Ishida se aproximou do corpo da criatura, ele ajoelhou uma perna e observou o corpo dela por um momento.
Arthur se aproximou por trás, ele apoiou a espingarda no ombro.
— O que vamos fazer com o corpo dessa coisa? —
Arthur perguntou, mas ishida continuou em silêncio, observando o que havia sobrado da criatura.
— Ishida? —
Ishida continuou em silêncio, antes de se levantar e dar uma ordem para Arthur.
— Arthur, me espere lá fora e ligue para a Exodia. Eu vou dar uma olhada naquele crânio que vimos e vou pegar algumas partes do cérebro dessa coisa. —
Arthur arregalou os olhos.
— Como é que é?!por que você vai pegar partes dessa coisa? —
Ishida voltou a olhar para o corpo da Criatura antes de dar a resposta.
— É a primeira vez que vejo um E.B.O que imita perfeitamente um humano... Preciso de amostras para estudos. —
Ishida se virou para Arthur e continuou falando com os braços cruzados.
— Faça o que eu mandei agora, entendeu? —
Arthur soltou um suspiro antes de ir pegar a mochila.
— Ok! Sim, senhor. —
Arthur guardou a arma dentro da mochila e saiu do galpão, ele se aproximou do carro e colocou a mochila em cima da porta do porta-malas.
— Agora é só ligar para a Exodia, né? —
Ele pegou um telefone celular do bolso e discou um número, o celular começou a tocar até que alguém atendeu.
— Olá! você está ligando para a linha de denuncias da organização de caçadores Exodia. O que gostaria de denunciar? —
Era uma voz estranha, distorcida de um jeito que não dava para saber o gênero dela.
Arthur ignorou isso e respondeu fingindo que fosse alguém com muito medo.
— Alô? graças a Deus!eu ouvi gritos vindo de uma área abandonada da Cidade Ikari yanagi. Eu estava caminhando calmamente quando ouvi gritos desesperados pedindo por socorro e rugidos que nunca ouvi em toda minha vida! —
A voz do outro lado da linha respondeu com um pouco de seriedade.
— se acalme, senhor. Poderia me informar de onde exatamente veio os gritos e o rugido e onde você estava. —
— Vieram de um lugar perto da antiga estação abandonada da cidade, mais especificamente no sul da cidade. —
Arthur respondeu se segurando para não rir com o próprio fingimento.
A voz do outro lado da linha respondeu com otimismo.
— Já estamos mandando uma equipe para o local. Pode ficar tranquilo, senhor. —
— Muito obrigado... Eu preciso desligar agora. Muito obrigado mesmo! —
Arthur desligou a ligação e com um sorriso debochado, ele riu um pouco.
— Que otários! Nós já fizemos todo o trabalho, seus inuteis. —
Ele ouviu passos atrás de si e a voz monótona de ishida questionou sua felicidade.
— Por que você ri tão alto? —
Arthur se virou para ishida.
— ah qual é, ishida. Por que você não ri um pouco... O que é isso? —
Arthur apontou para para o pequeno bote de vidro tampado que ishida estava segurando.
— É a amostra que eu peguei. —
— ata, mas e aí?e o pagamento? —
Ishida olhou em volta antes de se dirigir para a porta do motorista do carro.
— Vamos sair daqui primeiro. A Exodia pode chegar ao qualquer momento. —
Arthur deu de ombros e entrou no carro pela porta do passageiro.
— tá bom então. —
O carro saiu andando pela noite escura com apenas os faróis iluminando a estrada.