Guerras para todos os lados, armas apontadas para todas as nações, uma prestes a destruir a outra.
Uma reação em cadeia, era o suficiente pra destruir tudo que havia em terra.
Os líderes cada vez mais revoltados uns com os outros.
Queriam poder, poder, poder, mais poder.
Apenas viviam de seu próprio ego e sua necessidade de ter o poder, a liderança, o medo vindo dos inferiores.
Um dia tudo mudou, em uma missão de contenção aos líderes de nações rivais, já seria o suficiente pra iniciar aquilo que seria chamado da extinção da humanidade.
Pessoas inocentes teriam tudo aquilo no qual construíam, roubados em instantes por uma obsessão cega de um poder já possuído.
E então primeiro foram atingidas as américas, em seguida toda a europa, ásia e áfrica, os que ficaram de fora logo foram atingidos por desastres naturais causados pelo impacto gerado pelas explosões e a fumaça que veio a privar o sol da humanidade.
Lá de cima um ser sádico que observava tudo ria da situação.
Seria Deus vendo a burrice da raça criada por suas próprias mãos?
Ou talvez algo pior.
Ele então veio à terra após 5 anos, mas ao invés de trazer prosperidade, soltou de seus piores anjos para que brincassem com aqueles que foram escolhidos pela sorte ao sobreviver tudo que aconteceu no passado.
Aqueles, cujo 4 seriam cuidados com um carinho a mais.
Aqueles milhares que morreriam.
???: “Eu preciso dar um jeito de sair daqui!"
Um homem magro de meia idade, diz num tom desesperado, escavando um túnel com as mãos.
Seu filho pequeno estava um pouco mais atrás, desmaiado no chão, o garoto tinha por volta de seus 6 anos e uma magreza comum para um mundo tão escasso de recursos, nasceu um pouco antes de todo o inferno surgido em que a terra já passou.
???: “Anda, anda, anda!”
Ele escava ainda mais aflito, sua altura acima da média era pior, apenas atrapalhava ele.
Seus dedos sangravam de tanto escavar, teria feito isso tantas vezes que já nem sentia mais dor, havia se acostumado com essa rotina, só que dessa vez o desespero era por um motivo a mais.
Do lado de fora, pessoas que antes eram seus companheiros gritavam por ajuda, cada uma devorada por um monstro diferente, umas mais azaradas, por múltiplos.
Os gritos entravam em sua mente como uma bala, a sensação era de que não poderia fazer mais nada, o túnel antes feito para esconder comida roubara, se tornava a única saída para escapar da morte.
De repente os gritos que ecoavam a quilômetros dali, de repente sumiram.
???: “Droga!...”
Ele exclama com uma culpa que não deveria sentir, ou pelo menos era o que ele queria ouvir.
Ele percebe que falou mais alto do que devia, e em seguida tampou a própria boca com as mãos, evitando de soltar até um suspiro.
Lentamente ele puxa seu filho ainda inconsciente até seu colo, e o abraça de forma protetora.
???: “Eu te amo, meu filho...”
Então de repente um buraco se abre no chão, fazendo ele enfrentar uma queda difícil em um lago subterrâneo.
???: “Ahh!”
Ele grita após o início da queda, cada vez mais perto da água.
Por mais que fosse apenas água, não sabia se seria capaz de sobreviver, tudo parecia tão lento, e de forma irônica, sua vida passava diante de seus olhos.
No mesmo instante que caiu na água, o homem perderia a consciência.