Ficamos mais um tempo neste lugar, Elizabeth tem me treinado sempre que podia e ficando cada vez mais intenso. Estou melhorando, ficando mais forte e mais resistência, obvio que estou do longe do nível dela e, sinceramente, espero estar um dia estar.
–Elizabeth Vounyr– impressionante, sua dedicação está tendo bastante resultado.
–Liria– tudo graças a você...
Elizabeth sorri de leve e guarda sua espada.
–Elizabeth Vounyr– não querida, é tudo por seu próprio esforço.
Pela primeira vez da minha, senti um pouco de orgulho de mim mesma. Alguém me abraça pelas costas.
–Fantástica– estou tão orgulhosa de você! Continue assim e sua família vai ficar orgulhosa da filha que tem.
Eva se aproxima da Elizabeth.
–Éva– ela é realmente mudou.
–Fantástica– ohh, eu te ensinaria a arte da magia, mas teria que me rebaixar para fazer isso.
–Elizabeth Vounyr– continua a mesma, se isso é bom ou ruim...
–Fantástica– ahh, não vai dizer que é um charme meu que você gosta, meu amor
–Elizabeth Vounyr– eu gosto de você por completo, corpo e alma.
As palavras pegam a maga de surpresa.
–Fantástica– para meu amor...vai me deixar sem jeito na frente das minhas amigas...
A interação das duas é muito fofo de se ver de como elas se complementam em tão pouco tempo, menos para Éva que fica com uma cara de “urh, da vontade de vomitar’. Fui me banhar no lago depois do treino; arrumo minhas coisas para partimos, guardando minhas coisas pego aquele relógio e noto o quão estranhamente bonito ele é. O guardo na bolsa de meu uniforme depois de ouvir passos se aproximando.
–Éva– Liria, preciso de um favor, pode me ajudar a colher as frutas?
–Liria– posso sim, mas porque está pedindo para mim?
–Éva– agora que está forte, gostaria de ver quão capaz é de proteger os outros e si mesma.
–Liria– Éva...
–Éva– também quero ficar longe delas, mesmo longe, elas não param de falar do quanto gostam uma da outra. Vou criar diabetes o quão ““doce”” é esse ““““““amor””””””...
Dou uma pequena risada e curiosa o jeito que ela falou “amor” delas, enfim, vou até a floresta pegar frutas. Tive que ir mais fundo da floresta já que comemos que estavam próximas do acampamento, mesmo não tendo nenhuma aparição de monstros não posso abaixar a guarda, minha picareta não é a melhor arma do mundo, mas ela é minha maior companheira desde o começo. Com todos os recursos prontos, despedimos deste lindo lugar que nos proporcionou momentos curtos, mas memoráveis. O lugar rochoso, escuro e úmido retorna a nossa rotina; vários encontros com monstros se tornaram mais frequente, talvez tenha relação depois aquele caranguejo de gelo morrer, mas com a relação das criaturas com este lugar?
–Elizabeth Vounyr– Liria, sabe nos dizer onde nos encontramos?
–Liria– desculpa, ainda não sei. Devemos ainda estar bem abaixo.
–Fantástica– não se preocupem, logo sairemos deste lugar e estar em nossas casas com nossas camas.
–Éva– esse seu otimismo me assusta.
Em um caminho a frente avistamos algo brilhando longe, chegando lá, um lugar grande aberto com um objeto no centro.
–Elizabeth Vounyr– isso é... uma porta?
É uma porta de tamanho normal azul escuro que brilhava que destacava símbolos estranhos.
–Éva– outra porta chamativa do meio do nada.
Fantástica se aproxima e a analisa.
–Fantástica– consegue ler esse hieroglifos, Liria?
–Liria– desculpa, mas eu nunca vi esses símbolos.
Ficamos mais alguns minutos observando a porta até que, do nada, ela se abre com uma luz tão forte que nos obriga a cobrir os olhos. Voltando a enxergar, o mundo ao nosso redor mudou; estamos numa cidade com casas de pedra, um céu estrelado, e o que mais chama atenção um templo com grande objeto cúbico emanando uma energia azul que é a iluminação deste lugar com quatro pilares gigantes ao redor do objeto.
