Custer: “Não vai ser tão difícil, confie em mim, filho.”
Michael olha para Custer, desconfiado, lembrando de sua primeira e última missão.
Michael: “Uh... Claro...”
Custer percebe de cara o estranhamento de Michael, se aproximando de forma calculada.
Custer: “Quer que eu seja verdadeiro ou falso em quesito esperança?”
O garoto não entende o porquê disso naquele momento, mas, sabia que o que deveria fazer era escutar o que seu Capitão havia á dizer.
Michael: “Manda ver, eu quero a verdade!”
Um grito exaltado sai quase como uma suplicação por parte dele, afinal neste momento era tudo sobre ele.
Custer: “Muito bem... Que assim seja, filho.”
O suor escorrendo no rosto de Michael mostrava o seu nervosismo e seu anseio por saber, era tudo que precisava no momento, saber como lidar com seus problemas, saber como transformar o desespero em esperança
Custer olha nos olhos dele, um sinal de que contaria a verdade, uma forma clara de controlar a ansiedade do garoto.
Custer: “Você vai morrer uma hora ou outra, não existe poder que te salve.”
. . .
Michael olha pra baixo, com um olhar sem brilho, o suor pingava no chão com frequência.
Michael: “Se isso for um tipo de tabu...”
Custer nota a diferença no tom de voz dele, exalava um apoio interno que vinha de si mesmo.
Michael finalmente levanta a cabeça, o brilho em seus olhos surgindo, ainda ofuscados.
Michael: “Eu vou quebrar tudo.”
Logo após declarar vitória, ele bate com tudo no braço enfaixado, sentindo a dor, mas lidando com ela.
Custer: “Hoho... Você me surpreende cada vez mais.”
Ele sente aquela aura emanando do seu recruta, algo incomum, a aura que sempre sentia nos vencedores.
Custer: “Tsk. Eu sabia...”
Michael: “O que houve?”
Custer suspira e se senta no chão de forma lenta e pesada.
Custer: “Filho, quero revisar os planos para hoje antes de você partir.”
Michael se senta logo em cima, quase como se estivesse se jogando no chão e amortecendo a queda no finalzinho.
Michael: “Revisão? Entendi.”
Custer: “Enfim, você vai partir em direção ao Sul e coletar o que for de importante de lá, principalmente comida, armas e munição. Mas saiba que provavelmente em cerca de 4km você achará destroços.”
Custer abaixa a cabeça, deixando de olhar nos olhos de Michael.
Custer: “Aconteça o que acontecer, mas não se aproxime desse local.”
O garoto fica confuso com a ordem, mas tudo que poderia fazer naquele momento era aceitar, sinalizando um “Sim!” com a cabeça.
Custer: “Sei que é difícil, mas quero que volte pela floresta, assim como os destroços, você vai evitar a praia ao máximo, afinal, locais abertos te deixarão muito exposto a visão dos anjos.”
Michael: “Entendido!”
Custer volta a olhar nos olhos do garoto após outro de seus suspiros.
Custer: “Repita tudo o que eu disse.”
Michael: “Comida, munição, armas, evitar destroços, evitar praia, sul.”
Ele diz já se levantando, presumindo que agora estaria liberado.
Custer: “Certo, vou aceitar essa resposta, o importante é que você saiba os tópicos.”
Ele também se levanta, com dificuldade.
Custer: “Soldado Roy! Traga a mochila do Soldado Lane!”
Em poucos minutos, Michael já estava pronto pra partir, apesar de tudo que havia passado nos últimos dias, se mantinha de cabeça erguida.
Michael: “Chegou a hora.”
Michael e Custer estavam lado a lado, prontos para a despedida, prontos para a missão de cada um.
Michael: “Até mais, Capitão Armstrong!”
Custer sorri, sinceramente, sabia que naquela situação ele deveria confiar no seu Soldado, não o condena-lo com medo próprio.
Custer: “Adeus, Soldado Lane.”
Um aperto de mão é o que sela a despedida, firme e forte, Michael parte em direção ao sul.