O horizonte ao sul de Elephantine não era mais definido pela areia dourada, mas por uma névoa púrpura e doentia que subia das terras de Kush. Madoc, montado em seu camelo de guerra revestido com placas de bronze, observava o desdobramento das forças egípcias através da interface de sua Rede Neural de Prana. No canto de sua visão, dados biométricos e vetores de movimento de milhares de soldados pulsava em um azul etéreo, conectando sua mente diretamente ao comando central no Disco Voador.
O Egito não marchava apenas com homens; marchava com o ápice da Espiriturgia e Tecnológia avançada.
Ao redor de Madoc, as imensas Esfinges de Guerra avançavam, o som de suas patas de pedra e metal esmagando o cascalho ressoava como trovões. Esses construtos eram milagres de engenharia avançada onde dentro de seus núcleos de cristal de quartzo, Escribas de alto escalão entoavam mantras contínuos, fundindo suas consciências ao chassi da fera. As cabeças de pedra das Esfinges giravam com precisão mecânica, as órbitas oculares brilhavam com o acúmulo de energia solar, prontas para disparar feixes de luz concentrada que poderiam derreter montanhas.
Flanqueando os construtos, moviam-se os Soldados da Legião de Anúbis. Eram visões de pesadelo para qualquer inimigo, seres humanóides esguios com cabeças de chacal, cujos corpos eram feitos de uma liga de ouro e ébano imbuída de almas sintéticas. Cada um carregava um Scepter-Lance, cujas joias de Prana na ponta vibravam com uma frequência mortal. Eles eram a elite silenciosa, movendo-se com uma coordenação perfeita ditada pela rede neural, prontos para desferir cortes de energia que separavam a alma do corpo.
E, acima de tudo e todos, obscurecendo o sol, flutuava o Olho de Rá, o Disco Voador Dourado. A nave era uma mandala tecnológica giratória, absorvendo cada fóton de luz para alimentar seus canhões de íons solares. Lá dentro, Kanak ocupava o trono de comando, sua mente fundida aos sistemas da nave, sentindo cada centímetro do campo de batalha através da telepatia tecnológica.
— A rede está estável, Madoc — a voz de Kanak ecoou diretamente no córtex cerebral de seu irmão. — As bio assinaturas à frente são aberrantes. Não há vida ali, apenas fome.
Madoc estreitou os olhos. Através do zoom de seu implante ocular, ele viu a Legião de Dahaka.
Era um mar de carne revirada. Cadáveres deformados, cujos membros haviam sido costurados em ângulos impossíveis, arrastavam-se em uma massa frenética. Entre eles, Behemoths de Carne — fusões grotescas de centenas de corpos derretidos em uma única massa de músculos e agonia — erguiam-se como colinas de vísceras.
Na vanguarda daquela heresia, três figuras se destacavam eram os generais Nephilins de Dahaka.
À esquerda, Malphas, o Baluarte de Obsidiana. Um gigante de pele negra como o vácuo, calvo, com chifres que pareciam perfurar o próprio céu. Ele carregava um martelo feito de ossos de titãs e emanava uma aura de gravidade que distorcia o ar ao seu redor.
No centro, Argus-Zul, o Observador de Quatro Braços. Sua pele morena era coberta por dezenas de olhos que piscavam em ritmos diferentes, cada um capaz de prever um futuro imediato. Ele empunhava quatro espadas rituais que gotejavam um veneno capaz de apodrecer o Prana.
À direita, batendo asas membranosas que soltavam escamas de sangue, estava Araziel, o Flagelo Escarlate. De pele vermelha e rosto angelical com semblante cruel, ele sobrevoava a horda, entoando cânticos de desespero que tentavam hackear a rede neural egípcia com interferência espiritual.
— Escribas, preparem as Esfinges! — Madoc ordenou através da rede neural, sua voz alcançando cada unidade instantaneamente. — Legião de Anúbis, formem um perímetro de proteção ao redor dos sacerdotes. Não permitam que a massa de carne se aproxime dos núcleos das esfinge!
— Irmão, olhe para Malphas — a voz de Imotepe entrou na rede, vinda do setor dos sacerdotes. — Ele está ancorando o Prana corrompido no solo. Se ele não for derrubado, Rá não poderá disparar com carga máxima.
Madoc desembainhou sua khopesh de aço temperado em Prana. Sua Aura começou a queimar, um azul intenso que rivalizava com o brilho do Disco Voador acima.
— Deixem o gigante de obsidiana comigo — Madoc pensou, e o comando foi replicado para todo o exército como um rugido silencioso. — Kanak, limpe o caminho dos Behemoths. Imotepe, proteja nossas mentes dos gritos de Araziel. Hoje, mostraremos a Dahaka que o Egito não é apenas uma civilização... é o sistema imunológico do mundo contra a Heresia!
O Olho de Rá brilhou com uma intensidade ofuscante. Um feixe de luz pura desceu dos céus, incinerando a primeira linha de zumbis em um instante, enquanto as Esfinges dispararam seus primeiros raios, cruzando o campo de batalha como lanças divinas.
A guerra entre a humanidade a e a heresia da carne havia começado
Ass do Autor:ISSO E WARHAMER PORRA!