–Fantástica– onde...caralhos estamos?!
–Éva– todas estão bem?!
Depois de Éva verificar todas, nota que a porta simplesmente sumiu havendo apenas a continuação do ceu. Não havendo muitas opções, caminhamos pela cidade.
–é um lugar impressionante. Parece que existe a milênios, mas nenhuma uma alma viva.
Fantástica lança uma bola para o céu que desaparece no céu e volta alguns segundos desaparecendo no ar.
–Fantástica– é, esse lugar nem parece que está num fundo cheio de pedras.
–Elizabeth Vounyr– eu achando que não seria mais surpreendida.
Avisto uma casa com a porta aberta, entrando, esta iluminada não por tochas ou lamparinas e sim pela própria casa; é como estivéssemos no meio do céu estrelado, o ambiente azul traz uma atmosfera calma.
–Liria– que lindo...
–Fantástica– realmente, nunca vi uma magia ser usada desta forma.
–Elizabeth Vounyr– fantástica e Éva, sentem alguma magia?
–Fantástica– algum ser humano? Não, absolutamente nada.
–Éva– também não. Um lugar incrível sem vida.
–Liria– será que foram embora?
–Fantástica– é mais provável que tenham sumido, agora o porquê...
Ficamos mais um tempo conversando sobre este lugar, de repente fantástica se assusta, o rosto suando com a respiração pesada. Saindo apressada da casa e olha em direção ao grande objeto.
–Elizabeth Vounyr– fantástica, o que foi?!
–Fantástica– essa magia...estou sentindo de novo...
Eva também olha para a mesma direção, ela está se comportando do mesmo jeito. As duas estando assim me assusta bastante.
¬quanto mais nos aproximávamos, mais o templo ficava maior. A luz de energia que emanava o grande cubo fica mais forte podendo até escutar seu som poderoso.
–Fantástica– eu não sinto mais..., mas quem seja esse ser, devemos evitar qualquer conflito.
É a primeira vez que vejo falar bem sério, se até a maga mais poderosa está agindo desse jeito, o que será ou quem a estar a deixando preocupada...
–Elizabeth Vounyr– tem certeza de que a mesma que sentiu quanto estávamos apenas nos?
–Fantástica– tenho total certeza.
–Éva– você conseguiu sentir tão longe, deve ser alguém com alto poder.
Estávamos quase chegando perto do templo. Nos escondemos atras da parede de uma das casas pois vimos uma pessoa de costa que estar olhando o templo.
–Liria– quem é esse?
–Fantástica– não sei e é melhor não descobrirmos.
Meu relógio começou a brilhar do nada em meu bolso, não sei se foi culpa disso, que faz a pessoa se virar em nossa direção.
–Estranho– povo da superfície? Fazia tempo que não nos visitássemos.
Saímos de perto da parede e elas estão em alertas esperando qualquer sinal de perigo.
–Elizabeth Vounyr– não queremos problema. Somos apenas aventureiras, sou Elizabeth Vounyr.
–Estranho– aventureiros, que admirável.
Ela ficou uns em silencio, porém seu olhar escondido por seus cabelos branco direcionou em mim.
–Eu me chamo Dryffi, rainha de Lorhel, descendente do rei elfo Lorhel.
–Fantástica– até quando vou encontrar elfos?...
–Elizabeth Vounyr– prazer em conhecê-la Dryffi. Esta são minhas amigas. Poder-me-ia localizar onde estamos?
–Dryffi– vocês estão onde a mãe da magia abençoou, um lugar que foi a referência de um lugar prospero... que se afundou na escuridão.
Ela diz isso enquanto olha para o grande objeto, sua voz transmitia uma tristeza evidente.
–Éva– onde estão os outros? Está sozinha aqui?
–Dryffi– infelizmente, todos se foram, sou a última de meu povo neste lugar. Não há nada para se conquistar aqui. Sigam-me que vou mostrar este lugar divino.
Ela caminhou enquanto nos olhavam uma para outra, então a seguimos com todo cuidado já que isso pode ser uma armadilha.
