Ouvi muitas histórias sobre os elfos e a grande maioria é sobre seu lar, como grandes estruturas antigas se ligavam a natureza. Os elfos se orgulhavam da comunicação que tem com a natureza, mas Lorhel é totalmente diferente; grandes esturras emanavam energia, uma cidade colorida que a destacava em meio a natureza, elfos usando roupas que eu via no meu reino. Não é era o que eu esperava, porém ainda é tão impressionante o quanto.
–Liria– incrível.
–Dryffi– sim. As vezes esqueço o quão promisso este lugar foi.
Estava tão admirada pelo lugar que quase esqueço das minhas amigas.
–Liria– espera, onde estão elas?!
–Dryffi– não se preocupe, vai ser uma passagem rápida para elas. Agora, quero que conheça onde meu reino prosperou.
Em nossa caminhada avistei diferentes estruturas que não tinham onde estava, meios transportes que nem pareciam deste mundo, alguns até eram voadores e pessoas e não apenas elfos. Crianças de diferentes raças brincando com magia, sem nenhum preconceito.
–Liria– eles não nos vêm?
–Dryffi– vijamos para o passado, nada o que façamos interfere o que foi escrito.
Ela contava como era a vida aqui, culinária, músicas, o seu idioma, a utilização da magia com tecnologia, a união entre os povos; a cultura de seu povo era tão única. Como um lugar como simplesmente sumiu do mundo?
–E este já deve conhecer.
Estando ao centro do reino, está aquele grande cubo de energia.
–Sei que ele não causou uma grande impressão, mas ele é o coração do meu lar, ele é que nos mantinha vivo.
–Liria– por que você fala como fosse um ser vivo? Não é apenas um objeto magico?
–Dryffi– é mais complexo que se imagina criança. Ele está aqui desde que tudo isso não passava apenas um lugar totalmente verde. Meu reino construiu em volto dele porque ele nos permitiu.
–Liria– então... quer dizer ele é um ser vivo?
–Dryffi– se quer usar essas palavras.
–Grinddar(passado)– querida, quantas vezes preciso lembrar que é rainha do reino?
Ela virou-se lentamente pela voz grafe, ela está em choque enquanto estou assustada.
–Dryffi(passado)– querido, estava levando nossa filha para caminhar. Sabe que ela não gosta de ficar tanto tempo no castelo.
O outra Dryffi passou dentro da outra como fosse um fantasma. Ela abraçou o Grinddar que retribuiu com um beijo. Mesmo com o cabelo cobrindo seus olhos, era nítida a tristeza em sua face.
–Igridd– papai!
Ela era aquela elfa que Yan matou, correndo até eles que Grinddar a segurou.
–Grinddar(passado)– minha preciosa filha. Desculpa querida, sabe que apenas me preocupe com vocês.
–Dryffi(passado)– eu sei querido e é isso que mais amo, sua preocupação nos faz sentir especial.
Ela olhava fixamente a eles. Não sabia como ajudar então apenas segurei sua mão, ela apertou levemente e depois a puxou para limpar suas lagrimas.
–Dryffi– vamos continuar.
Voltamos a caminhar até chegarmos no castelo deles. Não era tão grande, mas bem estruturado para impor uma imponência.
–Passei tanto tempo sozinha que esqueci... essas partes da minha vida...
Quando entramos, estava eles em suas poltronas e Igridd mais velha. Deve ser uns anos no futuro. E tinha uma mulher estava à frente deles. Seus cabelos ondulados loiros e uniforme de alguém da realeza, corri para ver seu rosto acreditando ser Elizabeth.
–Liria– quem... que é esta?
–é um prazer conhecer a realeza pessoalmente deste reino maravilhoso. Me chamo Evangeline Vounyr e vim representar meu reino a negócios.
Vounyr?! Então ela é irmã da Elizabeth?! Mas como se o reinou sumiu a séculos?
–Grinddar– sabemos quem é. E como já respondemos a um dos seus serviçais, não vamos fazer isso.
–Evangeline Vounyr– fui avisada. Mas gostaria que repensasse e visualizasse como isso torna nossa aliança perigosas ao mundo.
–Grinddar– eu já tomei minha decisão e para ser honesto, não confio em nenhuma palavra sua humana. Agora retire-se antes que eu perca a paciência.
Mesmo elas sendo muito parecidas, essa parece mais velha e madura que a Elizabeth.
