Capítulo 13 - A Esperança de um Futuro
É uma Elfa, seu longo e lindo cabelo verde claro balançava para trás, liberando pequenas partículas verdes de magia. Seus olhos são amarelos e brilhavam tão forte como estrelas, não eram olhos de uma pessoa comum. Ela usava um belo vestido branco preenchido por elementos naturais daquela árvore.
— Olá Kamio.. Eu estava te esperando.
— Me esperando?
Uma rajada de vento de um lugar do além sopra suavemente, fazendo nossas vestes esvoaçarem para o lado.
Ela começa a se aproximar lentamente de mim, o barulho dos galhos em sua veste atingem os meus ouvidos.
— Sim! — Ela bate as duas palmas de sua mão enquanto sorri de olhos fechados, suas longas orelhas pontudas relaxaram um pouco.
— Eu o esperei por milênios! Minha jovem criança.
— Você fala como se fosse mais velha do que eu, e sinceramente, não parece muito. — Digo de forma um pouco ansiosa, tentando não a ofender.
Ela coloca suas mãos em sua boca enquanto ri abafadamente, o seu riso faz as milhares de folhas azuis translúcidas da grande árvore balançarem sutilmente.
— É porque eu sou mais velha do que você, Kamio.
— Ah.. — Era difícil de acreditar nisso, mas por tudo o que eu passei até agora, acredito que seja possível.
— Deixe eu me apresentar, eu sou a grandiosa Árvore Ancestral, a essência de toda a magia e vida. — Ela puxa o seu vestido graciosamente enquanto me reverencia elegantemente.
— Á-Árvore Ancestral?? Vo-você é uma pessoa real??
Ela sorri de forma serena novamente.
— Não sou uma pessoa real, sou apenas uma representação espiritual, criada pelo meu próprio núcleo. — Ela aponta para o centro da árvore, um brilho surge de repente, ele pulsa em espiral.
— E-entendi.. Mas Por que eu estou aqui? Foi aquele mago que fez isso?
— Não se preocupe, não foi ele, eu que lhe trouxe para cá.
Ela da mais três passos em minha direção, ficando ainda mais perto de mim.
— Queria sentir por conta própria a sua energia, o seu ser absoluto.
— E pelo que vejo, encontrou pessoas boas ao seu lado. Pessoas que compartilham sentimentos profundos com você, uma harmonia sem fim, um carinho eterno.
— É, eu encontrei.. — Olho para baixo e sorrio, lembrando daqueles que me fazem ser quem eu sou hoje.
— A sua motivação são elas, Príncipe Kamio? — Ela me olha profundamente, seus olhos brilhantes aquecem o meu peito, me deixando confortável.
— São! Foram graças a eles, que hoje sou um pouco mais forte! Claro.. Eu tenho muito a melhorar ainda, mas eu prometi para mim mesmo, que alcançarei eles. — Fecho os meus punhos com força.
Ela se aproximou, apoiando uma de suas mãos em meu rosto, ainda mantendo os seus olhos nos meus. Seus olhos fizeram os meus brilharem por alguns instantes.
— Você considera a sua ansiedade um problema, minha criança?
Eu engulo a minha saliva, algo começa a apertar o meu peito, o ar fica mais pesado.
— S-sim.. É por causa dela que sou.. Fraco.
— Kamio.. Ter medo é normal, é ser vivo, é ser etéreo. Muitas pessoas sentem medo, os seus companheiros sentem medo, o seu irmão sente medo.. Ninguém é perfeito.
— Você não é fraco, meu filho, sua mente apenas está em conflito. Eu entendo, é solitário, é triste, é profundo.
Meus olhos brilham ainda mais, esse calor em meu peito? O que é isso? É como se fosse.. Um calor maternal, ela transmite isso..
