Era domingo, exatamente cinco da manhã, e, de alguma forma, Lia foi a primeira a acordar.
Vendo Michel dormindo tão indefeso, sua mão se estendeu, tocando aquele rosto bonito.
“Faz três anos... Ainda é difícil acreditar que estamos casados...”
Ela beijou levemente os lábios dele antes de se levantar.
Lia esteve muito ativa na relação com Michel durante esses três anos. Eram como coelhos no cio.
Diante disso, algumas suspeitas começaram a surgir. Havia semanas que ela vinha sentindo enjoos. Além disso, em certos momentos, perdia o apetite, e sua menstruação estava muito atrasada.
Claramente, ela não contou nada a ninguém. Sentia um pouco de medo, embora também houvesse certa felicidade diante daquela possibilidade.
Em poucos passos, foi até seu esconderijo na bancada do quarto: um fundo falso na gaveta, onde havia escondido um teste de gravidez.
“Vamos lá... A magnífica Lia não tem medo de nada...”
Já sentada no vaso sanitário, ela segurava o teste com a mão trêmula, tomada pelo medo de que fosse um alarme falso... ou de que fosse verdadeiro.
As duas possibilidades a assustavam.
Ela tentava olhar o teste, mas perdia a coragem logo em seguida.
Por meia hora, manteve-se naquela disputa interna.
Mas, quando respirou fundo e finalmente se decidiu, a porta do banheiro se abriu.
Michel entrou só de cueca, como sempre dormia.
Ele parecia estar com bastante urgência para usar o banheiro.
— Bom dia, meu amor... Você pode abrir só um pouquinho as pernas para mim?
— Michel... Isso é algo que se diga logo ao acordar?
Lia tentava esconder o teste de gravidez enquanto distraía a atenção dele.
Michel ainda estava meio sonolento, mas estreitou os olhos ao notar os movimentos das mãos dela.
Ele suspirou.
Abaixando-se, afastou as pernas dela, deixando espaço no vaso para urinar.
Lia assistiu à cena completamente desnorteada.
— Você insiste em me mostrar essa jabiroba logo pela manhã?
Michel deixou o ar escapar, aliviado, após terminar.
Então fitou uma das mãos dela, que tentava esconder alguma coisa.
Sua voz surgiu suave, porém séria.
— Nós combinamos que não esconderíamos nada um do outro... Lembra?
Lia baixou a cabeça, sentindo-se completamente derrotada diante daquele olhar.
Raramente Michel demonstrava estar chateado.
Mas, em pequenas situações como aquela, ele agia assim, deixando-a completamente perdida.
— Eu... Só queria ter certeza antes de falar... — respondeu ela, abrindo a mão direita e mostrando o teste.
Vendo-a cooperar, Michel suavizou o olhar. Porém, ao notar o que ela segurava, seus olhos se arregalaram, e um sorriso tomou conta de seu rosto.
— Michel... Não antecipe as coisas. Ainda... não tenho certeza.
A voz de Lia falhou, trêmula de nervosismo.
Ela estendeu a mão, entregando o teste para Michel.
— Olha para mim... Eu não tenho coragem... — sua voz saiu baixa.
Desde o casamento deles, Michel nunca mais tinha visto Lia se mostrar tão frágil.
Ele respirou fundo e, ajudando Lia a levantar, abraçou-a calorosamente.
— Seja o que Deus quiser, meu amor... — falou, com o rosto dela apoiado em seu peito. — Seja agora ou depois, eu estarei sempre ao seu lado. Tenha certeza disso!
Lia levantou o rosto para observá-lo por um momento. Uma lágrima escorreu por sua face.
Aquele homem que um dia ela praticamente expulsou de sua vida voltou para ela, perdoou-a e a amou independentemente de seus defeitos.
— Sabe... Eu me sinto a mulher mais sortuda do mundo por ter você ao meu lado, Michel.
Os dois se beijaram e, de mãos dadas, saíram do banheiro.
Lia sentou-se no sofá enquanto Michel olhava o teste.
Ele tremeu da cabeça aos pés ao ver o resultado.
— Lia... Duas linhas... Você está grávida... Eu vou ser pai!