–Evangeline Vounyr– uma pena. Vou dar uma volta antes de partir. Agradeço atenção de vocês.
–Liria– o que ela veio fazer aqui?
–Dryffi– como pode ter visto, meu reino acolhia todas as espécies e isso incluía vocês humanos. Foi uma ideia minha e lutei muito para convencer meu marido. Nunca me arrependi dessa decisão. Ela veio aqui a negócios, simplificando, a pertencer meu reino ao seu.
–Liria– tipo “unir” os dois reinos em um?
–Dryffi– exatamente. Obviamente fomos contra, mas não impediu que ela retornasse repetidamente.
Ela me conduziu para subirmos antes ver sua família. No último andar, chegamos a uma sacada que tem uma bela vista do pôr do sol.
–Liria– por que me mostrou isso?
–Dryffi– como sabe, meu lar está abaixo da superfície e acredito ser obra da humana nobre. Sei que não faz sentindo vindo de alguém não mago, mas não descarto a possibilidade.
Mas porque da família Vounyr? Eles são a família que ajudaram a fundar meu reino, então por que se importariam com outro?
A noite chegou e aquele azul reconhecível tomou a cidade.
–Hum... quem diria que este momento se tornaria é que veria em meus séculos.
Esse lugar até que fica bonito com céu aberto, mas do absoluto nada uma grande luz roxa cobre o reino e estamos dentro da dungeon. Grande parte do povo saiu e tentando entender o que aconteceu. Grinddar saiu para acalmá-los junto com a Dryffi e sua filha.
–Grinddar(passado)– ordem povo de Lorhel! Não entrem em pânico que encontraremos explicações e tudo voltara ao normal!
–Igridd– mãe! Pai! O que aconteceu?! Vamos?!
–Dryffi(passado)– obvio que não minha filha. Somos um povo forte e vamos encontrar uma saída. Não é querido?
–Grinddar– sim. Me tornar não é apenas para proteger meu povo, mas para proteger minha família. Vamos ficar bem.
Os dois abraçam para confortá-la.
–Dryffi– bem... com tempo, estávamos perto da escassez de recursos e muitos tiveram que sair para procurar, e isso incluiu meu marido e minha filha.
Chegamos até o portão que nos trouxe aqui.
–Grinddar(passado)– certeza de que Igridd me acompanhe?
–Dryffi(passado)– querer não, só que ela está cansada daqui e quer ajudar, e... odeio ter que admitir, mas ela precisa a começar se defender, não estaremos mais aqui por muito.
Eles se abraçam.
–Grinddar(passado)– comigo ela vai estar segura.
–Dryffi(passado)– eu sei, eu sei...
–Igridd– não se preocupe quando vermos o sol novamente, vai ser nosso encontro que fara a estrela se apagar.
–Dryffi(passado)– há há. Eu amo vocês.
–Dryffi– depois que eles saíram o portão sumiu e ficamos presos até restar apenas a mim. E o resto você já sabe.
–Liria– como você sobreviveu até agora?
–Dryffi– porque ele me escolheu, tornei-me parte dele. Não envelheço, não sinto fome e não me canso, queria não poder sentir mais dor.
–Liria– eu realmente sinto muito. Tiramos tudo que você tinha...
–Dryffi– foi apenas culpa de Yan. Mesmo o que a maga tenha feito com meu marido... ela eu compreendo.
–Liria– como assim?
–Dryffi– é algo que você próprio que vai descobrir. Agora que sabe sobre mim e a história de meu extinto povo, conto-me sobre você.
–Esta... sou eu no futuro?
–Dryffi– é sua mãe.
Meu olhar passou de confusão para surpresa. Meu pai sempre fala que eu era o espelho da minha mãe, realmente somos parecidas...
–Liria– minha mãe... é a primeira vez que a vejo.
–Dryffi– não a conheceu?
–Liria– ela morreu um ano após que nasci.
–Dryffi– entendi...
Outra pessoa sai, meu pai. É tão estranho vê-lo saudável normalmente, ele foi até minha mãe a abraçando, beijando seus lábios e sua barriga.
–Dryffi– o momento que você está vindo para este mundo.
Deveria um momento que sentiria feliz por um momento eu tive uma família, mas eu sentia nada. Minha família tão perfeita, meu pai trabalhava pesado enquanto minha mãe ajudava em casa junto com minha tia que ajudava também. Entramos na minha casa e o clima estava pesado, encontrando minha tia com barriga levemente inchada, minha mãe gritando com meu pai que está sentado na cadeira.
