ei, cansada hoje dorminhoca? Há ha
¬—Oh... Desculpa, hoje foi dia de ensinar novatos
—Tudo bem, você tem seu compromisso
Seguro sua mão
A cena de você segurando minhas mãos se transforma, rapidamente, delas enxarcada de sangue com você há minha frente, corpo sem vida em uma poça de sangue.
—Não... NÃO! NÃO! NAAAAOOO!!! ACORDA! ACORDA!
eu me acordo no susto com meu braço direito estendido como fosso pegar algo ou...alguém.
—Senhorita Vounyr, acorde! A rainha está esperando sala!
Eu me sento na cama. Estou completamente suada e com coração batendo rápido, de novo. Esse pesadelo é algo que levarei ao meu tumulo.
—Está bem! Eu arrumar-me-ei e encontrarei em breve.
Eu, Elizabeth Vounyr, sou uma cavaleira pessoal da rainha e primeira nobre a possuir este cargo. Em dois anos tenho me destacado pela feitos em campo de batalha, tanto em combate direto tanto em liderança. Após relaxar no banho, arrumos meus longos cabelos loiros cacheados, visto minha armadura, peça por peça, nova entregue pessoalmente pela rainha. É sofisticado com a capa grande vermelha.
—Elizabeth Vounyr— é bem mais completo, protege bem o corpo todo, e bem bonito. Só sinto falta de um capacete.
Embainho minha espada mágica. Saio do quarto e vou ao encontro com a rainha.
Entro na sala principal, onde a rainha esta, uma sala com grande mesa redonda, paredes decoradas com os estandartes do reino e janelas gigantes que facilmente ilumina a sala. Na cadeira principal esta ela, a rainha Cassandra.
—Elizabeth Vounyr—minha rainha
faço uma referência
—qual seria o motivo de minha presença?
—Rainha Cassandra— minha fiel cavaleira. É tão bom ter você aqui, seus serviços têm superado minha expectativa.
—Elizabeth Vounyr— fico lisonjeada com seus elogios. Não estou sendo mais que o suficiente para o serviço do reino.
A rainha é conhecida por ser seria e rígida, mas comigo é totalmente a forma como me trata, ela parece mais... Livre.
—Rainha Cassandra— há, há... Sempre tão formal e modesta. Mas não foi para isso que a chamei. É sobre... Yan-sanheng e a fantástica.
Levanto uma das minhas sobrancelhas, tentando entender por que ela mencionou os "nomes" delas.
—Elizabeth Vounyr— perdão, minha rainha? Por que elas? Não me diga que?!
Pergunto levemente chocada com a possibilidade de...
—Rainha Cassandra— se mataram? Quem dera, minha cavaleira. Não, na verdade... Elas sumiram faz duas semanas e estou preocupada.
Ela diz isso, tentando parecer preocupada, quando está com um leve sorriso.
—Rainha Cassandra— eu, obviamente, não acredito que morreram, Entretando sim onde elas desapareceram.
—Elizabeth Vounyr— e onde seria esse "onde"?
Após ela explicar, fui encaminhada até o centro do reino onde se encontra a dungeon mais profunda já registrada, a garganta do diabo.
A famosa dungeon, garganta do diabo, é conhecida por ser a mais profunda conhecida e registrada. Tendo mais de 100 andares e acredita ter mais, porém quanto mais se desce mais os recursos ficam escassos, mais perigos se tornam eminentes, sendo da própria dungeon ou dos monstros bizarros que se encontram.
Estou no 6 andar, a luz do sol já tem dificuldade de chegar aqui, procurando as famosas rank SSS, assassina Yan-sanheng e a maga fantástica.
—Elizabeth Vounyr— que silencio... Se aquelas duas se encontram... Deus, se ela estivesse aqui, saberia como ajudar-me.
Chegando no final do 6 andar, escuto sons de explosão e várias luzes coloridas no fundo. Corro para verificar e é exatamente o que eu temia.
—Yan-sanheng— uff...uff... Você é... Incrivelmente irritante.
—Fantástica— que foi?! A "lendária" assassina está ficando sem energia?! Esperava mais de você haha!