Por um momento, Lia pareceu entrar em choque. Quando voltou a si, Michel já a girava nos braços.
— Pera... Não faz isso... Eu...
Foi tarde demais. Sua última refeição caiu sobre o esposo.
Michel a colocou novamente no chão. Mesmo coberto de vômito, o sorriso ainda iluminava seu rosto.
Vendo a felicidade dele, Lia esboçou um lindo sorriso.
— Vamos ser papais, meu amado Michel!
Ela o abraçou por um momento, esquecendo-se do vômito, mas logo Michel a levou nos braços até o banheiro.
E, claro, foi um banho prolongado, repleto de lutas de amor intenso.
Enquanto ele começava a planejar o que deveria comprar para se preparar para a chegada do bebê, além de marcar algumas consultorias para aprender a cuidar de filhos com os contatos pessoais do casal, Lia, por outro lado, foi de fininho até o notebook.
Seus dedos se moveram sobre o teclado.
— Pessoal, esta mãe tem uma grande novidade... O Batman logo terá um herdeiro ou herdeira.
— Gahaha! Que homem-morcego safadinho, hein!
Por um momento, suspirou, tentando controlar a ansiedade.
— Bruce Michel vai ser papai e, claro, a grande Lia Gata vai ser uma mamãe fenomenal!
— O próximo capítulo é uma sopa de loucura... Aproveitem.
— Um beijão na testa para todos vocês. Esta magnífica Lia está transbordando felicidade!
Algumas horas mais tarde.
Michel leu os comentários de sua esposa e não resistiu, dando algumas risadas.
“Você não muda, né, Lia... É exatamente esse seu jeitinho que me deixa louco por ti. A melhor decisão da minha vida, naquele dia, foi ter coragem e voltar para o seu lado!”
Pelo celular, digitou algumas palavras.
— É o editor Michel. Como estão todos? Bem... hoje é um dos dias mais felizes da minha vida e, claro, da minha esposa também...
— Sabe, a cada dia que passa, nosso amor se torna cada vez mais intenso. Se eu tivesse que compará-lo com algo, seria com o vinho.
Respirou fundo.
— Quanto mais passo meus dias ao lado da minha amada Lia, mais precioso esses dias se tornam.
— Este Bruce Michel agradece a todos por lerem e deseja um ótimo capítulo.
Breve pausa.
— E, claro... Não acreditem em tudo o que estiver no texto abaixo. Ainda que eu já tenha meus planos para isso, fiquem atentos.
Ouvindo as notificações no notebook Lia foi rápida.
— De novo, Michel, tentando virar meus leitores contra mim... Deve ser inveja por esta Mulher-Gato ser mais amada que o Batman. Apenas ignorem esse editor ciumento!
◇◇◇
Por um momento, Romeu pareceu perder os sentidos, mas rapidamente levantou-se e caminhou até Michel, que, ao notá-lo, pôs-se de pé.
— Oh, não acredito... É realmente você, meu garoto?
Romeu deixou escapar uma gargalhada alta.
Logo, Michel foi envolvido em um abraço de urso.
— Ótimo, ótimo, meu bom garoto!
Ele o olhou de cima a baixo, apertando seus ombros e até dando uns leves socos em seu abdômen.
Quanto mais o olhava, mais alegre ficava.
— Você era tão pequeno e gordinho, e seu rosto era cheio de espinhas...
Ele soltou o ar lentamente.
— Mas veja... Você já cresceu e se tornou tão alto, bonito e imponente quanto eu era quando jovem.
Julieta não deixou de revirar os olhos diante daquele autoelogio do marido.
— Certo, querido... Apesar de você ter encolhido uns quinze centímetros, né?
— Ah, são apenas detalhes bestas. Hahaha! — respondeu, rindo.
Dina logo se aproximou com um sorriso difícil de esconder.
— Irmão mais velho, Michel... Hehe, parece que o tempo foi bem generoso com você, hein!
Por um momento, ela o encarou, suspirando discretamente.
“Pensei que você já havia se casado e estava feliz... Por que voltou para onde foi tão machucado?”
Dina balançou levemente a cabeça e, em seguida, deu-lhe um abraço.