–Pai– amor, me deixa explicar.
–Mãe– EXPLICAR O QUE?! QUAL JUSTIFICATIVA PARA TER ME TRAIDO! QUE VOCE PAGAVA MINHA IRMÃ PELAS MINHAS COSTAS!!
Toda minha vida nunca entendia o porquê meu o pai estar tão doente, o porquê cresci sem uma mãe ou porque minha tia me odiava, entendo agora...
–Pai– mas você não conseguia engravidar...
–Mãe– E SO POR ISSO RESOLVE ME TRAIR?!...
O silencio tomou conta por um longo tempo até minha tia o quebrá-lo.
–Tia– perdoe-me irmã... eu e ele estamos apaixonados, somos destinados a ficar juntos. Você ainda pode ficar conosco e podemos criar uma família juntos.
–Mãe– ficar conosco? Você quer eu fique na minha própria?!
–Pai– estávamos conversando que você deveria partir, mas queremos que fique, afinal a casa é minha e dela. ela me ajudou a construir quando você estava ausente.
–Mãe– destinados... vocês são ridículos. Paixão e amor são totalmente diferentes; vai se arrepender quando descobrir a diferença. Vocês se merecem.
Ela subiu as escadas batendo os pês com força. Ela estra no quarto chorando, chega perto em um berço e abraça o bebê contra seu rosto.
–Desculpa meu bebê... me desculpa... Liria...
A única vez que fui abraçada por ela e por algum motivo não estou feliz.
–Liria– podemos pular a parte que ela morre, por favor.
Dryffi avança o tempo. Voltamos a sala, meus irmãos a recém nasceram, foi a época que a doença do meu pai estava o infectando, minha mãe já tinha morrido e minha tia nos abandonou acreditando que encontrou seu verdadeiro amor. Eu já trabalhava na mineração e ainda tinha meu braço.
–Liria(passado)– papai, estou indo minerar. Coloquei o que sobrou da janta no congelador.
–Pai– ok, vai com deus.
Eram as únicas que ouvia dele antes de partir. Abraço meus irmãozinhos dou beijos na testa e vou a mais um dia.
–Liria– foi esse dia que perdi meu braço...
O ambiente muda novamente desta vez de volta a Lorhel.
–Dryffi– é o suficiente. Você passou por muita coisa e ainda sim resistiu por tanto tempo sozinha.
–Liria– eu precisava, sou a única pessoa que pode salvar meus irmãozinhos.
–Dryffi– você é muito corajosa para sua idade. Bem, foi conhecê-la um pouco, Liria.
–Liria– igualmente, Dryffi.
–Fantástica– que intimidade rápida foi essa?
Fomos permitidas em subir a escada.
–Dryffi– antes de partirem, podes entregar ao meu marido se o encontrarem? Foi um presente recebido dele no nosso casamento. Quero que ele saiba que ainda estou bem.
Ele me entrega um colar de pedras brancas translucidas, nunca tinha vistos essas joias na vida.
–Liria– tem certeza?
–Dryffi– você conquistou minha confiança. E pegue isto também.
Ela me entra um mini cubo.
–Quando encontrar Yan, isto vai trazê-la até mim. É nossa promessa.
É mesmo, tinha esquecido.
–Liria– só por curiosidade, o relógio é capaz de prever o futuro?
–Dryffi– sim, mas não é 100%, pois o futuro sempre muda quando se vive. Gostaria de ver?
Acenei que sim, foram mostrados dois destinos meus.
–Liria– eu...
–Dryffi– como falei não é para confiar na previsão. Então não se assuste, pode não acontecer.
não falei mais nada e apenas segui minhas amigas. Chegando perto do grande cubo, uma voz desconhecida é ouvida como falasse dentro da minha cabeça “mostre-me se es digno” e de novo passo pela minha vida. Quando minha mente retorna, estamos de volta a dungeon em outro lugar. Minha visão passa pelas minhas amigas; Éva parecia assustada, sua respiração travada e seu rosto suado; fantástica paralisada e chorando muito, quando percebe limpa suas lagrimas escondidas e Elizabeth parecia normal, ela caminha em direção a fantástica.
–Elizabeth Vounyr– desculpa, mas não posso continuar com isso.