Eu estava diante da luta, pela primeira vez em anos como cavaleira, não sabia o que fazer. Quando pensava nisso, avistei uma pequena menina entre o conflito das duas. Corri rapidamente até, sacando minha espada para protegê-la.
—Elizabeth Vounyr— fique na minha retaguarda. Ei, vocês duas! Já podem encerrar esse confronto agora!
—Fantástica— ah? E quem seria você, afinal?
Com a distração da fantástica, a lendária assassina se avançou rapidamente na maga.
—Yan-sanheng— presta atenção sua...
O chão, inesperadamente, começou a tremer e uma luz roxa se aproximava dela e num instante uma enorme cratera se formou engolindo todas nos. Quando estava caindo, vi uma figura tentar pegar minha mão, mas falhou. a cratera se abriu mais fazendo a figura estranha cair junto.
Lentamente abro meus olhos, levemente embaçados, avistando uma mulher de uniforme branco com capuz sendo iluminada com algo.
—Estranha— está tudo bem, eu curei seus ferimentos e os delas também.
Viro-me meu rosto e avisto as outras, a maga fantástica de pé iluminando com sua magia de fogo, a assassina Yan-sanheng sentada no chão e a pequena garota também sentada totalmente encolhida segurando uma picareta grande demais para suas proporções.
—Fantástica—que maravilha, literalmente, chegamos ao fundo do poço!
—Yan-sanheng— não posso acreditar que... Fui curada por uma maga.
Serra os punhos com força
—Menina pequena— pa-papai...
Me sento devagar tentando entender a situação.
¬—Elizabeth Vounyr— o... que aconteceu? E quem seria você?
—Éva— eu sou Éva e, bem simples, uma cratera se abriu e caímos aqui.
Olhas para cima avistando nada menos que a escuridão.
—Fantástica— notamos senhora obvio, a questão X é como sair deste inferno?!
—Eva— shhh, não grita. Vai saber o que tem aqui embaixo.
—Menina pequena— me desculpa papai... Desculpa...
Me levanto, com muita dor ainda, e caminho até a pequena menina me ajoelhando a sua frente.
—Elizabeth Vounyr— ei, não precisa estar com medo.
Coloco a mão sobre o peito
—Sou Elizabeth Vounyr, sou a cavaleira que está aqui para protegê-la. Com minha honra e meu juramento como cavaleira, levarei a senhorita para longe de qualquer mal que o fara. Poder-lhe-ia dizer seu nome?
Estendo minha
—Liria— é... Liria
Sinto sua mão... Metálica? Agora que noto seu braço esquerdo é uma prótese e de autovalor.
—Elizabeth Vounyr— Liria? É um nome bonito, igual seu cabelo que é parecido com meu só que verde.
Falo isso enquanto sorrio.
Percebo que Liria tremia menos. Ajudo a levantar ela e ajusto seu uniforme de mineradora. Quando observo as outras, noto Éva me olhando com leve sorriso e fantástica chocada.
—Éva— que bom ter alguém como você nesta situação, Elizabeth Vounyr
Faz uma referência para Elizabeth
—Yan-sanheng— já acabaram o showzinho?
Ela se levanta do chão
—Vamos para com apresentações inúteis e planejar como sair nesta situação de merda.
Ajeito minha armadura e retiro um pouco de poeira da capa.
¬—Elizabeth Vounyr— ela tem razão, precisamos sair deste lugar o quantos antes. Podem informar suas habilidades? Provavelmente não estamos só nos, é bom compartilhar nossas habilidades para estratégias e sabermos com o que podemos lidar.
—Éva— justo. Eu sou uma médica de combate, não tenho nenhuma habilidade em combate físico ou magico, porém tenho afinidade em magia de cura. Afinal, eu salvei todas vocês.
Bem que tinha reparado só pelo uniforme e seu porte físico. Ela deve ser da famosa unidade Asclépio
—Fantástica— eu não costumo me aparentar para reles mortais, mas nesta situação... Sou fabulosamente especializada nas 4 magias elementais e, minha favorita, na necromancia!
A famosa maga fantástica, amada por poucas e odiada por todos, que é famosa por sua incrível arrogância e sua polemica magia de necromancia. Noto um leve espasmo olho da Éva, claramente irritada e é bem compreensível.