— Só olhando agora, de perto, tenho certeza de que é você mesmo!
Michel foi inundado por um abraço atrás do outro.
Julieta até chorou de felicidade ao abraçá-lo.
Kevin, por outro lado, apenas o cumprimentou. Ele o conhecia, pois lembrava dele sempre andando com Lia no passado, apesar de agora parecer outra pessoa.
Michel também havia sido o braço direito de sua cunhada nos tempos da Agência Cupido da Lia Silvan, que causou um verdadeiro caos na cidade.
Kevin foi um dos clientes dessa agência, e Lia e Michel foram o canal para que ele se casasse com Dina. Apesar do sucesso, até hoje ele não tinha coragem de revelar a verdade para sua esposa.
Observando a cena, Kevin notou os olhares de relance que Michel lançava constantemente em direção a Lia e lembrou-se de algumas coisas.
— Eu desejo sorte para você, amigo — expressou Kevin ao apertar sua mão. — E... você é um homem de coragem...
Terminando suas palavras, foi pegar Breninho, que havia acordado, e sentou-se no sofá com ele nos braços.
“Você realmente tem que ser um guerreiro para querer casar com a Lia...”, refletiu Kevin.
Após uma conversa divertida entre todos, Dina olhou seriamente para os pais, e eles, como se entendessem, retribuíram o olhar.
Três longos suspiros ecoaram pelo ambiente. Era como se um peso saísse das profundezas de suas almas.
— Realmente não podemos fazer isso com o pobre irmão mais velho, Michel!
— Sim. Veja como está bonito, alto e provavelmente bem-sucedido na vida, pois sempre foi dedicado! — afirmou Julieta, com um brilho no olhar.
— Sim, querida! Ele merece pelo menos encontrar uma esposa digna dele... Nossa filha é... bem, você sabe.
Lia não conseguia acreditar no que ouvia.
— Vocês... são meus pais ou os pais dele? Como podem me desmerecer tanto?
Romeu e Julieta não deixaram de encará-la com desdém.
— Filha, nós te amamos e te aturamos justamente por ser nossa filha. No entanto... quem não te conhece que te compre! — disse Julieta.
— Mãe, como pode dizer isso? Eu esperava algo assim da cascavel da minha irmã, mas de você?
Breve silêncio.
— Isso machuca! Eu nem sou tão ruim assim...
Lia tentou chorar forçadamente, porém parecia que a convivência com a família a havia deixado insensível.
— Mana, víbora tem sangue-frio... Não espere lágrimas de onde só sai veneno.
Interrompendo a briga que estava prestes a começar entre as duas, Romeu expirou o ar lentamente antes de falar.
— Minha querida Lia... Devo falar da vez em que você quase colocou fogo na escola? Ou da vez em que amarrou cinco de suas colegas do ensino fundamental, com quem não se dava bem, e raspou o cabelo delas?
Todos na cozinha a encararam, e até Michel deu um leve sorriso amargo. Ele lembrava desses ocorridos.
— Essas são apenas algumas das coisas mais simples que você aprontou ao longo de mais de uma década. — acrescentou Romeu, com grande pesar.
Lia se calou e encarou o chão silenciosamente, pois estava sem argumentos.
Kevin estava perplexo ao ouvir aquelas duas histórias. Sabia que Lia era perigosa, mas não imaginava que fosse assim desde tão jovem.
“Ainda bem que nunca a irritei e que ela sempre levou tudo na brincadeira”, refletiu ele.
Michel, que havia se sentado, voltou a levantar-se e caminhou até todos.
Passando por Lia, colocou uma mão sobre a cabeça dela, fazendo um leve cafuné, tentando consolá-la.
— Então... está tudo bem eu me casar com a Lia?
Sua voz surgiu, fazendo um breve silêncio tomar conta do ambiente. Rapidamente, Romeu respondeu:
— Meu querido Michel... Você não precisa se sacrificar por nós, mas apreciamos sua gentileza.
“Esse garoto me emociona com esse imenso coração.”
Julieta também sentia o mesmo.
