que vou contar e acabar comigo?... não... ainda... AINDA NÃO!
Como seu último esforço e recurso, cria um cubo de gelo me si mesmo que se quebradiça e ele desaparece.
–Yan-sanheng– ele... ele se matou?
–Fantástica– magia de locomoção de gelo. Para ele fazer isso, já estava planejado. Então o grande “rei elfo” tinha medo da morte antes, que ridículo haha
–Hipper– é... foi divertido, mas isso não muda nada entre nós, até mais... Yan-sanheng.
Hipper caminha em direção a saída, Yan tenta impedi-lo, porém no primeiro passo ela desaba tendo que usar a espada apoiando no chão para não cair. O efeito da espada se estabilizou que faz suas feridas, junto com frio do lugar, intensificar causando uma dor insuportável.
–Liria– Yan! Fantástica!
Liria corre até Yan ajudando, sendo seu apoio. Fantástica caminha até a saída.
–Aonde vai?
–Fantástica– vou procurar ela...
–Yan-sanheng– se está de sacanagem?! Estamos esgotadas e você quer ir uma missão de resgate?
Fantástica ignorou Yan e continuou seu caminho. Mesmo que esteja frustrada e cansada, Yan seguiu fantástica com ajuda da Liria. Elas saem da sala de gelo, mas não conseguem avançar muito.
–Liria– temos que parar. Vocês precisam descansar urgentemente
–Fantástica– não, preciso continuar. Preciso encontrá-la
–Yan-sanheng– por que está tão desesperada por ela? E que papo é esse de “minha amada”?
A maga, suspira lentamente e vira-se para elas.
–Fantástica– eu queria fazer surpresa quando saíssemos daqui, mas sou péssima em guardar segredo. Eu pedi Elizabeth em casamento, estamos noivas.
Enquanto ela fala sorrindo, as duas olhando de boca aberta processando o que acabaram de ouvir.
–Liria– é sério? Bom, meus parabéns, eu acho...
–Yan-sanheng– parabéns? Parabéns, é o caralho! Você tem ideia o que está fazendo?
Ela se aproxima de fantástica.
–Você tem ideia de que está pedindo um nobre importante em casamento?
–Fantástica– eu... obvio que eu sabia.
–Yan-sanheng– eu conseguido ver a mentira na sua cara! Você não vai fazer isso, está proibida de fazer isso.
–Fantástica– me proíbe? Virou minha mãe agora? Eu amo aquela mulher e nada vai impedir que nossos sobrenomes se unem.
–Yan-sanheng– você esqueceu a merda de como está o reino? Você estarem juntas só vai piorar o que está ruim. E você amar? Você é uma maga arrogante que despreza todo mundo, você é incapaz de amar alguém e duvido que tenha amado na vida.
–Fantástica– retire o que disse...
–Yan-sanheng– que foi? Feri o ego?
–Fantástica– RETIRE O QUE DISSE!
A fúria da maga se intensificou e Yan pega a bainha da espada, elas estavam preste a lutar.
–Liria– chegaaa!! Não percebem o que estão fazendo?! Vocês quase morreram e agora vão lutar entre si!
Liria se ajoelha chorando enquanto elas a observam chocadas.
–Eu não aguento mais... esse lugar... as brigas de vocês... éramos para estar juntas... sermos fortes... mas... mas... eu vou morrer aqui... e tenho medo de não ser pelos monstros...
Fantástica vai até a pequena mineradora se ajoelhando dando um abraço com seu único braço.
–Fantástica– desculpa, pequena. Fui uma idiota, eu não vou fazer mais isso. Vamos cuidar uma da outra ao invés de brigarmos.
A maga limpa as lagrimas da pequena.
–Liria– promete?
–Fantástica– prometo, peque... digo, Liria
Ela se levanta, segura mão da Liria e olha para Yan.
–Nunca vamos ser amigas, e nem quero, mas precisamos a nos tolerar para sairmos daqui, de preferência inteiras. Se vida trazer grandes consequências para que eu fique minha amada, que assim seja.
Ela, segurando a mão da Liria, caminham para encontrar Elizabeth.
–Yan-sanheng– ...ela é a mesma maga arrogante?
Elas, tentam, ir ao resgate a cavaleira e a médica; fantástica tenta sentir a magia da Éva, mas a ausência a faz ficar desesperada pois elas devem estar muito longe. Liria nota a exaustão das duas que as obriga as descansar, Yan, não pena duas vezes, se senta recostando numa parede próxima. Fantástica tenta continuar, entretanto seu corpo não aguenta por conta da perda de sangue. Liria monta acampamento e ajuda a se acomodar.