— Mas o nosso mundo, está repleto de pessoas, eu criei esse mundo, eu criei as pessoas, para se conectarem umas as outras. Você não está sozinho, você tem os seus companheiros. E não os deixe para trás, não finja, não esconda. Se doer, agarre-os, compartilhe a sua dor, você não precisa carregar esse fardo sozinho.
— Sylph..
Ela arrasta delicadamente a sua mão em meu rosto, sorrindo alegremente.
— Ela se preocupa muito com você, sabia? Pode não ter percebido, mas vocês dois possuem uma conexão muito bonita! Você diz que é fraco, mas ela não o torna forte? Eles não o tornam forte?
— O que sente quando está perto dela?
— O que eu sinto.. — Aperto a minha veste em meu peito, amassando-a.
— E-eu.. Não sei dizer.
A figura divina se aproxima da grande Árvore Ancestral e se senta sob as raízes retorcidas, passando suas mãos nas lindas flores que nasceram dali. Ela tira a flor azul mais bonita e brilhante estendendo-a para mim.
— Um dia, você irá entender. E responderá isso para ela.
Eu me aproximo dela e pego a flor de sua mão, ela brilha de forma pulsada e desaparece em pequenas partículas azuis que se transformam em borboletas.
Logo em seguida, me sento ao seu lado, a paisagem não possuía coisas interessantes, era apenas um vazio branco e quente, porém era sereno e confortável, como se eu tivesse em casa.
O rosto do espírito da árvore fica um pouco sério, o ar envolta ficou um pouco tenso.
— Eu imagino que saiba como o mundo funciona Kamio..
— Vocês sempre estiveram em guerra, durante eras, séculos, não importa quanto tempo passe, as disputas, as armas e as muralhas sempre se levantam.
— Isso se deve por causa de meu filho. Ele nunca teve muita paciência para as coisas, se envolvia em brigas com seus irmãos e disseminava ódio e disputa pelos mortais.
— Para ele, vocês são apenas peças de xadrez que saciam o seu desejo de diversão. E por anos ele continua tentando manipular raças, pessoas, causar ainda mais discórdia, tome cuidado com ele, Príncipe Kamio.
— Você está falando do grão de fogo?
— Exatamente, sinto que já sabe sobre a história da origem do mundo.
— A Sylph me falou, foi péssimo o que aconteceu com vocês, me desculpe.
Ela sorri sutilmente enquanto fecha levemente os seus olhos.
— Não se preocupe.
— Kamio..
ela se levanta graciosamente, me olhando diretamente nos olhos, com uma expressão determinada.
— Tenho um pedido para você, na verdade, foi por isso que lhe chamei aqui.. Com a pouca mana que tenho.
— C-claro, vou tentar fazer o possível.
— Você é um bom garoto Kamio.
— Já faz alguns anos que estou perdendo a minha memória, aos poucos minha vitalidade está diminuindo, há tempos, não consigo mais prever o futuro.
— Consigo sentir que minha conexão com o mundo, está cada vez mais fraca, algo lá embaixo está acontecendo, não sei dizer o que, mas sinto que o mundo corre perigo..
Ela se afasta da árvore lentamente, segurando o seu vestido enquanto caminha sobre o campo das flores azuis brilhantes. Até parar na beira do abismo branco.
Com movimentos serenos de seus braços, uma imagem no abismo se forma, é a capital Imperial de Luminus. Tão viva como nunca.
— Eu estou morrendo.. Talvez eu não tenha mais salvação, mas você.. Kamio, você tem a coragem, a determinação, a luz necessária para curar esse mundo corrompido.
— V-você acha que tenho? — Fiquei surpreso ao ouvir isso, comecei a caminhar em sua direção, até parar ao seu lado, e observei junto a ela a incrível visão da Capital Real.
— Por que confiar em mim? E se eu não for capaz de superar as suas expectativas?
Ela volta os seus olhos brilhantes para mim, e sorri com pureza total.