–Sejam bem-vindas a Lorhel, onde a magia se influenciou o mundo inteiro.
O lugar era realmente impressionante apesar do vazio, estruturas nunca vista e bem antigas.
–Fantástica– com um lugar deste aqui influenciou o mundo? Acho que para isso acontecer deveria estar lá em cima, não?
–Dryffi– sim, nós éramos da superfície, mas fomos trazidos aqui embaixo.
–Elizabeth Vounyr, Éva, Liria e fantástica– que?!
–Dryffi– não me lembro muito bem, apenas uma grande luz que cobriu o céu e... aqui estamos.
Nada que eu já li ou conhecia tinha essa história. Elizabeth está assustada e suando.
–Elizabeth Vounyr– se isso verdade... quer dizer... que há essa possibilidade...
–Fantástica– não pensa nisso, deve ser um acontecimento único. Pensa em apenas em como sua família feliz quando voltar.
As palavras dela foram gentis que conseguiu acalmá-la. Elizabeth aperta a mão e fantástica entrelaça a mão.
–Dryffi– o amor de vocês é verdadeiro, me faz lembrar do meu marido.
–Liria– que fofo. Quem era seu marido?
–Dryffi– apenas o elfo mais forte e corajoso de todos, com um talento na dominância de gelo.
Eu e fantástica ficamos levemente chocadas com a descrição.
–Ele tinha muitos títulos, o rei do gelo, o fogo congelante, mas nenhum deles era tão imponentes quanto apenas seu nome... Grinddar.
Ouvir seu nome novamente fazia meu corpo tremer todo, algo que demorei para notar, a respiração fantástica estava tão forte que todas podiam ouvir. As lembranças dele quase me faz chorar.
–Nossa filha, Igridd, está segura com ele. Uma pena que posso vê-la crescer.
–Éva– e... e por que... não?
Eva estava com dificuldade para falar, também, já que vimos a filha dela morrer pela Yan.
–Dryffi– porque ele não me deixa.
Ela aponta para o grande cubo.
–Ele só deixa partirem aqueles que consideram dignos.
–Liria– e o que seria ser digno?
–Dryffi– nem eu sei criança, mas se tentarem conversar com ele talvez ele permita saírem. Subam e o deixe entrar em contato com sua alma.
–Fantástica– só subir? Que ótimo! Vamos fazer e sair daqui, não é meninas?!
todas nós concordamos.
–Dryffi– não querem conhecer mais nossa história? Queria contar sobre nossos deuses.
–Fantástica e Éva– deuses?!
–Dryffi– sim, nossos protetores, eles que colocam ordem neste lugar. Sendo eles aranous, o andarilho sobre as rochas; nerium, o escorpião deus e, nosso favorito, carganous, o deus Evereste. Só que estranhamente suas presenças sumiram.
–Fantástica– que pena, eles devem estar apenas tirando férias, até deuses precisam descansar. Agora vamos embora!
–Dryffi– entendo, devem estar com saudades casa. Antes de irem, criança, pode me devolver o relógio, ele faz parte de meu lar.
Foi por isso que ela olhou para mim antes. Para evitar qualquer briga, a entrego sem fazer perguntas.
–Dryffi– obrigada. Quanto tempo não te vejo...
O relógio começa a pulsar e girar em sentido anti-horário. Quando o relógio para a elfa olha para nós.
–Dryffi– já entendi.
O cubo brilha mais e a elfa começa emanar uma energia visível em seu torno. Eva e fantástica estavam com uma expressos de puro choque misturado com medo.
–Foram vocês.
Ela estende o braço e dispara um raio de energia, Éva rapidamente cria uma barreira, mas ela a ignora e travessa a barreira e o peito da Éva criando um buraco. Ela cai no chão de frente.
–Liria–ah... AHHHHHHHHHH!!!!
–Fantástica– corram!!!
Elizabeth me pega e corre o mais que pode e em seguida fantástica luta contra a elfa. Nos afastamos bastante, sendo apenas visível as explosões de magias delas.
–Liria– Éva... a Éva...
–Elizabeth Vounyr– tudo bem, vou tirá-la daqui!
