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Garota Mágica
“Eu tinha ganhado uma daqueles sorteios de revista infantil da época, para aparecer em um dos programas do senhor dinossauro, minha mãe e meu pai queriam que eu seguisse algo por parte da carreira deles, ela era uma atriz, e ele um roteirista, e os dois queriam me enfiar nesse mundo junto com eles.”
- Parabéns filha! Você foi sorteada, olha isso, eu tô tão feliz por você!
- É filhota, vai ser sua chance de começar.
“Meu pai dizia que eles usavam esse tipo de programa infantil pra achar crianças promissoras no rumo, eles não eram tão famosos e nem tinham contatos o bastante para me colocar direto em um projeto grande, mas eles já tinham feito quase todo o planejamento de como me fazer ser maior do que eles já foram, e eu, só tava tentando agradar eles.”
- E-eu vou dar o meu melhor pai e mãe!
“Mas pela ironia do destino eu não tinha talento pra isso, ou o que quer que fosse preciso, talvez eu fosse muito nova ou ruim, eu não sei mas..”
- Hora do intervalo! Crianças podem tomar uma água, tem umas besteiras pra vocês comerem ali, tão mandando muito bem! Em dez minutos a gente começa o próximo quadro do programa!
Um homem mais alto, Veronika não lembrava o rosto dele, mas era como qualquer trabalhador genérico do set com uma claquete barulhenta mas bonitinha, era toda enfeitada assim como a maioria do set – A garota se levanta, olhando para ambos os lados e procurando seus pais, mas eles não pareciam estar em lugar algum, meio decepcionada, ela chega até o homem mais próximo que parecia minimamente confiável.
- S-senhor, onde fica o banheiro?
Era um homem mais velho, uma barba grisalha era a única coisa que conseguia lembrar além do uniforme azul do set que ele vestia, ele se vira para ela e dá uma leve risada.
- Ah garotinha! A gente tem um banheiro seguindo aquele corredor ali, na esquerda!
Ele aponta para um corredor mais vazio onde poucos funcionários estavam indo e vindo, Veronika olha, e agradece, caminhando para lá em passos rápidos, ela continua no corredor com certo desconforto em cada passo, e logo, acha a primeira porta a esquerda.
“A única coisa que eu não esperava, era que aquele velho idiota não lembrava que tinham mais duas portas mais para frente.”,
- É aqui?
Ela olha para a porta fechada, mas confiando no homem abre sem exitar muito, um quarto escuro se revela, e ela procura o interruptor ligando a luz, ela se depara com um grande depósito assim que as luzes se acendem, caixas e mais caixas, no canto fantasias de personagens mais velhas meio jogadas, provavelmente os uniformes antigos, também tinham alguns artigos de cenário e itens utilizados, e ela vê algo.
“Mas eu não posso só falar mal dele, eu tive culpa nisso também, uma criancinha idiota e burra.”
- oohh.. Que lindo.
Ela se aproxima, avistando um cajado jogado no canto do local, ele brilhava com uma grande pedra azul no topo, aberto como um flor que havia desabrochado, seus detalhes vermelhos e dourados a tornavam dignos de um conto de fadas, e Veronika ama contos de fadas, ela ergue o cajado com certa facilidade, tirando do meio de outras caixas, e começa a brincar com ele, como se fosse uma maga experiente, mas logo só para e observa mais um pouco aquela pedra, era azul, bonita, e brilhava com um fator chamativo que ela nunca havia visto, ela aproxima a mão da pedra brilhante, chegando próxima a tocar, e claro, finalmente encostando seu dedo indicador na pedra que brilhava.
- É tão linda..
Ela desliza a mão sobre o cristal liso, mas quando tira, parece grudada.
- O-oque? Minha mão, não quer sair.
Ela começa a tentar puxar a mão, o cajado para o lado contrário, tirar de perto dela, jogar longe, mas nada soltava, mas depois de alguns segundos algo parece piorar a situação, do cristal saia um leve brilho azulado, que logo toca sua mão com gentileza, mas em poucos segundos desfere um corte profundo na palma da mão de Veronika, que grita imediatamente com terror, ela continua desesperadamente tentando tirar a mão do cristal, mas logo o resto de seus dedos e sua palma são colados a pedra brilhante, o sangue que escorria começa a manchar o cristal de vermelho enquanto lágrimas de medo aparecem no canto de seus olhos – Ela se vira para correr para a porta, mas como se tivesse tomado um golpe na cabeça, sua visão se nubla, e ela logo cai desacordada no chão daquele depósito, o cajado caindo junto, e o brilho caindo.