–Liria– vou fazer um curativo, não vai ser melhor que magia, mas vai amenizar o sangramento.
–Fantástica– obrigada... me sinto tão mal estando assim e não estar procurando por ela.
–Liria– você realmente gosta dela. Não precisa se preocupar, ela e Éva são muito inteligentes e vão sair da situação que estejam. o que será chamou sua atenção?
–Fantástica– para começar... ela é linda para um cacete. E em muito tempo, ela me enxergou como eu sou, alguém que eu mesma não sabia que existia mais. Ela me respeitou desde que conhecemos, não por ser cavaleira ou da nobreza, e sim sendo... ela mesmo.
As palavras soaram em um tom suave e baixo, totalmente diferente de sua personalidade.
–Liria– fantástica... isso é tão romântico, eu torço muito para vocês serem muito felizes.
Neste momento, fantástica pode ser ela mesma com alguém possa confiar e isso a assusta um pouco.
–Pronto. Vou fazer comida para vocês.
Liria cria fogueira para cozinhar.
–Fantástica– meu paladar está todo distorcido com carne de monstro...
–Yan-sanheng– acredita mesmo que ela te ama? Que não está com você por pena?
Ela permaneceu silencio e não olhou para Yan, nem uma expressão de raiva.
–Pode viver nesse conto de fadas, quando saímos daqui ela vai se tocar e acabar com sua brincadeira ridícula.
Yan cochila e fantástica tenta ignorar as palavras da assassina, mas as palavras a fizeram repensar que talvez tenham um pouco de verdade.
Me acordo lentamente, tremendo frio, presa congelada na parede, quase não tendo força. O lugar é aberto coberto de gelo e com pouca iluminação. O meu lado esquerdo existe cadáveres congelados, vagando o local, a minha direita esta Éva também presa.
–Elizabeth Vounyr– é-éva...
Um barulho ecoou, algo grande estava se aproximando. Depois de muito lutar, consigo me desprender e vou até Éva.
–Acorda... temos... temos que sair...
Todo meu esforço quase se esvaindo após minha libertação, saco minha espada batendo com a ponta da guarda quebrando o gelo aos poucos. o som se tornou um chiado que se aproximava.
–Vamos éva... acorda... temos... que sair...
–Éva– hummm... eli...
Ela tenta usar força para sair da prisão de gelo. Depois de nossa briga com gelo, Éva se liberta. A seguro para não cair. Uma sombra se forma sobre nós e lá estava a criatura gigante, algo que lembra o caranguejo-ferradura branco com tom de azul por causa dos espinhos de gelo em sua carapaça. A criatura nos ataca, esquivamos rapidamente, porém não tínhamos mais força que nos faz ceder no chão. A criatura invoca um espinho gelo e dispara em mim, Éva rapidamente cria uma redoma que me protege. Com muito esforço, avanço desviro vários ataques, sua carapaça é tão dura que nem se quer faz arranhões. Ele me tenta me ferroar, mas Éva, com sua velocidade sobre-humana, me pega antes de eu ser atingida.
–Estou...quase... sem mana... temos que... recuar
O “céu” se fechou com vários círculos mágicos onde choveu estacas de gelo, um grande estrondo ecoou com o ataque do inimigo, que criou uma nevoa com o impacto. Eva se aproveitou da nevoa e me carregou até uma fresta funda onde nos escondemos.
–Desgraça... não basta uma besta mágica... ainda estamos neste inferno gelado...
–Elizabeth Vounyr– consegue... se mover para saída?
–Éva– mais ou menos... usei minha mana... para me curar enquanto... estava inconsciente, mas... não foi o suficiente...o frio me dificultou.
–Elizabeth Vounyr– ...eu sinto muito, foi minha culpa ter levado aquele rapaz... não estaríamos nesta situação.
–Éva– Elizabeth... não é hora para se lamentar... se quiser perdão... pensa num jeito de nos tirar daqui... não estou a fim de morrer congelada ou devorada.
Ela tem razão, culpar-me não vai nos tirar dessa situação. Observo o ambiente todo e consigo uma avistar uma parte escura no chão onde está nossa única saída, parece que é uma camada fina com um abismo.
–Elizabeth Vounyr– Éva... tenho um plano, mas é muito arriscado considerando nossa situação... vai confiar em mim?
–Éva– obvio... somos as únicas chances uma da outra.
Dou uma suspirada longa, mesmo doendo por conta do frio, e vamos montar nosso plano de fuga.