Em algum lugar do velho oeste, 1877:
Em um bar de uma pacata cidade chamada Águas Rasas, um homem, com uma fivela de ouro maciço adentra o estabelecimento, e com muita marra e folga se senta no balcão.
- Ei barman, me dê uma dose do seu melhor whisky, e rápido. - diz o homem.
- O barman, que também é dono do bar olha fixamente pro homem.
- Lamento senhor, aquele cavalheiro de sobretudo preto pegou o ultimo whisky que tínhamos. - diz o barman.
O homem da fivela então olha para o canto do bar e nota o homem de sobretudo preto e vai até ele.
- Ei forasteiro, o que fazes aqui? - pergunta o cara da fivela.
O homem de sobretudo olha para o sujeito de cima a baixo.
- Estou só de passagem, só pensei em passar aqui e tomar um bom whisky. - diz o homem de sobretudo.
O cara da fivela fica furioso com a resposta do forasteiro.
- Mas quem te deu permissão para pegar a última garrafa de whisky? - pergunta o rapaz.
- Bela fivela que você tem aí, é maciça? - pergunta o homem do sobretudo.
- Não desvie da maldita pergunta. - diz o cara da fivela furioso.
- Calma aí cara, só te fiz uma pergunta. - diz o homem do sobretudo.
- Você é realmente irritante, é obvio que é maciça, é uma fivela autentica da trupe explosiva... você sabe quem são a trupe explosiva, são simplesmente os criminosos mais famosos e perigosos do mundo... e eu sou um deles, então acho bom o desgraçado aí manter o respeito por mim. - diz o cara da fivela.
- Ei cara, eu não estou afim de confusão, se todo o problema é por causa da merda de um whisky, pois pegue pra você. - diz o homem de sobretudo se levantando e pegando a garrafa e quebrando-a na cabeça do cara da fivela.
Ele cai imediatamente, todos no bar ficam em choque. Só é possível ouvir múrmuros e sussurros de pessoas dizendo coisas como “ele atacou um membro da trupe explosiva?” ou “esse cara é louco, ele perdeu a noção do perigo”.
- Vocês são realmente medrosos, vocês acham que esse cara realmente é da trupe explosiva? Ele não passa de um charlatão. - diz o homem de sobretudo.
- Filho da puta, perdeu a noção do perigo? Você vai ver só. - diz o cara da fivela.
Mas antes que pudesse fazer algo, o homem de sobretudo saca um revólver calibre 38, cano alongado e aponta no rosto do cara da fivela.
- Você está louco? Abaixa isso aí. - diz o cara da fivela.
- Por que eu abaixaria? Se você estava quase sacando a sua arma também? Se você está prestes a sacar uma arma para alguém, tem que estar disposto para que apontem uma para você também. - diz o homem de sobretudo.
- Então os dois homens escutam uma voz vinda do balcão.
- Ei, sem brigas no meu bar. - diz o barman com uma escopeta de cano cerrado na mão.
O homem de sobretudo preto então guarda a arma em seu coldre.
- Me desculpe senhor, não queria causar essa confusão no seu bar... como pedido de desculpas a próxima rodada é por minha conta. - diz o homem de sobretudo.
Então ele se abaixa e olha pro cara da fivela.
- Guarde bem esse nome “Red.” ... porque vai ser a última coisa que vai ver. - cochicha o homem de sobretudo.
Ele se levanta e coloca algumas moedas de ouro no balcão.
No dia seguinte
O homem de sobretudo chega ao bar, se senta e pede uma bebida, o barman o serve.
- Ei, ficou sabendo que o “cara da fivela” foi encontrado morto hoje? - diz o barman.
- Não, não fiquei sabendo, sai do meu dormitório e vim direto aqui. - diz o homem de sobretudo.
- Pois é, ele se chamava Alex, era um pé no saco, se achava o rei de tudo aqui, e nós só o tratávamos como uma criança mimada. - diz o barman.
- Como ele morreu? - pergunta o homem de sobretudo.
- Ele foi encontrado com um tiro na cabeça e com a arma na mão, tudo indica que foi suicídio... - diz o barman.
Ao escutar isso, o homem do sobretudo dá um leve sorriso de canto.
- Entendi, suicídio né... acho que ele tinha seus motivos. - diz o homem de sobretudo se levantando e indo em direção a saída.
- Ei garoto, espere aí. - diz o barman.
- Diga senhor. - Fala o homem.
- Pode me chamar de Tião, o que você fez pra essa cidade foi um favor, obrigado, sinta-se sempre bem vindo ao meu bar... - diz Tião.
- Fico muito honrado senhor Tião, mas eu não fiz nada, se é que o senhor me entende. - diz o homem.
- Antes de ir, me diga seu nome forasteiro. - diz o barman.
- Meu nome? Hahahaha... ok, eu me chamo Zach... Zach “Red.” Griff, mas pode me chamar só de “Red.” - responde “Red.”
- Foi um prazer “Red.” espero que volte logo. - diz Tião.
Assim, “Red.” sai do bar e sobe em sua montaria e parte para seu próximo destino, qual será a próxima parada de Zach “Red.” Griff? Descubra no próximo capitulo.
Continua...