—Yan-sanheng— eu sou uma assassina profissional, só isso que precisam saber.
A assassina Yan-sanheng é conhecida por não ser muito simpática e sempre se aventurar em dungeons, muito perigosas, sozinhas. Essas duas juntas vão ser um problema...
—Liria— eu... Não sou boa em luta. Apenas minero e mapeio as dungeons.
Não sei nada sobre ela, apena que é muito frágil fisicamente e mentalmente.
—Fantástica— maravilha! Temos médica sem experiencia em luta e uma mineradora inútil!
—Yan-sanheng— e eu estou cercada por magas, e por essa arrogante podre.
-Fantástica—quem você está chamando de podre?!
As duas pretendiam se matar, de novo, o que, sinceramente, está me deixando com vontade de ver isso. Enquanto elas se provocavam, escuto um som estranho parecendo um chiado. Olho para cima e vejo algo se mexendo, como estive invisível ou transparente. Saco minha espada e utilizo sua magia para iluminar forte onde revela uma grande aranha de doze (12) patas. Aranha caia sobre nós, peguei a Liria rapidamente e a levo para longe onde as outras fazem o mesmo.
—Elizabeth Vounyr— Liria, fique na retaguarda!
Aranha tinha um corpo robusto e placas que revestiam seu corpo.
—Fantástica— finalmente! Um desafio que vale minha atenção!
Seus olhos ferviam de felicidade com enorme sorriso na cara.
—Yan-sanheng— ótimo, algo que possa me desafiar.
Ela saca sua espada lagrima-do-diabo e avança na aranha
—Éva— pode ir, cavaleira. Eu cuido da pequena
Ela cria uma redoma envolta dela e da Liria.
Corro até aranha. Yan-sanheng, por ser a maior assassina, possui movimentos rápidos sendo incapaz de ser acertada, mas seus golpes são fracos contra as escadas rígida da aranha. A aranha nos golpeia com suas patas pesadas que errou todas, por nossa sorte por ser resistente acaba sendo lento.
—Fantástica— vamos o quão protegido você é contra o frio!
Fantástica congela todas as patas da aranha que rapidamente se estilhaçam fazendo a criatura cair no chão. Acima da aranha, no ar, Yan-sanheng golpeia a cabeça da aranha com tanta força que faz ela esmagar contra o chão, causando uma morte cefálica.
—Elizabeth Vounyr— incrível... Nem precisei ter feito algo.
Embainho minha espada. Eu comentei que Yan-sanheng não tinha força? Eu retiro tais palavras.
—Não é à toa que vocês são as únicas rank SSS de suas classes.
—Fantástica— obvio querida! Não é por acaso que sou conhecida como
—Yan-sanheng— lixo insuportável
—Fantástica—está a fim de morrer também?!
—Elizabeth Vounyr— essa jornada vai ser longa...
Começamos a escalar a dungeon e penso que a atmosfera, a ausência de monstros.
—Elizabeth Vounyr— que lugar estranho... Tao vazio e aberto. Liria você tem essa familiaridade com esse lugar?
—Liria— ah? Ma-mais ou menos... eu acho que não estamos no 100° andar
—Yan-sanheng— como assim não estamos no 100° andar?! Ele não vai até esse andar?!
Yan-sanheng para abruptamente para olhar para olhar para Liria.
—Liria—bem... Com minha experiencia, acredito estar mais de... 400 andares.
Todas nós paramos ao absorver a informação da Liria. Fantástica, Yan-sanheng e Éva observam chocadas para Liria.
—Éva— tem certeza pequena? Não está se equivocando um pouco?
—Liria— talvez... com essa temperatura quente, poucos monstros e essa sensação estranha... é onde se encontra minérios apenas nessas condições... É provável que estamos entre 400 há 300 andares.
—Yan-sanheng— você só pode estar brincando ne?! "Talvez?", "provável?" você diz tudo isso sem ter certeza?!
Yan-sanheng se aproximava de Liria, fico na frente da mineradora impedindo algo de ruim que ela pudesse fazer.
—Elizabeth Vounyr— se acalma, ela não tem culpa de nada.
Seguro a bainha da minha espada
-Não me faça derramar sangue totalmente desnecessário, assassina.