— Veja esse garoto... Meu bem, ele cresceu e se tornou um homem tão bondoso... — disse Julieta, quase em lágrimas.
— Sim, meu amor... Que homem de honra! — afirmou Romeu. — Mesmo depois de tantos anos sem nos vermos, ainda se importa conosco a esse ponto.
Dina deixou cair uma lágrima, mas foi pega de surpresa com um grito de Lia e se afastou alguns passos.
— Minha querida irmã, cuidado!
— O que foi, Lia?
Perguntou Dina, sem entender o motivo do grito repentino.
— Nada, não! Apenas notei uma gota de veneno escorrendo do seu olho de serpente e temi que você se machucasse.
Lia já não suportava mais ver aquela falsidade. Ninguém a apoiava naquela casa, mas Dina era falsa, pois era quase tão ruim quanto ela.
As duas fizeram muitas coisas juntas, e sua irmã ainda tinha a ousadia de agir como se fosse certinha.
“Irmãzinha ingrata... Eu te dei um marido que nunca discorda de você...”
Com um sorriso caloroso, Michel interrompeu a discussão, afirmando que era de sua vontade se casar com Lia.
Todos tentaram apresentar inúmeros motivos para que ele não se casasse com ela, mas Michel permaneceu firme em sua decisão.
Lia também tentou, por várias vezes, deixar claro que tudo não passava de uma brincadeira, mas ninguém lhe dava ouvidos.
Pareciam pensar que ela usava psicologia reversa, opondo-se naquele momento para fazer Michel se sentir tocado e continuar insistindo em se casar com ela.
Quanto a Michel, era um homem decidido, mas também se sentia profundamente tocado pelo amor que a família de Lia demonstrava por ele.
Ele realmente percebeu a dificuldade que eles tinham em entregar Lia para ser sua esposa. Porém, por ter sido amigo de infância dela durante tantos anos, notou que tinha uma certa vantagem que não podia desperdiçar.
Entretanto, também entendeu que, se fosse qualquer outro homem, os pais dela jamais permitiriam que Lia se casasse com ele.
Essa consideração aqueceu seu coração e o fez entender que não podia vacilar nem recuar.
Sendo assim, após muita insistência, conseguiu a mão de sua amada em casamento.
Sem perder tempo, no mesmo dia, fez questão de comprar o vestido de noiva, as alianças e seu terno. Também reservou a igreja para o casamento e, no dia seguinte, às nove horas da manhã, estava de pé no altar, esperando Lia, que vinha acompanhada do pai, emocionado em lágrimas.
— Pobre Michel... Snif... Sinto muito por você, meu filho!
Romeu chorava desamparado ao acompanhar sua filha até o altar.
Lia estava como se tivesse sofrido um curto-circuito no cérebro. Só recobrou os sentidos quando já estava frente a frente com seu futuro marido.
— Onde estou? O que está acontecendo? Michel...?
Lia tinha um rosto de extrema perplexidade.
Ela pensou em dizer “não” no altar quando o padre lhe perguntasse se aceitava se casar.
Estava decidida a explicar tudo. Deixaria claro que aquilo tinha sido apenas uma brincadeira entre amigos.
O padre, porém, parecia não ter intenção de lhe dar essa oportunidade.
Ele a conhecia desde a infância e acreditava que era um grande milagre a garota finalmente se casar. Tinha certeza de que aquilo era fruto de anos de orações incessantes feitas por ele e pelos pais dela.
Sentia pena do pobre rapaz que estava prestes a se casar com ela, mas não podia separar o que Deus uniu, nem dar oportunidade para o diabo usar a boca da garota e impedir que tamanho milagre divino ocorresse.
“Tem misericórdia da pobre alma desse rapaz, Senhor.” — orou ele em pensamento.
Com uma forte convicção, o padre ignorou Lia e perguntou a Michel sua opinião, como um último sinal de misericórdia para com ele:
— Michel Oliveira de Alencar, você aceita esta criatura... quero dizer... você aceita Lia Silvan Santos como sua legítima esposa?
— Sim!
Respondeu Michel.
— Tem certeza?
— Sim!
