
Em um mundo onde as pessoas têm magia, um mundo de caos e esperança, um assassino chamado Zephyr, um mago de eletricidade, é chamado por seu pai um homem alto e robusto com cabelos pretos e olhos cinzas, o líder do clã de assassinos poderoso e cruel.
Zephyr é um homem de estatura média de 1,78, cabelos brancos e olhos vermelhos, um dos assassinos mais fortes do clã.
Ele vestia um casaco longo e estruturado, em preto, adornado com um revestimento interno em vermelho-sangue que se dobrava dramaticamente na lapela. Os punhos e as abas do casaco eram ricamente detalhados com bordados em cinza-prateado.
Por baixo, um colete escarlate e uma camisa preta de gola alta com uma gravata preta formal completavam a roupa. O cinto simples, mas robusto, com uma fivela prateada, servia como uma linha divisória prática no meio da opulência.
"Você me chamou?" perguntou ele, entrando no escritório de seu pai, que estava sentado, apoiando os cotovelos na mesa, com um olhar penetrante.
"Sim. Quero que você faça um trabalhinho para mim", respondeu seu pai, que logo ficou em silêncio, silêncio esse que foi rapidamente quebrado por Zephyr.
"Qual é o trabalho?" perguntou Zephyr, curioso sobre a tarefa que lhe fora oferecida.
"Você deve matar uma princesa."
Para Zephyr, matar era a única coisa que fazia sentido em sua vida, então eliminar uma princesa não parecia nada demais.
"Qual princesa?" indagou ele.
"O nome dela é Aurora, do reino de Arvandor. O resto é com você, desde que ela seja eliminada. Você sabe que eu não dou detalhes desnecessários, Zephyr", respondeu seu pai, com um sorriso satisfeito.
Zephyr suspirou e acenou com a cabeça, aceitando a missão sem fazer mais perguntas.
Ele sabia que era melhor não questionar o pai, isso poderia trazer consequências desagradáveis para si mesmo.
"Entendido, pai. Quando devo partir?" Zephyr estava com pressa para ele, quanto mais rápido, melhor.
"Imediatamente. Quero que a missão seja concluída o mais rápido possível", disse o líder do clã de assassinos, com um olhar frio.
Zephyr concordou e se virou para sair, mas antes de se afastar, voltou-se para o pai e disse:
"Não se preocupe. Vou fazer o trabalho bem feito."
Com confiança refletida em seus olhos vermelhos, ele sorriu, e seu pai ficou um pouco mais tranquilo quanto ao que poderia acontecer.
O pai de Zephyr assentiu e observou enquanto seu filho deixava o escritório, sabendo que ele era um dos seus melhores assassinos.
Mas ele também sabia que aquela missão seria perigosa e desafiadora, mesmo para alguém tão habilidoso quanto Zephyr.
Zephyr partiu imediatamente em busca da princesa Aurora, a bela princesa de gelo que ele tinha que matar.
Mas antes disso, precisava de informações sobre ela, e ele sabia exatamente onde consegui-las. Um sorriso surgiu em seu rosto ao pensar nisso.
Um homem loiro, usando uma capa com capuz vermelho, estava sentado em uma cadeira na taverna, bebendo enquanto observava alguém conhecido entrar no local. A taverna estava lotada, barulhenta, e o balcão onde o homem loiro se apoiava estava sujo e molhado, algo que o deixava claramente incomodado.
'Será que ele vai ficar incomodado também?' Um pequeno sorriso apareceu no rosto do loiro ao ter esse pensamento.
"Que cara de besta é essa, Dante?" perguntou Zephyr, colocando uma pequena bolsa de moedas na frente dele. Dante olhou para Zephyr, um pouco desconfiado.
"Você não quer que eu mate alguém, quer? Pensei que isso era trabalho para um assassino, não para mim", disse Dante em um tom brincalhão, mas logo ficou sério.
"O que você quer exatamente?"
Ao ouvir a pergunta, Zephyr se sentou e o encarou com uma expressão tão fria que fez Dante congelar no lugar.