“Foi uma burrice extrema mesmo brincar com algo que eu nem sabia o que era, mas eu era uma criança, vai me julgar? Enfim.. Depois de uns quatro dias eu acordei em um hospital, só tinha um médico do meu lado, eu procurei pela minha mãe e meu pai logo quando acordei mas eles não estavam lá.. Parece que estavam trabalhando naquela hora.”
- Garota Veronika.. Como eu posso te dizer isso, eu já expliquei toda a situação para os seus pais mas acho que é importante saber, vou tentar ser o mais simples possível.
Ele levanta da cadeira que ficava ao lado da maca, enquanto Veronika ainda se via com sonolência, acordando aos poucos.
- Você tem uma rara condição, chamada hemofilia, ela causa com que seus machucados se prologuem saindo sangue, ou cause hemorragias facilmente, até sem motivo algum, ou seja, mesmo o corte que teve em sua mão alguns dias atrás, ele ainda pode abrir mais facilmente que o normal e sangrar como se tivesse sido cortado agora.
- E-eu não entendi.. É doença?
- Podemos dizer que, é tipo isso, seus pais vão cuidar bem de você, mas enquanto isso enfermeiras vão passar aqui de hora em hora, e vou dizer para que te tragam comida, ou até melhor, um banquete!
Ela dá uma risadinha leve, mas ainda se sentindo extremamente confusa, Veronika olha para a própria mão que estava enfaixada, e logo olha para o canto do quarto, vendo aquele mesmo cajado, ela se assusta, mas decide não se afastar, afinal tinha soro sendo injetado em sua veia e ela sequer conseguia se mover tão bem assim.
- Ah, o cajado.. Encontraram ele em sua mão assim que te acharam, e parece que mesmo que afastemos ele de você, ele sempre vai aparecer novamente mais próximo.
“Era assustador ter aquilo atrás de mim todo o dia, você não tem ideia das situações que isso já me colocou.”
- Além disso garota, devido ao cajado seus pais deixaram que fizéssemos testes de magia correndo em seu corpo, e foi achado sim, magia pura diretamente em seu corpo, e parece que quanto mais próximo do cajado, maior a magia, agora você é uma garota mágica Veronika!
“Quando eu ouvi aquilo, meu corpo gelou e eu não dei uma risada feliz ou um sorriso bem contente, mesmo que meu maior sonho fosse ser uma garota mágica, daquelas de histórias onde elas enfrentam vilões ou passam por jornadas longas sobre amizade e tals, eu não consegui ficar feliz, e tudo isso é por conta desse cajado, eu tinha medo dele.”
-
- Quando meus pais apareceram alguns dias depois, eu vi o maior olhar de decepção no rosto deles que eu já tinha visto, a única coisa que eu consegui fazer era chorar, eu dormia todas as noites depois disso lembrando do dia, lembrando das crianças, do cajado, e sempre via ele brilhando de madrugada no canto do meu quarto, isso me assustava mais que tudo.
- Nossa amiga.. Que triste, de verdade, mas como que o cajado tava lá? Eles sabiam disso?
- Parece que ninguém sabe da origem, um novato tinha trazido junto com o resto das cargas pro lugar, e só enfiaram naquele depósito como se não fosse nada, talvez era pra ser entregue pra alguém, mas agora é meu, e não tem como entregar devolta.
Ela dá uma risadinha, embora estivesse meio melancólica e olhando para baixo, sequer conseguia olhar para o rosto de Dash enquanto contava a história.
- Mas pode piorar. Quando eu comecei a usar eu descobri que as magias que eu faço usam da força do meu corpo, meu sangue é quase como um.. Sei lá, uma coisa que esse cajado usa pra me deixar usar os poderes dele, e isso, junto com a minha condição é o combo da garota mágica problemática.
- Que ruim.. Nossa, eu queria poder falar algo mas, não sou boa em consolar pessoas.
Dash dá uma risada constrangida, tocando no ombro de Veronika que se afasta, indo para o corredor, e voltando o olhar com um sorriso como se não tivesse dito nada demais.
- Enfim, vamos? O tempo tá contando!
- Ah sim, claro!
Dash estranha, mas logo se junta a Veronika e as duas seguem o corredor seguindo para a entrada, lá Bane esperava e poucos minutos depois Stile também aparece, com o uniforme sem a roupa de hospital por baixo – Dash olha para o Stile, depois para si mesma e por fim para Veronika e Bane.