— Não importa. Você não precisa lutar para superar as minhas expectativas, lute por aqueles que você ama, é assim que deveria ser.
— E-e se eu não for capaz de lutar por aqueles que eu amo?
— Então apenes fique ao lado deles, compartilhe carinho, amor, abrace-os e fique ao lado deles até o fim.
— [...] — Mantenho o meu olhar na capital, enquanto processo o que o espírito da árvore acabou de dizer. Meus olhos brilharam.
— Eu vou tentar.. Eu quero tentar, salvar todos. — Começo a olhar para as palmas de minhas mãos.
— Eu sei que não sou muito forte, mas tem pessoas que acreditam em mim, e é por elas que eu tenho que lutar. — Fecho os punhos com força, de forma determinada.
— Isso! Com certeza! — O espírito junto ambas as palmas em seu peito, sua expressão, mostra que ela está orgulhosa.
— Permita-me compartilhar um pouco de meu poder com você Kamio.
— Mas isso só vai.. Te deixar mais fraca.
— Já falei que não precisa se preocupar comigo, sou apenas uma anciã, viva a milênios, não me importaria de morrer, salve aqueles que ama, salve aqueles que possuem pessoas que amam.
— Eu entendi o seu pedido, espírito da árvore, mas me desculpe, eu já me decidi, eu decidi que salvarei a todos!
Ela ergue as sobrancelhas com surpresa, e sorri novamente. Me ajoelhei lentamente em reverência, como um cavalheiro sendo nomeado.
— Eu aceito o seu pedido, Deusa.
Ela coloca suas palmas em meu rosto, virando-o em sua direção, logo em seguida ela aproxima o seu rosto, nós dois fechamos os olhos, até que nossas testas se encostaram.
Um pequeno brilho amarelo surge no contato entre elas. Esse brilho foi aumentando cada vez mais, partículas de mesma cor começaram a emanar das flores azuis do campo, a energia fluía através de meu corpo, é uma sensação quente e feliz.. Como quando minha mãe me abraçava.
A luz se apagou rapidamente, nossos rostos se afastaram. Até que o espírito da árvore caiu sentada, olhando para baixo, suas mãos estavam apoiadas sob o chão esforçadamente, seu corpo ficou transparente e partículas de vida e essência estavam evaporando de sua pele.
— Deusa!!
Meus olhos se enchem de lágrima, eu não estava triste por partir e deixar ela lá, mas pelo sentimento de algo inacabado, um fruto de esperança que acabara de nascer no mundo.
— N-Não se preocupe comigo Kamio.. E-esse não é o fi-fim..
— É-é apenas o começo.. O brotar de uma flor q-que amadurecerá aos poucos, até fl-orescer completamente em uma linda violeta.
— A v-vida pode ser dura as vezes.. Mas nunca perca a esperança Kamio.. Nunca perca. A Esperança de um futuro promissor!
— S-iga o seu próprio caminho, não deixe ninguém te dizer o que f-fazer.
Ela levanta sua cabeça trêmula em minha direção, me olhando fixamente. De repente ela estende a sua mão direita, na qual também estava trêmula, com muito esforço ela consegue.
— V-você trilhará o seu próprio caminho, e escreverá a sua própria história, com aqueles que você ama, nunca esqueça disso, meu querido filho.
Sua transparência começa a aumentar de forma veloz. Eu estendo a minha mão, segurando a dela, determinado. Com um último sorriso puro, ela se esvai em partículas mágicas puras, elas começam a me rodear serenamente e com felicidade antes de sumirem na eternidade do espaço.
A Árvore Ancestral vai se apagando também. Uma por uma, elas desaparecem em partículas, primeiro as folhas azuis translúcidas, depois os troncos espiralados, as raízes retorcidas, até alcançar as belas flores do campo.
Elas correm até a imagem projetada da Capital Imperial, preenchendo-a com luz e esperança.