Pequenas correntes eletricidade eram visíveis nos olhos vermelhos da Yan-sanheng, podia sentir seu espírito assassino ecoando pelo seu corpo. Lentamente ela se acalma, cuspindo no chão, e volta a guiar o caminho.
—Yan-sanheng— não sei o que é pior, se é estar presa com três magas ou seu vocabulário irritante....
Ela se afasta de nós, retiro a mão da bainha e relaxa um pouco.
—Elizabeth Vounyr— como assim três magas?
—Liria¬— acho que ela está falando de mim. Pode não parecer, mas... sou maga, especificamente uma tecnicomaga.
Tecnicomaga são uma ¨sub-raça¨ de magos que são dependentes de aparatos mágicos, sejam varinas ou alguma ferramenta mágica. Essa condição é por causa do pouco fluxo de mana. Apesar das limitações, eles são excepcionais em criar e manusear objetos, ferramentas e automóveis para uso próprio e lucrar com isso.
—Fantástica— tecnicomaga? Que fascinante! Apesar de serem uma falha, não posso negar sua importância para evolução da vida e do reino.
—Elizabeth Vounyr— é impressão minha ou ela elogiou, a sua maneira, a l
Liria?
Faço essa pergunta mentalmente
Quando percebo que Yan-sanheng está visivelmente longe, nós voltamos a seguir nosso objetivo. Caminhamos muito que subimos dois andares, o que é pequeno avanço... apesar não significar muita coisa. Durante o trajeto, encontramos uma parede estranha, parecendo deslocado com as rochas negras da dungeon, com uns símbolos.
—Elizabeth Vounyr— esses parecem...
—Liria— hieroglifos... são hieroglifos élficos
Liria se aproxima da parede observando os símbolos com detalhes
—Fantástica— urgh, elfos...
—Elizabeth Vounyr— hieroglifos elfos, aqui embaixo? Como isso é possível?
—Yan-sanheng¬— vocês vão ficar babando essa parede ou...
Quando Liria examinava os símbolos, de repente a parede começou a brilhar. Rastro de uma luz branca estavam ligando-se entre os símbolos. após isso, ela se revela um grande portão que estava se abrindo lentamente. Eras de poeira e fragmentos de pedras eram expelidas durante abertura. Ao se abrir por completo é revelado um grande campo, bem iluminado, de rosas brancas e uma, com grande destaque, grande arvore de tronco negro de folhas brancas no meio do campo.
—Elizabeth Vounyr— como... como isso é possível?
Estou tão incrédula que nem percebo a maga caminhando no campo
—Fantástica?! Volta aqui! Você não...
—Fantástica— relaxa, cavaleira. Se fosse uma armadilha ou ilusão magica, eu já teria detectado
Eva toca meu ombro.
—Eva— tudo bem, por mais que eu odeie admitir, ela tem razão. Não há nenhum sinal de magico. Porém, realmente é de se perguntar.
Como e por que um lugar desses existe aqui?
Apesar desse lugar estranho, ele é bem agradável e muito bonito. Tocando as pétalas das rosas tão delicadas, eu revisitava minhas poucas lembranças felizes.
—Elizabeth Vounyr— ahm... você iria amar esse lugar...
—Fantástica¬— falando sozinha maluca? Haha. Esse lugar é realmente é encantador, mas não chama tanto atenção quanto minha presença.
Fantástica, como sempre, falando asneiras. Ela realmente gosta de ser o centro das atenções. Quando olho para ele, nota-se que ela está observando-a Liria.
—Fantástica— aí, cavaleira. Tenta não ficar muito longe dela. Ela ainda é uma criança e já está bem judiada.
¬—Elizabeth Vounyr— e por você não faz o mesmo?
—Fantástica— eu? Ah, por favor, eu posso realmente muito poderosa, entretanto não sou em proteger os outros e, além disso, ela confia em você... e ninguém confia em mim.
¬—Elizabeth Vounyr— bom, apesar de todos seus defeitos, eu confio em você e preciso confiar. Nessa situação, temos que cuidar uma da outra para que saímos com vida.
Quando olho para ela, a maga está com uma expressão de choque. Olhos bem abertos, boca levemente aberta e seus cabelos vermelhos com as mechas loiras esvoaçando com o vento. Podia sentir através de seus olhos azuis que despertei algo dentro dela.
