O carro andava pelas ruas movimentadas da noite de Ikari yanagi, a cidade era iluminada pelos postes e pelas placas e letreiros que tinham luzes néons.
Ishida e Arthur estavam em silêncio até que Arthur começou a puxar assunto.
— Então... Você citou algo sobre demônios, como aqueles seres do continente proibido podem fazer coisas que apenas um fantasma faria? —
— Os seres do continente proibido não são demônios, são onis. —
Ishida respondeu sem tirar os olhos da rua, mas sua resposta deixou Arthur confuso.
— Como assim? —
O carro parou no sinal vermelho, ishida aproveitou para continuar a explicação.
— Os Demônios são seres de outro plano que não tem um corpo físico e para satisfazer sua sede de sangue que eles tem sobre qualquer seres vivos, eles se alimentam das mortes causadas pelos seres vivos e pelos E.B.Os para evoluírem para conseguirem um corpo físico. —
O sinal abriu e o carro voltou a se mover, porém Arthur tinha mais perguntas.
— Então por que chamam as criaturas do continente proibido de demônios? —
Ishida respondeu calmamente como se realmente estivesse gostando da conversa.
— Por causa do seu jeito tribal e suas características, os onis nascem com chifres em suas cabeças e são mais agressivos mesmo tendo a mesma inteligência de um humano.
— As pessoas chamam eles de demônio por causa do título que receberam após serem descobertos, o título original dado pela igreja católica era "filhos do diabo" por causa dos seus adereços em suas cabeças. —
— Os chifres? —
Ishida confirmou com a cabeça após a pergunta de Arthur.
— Correto, os demônios eram descritos sendo seres com chifres pela igreja católica, por isso o título. —
— cacete! é bastante coisa! Você pode me explicar a guerra entre o resto das raças do planeta e o continente proibido? —
Ishida passou a mão na testa por um segundo antes de responder.
— Arthur, eu estou gostando da conversa, mas eu não quero transformar a viagem em uma aula de história. —
— estamos quase chegando então você poderia ficar quieto? —
Arthur levantou as mãos em rendição.
— Tá! Tá!eu fico quieto... —
Ishida soltou um suspiro antes de voltar o olhar para a rua.
O carro parou na frente de um galpão velho, Arthur olhou um pouco com desconfiança.
— Se tiver mesmo algum bicho aqui, vamos fazer ele sair de um jeito ou de outro. —
Ishida desligou e começou a sair dele, ele fechou a porta do carro e vou ate o portal-malas, Arthur saiu do carro e fez o mesmo.
Ishida abriu o porta-malas e Arthur pegou a mochila.
— Os equipamentos estão mesmo aí dentro? —
Ishida perguntou olhando para a mochila nas mãos de Arthur.
— É claro que eu peguei tudo, cara. Confia em mim.
— Sua fala não me deu nenhum motivo para confiar, mas vamos logo. O faxineiro deve estar nos esperando. Pega. —
Ishida tirou uma lanterna do casaco e jogou para Arthur que pegou sem esforço.
Um senhor estava parado varrendo a frente da porta do galpão, ishida e Arthur se aproximaram lentamente e cautelosos.
— Com licença. Você é o senhor Yamamoto? —
Ishida perguntou e o senhor repondeu com tosses antes de virar o rosto para a dupla.
— Sim... Sou eu... Você devem ser o detetive profissional que o meu patrão disse que viriam... —
— Eu Diria detetive iniciante, Meu nome é ishida yabusame. —
— oh, claro... Posso te chamar de jovem yabusame?
— como você quiser senhor. —
O senhor deu espaço para eles passarem antes de olhar para Arthur.
— E esse rapaz é...? —
— Meu nome é Arthur Graves e sou o cavale- quer dizer!o guarda costas do jovem yabusame.
— oh... Entendo... Podem entrar... —
Ishida e Arthur passaram pelo senhor, seu rosto era velho demais para trabalhar com algo que requer muito esforço como faxina.
Ishida empurrou a porta e um cheiro horrível saiu de dentro, um cheiro de podridão veio de dentro do galpão.
Arthur tossiu e tampou o nariz com as mãos.
— Que cheiro horroroso! —
Os dois entraram antes de acenderem as lanternas, era um lugar vazio e escuro.
Os dois andavam apontando as lanternas para todos os lados procurando por alguma coisa estranha naquele lugar.
— Não tem nada desse lado. Achou alguma coisa, ishida? —
Arthur perguntou, mas a resposta foi estranha.
— Arthur... —
Arthur se aproximou de ishida.
— O que foi? —
— Olha... —
Arthur olhou para a direção onde o feixe de luz da lanterna de ishida estava apontando e avistou algo estranho com um círculo vermelho desenhado em volta no chão.
— O que é aquilo? —
Arthur forçou o olho até finalmente enxergar o que era, era uma caveira humana, os olhos de Arthur se arregalaram.
— Mas que merda! chegamos tarde demais para salvar alguém?! —
— Arthur... Estamos sendo vigiados... —
— O que? —
Passos vieram de perto da porta, os olhos olharam e avistaram o senhor Yamamoto com os olhos totalmente sombrios e pretos e um sorriso sem dentes com um líquido roxo saindo da sua boca como baba.
Ishida tirou o revólver do coldre axilar e mirou na direção do velho.
— Vamos começar isso logo. —