Após bons minutos andando e pegando trens ou ônibus, hitori e kurona chegaram até uma parte mais florestal onde só havia uma estrada de terra sem postes.
Hitori olhou para o dispositivo e logo levantou os olhos para a estrada.
— devemos estar perto. —
Kurona olhou em volta naquela floresta que havia uma energia pesada.
— o sol está se pondo, vai ser um desafio ir embora por aqui à noite, não é, hitori? —
Hitori soltou um suspirou, mas continuou andando.
— foco, Nakamura e pare de me chamar pelo o meu primeiro nome. Eu sou alguns meses mais velha que você, não é? Então me trate com mais respeito. —
Kurona riu baixinho antes de responder.
— sim, senhorita hasumire. —
Hitori já ia responder, mas ela olhou para o dispositivo e ficou quieta, eles estavam perto, eles viraram a esquerda e seguiram até chegar em um lugar estranho que hitori não reconhecia.
— ah, é aqui. —
Kurona disse e hitori surpresa logo perguntou.
— você conhece esse lugar? —
— sim, era um museu, mas acabou falindo e fechando. Eu nunca soube o motivo de fecharem... Tantas lembranças, eu adorava vir aqui com os meus irmãos... —
Kurona começou a caminhar na direção do prédio que antigamente era um museu, até que hitori notou algo.
— cuidado, kurona! —
Pequenas bolas de fogo foram lançadas na direção de kurona, hitori tirou três facas de dentro da jaqueta e lançou elas contra as bolas fazendo elas explodirem no ar.
— obrigado, hitori. Essa foi por pouco. —
Kurona agradeceu sem se virar para ela.
De repente uma voz veio do prédio, era uma voz masculina que kurona já tinha ouvido.
— quem são vocês e o que querem?! —
Era a voz de Akira miruki, ele claramente estava com medo de quem era.
— calma ai, cara! Somos nós!o grupo que vocês pediram ajuda! —
Kurona gritou tentando pegar confiança de Akira e pelo jeito funcionou.
— sério?!estou indo abrir a porta! —
Voz sumiu após a última frase, hitori soltou um suspiro antes de começar andar na direção da entrada do museu junto de kurona.
— ele nem se desculpou. —
Hitori comentou e kurona segurou a risada para não perder a confiança de Akira.
A porta de moveu e Akira colocou a cabeça para fora e olhou para os arredores antes de dar espaço para os dois entrarem.
— o senhor kazarage está no andar a cima. —
Os dois assentiram com a cabeça, mas kurona continuou com a cabeça virada na direção de Akira com o seu maldito sorriso.
Aquilo deixou Akira desconfortável, hitori deu uma cotovelada em kurona que voltou a seguir ela na hora.
O lugar tinha várias coisas como estátuas e quadros, eles passaram por misaki que estava indo na direção de uma sala com vários quadros.
Ela não deu nem um "olá" para eles, ela claramente não confiava neles.
— que falta de educação... —
Disse kurona que estava tampando o nariz com as mãos por causa do cheiro insuportável de poeira.
Hitori soltou um suspiro e continuou andando sem responder a fala de kurona.
Os dois chegaram ao segundo andar após subirem as escadas, de repente, eles ouviram yukito discutindo com alguém, era uma voz feminina e julgando que não era Akira e nem misaki, era fácil deduzir que era Line.
— nós não precisamos daqueles idiotas! Por que você não para de mentir sobre o que aconteceu naquele dia? —
— eu não estou mentindo! Eu vi aquele palhaço maldito matando todos! —
Kurona e hitori viraram a esquina para se deparar com os dois discutindo sobre a credibilidade do fato de alguém com roupa de palhaço atacou eles.
Kurona bateu na parede como se estivesse batendo em uma porta educadamente.
Yukito e line olharam para eles surpresos, yukito suou um pouco antes de dizer alguma coisa.
— me desculpem pela bagunça, eu e line estavamos... —
Antes que ele pudesse alguma coisa, line começou a sair da sala com raiva e sem dizer nada.
Yukito respirou fundo e logo voltou o assunto.
— então... Vocês decidiram o que fazer? —
Kurona e hitori entraram na sala, era uma sala com vários quadros e uma mesa no centro, os olhos de Hitori pousaram em um caderno preto, yukito colocou as duas mãos em cima da mesa e uma delas estava em cima do caderno como se ele quisesse esconder ele.
— sim, nós vamos ajudar vocês. É só dizer onde encontramos esse otário. —
Kurona respondeu, mas percebeu que hitori estava olhando para algo, porém decidiu não atrapalhar ela.
— graças a Deus. Sua ajuda é muito bem vinda. —
— não deveria ser. —
A voz de line cortou a de Yukito, ela claramente não concordava com aquilo, ela voltou para a sala com os braços cruzados.
— nós não precisamos da ajuda deles! —
Yukito colocou a mão na cabeça e massageou a têmpora.
— me desculpem. Ela não está acreditando porque não estava presente quando fomos atacados pelo maldito. —
— por que não fomos atacados, você só não quer admitir que é um péssimo líder! —
Kurona e hitori se olharam enquanto ouviam os dois brigando, hitori soltou um suspiro enquanto kurona colocou a mão no rosto para disfarçar o riso.
Line gritou com convicção e raiva.
— e todos nós sabemos que esse palhaço maluco não existe! —
De repente uma voz risonha e fria ecoou pelo museu inteiro.
— será? —
Era impossível saber de onde veio, os quatro ficaram em pose de batalha esperando algo acontecer, mas um grito feminino veio do andar abaixo.
— o que foi isso? —
Kurona perguntou e foi respondido por line que passou correndo por ele.
— é a misaki! —
Kurona e yukito correram atrás, hitori iria também, mas parou e olhou para o caderno preto que estava na mesa.