—Yan-sanheng— por favor, essa cavaleira está sendo ingênua deixando essa maga se aproximar.
—Éva— eu não vejo maldade nela. Ela pode ser arrogante, mas parece ser uma boa pessoa.
—Yan-sanheng— boa pessoa? Você realmente não conhece a criatura que me atormentou por anos. Mago sempre se protegem, por isso odeio essa raça.
Eva ficando à frente a frente com ela. Seu olhar encontra da Yan-sanheng, mesmo sendo um pouco mais baixo.
—Éva— eu não sei qual seu problema conosco, mas fique bem claro que se não fosso por mim, vocês todas estariam mortas e, sim, inclui você Yan. Você reclama da fantástica, mas pessoa arrogante que está sendo aqui é você!
E eu acreditando que a assassina e fantástica iriam ser único problema, agora foi acrescentado mais um... de repente, sou puxada pelo braço esquerdo com toda força pela fantástica. No momento que iria questioná-la, no céu da caverna uma vasta sombra se aproxima, ao cair no chão criou-se uma onda choque que jogou todas para longe. Recupero-me e está na nossa frente um gigantesco escorpião branco de 4 caudas com ferros enormes e bem ponte agudos.
—Elizabeth Vounyr— droga... assumam suas posições!
Essa coisa é muito maior que a aranha. Eu preciso ser rápida para encontrar a Liria para saímos daqui.
—Yan-sanheng— maravilha! Mais um aracnídeo para incomodar!
Ela avança rapidamente, sem pensar, em direção ao gigantesco escorpião. Ela tenta amputar suas caudas, em teoria, sendo mais frágil, mas mesmo com movimentos precisos isso nem fez um arranhão. Yan-sanheng, ainda no ar, foi surpreendida pelo ferrão se aproximando e a tinge, mas graças a Éva que criou uma redoma magica envolta da assassina que a protegeu. Ela volta ao chão.
—Éva— sua idiota! Não seja imprudente, temos nos uni...
Antes que pudesse terminar de falar, Yan-sanheng avança contra os escorpiões. Enquanto isso, estou dando volta da criatura tentando encontrar a Liria. Fantástica utiliza sua magia de fogo que cobre quase todo corpo criatura.
—Droga Yan... vai me fazer gastar minha magia se continuar e não vou conseguir encontrar a Liria assim.
—Fantástica— vamos ver se você consegue resistir a isso!
O fogo se apaga e nenhum dano foi causado
— ...não é que resistiu.
O escorpião se irritou e ela ergueu suas caudas e suas garras para atacar as três, tive que parar e fazer alguma coisa. Preparo minha espada, concentrando toda sua magia, e ataco lançando um corte magico que amputou duas de suas quatro caudas. O grito de dor era tão alto que fez ajoelhar e quase perdendo a consciência. Quando recobro minha mente, vejo uma das caudas se aproximando, não há tempo para esquivar-se, será que... esse é meu fim?
Abro-me meus olhos, estou deitada no chão tendo a vista as rosas brancas. Levanto-me observando minha volta e...
—Elizabeth Vounyr— Liria...?
Ela estava de pé, gotas de escorrendo onde o ferrão do escorpião atravessou seu peito. O escorpião ergue-a e arremessando para longe.
—LIRIAAAAA!!!
O corpo da Liria saiu voando com tanta velocidade que seu corpo explodiria na parede. Com toda força e velocidade, surpreendente, Éva segura liria com seu corpo e elas chegam na parede que concentra todo o impacto em suas pernas bem desenvolvidas. Éva aterriza no chão e rapidamente se ajoelha começando a curar o ferimento da Liria.
—Fantástica— inseto desgraçado! Como ousa fazer isso com a pequena?!
Ela utiliza todo seu poder para moldar criando areia movediça e prendendo-o.
—Eu vou te mandar para o inferno!
Yan-sanheng pega uma das caudas decapitas, ficando embaixo da criatura e estocando o ferrão na própria criatura.
—Yan-sanheng— vamos ver se aguenta o próprio veneno!
A criatura solta outro grito de dor extremamente alto.
Eu pulo fiando no meio do corpo da criatura e findo minha espada completamente em sua carne.