- Verdade né.. Veronika e Bane, por que ainda tão com roupas de hospital?
Os dois olham para si mesmos, sequer tinham se arrumado.
- Nem notei poxa!
-
Os dois saem rapidamente, logo voltando de uniforme, e agora os quatro estavam totalmente arrumados na porta do hospital, todos se olham mais uma vez, e saem em direção a nave, alguns confiantes, incertos, ou assustados.
-
- Zeroo! Não é pra comer tudo, tem que sobrar viu?
Reni puxa Zero do meio da ração que ele comia, segurando ele entre os braços mesmo que aquela larva estranha se force a tentar comer mais, ela acaricia ele enquanto olha com uma raiva fingida.
- Alienígena mal!
Ela se joga no sofá, suspirando, já faziam vários dias que a mesma estava sozinha, queria poder fazer parte de tudo mas sabia que não podia, mesmo assim ela aproveitava de um jeito que achava bom, já havia explorado muito do planeta, anotado e se maravilhado com todo o tipo de coisa, ela amava o espaço e estar ali já era ótimo, mas estar tão sozinha era ruim, ela fecha os olhos enquanto segura Zero.
- Cadê eles?..
Um barulho alto ecoa na nave, Reni quase pula do sofá na hora, arregalando os olhos e se levantando, ela pega Zero e coloca ele na frente do corpo.
- Oi? Alguém? De onde veio isso?
Ela dá passos cuidadosos na nave, seguindo o corredor que dava para a enfermaria, mas logo acha algo estranho no meio do corredor – Sangue pingava do teto, como se o próprio ferro que revestia a nave sangrasse, Reni treme levemente, ela se agacha e passa o dedo.
- É sangue mesmo.. Que estranho, o que será que é?
Ela começa a andar pela nave, agora um pouco mais tranquila, procurando onde estaria essa coisa que havia sangrado, mas após algum tempo não acha nada, parando novamente na frente daquela poça pequena de sangue, que já havia parado de pingar.
- Acho que, talvez um problema de encanamento sobre as batalhas passadas? Não sei dizer.. Mas não deve ser nada.
Ela vai rapidamente a cozinha e pega um pano e alguns produtos de limpeza, ela já sabia a forma mais eficiente de limpar sangue, o que poderia ser estranho, mas nem tanto, a própria garota tinha o hobbie de passar o tempo livre assistindo séries, uma hora ou outra ela deve ter visto isso, só não lembrava onde.
- Pronto.. Acho que assim tá limpinho.
Ela dá um sorriso, vendo o chão da nave brilhar, Reni olha para Zero e acaricia o que ela acha que era a cabeça dele, mas sem certeza.
- Nave que sangra, já viu dessa Zerinho?
Atrás dela, mais um barulho, a nave abrindo as portas. O corpo de Reni gela, ela agarra Zero e se vira para a porta, mas só para ver Dash aparecendo sorrindo em poucos segundos.
- Oooii amiga! O que deu?
Reni suspira com alívio, antes que o resto já entre com Dash, cumprimentando todos com um sorrisinho no rosto.
- Eu só tava limpando o chão da nave mesmo.
- Que menina exemplar, isso aí, tem que deixar a nave tinindo!
Bane dá uma risada, passando a mão pela cabeça da garota e indo diretamente para a cozinha diretamente para a geladeira, pegar qualquer coisa que o alimentasse bem, além disso, ele pega um suco de laranja e oferece para Veronika, que logo aceita de bom grado.
- Eu não achei que vocês viriam hoje mesmo! Aconteceu alguma coisa?
Stile vai direto para o quarto, quieto, com a mão na cabeça como se estivesse com dor, e o mesmo estava sim, Bane olha de canto, mas continua ignorando por enquanto.
- É que, a rainha dos verde aqui recebeu uma carta de ameaça e a gente tem quatro dias pra matar o vilão lá.
- Quatro dias? Então vamos direto para lá?
- Esse é o problema, a gente vai passar nos outros dois planetas ainda, então temos que sair talvez literalmente agora mesmo.
Bane diz, mastigando enquanto fala, ele passa por todos e se senta no sofá relaxando totalmente enquanto dá um suspiro claramente aliviado, como se toda uma tensão tivesse caído por terra naquele mesmo momento.
- Nos outros dois também? Eu entendo o fato da gente buscar o Mark, mas por que Norradia também?
- Temos um monte de coisa pra fazer, vamos passar nesse Norradia primeiro, depois buscar o Mark e por último matar o Arqueologista, dá de fazer isso em quatro dias né? Uns três talvez..
