Doutor, qual é o resultado do exame?
Bem, sinto muito, mas não tenho boas notícias.
Qual o resultado, doutor?
Infelizmente, é fatal.
Não.
Sim.
Não pode ser.
Mas é.
O que eu posso fazer, doutor?
No atual estágio, nada pode ser feito.
Não.
Não.
O que o senhor pode fazer por mim, doutor?
Apenas uma coisa.
Que coisa?
Um tratamento inovador nunca antes aplicado.
Funciona?
Sim.
Sim?
Sim.
Mas como o senhor sabe se nunca foi antes testado?
Eu sei.
Você sabe?
Sei.
Como é possível?
É possível.
Me trate, doutor, eu imploro.
Claro.
Irá me salvar?
Absolutamente.
Me salve, doutor.
Irei.
Quando?
Agora mesmo.
Agora?
Sim.
Como?
Pegue um lápis daquela caixa ao seu lado.
Este?
Sim.
Não quer outro?
Não.
O que eu faço?
Me entregue.
O que?
O lápis.
Tudo bem.
Certo.
E agora?
Olhe para o teto.
Assim?
Exato.
E agora?
Abra a boca.
Assim?
Mais.
Ahhh.
.......
Ahhhhhhhggghhhhh…
Só mais um pouco.
Gooohhhjjjjhhhlllll
Quase lá.
Codddgggffff.
Pronto.
Meu Deus.
Sim.
O que o senhor fez?
O curei.
Mas como?
O maior inimigo da solidão é a palavra.
O que?
O 6B é a ponte que dá vida à morte.
Oi?
A união do grafite à raiz nutre o destino.
?
Engoliu meu lápis especial que afasta a dor da alma.
De quem?
Da sua.
Tem certeza?
Está curado.
Não acredito.
Acredite.
Não.
Sim.
Sim?
Sim.
Qual era a minha doença, doutor?
O medo.
Medo?
Era.
Onde está?
Se foi.
Sobreviverei?
Não.
Não?
Não.
Por que?
Sua doença voltou.
Voltou?
Sim.
Não.
Sim.
O que eu faço, doutor?
Pegue um lápis daquela caixa ao seu lado.