Os três estavam completamente imobilizados por Tauros.
Irys ainda tentava se levantar… porém, Tauros pressionou ainda mais a espada em seu corpo.
— Vocês, jovens… tinham um futuro brilhante. É triste saber que fui eu o responsável por destruí-lo.
Do chão, correntes gigantes surgiram.
— Como carcereiro… eu exerço a punição a vocês — disse Tauros.
As correntes começaram a pegar fogo, e as chamas se espalharam até sua espada.
— Desgraçado! — gritou Adam, tentando se libertar.
Ele golpeava as correntes que vinham em sua direção, quebrando uma após a outra… mas elas não paravam de surgir.
— É inútil! Essas correntes são a escrita dele personificada! Você não vai conseguir quebrar! — gritou Caim.
— Tem uma ideia melhor?! — respondeu Adam.
Tauros apenas os observava. Seu semblante era… melancólico. Triste.
Irys começou a perder a consciência enquanto uma névoa se espalhava ao redor.
Adam e Caim tentaram prender a respiração… mas não foi o suficiente.
Um por um… caíram.
— Assim… vocês podem morrer em paz — disse Tauros, fazendo a névoa se dissipar.
Então, ele fez surgir uma espada no ar.
A lâmina era de aço negro e vermelho. A bainha, feita de ossos de bestas, com uma pedra de rubi no centro.
Ele apontou a espada para a cabeça de Irys.
Fechou os olhos por um instante… e desceu o golpe.
Sangue se espalhou.
Mas… algo estava errado.
Quando abriu os olhos—
Uma mão… estava no caminho.
Kael.
Ele havia colocado o braço na frente da lâmina.
— Quem é você, garoto? — perguntou Tauros.
Kael puxou a espada do próprio braço e a apontou para ele.
— Não vai falar nada? — perguntou Tauros.
— Não preciso te responder. Você invadiu aqui… então é o nosso inimigo — disse Kael, decidido.
Tauros observava Kael fixamente.
"Por que ele é tão familiar…?"
Sua mão tremia levemente.
Kael avançou.
No mesmo instante, uma lembrança atravessou a mente de Tauros, vaga… distante…
Um garoto.
Por um breve instante… ele pareceu sorrir.
Kael tentou golpeá-lo, mas Tauros segurou a espada com uma única mão.
Kael recuou, soltando a arma.
Logo, fez sua escrita azul surgir em seu braço.
Tauros lançou a espada de volta, que caiu ao lado de Kael.
— Mas o quê…? — murmurou Kael.
— Se você acertar um único golpe em mim… eu assumo minha derrota — disse Tauros, agora com um tom mais firme.
— O que você tá querendo fazer? — perguntou Kael.
— Apenas desejo ver até onde você pode chegar… garoto.
Kael cerrou os dentes, irritado. Pegou a espada, cobriu-a com sua Dádiva azul e avançou.
No mesmo instante, Tauros lançou Irys, Adam e Caim para longe e bloqueou o ataque, fazendo a terra se erguer como defesa.
— Nem uma rachadura…? Seus amigos eram melhores — disse Tauros.
Kael ficou ainda mais irritado e avançou novamente.
Tauros lançou um cristal pontudo contra ele.
Kael viu o ataque vindo… e, decidido, não bloqueou.
Ele atravessou o cristal.
— Pelo visto… ser pago pra apanhar ajudou em alguma coisa — disse Kael, com a cabeça coberta de sangue.
Tauros então fez surgir uma enorme lança de ferro acima dele… e a lançou.
Kael tentou bloquear com a espada, mas o impacto o lançou contra a parede.
— Se continuar assim… vai morrer antes de me atingir — disse Tauros, caminhando lentamente.
Kael se levantou dos escombros… sorrindo.
— Eu não preciso te acertar… só preciso ganhar tempo até o exército chegar — disse, rindo.
Ele avançou novamente.
Surpreso, Tauros lançou outra lança.
Mas Kael fez sua escrita azul surgir sob seus pés, criando apoio no ar e desviando do ataque.
Tauros ficou surpreso.
A lâmina de Kael vinha direto em sua direção.
O impacto dos dois ecoou por toda a academia.
Subsolo da Academia
Vários alunos estavam reunidos abaixo da escola, ouvindo os estrondos da batalha.
Veteranos e calouros… todos aguardavam.
Jhonar Mity e Mayare Drakon conversavam entre si.
— É uma pena não podermos participar dessa luta — disse Mayare.
— Acredite… é melhor assim — respondeu Jhonar.
— Claro que não! Lutar agora ajudaria a gente a ficar mais forte!
Jhonar suspirou.
— Então me diz… por que nenhum veterano está lá em cima?
Mayare olhou ao redor.
Alguns estavam em silêncio.
Outros… tremiam.
— A verdade… é que nenhum deles acredita que pode vencer.
Dentro da Academia
O segundo invasor segurava sua espada quebrada, enquanto o diretor Hector permanecia intacto.
— Pelo visto… é verdade o que diziam — disse ele, observando a lâmina se desfazer.
Outra espada surgiu em sua mão.
— A armadura do Leão Dourado… é impossível de penetrar.
— Já está desistindo assim tão cedo? — respondeu Hector.
O Troia então cortou a própria mão.
— Mas é claro que não… você deve saber que nós, Troias, vivemos limitados pela Dádiva.
Ao ouvir isso, Hector entendeu imediatamente.
Uma armadura dourada cresceu sobre seu corpo.
— Agora… eu, Boros… o primeiro carcereiro… quebro este selo!
Ele arrancou a máscara.
Uma luz intensa explodiu pelos corredores da Academia Vart.