- Acho que sim, mas a gente precisa sair agora mesmo!
- Então o que tá esperando?
Reni dá um pulo meio desesperado, ela agarra Zero e vai direto para a cadeira principal da nave, já ajustando a rota de voo para outra, já que antes ela própria havia ajustado para Nevaice de antemão.
- Já vamos voar! Se segurem!
Os outros três se sentam no sofá, começando a conversar e logo sentindo a turbulência da nave, mas diferente da primeira vez já pareciam bem mais acostumados, assim que a nave sai de órbita a turbulência para, e Reni vira a cadeira diretamente para olhar para eles.
- Vamos chegar em torno de umas doze horas!
Bane levanta, e toma a frente das outras duas garotas, terminando de comer, e se posicionando com certa seriedade.
- Vamos discutir planejamento.
- Isso não seria coisa do Stile?
- Sim, mas já que ele não tá aqui, eu consigo lidar.
Ele levanta o punho fechado, começando a listar coisas e levantando um dedo por vez.
- Precisamos primeiramente saber o nosso tempo de voo e descanso, segundo precisamos ter ideia de quem a gente vai lidar agora, e dar uma pensada no que lutamos.
- É, faz sentido eu acho, precisamos mesmo dar uma focada nisso, tá sendo bem mais importante.
O tom de Bane baixa um pouco, ele olha para elas mais sério.
- Não é querendo assustar ninguém, mas as últimas batalhas foram talvez umas das mais difíceis que já enfrentamos, os inimigos daqui tem um nível acima dos da terra, mas mesmo assim, a gente consegue vencer, só precisamos de foco!
Dash levanta a mão, esperando o momento de falar assim como em uma escola.
- Se eu não me engano, os nosso inimigos tem nomes né? Tipo o Confiança que o Stile falou.
- Isso mesmo, mas alguém lembra?
Reni levanta, entregando um tablet para Bane, nele estavam várias anotações e documentos que talvez a mesma havia feito antes, já que passou tanto tempo sozinha ou na nave.
- Obrigado Reni, certo.. Egoísmo, Amor, Confiança, Desejo, Inocência, Submissão, Raiva, Melancolia, Ambição, e Culpa.. Se for colocar no papel sabemos do Confiança, e só isso, quantos inimigos enfrentamos ao total?
- Foram quatro eu acho, quando eu tava te trazendo pro hospital o Stile falou de duas que ele lutou, e teve aquele dragão que a Veronika me contou sobre, e por último o Confiança.
- Como eram os que ele lutou?
- De uma ele não falou muito bem, disse que era uma mulher que apareceu de noite e..
- Submissão, certeza! Mulher à noite não é coisa boa, e eu vi ele tudo fudido depois de lutar com essa, então é isso.
- Tá? E a outra era uma garota com asas de borboleta que sangrava glitter..
- Isso aí é inocência, se é criança é inocente.
- É, faz sentido.
Veronika tenta entrar na conversa, ela se aproxima um pouco e coloca os cotovelos nos joelhos enquanto olha para Bane.
- Teve o Dragão.. É difícil escolher um pra ele, fico entre raiva e egoísmo..
- Era um cara bem chato, acho que ele era mais egoísta do que raivoso talvez.
- Pode ser mesmo, ele ficava falando só dele, como ele era mais forte e tals..
Bane mexe no tablet um pouco, fazendo as próprias anotações importantes, e voltando a olhar para elas.
- Então foram quatro, Submissão, Egoísmo, Confiança e Inocência.
Veronika olha confusa para o tablet, chegando mais perto e tocando.
- E se eles estiverem nos atacando em ordem? Primeiro Egoísmo, depois vem o Amor, Confiança, e Inocência é em quinto, só pulou ela e a gente trocaria Submissão por amor.
- Pode ser também mesmo, muito bem pensado Veronika.
Ele observa um pouco, mas logo Dash também fala.
- Mas do que adianta sabermos quais conceitos eles representam se isso não vai nos ajudar muito? O Confiança só tinha a personalidade confiante, o poder dele era sobre água, e acredito que os outros talvez tivessem poderes e jeitos bem distintos, no mínimo a gente vai saber como que vão nos tratar.
Reni logo levanta também, chegando próxima e analisando com cuidado, sentando no sofá e pensando.
- Acho que isso já ajuda bastante vocês, pelo menos saber o que cada um deles tem de conceito, pode ajudar a como amenizar ou lidar a parte pessoal da batalha melhor! Ou pelo menos saber o que esperar, tipo, a gente olha para o Raiva e sabe que esse não vai ter muito o que falar com a gente provavelmente, ou Culpa, talvez até dê de não lutar com o que tiver esse conceito!