"Me conte tudo sobre a princesa Aurora", disse ele, aguardando a reação de Dante que apenas sorriu, com um olhar ardente.
"Eu pensei que vocês assassinos tinham informantes. Então por que você precisa de mim?" perguntou Dante, intrigado, enquanto terminava sua bebida.
Zephyr o observou por um instante e depois acenou com a cabeça.
"Eu tenho. Mas você tem as informações que eu quero. Então me fale dos poderes dela."
Um sorriso surgiu no rosto de Zephyr, e Dante, em silêncio, apenas acenou com a cabeça antes de pedir outra bebida.
Depois de obter as informações necessárias, Zephyr partiu para encontrar a princesa.
Ele sabia que Aurora já foi alguém que era bastante reclusa e raramente saía de seu castelo, além de ser extremamente poderosa. Quando tinha apenas 12 anos, ela congelou sua própria professora em um acesso de fúria infantil o mesmo momento em que despertou seus poderes.
Ao chegar ao palácio, Zephyr viu vários guardas, mas para ele isso não representava problema algum. Ele observou ao redor e notou várias casas de tamanho modesto até que seus olhos se fixaram em uma torre com um sino. Sem pensar muito, escalou a torre até o topo e, concentrando todo o poder em suas pernas, saltou.
Por sorte, a torre ficava exatamente em frente ao palácio real, e com o impulso que havia reunido, Zephyr aterrissaria direto no jardim que, para sua vantagem, estava completamente vazio apenas com flores muito bem cuidadas.
Ao cair, ele aumentou a velocidade e rapidamente se escondeu em um local onde ninguém o veria: o depósito de ferramentas ao lado do jardim. Usando seu poder de eletricidade, ele forçou a fechadura da porta, que estava trancada.
O plano de Zephyr era simples: permanecer ali até a noite cair... e então atacar.
Dentro do palácio, uma mulher de longos cabelos prateados e olhos azuis Sobre os ombros, uma capa em branco imaculada, uma tiara delicada assentava na sua cabeça. Feita de metal prateado e adornada com cristais pontiagudos que imitavam estalactites, e no centro do peito, e espalhadas pelo restante da vestimenta, grandes gemas cristalinas em tom azul-celeste, ela caminhava pelo corredor acompanhada de seus guardas.
Ela parou ao lado de uma janela próxima, observando o sol se pôr. Ao virar-se, um sorriso calmo surgiu em seu rosto.
"Eduardo, você e os outros não precisam me escoltar até o quarto. Mas deixem alguns guardas por perto. Talvez eu precise... nunca se sabe, não é mesmo?"
Ela sorriu para o guarda de cabelos grisalhos, pequena barba e olhar cansado. Ele acenou em concordância e se afastou junto dos outros guardas.
'Vamos ver que surpresas você mandou para mim...' pensou ela, um pouco receosa sobre o que poderia acontecer.
Zephyr, ao perceber que a noite já havia caído, entendeu que era hora de agir. Saindo de seu esconderijo improvisado, deixou a eletricidade percorrer seu corpo, agora muito mais poderoso e rápido. Com um salto impressionante, alcançou uma das janelas do segundo andar.
'Agora... onde era mesmo que ele disse que ficava o quarto dela? Ah, lembrei. Se eu não me engano, são mais três janelas até encontrar a certa.'
Com esse pensamento, Zephyr avançou de janela em janela, movendo-se silenciosamente até finalmente localizar o aposento da princesa que estava procurando.
Zephyr observou a janela aberta por um instante, achando um pouco estranho que ela a deixasse assim, mas não se incomodou com isso.
Com cautela, entrou no quarto da princesa. Ela estava sentada na cama azul, de costas para ele. O aposento tinha um retrato da antiga rainha, mas nenhum do rei ou da própria princesa. Um grande armário verde ficava ao lado de Zephyr, e uma escrivaninha cheia de papéis estava próxima à cama.
Mas nada disso chamou mais atenção do que a própria princesa Aurora.