—Fantástica— afastam-se, eu vou finalizar essa criatura!
O chão tremia abaixo da criatura. Eu e Yan-sanheng saímos de perto e a Fantástica conjurava todo seu poder criando estacas de terra que atravessaram o corpo da criatura, assim, dando seu último berro e morrendo lentamente.
Fantástica está exausta, caminhando com dificuldade até Liria que tropeçou no caminho. Ajudo apoiando seu corpo no meu.
—Elizabeth Vounyr— vai com calma, você usou muita mana.
¬—Fantástica¬— obrigada... não consigo nem ser... esnobe agora haha...
Caminhamos onde encontra-se Liria e Éva.
¬—Elizabeth e Fantástica— como ela está?
—Éva— vai sobreviver. Restaurei todos seus órgãos e tecidos, e o bom que sangue não entrou na sua corrente sanguínea. Vocês duas foram incríveis.
—Elizabeth Vounyr— precisamos encontrar um lugar para descansar. Tem uma casa na arvore, mas será que é segura?
—Fantástica— se ninguém saiu com nossa festinha... deve estar bem vazio.
Caminhamos direção a casa na arvore. Eu ajudando a Fantástica e Éva carregando a Liria. Yan-sanheng se aproximava de nós e Éva está visivelmente.
¬—Éva— essa sua burrice é de nascença ou as dungeons corroeram seu cérebro?!
Yan-sanheng iria falar, mas é interrompida pela Éva
—Você enfrenta o monstro sozinho e arrisca sua vida e de suas colegas! Era... era apenas nos agrupar, e agora... ela quase morreu...
Eva chorava de raiva. Mesmo que seja frequente médicos de combate ver pessoas morrer, não é incomum demonstrarem sentimentos.
Eu levei fantástica até a casa e Éva parou atras da Yan-sanheng sussurrando por cima de seu próprio ombro.
—Escorpiões são imunes ao seu próprio veneno. Aquilo que fez foi inútil, você foi completamente inútil.
Tirando Yan-sanheng, entramos na casa. Ajudo fantástica sentar-se numa poltrona e Éva coloca Liria na cama e puxa uma cadeira para sentar-se ao lado da pequena. Caminho até a janela observando a assassina, de costas, olhando para o horizonte, com raiva? Tristeza? Eu não sei. Só quero saber é como essa situação vai andar?
—Fantástica— como está, cavaleira?
fantástica aparece na sacada onde estou olhando o jardim a “noite” na direção do cadáver do escorpião.
—Elizabeth Vounyr— eu... estou cansada, não apenas das batalhas, mas todo esse estresse que estou carregando.
Fantástica caminha até ficar ao seu lado.
—Fantástica —Sei que toda essa situação está te deixando assim. As brigas, a pequena quase morrendo e é claro de estar aqui embaixo com essas...coias. Pensa no lado bom, ainda estamos vivos e vamos sair daqui vivas como lendas que sobrevieram no abismo! Desculpa se não sou boa em motivar...
¬—Elizabeth Vounyr— ...obrigada, não foi uma das melhores motivações, mas isso serve há, há. Não posso em desistir da minha missão de resgatá-las
¬—fantástica— resgatar? Sua missão era “resgatar” eu e a assassina? Haha, por isso você está aqui. Isso explica tudo. Sabe que somos rank SSS, ne?
—Elizabeth Vounyr— sim esse era o problema. Duas de rank alto que tem uma relação complicada.
—Fantástica—eu sei, mas é engraçado o medo da “grande” assassina e a odiada maga fabulosa se matarem ou...sei lá, coisa pior.
—Elizabeth Vounyr— odiada... tal palavra que não sinto por você.
—Fantástica— QUE?!
Quando falei isso, ela estava com aquela expressão de choque de novo
—Como assim? Todo... todo mundo me odeia. Você está caçoando da minha cara? Acredito que isso não seja profissional de... uma cavaleira?
Ela está tão nervosa que está com dificuldade de se comunicar.
—Elizabeth Vounyr— eu sei sua reputação. “Sua arrogância que chega a dar nojo só de olhar para sua cara”, “sua exibição que dá vontade de drenar sua mana”. “Sua magia de necromancia que vontade de matar e te reviver para te matar de novo”.