- Na verdade isso faz bastante sentido garota, o Confiança, se usasse as palavras certas tenho certeza que ele ia nos deixar vivos mais uma vez, se fosse pra gente perder claro, ele quase que não queria realmente terminar a luta e nos deixou fugir.
- Então, é isso que eu tô dizendo! Se vocês pelo menos mapearem os conceitos e tiverem eles em mente, podem ter ideia do que vão lutar, e lidar melhor.
Veronika se mexe um pouco, pensativa enquanto olha, mas logo Dash que fala, tomando a frente dela que provavelmente diria algo.
- E para dizer algo ainda mais importante, eu acho que esses assassinos sabem mais da gente do que a gente deles, eles devem ter mapeado nossos poderes já, e habilidades, afinal quando encontramos o Confiança ele já sabia de tudo da equipe praticamente, e quanto mais a gente demonstrar isso lutando com os outros, mais difícil vai ser de mostrar algo novo pra quem já conhece.
- Isso já é algo além das nossas capacidades Dash, acho que a prioridade agora é sairmos vivos de cada combate, vocês perderam para o Confiança que é o oitavo, se for por ordem de força, eu fico assustada com a força do primeiro lugar.
- Realmente, a Veronika falou algo bem mais importante aqui, a gente esteve com muitas dificuldades contra o Confiança, talvez por falta de equipe completa, por já estarmos machucados, mas o fato é que perdemos a primeira batalha, e eu quase perdi a segunda.
Ele abaixa o tablet, agora mais inspirado e sabendo o que falar talvez, parece que o próprio pensou em algo realmente interessante.
- Não podemos mais lutarmos sozinhos, nem Stile, nem Dash, nem eu, e nem Veronika, o Mark também, sozinhos não temos força o bastante para derrotar o assassino dependendo de quem for ou da força do próprio, e precisamos pensar ainda mais durante o combate, força bruta já não consegue ganhar de ninguém nesse nível.
Bane entrega o item para Reni que logo vai guardar no cockpit da nave, voltando para sua cadeira, e ele mesmo se joga no sofá novamente junto com as duas, talvez ele esteja cansado de pensar.
- E por último, fato é que as maiores surpresas já passaram, agora temos dimensão do nível deles, não vamos perder tão fácil mais, e nem pensar que somos mais fortes do que realmente somos.
- Realmente, e vocês podem deixar que eu vou ajudar muito no combate, mas antes.. Veronika, consegue consertar meu capacete com a sua magia?
Dash vai até Veronika, entregando o capacete timidamente nas mãos da amiga, que deixa no chão e logo pega o cajado, apontando.
- Ah, claro, poderia pedir antes.
Ela em poucos segundos faz um símbolo de magia completo, um círculo com alguns riscos estranhos no meio, mas que logo fazem efeito, indo até o capacete e deixando ele praticamente brilhando como se não tivesse tido qualquer batalha – Bane olha para Veronika, se preocupando um pouco.
- Você já tá melhor pra usar seus poderes?
- Eu diria que sim, mas pode ficar tranquilo, eu não vou usar além do que consigo.
- É, lembra que você fica atrás, deixa que a gente lida com o maior perigo.
- Sim Bane, eu vou ficar atrás de vocês como sempre.
Ela dá um sorrisinho compreensivo, mostrando para ele que não deveria se preocupar, e o próprio entende, dando um sorriso leve de volta e meio forçado, logo Bane levanta e vai indo até os corredores dos quartos.
- Enfim, vou dormir um sono enquanto tem tempo, por que tem luta pela frente.
- Ah, vou fazer o mesmo!
Veronika logo salta, seguindo Bane, mas indo para o quarto dela sozinha, e Dash logo faz a mesma coisa, mas antes vai falar com Reni.
- Vai dormir também Reni, você tem que descansar por que vamos precisar voar bastante de agora em diante, e cuida do Zero aí também, não sei se ele dorme.
- Sim, pode deixar comigo que eu vou!
Ela levanta da cadeira, seguindo Dash, e cada uma entra em seu quarto, agora todos estavam em seus quartos silenciosos, descansando para as batalhas que poderiam vir mais pela frente, se preparando, para o pior.
Uma gota de sangue cai no chão do cockpit, e mais outra, outra seguida, sem parar, mas logo, ela acaba.. Mas a pequena poça no chão, se move levemente para o lado, como se estivesse viva.