O padre ficou surpreso e perguntou novamente, após um breve silêncio:
— Você aceita amá-la e respeitá-la, na saúde e na doença, até que a morte os separe...? Tem realmente certeza disso?
Michel olhou bem nos olhos de Lia, que naquele momento parecia querer xingar o padre.
Sorrindo, respondeu logo em seguida:
— Sim. Sempre desejei que Lia fosse minha esposa.
O padre olhou para o céu e falou em pensamentos com Deus:
“Eu lhe dei uma chance para não entrar nesse laço do passarinheiro, mas Tu vês, Senhor... ele insiste. Creio que essa é a Tua vontade.”
— Certo, então pode beijar a noiva!
Lia paralisou. Estava incrédula.
“Cadê a minha vez? Esse padre de TikTok não vai perguntar a minha opinião? Onde estão os direitos da noiva? Bem, sei que a culpa é minha, mas... ainda assim...”
A pressão sanguínea dela aumentou devido ao abalo emocional, enquanto sua respiração ficava ofegante. Sem conseguir suportar tudo aquilo, apagou de olhos abertos e, como um robô, apenas sorriu mecanicamente.
Até o beijo, seus lábios mal chegaram a se encostar um no outro.
Após o fim do casamento, ao notar que Lia parecia ter adormecido em pé, Michel não teve outra escolha senão carregá-la nos braços.
◇◇◇
Notas de Michel: Esse capítulo deu trabalho... Tive que visitar cada uma das pessoas para que escrevessem seu ponto de vista. O capítulo que minha querida esposa escreveu anteriormente fazia dela algum tipo de anjo sem mácula. Não que ela não seja isso para mim, mas estava exagerado demais. Felizmente, precisei editá-lo para que ficasse coerente com os acontecimentos.
Meus agradecimentos aos meus sogros, à minha cunhada Dina, ao seu marido Kevin e ao padre Ramon por aceitarem escrever suas próprias narrativas daquele lindo momento. Realmente sou muito grato!
Notas de Lia: Michel!! Como você se atreve a arruinar a obra-prima da sua esposa? Não dói fazer tamanha maldade? Veja só! Agora perdi todo o meu prestígio diante dos meus leitores.
Que raiva! Não tem jeito... Esta Mulher-Gato deverá retornar para o lado sombrio da vida. Pode esquecer de visitar sua Batcaverna. Por uma semana, ela estará interditada.
É melhor você liberar a senha para a grande Lia corrigir esse texto... ou essa será a consequência!
Pobre de mim... agora me tornei a grande vilã nos corações dos leitores...
Notas de Michel: ...Lia, seria injusto não dar voz aos envolvidos naquele dia... E que história é essa? Como você pode impedir o Batman de entrar na sua caverna? Por que quer me punir apenas por tentar deixar o texto mais fiel aos fatos?
Notas de Dina: Depois de tirar as teias de aranha, agora está criando morcegos... Essa conversa de vocês eu captei a mensagem. Talvez, no futuro, eu também escreva algo... tipo O Passado Obscuro de Lia Silvan.
Notas de Lia: Fique na sua, Cascavel, ou haverá consequências.
Notas de Julieta: Lia, não seja assim com sua irmã... E você disse que tinha uma surpresa para contar. Até agora estou esperando. Também não implique com o pequeno Michel! Deixe-o entrar na Batcaverna quantas vezes ele quiser... Já foi um milagre você casar com ele, então trate-o bem.
Notas de Romeu: Eu só posso suspirar vendo minha filha ameaçando meu pobre genro... Lia, isso não se faz... Além do mais, li o texto anterior antes da edição... Você fez nossa família parecer um bando de vilões terríveis. Minha língua coça para revelar algumas coisas ocultas sobre minha amada filha.
Notas de Lia: Será que eu não posso nem interditar a Batcaverna que todos já se levantam contra mim? Eu, a grande Lia, também não vou contar novidade nenhuma. Tchau!
Pessoal... Meus leitores, vejam como esse covil de vilões se voltou contra mim... Vocês estão vendo isso, né? O Batman está corrompido!
A mãe aqui promete que lutará incansavelmente, como uma verdadeira justiceira, para trazer essa família perdida de volta ao caminho da justiça.