—Fantástica— ta, pode para...
—Elizabeth Vounyr— estou repetindo o que dizem e eu não penso anda disso. Você está carregando todo peso sem reclamar, sacrificando-se para que nunca pediram ajuda e sua preocupação com a Liria mesmo que negue. Sei que não está acreditando, porém você uma mulher forte, exemplar e... fantástica. Perdoe-me, eu falei... demais.
Ao olhar para ela, está com os olhos tão abertos e brilhantes que via meu reflexo na sua cor azulada. E ela suas bochechas estavam que contrastavam com seu cabelo.
—humm... desculpa, mas preciso descansar um pouco. Pode ficar de vigia agora?
—Fantástica— po-posso sim...
Quando eu estava entrando na casa, ela rapidamente se vira e chama-me.
—Espera! Poderiam dizer seu nome? Sei que você já falou, mas eu não interessava em você... até agora.
—Elizabeth Vounyr— é Elizabeth. Elizabeth Vounyr.
Entro na casa.
Fantástica se apoia na sacada olhando para o ‘céu’ da caverna.
—Fantástica— Elizabeth, que nome lindo... assim como você.
Liria acordou, nem parecendo que foi ferida fatalmente, entretanto não está conseguindo ficar de pé, Éva se ofereceu para ajudar. Quando saímos da casa, o grande campo de rosas brancas não existia mais. Todas as flores murcharam junto com o corpo decompondo do escorpião. Fantástica vai até criatura absorvendo seu cadáver, o ela vai fazer? Tenho até medo de saber. Saindo do local, o portão fechava lentamente e ela voltou seu estado anterior. Todo aquele brilho da caverna não existe mais e apenas cinco pessoas sabem o que aconteceu aqui.
Nossa pela escuridão retorna. Estou a frente guiando o caminho junto com a fantástica, Éva ajudava a lira a se locomover e, afastada, Yan-sanheng na retaguarda. Desde daquele momento com a Éva, não deu mais uma palavra, não sei se está com raiva ou sentindo-se culpada.
—Fantástica— então, como está? Conseguiu acalmar a cabeça?
—Elizabeth Vounyr— sim, obrigada pela preocupação e por animar-me um pouco.
—Fantástica— imagina, nesta situação temos que ajudar uma a outra.
—Yan-sanheng— você dizendo isso? A maga mais cheia de si, por favor...
Ela ignora o comentário da Yan e volta a conversar comigo, nem está aparecendo a mesma pessoa que conheci. Conversávamos até que meu pé esquerdo afunda um pouco e uma luz roxa cobre toda minha visão. Recobrando, noto que estou numa...
—Elizabeth Vounyr— casa? Como? que?
Corro até a porta e ao abrir...
—Isto é um oceano?! O que está acontecendo?
—Fantástica— caramba, será que não podemos ter um dia de folga?!
Percebo que está apenas eu e a maga, onde estão as outras?
—Yan-sanheng— fujam!
Fomos teletransportas para um corredor estreito e para piorar a cavaleira e a maga sumiram, e nós estamos sendo perseguidas por elfos. Consigo matar alguns e fugimos. Nosso caminho foi bloqueado tendo apenas uma pequena abertura acima.
—Subam, eu vou segurá-los.
—Éva— mas...
—Yan-sanheng— nada de mas, porra! Vocês duas precisam sair, agora.
Eva e Liria começam a escalar a parede, Yan-sanheng assume sua postura pronta matar quantos vier.
—Elizabeth Vounyr— o que aconteceu?! Onde estão as outras?!
—Fantástica— Calma, calma. Senta um pouco e respira fundo.
Me acalmo um pouco e sento-me na cama.
¬—bem, o mais obvio, aquilo foi uma magia de teletransporte.
—Elizabeth Vounyr— magia de teletransporte?
—Fantástica— sim, mas... não é comum esse tipo de magia ser utilizada como armadilha. Tanto por ser difícil e não ser eficaz.
—Elizabeth Vounyr— como isso não é eficaz? Não notou que estamos um lugar estranho e separadas das outras.
—Fantástica— é, mas armadilha de teletransporte te leva a lugares aleatórios. Por isso não é tão eficaz.