Fechei os meus olhos, eu estava feliz e determinado, fazia anos que não sentia isso em meu peito, eu costumava senti-lo quando minha mãe ainda estava viva, mas depois de sua morte, nunca mais. Sentir isso novamente é muito reconfortante e me lembra do por que eu estou vivo.
Voltei para a realidade.
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Abri os meus olhos, me deparei com um cômodo bem aconchegante, estantes nas laterais com milhares de livros se erguiam até o topo, mesas de carvalho escuro com ferramentas e equipamentos de poções estavam distribuídas, exalando fumaça colorida de um experimento que estava acontecendo ali.
Na mesa a frente, ele estava lá. O nobre mago Mellian Loft, sentado com suas pernas cruzadas mostrando um ar real e firme, enquanto tocava seus dedos.
— Príncipe Kamio, vejo que voltou a realidade.
— Mellian..
— E então.. Como foi a experiência em minha prisão mental? — Rapidamente ele aproxima a cadeira luxuosa um pouco mais perto da mesa de escritório, um conjunto de chá estava sob ela, ele pega uma pequena colher ao lado e mexe-o.
Olho para ele com um pouco de raiva, minhas sobrancelhas tremem.
— O que você acha? Uma pessoa me observando e depois me sequestrando, me obrigando a passar por desafios terríveis e uma quase morte.
— Ora. Não foi tão ruim assim, você está exagerando, e você nem parece tão abalado. — Ele bebe o seu chá com uma naturalidade como se nada tivesse acontecido.
— Por que fez eu passar por isso?
Ele posiciona sua xícara de chá sob a mesa e levanta elegantemente, caminhando até a uma das estantes de livro.
— Sabia que essa é minha torre pessoal? Normalmente ninguém sem uma permissão especial de minha mente poderia entrar.
Ele está vasculhando as estantes em busca de algo, suas mãos passam pelas capas velhas dos livros.
— Você não respondeu a minha pergunta.
— Sabe Kamio, nem todas as perguntas possuem uma resposta direta.
Acirro os meus olhos.
— Para de enrolar!
— ...Você está andando com um membro da realeza élfica, é meu dever como mago da família real observar qualquer ameaça iminente.
"Eu não acredito nele."
De repente ele puxa um livro de capa verde da estante, e volta para a mesa, se sentando e colocando o livro ao lado.
— Não parece muito preocupado com o que está acontecendo com o Império.
— Não preciso me preocupar, não mais. — Olho para o chão com os olhos brilhando.
O Mellian puxa o livro e o abre, passando as páginas até um marcador que estava em cima. Eu estava um pouco longe, mas olhando por cima, não era nossa língua.. Talvez uma língua mágica?
— Eu vi um pouco sobre o seu passado, vivia uma vida feliz e tranquila no Palácio Imperial Humano até que a guerra estourou, quando menos esperava, sua mãe foi assassinada brutalmente pelos escombros da torre.
Ele se levantou novamente e caminhou até uma prateleira trancada, ele estendeu a sua mão e a destrancou com magia, dentro estava lotada de diferentes plantas e ervas. Ele tirou um pequeno pedaço de uma folha amarelada de uma das plantas.
— Tsc.. — Enguli minha saliva, mas respirando fundo.
— O mais irônico é que a explosão foi causada por sua própria espécie, uma outra casa imperial menor que se rebelou e tentou aplicar um golpe de estado. Essa notícia se espalhou igual gafanhotos pelo Império.
— E o que você sabe sobre mim? Só por que consegue invadir a mente de outras pessoas, acha que sabe tudo sobre elas?
Ele se vira para mim, me olhando profundamente, o seu olho roxo brilhou um pouco mais forte.
— Sim, tem razão, não sei muito sobre você, apenas sei o que vi, consigo analisar e viver as memórias de outras pessoas, mas não consigo senti-las.