Ela era ainda mais bela do que ele havia imaginado longos cabelos prateados caíam pelas costas. Mesmo sem ver seu rosto, Zephyr sabia que ela era deslumbrante. Ainda assim, isso não o abalou.
Ele se lembrou de sua missão e colocou qualquer emoção de lado.
A princesa logo sentiu sua presença. Não parecia surpresa ao perceber um assassino em seus aposentos e, sem demonstrar medo, levantou-se da cama.
"Eu já imaginava que meu pai mandaria alguém para me matar em algum momento. Ele não é o tipo de pessoa que tolera desafios à sua autoridade", disse a princesa, com uma voz calma e firme.
Zephyr ficou impressionado com a coragem dela e com a determinação em enfrentar a morte com dignidade.
Mas ele não podia deixar que suas emoções interferissem em sua missão. Zephyr puxou uma adaga.
"Não importam as suas razões. Eu devo cumprir minha missão", disse ele com um olhar frio e calmo, preparando-se para atacar.
Mas antes que pudesse fazer qualquer movimento, a princesa Aurora estendeu a mão e lançou um feitiço de gelo em sua direção. Zephyr tentou se esquivar, mas foi atingido e arremessado contra uma parede próxima, onde acabou parcialmente congelado.
"Eu não vou me render tão facilmente, assassino... mas não sei se alguém vazio como você entende o que quero dizer", disse a princesa, mantendo o olhar firme sobre ele.
Ao ouvir aquilo, Zephyr arregalou os olhos. "Vazio? Como assim?" Ele não entendia o que ela queria dizer. Tentou se libertar, mas logo percebeu que não seria capaz de sair rápido o suficiente para se defender do próximo golpe.
Teve que aceitar que a princesa Aurora era muito mais forte do que havia imaginado.
Resignado, preparou-se para aceitar um destino vergonhoso.
Mas a princesa o surpreendeu mais uma vez.
Aproximou-se dele e, em vez de matá-lo, decidiu poupá-lo.
"Eu não sou uma assassina como você. Não vou matar um ser humano só porque meu pai ordenou." Seus olhos azuis encontraram os olhos vermelhos de Zephyr, ambos intensos, vivos. Ela continuou: "Espero que um dia você encontre um propósito maior na vida."
Com isso, a princesa virou as costas para Zephyr e foi embora.
Zephyr ficou parado, atordoado com o que havia acabado de acontecer.
Ele nunca havia sido salvo por um alvo antes. Também nunca tinha deixado alguém sair vivo mas, enquanto estivesse vivo, ainda teria a chance de tentar novamente.
Depois de algum tempo, conseguiu se soltar. Ao olhar para a porta, viu alguns guardas que tinham acabado de chegar.
Irritado e decepcionado consigo mesmo, ele decidiu descontar suas frustrações naqueles infelizes. Usou sua magia de eletricidade para aumentar sua velocidade e força.
Dois deles avançaram contra o assassino, mas Zephyr desviou rapidamente e cravou sua adaga na garganta de um deles. Em seguida, saltou, girou no ar e chutou a cabeça do outro guarda, derrubando-o no chão. Pegou a espada do próprio guarda e a enfiou em seu pescoço.
Zephyr observou o sangue escorrer pelo chão enquanto encarava os três guardas restantes, fazendo o medo crescer nos olhos deles.
"Vocês não vêm até mim... então eu irei até vocês", disse Zephyr, com uma voz fria.
Em um instante, Zephyr desapareceu do campo de visão dos guardas e, em segundos, duas cabeças rolaram pelo chão. Ele havia massacrado quatro guardas com facilidade.
O último deles avançou em sua direção, mas Zephyr não recuou.
Em um movimento rápido, ele cravou os dedos na garganta do guarda, matando-o instantaneamente.
O quarto, antes predominante em tons de azul, agora estava tomado por um vermelho carmesim.
Em seguida, Zephyr recuou para pensar em uma estratégia para eliminar Aurora.
Ele sabia que não
poderia enfrentar a princesa de gelo diretamente seu poder era forte demais.
Precisava de um plano que a pegasse de surpresa e a deixasse vulnerável.