Ao chegar no final deste lugar, não há nada mais que barreira invisível. Elizabeth tenta quebrar e de nada adianta. Os sons de explosão pararam. Ela saca sua espada e fica na minha frente. Passos de aproximação é escutado.
–Elizabeth Vounyr– o que fez com ela?!
–Dryffi– não se preocupe com sua amada, ela vai morrer lentamente junto com você.
Elizabeth se avança na elfa tentando golpeá-la, mas ela é muito rápida que não faz muito esforço. Elizabeth usa a magia de sua espada nas estruturas criando uma nuvem de poeira. Ela me pega e corre novamente. Um grande pedaço de metal atravessa a armadura na perna da cavaleira com facilidade. Ela cai no chão, me derrubando também, com grande grito de dor. Ela tenta pegar sua espada, mas a elfa pega primeiro.
–Você tem um proposito nobre, pena que não vai realizá-lo.
–Elizabeth Vounyr– por favor, não a machuque.
–Dryffi– ...hipócrita.
Ela atravessa a espada no pescoço dela.
–Fantástica– DESGRAÇADAAA!!!
Ela reaparece muito ferida, mas com muita fúria. Ela utiliza todas suas magias combinadas junto com a necromancia. Ela se esquiva e contra-ataca sem nenhum esforço, até mesmo derrotando o exército de mortos-vivos com a espada da Elizabeth. Aproximando na maga e ela estoca a barriga dela várias vezes, ela a segura com a espada ainda em sua barriga.
–Fantástica– não... machuque...ela.
–Dryffi– pensaram o mesmo com minha filha?
Ela a carrega e se deita ao lado do corpo sem vida da Elizabeth.
–Na saúde e na doença até que a morte os separe.
Fantástica olha para Elizabeth pela última vez e segura sua mão.
–Fantástica– perdão... eu falhei... de novo... mas... agora... estarei... com você... no céu... com eles...
A elfa se aproxima de mim e larga a espada a minha frente.
–Dryffi– me mostre o que sua amiga te ensinou.
Ela me ordenou que eu lute? Movido pelo medo e raiva, pego a espada e tento atingi-la.
–Liria– você matou minhas amigas! Matou elas!
Ela me um tapa forte que me joga longe.
–Dryffi– uma vez minha filha falou “quando vermos o sol novamente, vai ser nosso encontro que fara a estrela se apagar” ... e isso não vai acontecer mais.
Ela segura meu pescoço e aperta com força que não consigo mais respirar, a escuridão toma conta da minha visão e...
–Dryffi– adeus, criança.
Tic tac, tic tac
–Hum? Interessante, parece que ele escolheu você. Boa sorte, vai precisar.
Estou em um lugar estranho, mas que é bem confortável, um vasto vazio branco, onde estaria minha prótese está... normal. Este deve ser o céu. Acho que eu deveria estar feliz, porém minha família foi abandoada e minhas amigas... bem, o que posso fazer se já estou morta. Escuto vozes chamar pelo meu nome, acreditando ser anjos, mas é tão familiar. O espaço a minha volta está se distorcendo.
–Elizabeth Vounyr– Liria... Liria... Liria! Você estas bem?
Elizabeth está a minha frente viva junto com a Éva e fantástica. não consigo segurar as lagrimas e abraço ela.
–Liria– ahhh! Elizabeth!
–Elizabeth Vounyr– ei, o que houve Liria?!
–Fantástica– o que foi que aconteceu?
–Éva– Liria, se acalma e fala o que houve?
Ouvir as vozes era um calmante.
–Liria– fico tão feliz que estão bem.
Elas me olham confusa ainda me perguntando o que aconteceu. Eu noto o lugar onde estamos, a entrada onde está aquela porta. Digo a eles que temos que fugir, mas a porta solta a luz novamente e...
–Fantástica– onde... caralhos estamos?!
–Éva– todas estão bem?
A mesma coisa está acontecendo, meu coração dispara freneticamente, o suor escorre pelo meu corpo todo so de ver este lugar. Lembranças do que aconteceu se repetem pela minha cabeça infinitamente.
–Liria– o que... que eu faço?