O mago se aproxima de uma das bancadas com equipamentos de poção, ele esfarela a folha amarela entre os seus dedos em um pó pequeno, o colocando em um recipiente de vidro cuja água está borbulhando.
— Você possui ressentimentos? Príncipe Kamio.
Com uma alta convicção eu respondo.
— Não possuo, não tenho o porque possuir. O que aconteceu, aconteceu.. N-não posso mudar o passado e eu aceito isso!
— E continua lutando mesmo após tudo isso, você é mesmo diferente.
— E você, mago Mellian, não possui ressentimentos? De ter perdido sua mãe pela destruição também?
Repentinamente ele esbarra sua mão sem querer em um dos vidros da bancada, o derrubando no chão, ele quebrou, espalhando estilhaços pequenos e derramando o líquido contido em volta. Seus olhos se fecharam levemente e tremeram por um instante.
— Ora. Que desastrado que eu sou.. — Com sua magia, ele uni os estilhaços, consertando o vidro.
— Mas não sei do que está falando. Nunca tive ressentimentos em minha longa vida, eu vivi pacificamente, do jeito que quis viver, não me importando com mais nada.
— Bom, isso era tudo, não vou mais te incomodar pequeno Príncipe, pode sair de minha torre se quiser.
Ele continuou ininterruptamente os seus experimentos ou seja lá o que estava fazendo, ele não olhou mais em meus olhos.
"Hm.."
"Será que exagerei?"
Me afastei lentamente, porém antes de alcançar a porta me virei.
— Só me responda mais uma coisa por favor mago Mellian, não vou te incomodar mais depois disso.
— A Árvore Ancestral, ela existe em nosso mundo? Ela está viva ainda?
Suas sobrancelhas se fecharam em um milímetro.
— A Árvore Ancestral deixou o nosso mundo a milênios, apenas sua magia e essência restaram, e os seus filhos elementais.. Ela não está morta, mas também não está viva.
Pensei por alguns segundos, processando a resposta.
— Entendi. Muito obrigado pela resposta mago Mellian. — Reverencio-o rapidamente e me afasto de sua presença, saindo pela porta de seu aposento.
Ao sair me deparo com uma escadaria em espiral, gigantesca..
Passos rápidos de um salto ecoaram pelas paredes de mármore branco. Era a Sylph, ela estava subindo rapidamente as escadarias com suas mãos segurando o vestido para não tropeçar.
Ela vira os seus olhos preocupados para mim, e eles começam a brilhar.
— Kamio! — Diz ela ofegante.
— Oi Sylph. — Um sorriso se abre em meus lábios.
— Eu te procurei por toda a parte, fiquei preocupada quando não te vi no quarto, pensei que meu pai tinha feito alguma coisa com você! — Ela respira fundo.
— Não se preocupe Sylph, eu estou aqui, vivo e bem! — Mantenho o meu sorriso no rosto.
— Seu bobo.. O que está fazendo aqui? Aqui é a torre do nosso mago real, ele não gosta muito de pessoas e visitas, na verdade ele nunca sai de seu quarto.
Repentinamente eu abraço a Sylph, dessa vez eu tomei a iniciativa.. Não quero mais hesitar, quero ficar ao lado dela, quero ficar ao lado das pessoas que eu amo.
— Ka-Kamio! — Ela fica um pouco surpresa com minha atitude, seu rosto e orelhas ficaram ruborizados.
Apertei-a um pouco mais forte. Ela envolve os seus braços em minhas costas.
— K-amio.. Aconteceu alguma coisa? Você está bem?
— Só mais um pouco..
"Não vou mais te largar, eu prometi que não ia te deixar mais preocupada né.. Eu sou um quebrador de promessas. Hehe."
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A torre era gigante, o ponto mais alto do palácio élfico. A abóboda verde é onde fica o aposento do Mellian. A Lua da meia noite é incrível! Sua luz reflete na abóboda em tons magnéticos que se assemelham a uma aurora boreal.