Os quatro esperaram ansiosamente pelos prantos e quando chegaram sendo trazidos por um garçom com um sorriso no rosto, ele deixou os pratos nas mesas e foi embora após eles agradecerem.
Kurona pediu um suculento Coq au vin, frango cozido lentamente em vinho tinto, hitori pediu um saboroso mousse de chocolate, Arthur pediu um cheiroso cassoulet e ishida pediu um crème brûlée.
Os quatro saboreavam os pratos com prazer e sem preocupação.
Hitori bateu nas próprias bochechas para voltar ao tópico do momento, mas sem parar de comer.
— o que faremos em relação ao acordo com yukito? temos o dia todo para pensar no que fazer. —
Kurona lambeu os lábios antes de dizer algo.
— na minha opinião, deveríamos ajudar, porém o tal palhaço deve ser alguém bem formidável. —
Arthur engoliu mais uma colher do cassoulet antes de falar com convicção.
— por mim deveríamos arrebentar esse otário e aquele yukito, com certeza ele tá enganando a gente pra fazermos todo o trabalho sujo. —
Hitori assentiu com a cabeça.
— então eu e Arthur concordamos em ajudar em partes. — ela virou o rosto para kurona. — e você, kurona? Não me diga que está com medo? —
Kurona riu um pouco antes de responder.
— se for por você, eu iria até o fim do mundo, minha rainha. —
Hitori virou o rosto corado para o lado oposto de kurona.
— cala a boca... —
Kurona soltou os talheres no prato e virou o rosto para ishida que não havia dito nada até o momento.
— porém eu gostaria de saber a opinião do nosso querido amigo aqui. —
Hitori e Arthur olharam para ishida que ainda estava comendo o doce francês.
Ishida colocou mais uma colher na boca e fechou os olhos, sua imaginação mostrou uma máscara de comédia de teatro, porém o sorriso da máscara estava cheio de dentes afiados.
Ele abriu os olhos e retirou a colher da boca antes de dizer.
— eu estou disposto a esse trabalho. —
Os três sorriram satisfeitos com a decisão de ishida.
Eles terminaram de comer os pratos e após pagarem a conta, eles foram para a rua, eles pararam em um parque.
Kurona pegou o seu celular para ver o horário.
— duas da tarde? O tempo passou rápido hoje. Então já nós decidimos, não é? —
Hitori e ishida assentiram com a cabeça enquanto Arthur levantou a mão com um joinha.
— ok, mas quem vai dar a notícia para os senhores capuzes? —
Hitori foi a primeira a responder sem rodeios.
— eu vou, só preciso do endereço de onde eles ficam ou do número deles. —
Ishida que estava mexendo no celular, levantou o olhar para eles.
— eu tenho um jeito de achar eles, lembra da confusão do mercado negro. —
— claro que lembramos, ishida, mas o que tem haver? —
Arthur perguntou com as mãos na cintura.
— Eu acertei um tiro na perna de um deles. Peguei uma pequena amostra de sangue e, usando o DNA de Akira Miruki como referência, consegui descobrir onde eles ficam observando o padrão dos lugares que Akira frequentava. —
Ishida respondeu com um olhar apático que estranhamente transmitia conhecimento que fez hitori e Arthur olharem incrédulos para ele pela naturalidade que ele disse.
Kurona riu alto antes de se aproximar de ishida, ele ficou ao lado dele e colocou a mão no ombro dele.
— esse é o meu ishida yabusame! —
Hitori suspirou antes de falar sobre os próximos passos deles.
— muito bem, então eu vou até esse lugar para dar as notícias mais cedo para os nossos antigos stalkers. —
Ishida tirou um dispositivo de dentro, era algo parecido com um telefone de cabo pequeno mas com dois cabos a mostra e uma tele que mostrava uma linha que levava aonde o rastreador estava.
Kurona pegou o dispositivo e se virou para hitori.
— eu vou junto com você, hitori. Não confio naqueles encapuzados o suficiente para deixar você ir sozinha. —
Ishida bocejou um pouco antes de dar as costas para os três e olhar por cima do ombro.
— eu vou embora por agora, mas caso encontre o palhaço. Me contatem imediatamente e não lutem contra ele sozinhos. —
Ishida começou a caminhar e enquanto ele ia, os três ficaram olhando para ele enquanto ia embora.
— será que ele conhece o palhaço? —
Arthur perguntou e kurona respondeu enquanto passava a mão no cabelo.
— provavelmente e ele ter falado para não lutarmos contra ele sozinhos deve ser porque esse cara é forte. —
Hitori se virou na direção do rastreador.
— vamos, temos o resto do dia para irmos, mas não podemos demorar. —
Hitori e kurona começaram, mas pararam quando perceberam que Arthur não estava seguindo eles.
— você não vem, Arthur? —
Kurona perguntou com um sorriso no rosto e já preparando uma pergunta debochada.
— ou está com medo? —
Arthur cerrou os dentes de raiva e respondeu com um berro.
— claro que não!mas eu tenho que fazer algo hoje, seu idiota! —
Hitori levou uma mão ao queixo.
— o que seria tão importante para você não querer ir em uma aventura paranormal? —
Arthur ficou um envergonhado antes de responder.
— não é nada! até mais! —
Ele saiu correndo enquanto kurona e hitori acompanhavam os movimentos dele com o olhar.
— espera... Não me diga que ele conseguiu um encontro... —
Hitori ficou surpresa com a afirmação de kurona, mas eles ficaram de frente para o outro e dizeram em uníssono.
— não. —