Era uma hora da tarde, os dois estavam subindo a estrada de terra que levava ao templo Nakamura.
— estamos quase lá. —
Atsuji disse antes de olhar para Akemi que estava olhando para o chão, deprimida, Atsuji não sabia o motivo, mas provavelmente tinha relação com o homem de cabelos alaranjados.
Eles continuaram andando até verem uma figura familiar, era kurona com o seu habitual sorriso e segurando um leque, seu sorriso aumentou um pouco ao ver Akemi só lado de atsuji.
— boa tarde. quem é a sua companhia, yotochi?
Akemi curvou as costas para se apresentar.
— meu nome é Akemi hoshizora, eu gostaria de fazer um pedido. —
Kurona fechou o leque e o usou para levantar a cabeça de Akemi encostado em seu queixo.
— pode fazer, mas mantenha levante sua cabeça. Quero ver o rosto da minha companheira. —
Atsuji levantou uma sombrancelha em confusão e logo pensou.
"Companheira? é porque eles tem a mesma cor de cabelo?"
Akemi assentiu com a cabeça antes de fazer seu pedido.
— Eu poderia morar um tempo aqui? Eu não tenho um lugar para ficar no momento... Eu posso ajudar no templo com os meus... Truques.
Ela levantou uma mão e uma esfera de magia de vento apareceu nela, kurona assentiu com a cabeça.
— uma bruxa?faz muito tempo que não vejo uma... Interessante... Mas você já ouviu aquele ditado? —
Akemi abaixou a mão e a esfera sumiu, kurona abriu o leque deixou ele bem perto do rosto.
— se deseja problemas, abrigue uma bruxa. Se quiser preocupações, abrigue uma bruxa. Se quiser morrer... Abrigue uma Bruxa... —
Akemi deu um passo atrás e abaixou o olhar, Atsuji vendo isso, deu um passo a frente com raiva.
— então você não vai ajudar uma pessoa em necessidade só por causa de uma superstição?!
Kurona fechou o leque e bateu na cabeça de Atsuji com ele.
— calado, yotochi. Hoje foi a sua primeira caçada oficialmente então você não tem honra suficiente para falar assim comigo. —
Ele riu um pouco antes de virar o rosto para Akemi e colocou a mão na cabeça dela.
— eu vou terminar o que eu iria falar. Eu não acredito nessas superstições ridículas, ninguém tem o direito de julgar alguém só por ser diferente. —
Akemi levantou os olhos, ela não esperava aquelas palavras vindo de alguém que não parava de sorrir mesmo falando coisas horríveis.
Kurona tirou a mão da cabeça e começou a entrar no templo.
— Então, o que estamos esperando? Vamos entrando! —
Atsuji e Akemi se olharam antes de seguir kurona para dentro do terreno do templo.
Ao chegarem a casa nos fundos do templo, kurona tirou os chinelos e começou entrar, Atsuji começou a tirar os tênis e só ver Akemi entrando com os sapatos, ele rapidamente avisou.
— Akemi, é melhor tirar os sapatos, é a regra da casa. —
Akemi olhou para os sapatos com confusão e logo perguntou.
— por que?e o que vai acontecer se eu não o fizer? —
Atsuji lembrou do que aconteceu hoje cedo, toda aquela correria que ele quase morreu provavelmente fez uma marca em sua cabeça.
— é melhor não querer saber, só tira os sapatos logo.
Akemi soltou um suspiro e tirou os sapatos, após guardarem seus calçados, eles seguiram kurona que levou os dois até o quarto onde Atsuji havia dormido.
Kurona abriu a porta deslizante antes de dizer.
— infelizmente esse é o único quarto sobrando, vocês teram que dividir. eu não quero muito barulho no meio da noite, entenderam, safadinhos? —
Atsuji e Akemi ficaram envergonhados e gritaram ao mesmo tempo.
— cala a boca, seu idiota! —
Kurona riu alto antes de limpar uma lágrima no rosto e continuar.
— eu vou pegar um futon para você, hoshizora. Se quiser pode usar as fontes termais que ficam aqui perto. —
Kurona virou o rosto para Atsuji que sentiu um calafrio no exatamente que sentiu seu olhar.
"Por que eu estou sentindo como se um demônio está olhando para mim?"
— já você, yotochi. Vista o seu shihakushō e calce seus chinelos. Me encontre no templo daqui a vinte minutos. —
Atsuji assentiu com a cabeça.
"Por que eu tenho que vestir aquilo? será que ele vai me força a ajudar no templo?fala sério..."
Atsuji pensou antes de entrar no quarto junto com Akemi, ele se ajoelhou na frente do shihakushō.
— ele parece ser alguém de boa índole e gentil. —
Akemi comentou enquanto olhava em volta no quarto, enquanto Atsuji colocou a mão na cabeça após ouvir a palavra "gentil" ser usada para se referi a kurona.
— gentil?ele é maluco e me dá arrepios. —
Atsuji começou a tirar a camisa, mas logo percebeu que akemi ainda estava no quarto.
— ah... Akemi... Você poderia me dar licença? —
Akemi ficou olhando para ele até entender e responder com vergonha.
— oh! claro, eu... Vou esperar lá fora. —
Ela rapidamente saiu do quarto e fechou a porta, Atsuji suspirou de alívio antes de começar a se trocar.