—Elizabeth Vounyr— aleatório? Quer dizer que possamos estar mais em baixo? Ou até... até...
Fantástica se aproxima de mim segura meu rosto delicadamente. Seu rosto estava muito e levemente corado e sorrindo com seus lábios finos.
—Fantástica— calma, Elizabeth... pensar nessas coisas vai enlouquecê-la. Você falou que eu estou carregando peso, porém você está carregando mais que eu... posse dar uma nisso, se permitir.
Em tantos anos, eu relaxei meus ombros e estabilizei minha respiração enquanto olhava seus azuis. De repente, porão se abre e revela uma elfa alto, cabelos prateados e roupas tribais.
—Elfa— ora, ora o que temos aqui... duas AHHHHH!!!
Fantástica a queima carbonizando o corpo da elfa
—Elizabeth Vounyr— fantástica?!
–Fantástica– O que?! Uma elfa aparece do nada armada. Que reação você esperava? Além disso...
Ela se aproxima do corpo e agacha-se.
—Ela é uma elfa. Não tem o porquê se simpatizar com essa raça...
—Elizabeth Vounyr— eu achando que não causaria tanto problemas. Vou verificar o porão, grite se algo acontecer.
Saco minha espada e desço até o porão. Fantástica continua vendo o corpo carbonizado da elfa e ela nota algo na mão.
Yan-sanheng estava coberta de sangue pelos elfos que enfrentou, após não aparecer mais elfos, ela escalona a parede entra pela abertura. É um caminho muito estreito que só passo arrastando e chegando no outro lado.
—Elfa— solte a lagrima-do-diabo humana ou suas amigas vão morrer lentamente!
Estamos cercadas por muitos elfos. Eles estavam com espadas no pescoço da Éva e Liria. Yan-sanheng, visivelmente irritada, está no conflito entre matar os elfos ou render-se para suas colegas.
—Elizabeth Vounyr— não achei anda de interessante no porão. Hum?
Quando volto, fantástica está com rosto tão vermelho que quase fica na cor de seu cabelo.
—Fantástica— que?! Estou com calor apenas!
Sinceramente, estou muito cansada para perguntar. Aproveitando que tinha uma pequena cama, iria descansar um pouco. Comecei a demonstrar a armadura começando pelas mãos.
—Fantástica¬— Elizabeth!
Me viro e fantástica está ajoelhada e estendendo suas mãos na minha direção com uma...aliança?
—Quer casar comigo?!
Troca o olhar entre ela e aliança várias, várias e várias vezes.
—Elizabeth Vounyr— você bebeu quando eu estava fora?
Fantástica se levanta rapidamente
—Fantástica— é sério!!! Eu sei que é muito repentino, porém! Porém... você me respeitou até agora e é única em tempos que está me vendo verdadeiramente. Os pequenos elogios você fez, me lembra que ainda sou uma pessoa normal e... posso ser amada e amar de volta. Então, aceita casar comigo?
—Elizabeth Vounyr— eu... eu posso pensar?
Depois dessa situação, vou para sacada da casa olhando o horizonte escuro do oceano.
—Deus... como isso acabou desse jeito? Ela não é uma pessoa ruim, mas... argh. Por que ela fez isso?! Uma nobre e uma maga juntas? Será que ela esqueceu dos problemas do reino?! O tanto de problemas iria causar... pera? Uma nobre e maga juntas, será que...
Depois de pensar e muito, volto para casa e fico frente a gente com fantástica.
—Eu aceito
—Fantástica— se-se-sério?!
—Elizabeth Vounyr— sim, obviamente que foi muito repentino, mas você demonstrou ser alguém digna de estar ao meu lado.
—Fantástica— não são as palavras mais românticas, porém... isso serve.
Ela pega minha mão exposta com todo cuidado e coloca lentamente a aliança em meu dedo. Ela chorava e está com um lindo sorriso.
—Vamos selar nosso noivado
Ela encosta seu corpo no meu e abraça-me na cintura como não fosse nunca mais soltar. Eu acaricio seu rosto e seu cabelo.
Eu sinto muito fantástica, você vai ser parte do meu plano para salvar o reino, mas espero que entenda futuramente, e até... que você beija bem.