Ela retira sua aliança e entrega na mão dela. A conhecendo, se desesperaria e queria entender o motivo, mas nada foi dito, guardou a aliança e seguiu o caminho como a Elizabeth. acreditando ter acabado os problemas, apenas mais forma criados e agora envolve minhas amigas.
Depois que saímos de Lorhel, ninguém falou nada. Fantástica caminhava olhando para o chão, Elizabeth estava à frente tomando a liderança, Éva parecia a única que tinha voltada ao normal, mas não conseguia esquecer o que vi, para uma médica que viu de tudo o que deve ter assustado aquela maneira?
–Liria– Éva... você está bem?
–Éva– sim, por que a... ah, está falando de antes? Sei que foi chocante me ver assim, mas não foi nada demais. Não precisa se preocupar.
–Liria– como não vou me preocupar depois tudo que nos... eu passei.
–Éva– quer conversar?
Mesmo que tenha passado, não conseguia esquecer todas as dores. Após contar tudo o que aconteceu entre mim e a Dryffi, que fantástica e Elizabeth ouviram, Éva parou.
–Éva– Liria...
–Liria– eu sei... mas não se—
Fantástica me abraça.
–Fantástica– como pude ser tão ignorante não perceber... desculpa... estou aqui agora...
–Liria– tudo bem, passamos por muita coisa.
–Fantástica– olha, se quiser pode me chamar de mamãe se quiser.
–Éva– maga, não força.
–Fantástica– vai encher o saco do outro!
Dei uma pequena risada que não dava a tempos, foi felicidade que elas continuam a mesma. Ela infelizmente não lembra que chamei de mamãe, mas pedindo, mesmo de forma cômica, seja a forma de deus me dar uma segunda oportunidade.
Nossa rotina retorna, a escuridão tomada pelas rochas e monstros querendo nos devorar. Escutamos sons que de gritos e pedras se quebrando, ao chegar, era nada mais e nada menos que Yan lutando contra Grinddar. Os dois pareciam exaustos sugerindo que lutaram bastante.
–Yan-sanheng– não achei que ficaria feliz em vê-los. Vamos maga, vamos terminar com este elfo nojento.
Ninguém se moveu, exceto eu que ficou na frente do frande elfo.
–Grinddar– sério, acha que uma criança vai—
Estendo meu braço mostrando o colar.
–Onde conseguiu isso?
–Lira– Dryffi me pediu para entregá-la.
–Grinddar– Dryffi...
Ele pega o colar com cuidado, o grande rei elfo que sobreviveu por séculos, enfrentou a grande maga e assassina, parecia vulnerável, derrubando uma pequena lagrima no colar.
–Liria– quando ela conseguir sair vocês verão o sol novamente, vai ser o encontro que fara a estrela se apagar.
–Grinddar– qual seu nome?
–Liria– me chamo Liria.
–Grinddar– em toda minha existência você é única humana que conquistou meu respeito. Obrigado, Liria.
Ele se levanta segurando o colar em seu peito e mostrando sua imponência,
–Não entendam errado, ainda terei minha vingança ainda mais contra você assassina. Por hora, irei poupá-la.
Ele usa magia para criar... uma adaga?
–Meu presente quando minha filha completasse 125 anos, agora pertence a você pequena guerreira. Feito de gelo real, afiada o suficiente para cortar ossos e fria o suficiente para queimar e do aço mais resistente que nem vulcões a derrete. Uma lâmina que não derrete é a mais confiável para o combate. Adeus.
A lâmina é realmente grandiosa, mas tinha aura de perigosa. Nunca imaginei que conseguiria minha primeira arma de um “inimigo”
–Yan-sanheng– caramba, foi surpreendente. Curandeira pode me dar uma cura, ele conseguiu fazer uns cortes.
Eva se aproxima e da um tapa forte na cara dela.
–Éva– você nos abandona, diz aquelas coisas a Liria, acha pode me pedir algo e esquecer o que fez?
–Yan-sanheng– mas é seu dever como médica.
–Éva– sim, mas ainda sou humana caso não saiba. Diferente de você.
–Yan-sanheng– não vai mesmo me tratar?
–Éva– eu quero você morra.
Ela se afasta voltando ao grupo com silencio constrangedor. Estamos todas reunidas novamente, não que isso seja bom... estou com medo o que vai acontecer conosco.