Acordei antes do despertador e, por algum motivo, me senti bem. Me arrumei em 10 minutos e fui para a cozinha.
- Bom dia.
Pablo diz ao me ver entrar.
-Oi, pai.
- O café está pronto?
Dou um sorriso ao sentir o cheiro maravilhoso de macchiato.
- Que bom.
Ele diz, enchendo uma xícara extra.
- Como foi com a garota? Você parece animado.
- Estou tão transparente assim?
Ele confirma, balançando a cabeça.
- Como um vidro.
- A gente foi ao boliche e depois ao carrossel. Foi um encontro casual.
- É o caso da Evy?
Pablo pergunta, visivelmente curioso.
Evy é como se fosse uma irmã para mim, mas, ultimamente, estamos nos olhando e até agindo de um jeito diferente perto um do outro.
Falo, e ele me avisa:
- Você tem que tomar cuidado para não a decepcionar. Apesar de você não querer admitir, dá para ver que vocês se amam muito. Ela mais ainda.
- Já tenho 22 anos. O senhor realmente acha que não consigo perceber algo assim?
- Eu tenho 47 e, mesmo assim, me ferro de vez em quando.
- Mas parece que hoje está dando certo com a professora, não é?
Digo, segurando em seu ombro.
- Até agora, sim.
Ele responde, tomando um gole do café.
- De qualquer jeito, obrigado.
Pego um pretzel e dou uma mordida.
- A propósito... ligou para sua mãe?
Coloco a mão direita na testa.
- Ela já deve ter pirado.
- Com toda certeza. Acho que a essa hora, eles já devem estar terminando o café.
Saio do balcão, me sento no sofá e faço uma videochamada.
- Oi.
- Oi, mãe... e o Fê.
- Querido, eu estava preocupada. Por que não me ligou nesses últimos dias?
- É por causa da minha rotina mãe. Olha: às 07:00 trabalho, às 14:00 faculdade e saio às 19:00.
Ela revira os olhos e pergunta:
- E o restante do tempo?
- É o pouco que me resta e me faz largar o celular.
- Tá bem. Como você está?
- Estou bem.
- É o Pablo?
- Ele está aqui, tomando um café para acordar.
- Manda um oi pra ele por mim.
- Por que você mesma não manda?
Pablo aparece ao meu lado, falando alto, então estendo o smartphone para enquadrar nós dois.
- Oi, Pablo. Ainda de pijama?
- Elizabeth, se tem uma coisa que sempre fiz foi tomar meu café da manhã de pijama.
Ela solta uma risada.
- Você acha que eu esqueceria daquele pijama rosa?
Ele fica vermelho e se senta ao meu lado no sofá.
- Como o Patrick está?
Patrick é o atual marido da minha mãe.
- Está bem, não é, Patrick.
Ela grita para ele, que responde lá do fundo:
- Bem, e com toda a energia necessária para o dia!
Beth vira o smartphone, e ele aparece levantando uma xícara de café.
- Um "urra" para o café!
Digo, levantando a minha xícara.
"Urra!"
Os três respondem juntos.
Recebo outra videochamada e adiciono à conferência.
- Oi, Sebastian.
Digo, e Beth se afasta um pouco de Patrick.
- Estou na universidade, usa o outro nome. Oi Beth. Oi Pablo.
- Oi, Andrew.
- Como você está, meu velho?
Elizabeth e Pablo cumprimentam Andrew.
- A NYU não é fácil, mas a gente tem que lutar, não é?
- Verdade.
Beth faz um sinal de positivo.
- Fê...
Andrew chama minha atenção.
- Sim?
- O que está acontecendo entre você e a Evy? Tenho falado com ela, e toda vez que ela diz seu nome, fala com raiva.
- Vou ver o que posso fazer hoje quanto a isso, mas...
- O que foi?
- Dependendo do resultado, eu preciso da sua permissão para cuidar da Evy.
Ele para, tentando raciocinar.
Sei que ela te considera como pai, mas sinto que devo pedir isso a você.
Ele dá um sorriso de canto de boca.
- Você cuidou dela por mais de dois anos antes, e está me pedindo permissão para isso?
-Isso é um sim?
- Vamos dizer que sim, cuide da minha menina.
Olho para a tela e vejo que já está quase na hora.
- Mãe, tenho que ir.
- Tá bom, filho. Se cuide. Vocês dois também.
- Sim, senhora.
Pablo diz, arrancando sorrisos.
- Estou fazendo isso.
Andrew responde, animado.
- Tchau, mãe. Te amo.
- Também te amo. Tchau, filho.
Ela desliga.
- Até, Fê. A propósito, Pablo...
- Pode falar.
- Pablo pega meu smartphone, então decido terminar o café. Depois de alguns minutos, ele volta e me entrega.
- Bom, pai, tô saindo.
- Falou, filho. Ah, e quando vou conhecer a ‘Helena’?
Ele pergunta, brincando com a voz.
- Deixa as coisas se firmarem.
- Cuide da Evy.
Ele diz, assumindo um tom mais sério.
- Tá bom, pai.
Saio para a garagem, finalmente indo ao serviço.
...............
Começo a refletir sobre o que meu pai disse.
Será que a Evy realmente sente algo por mim?
Tenho que esclarecer essa história, principalmente para mim mesmo.
O sinal fecha, e olho para algumas pessoas atravessando a rua. Presto atenção em um grupo: são nove pessoas, e no meio há uma garota ao lado de um garoto. Quando ele fala algo ela cora, e isso me traz algumas memórias. Alguém buzina atrás de mim, olho, e o rapaz aponta para frente: o semáforo abriu.
Chego ao trabalho com a cabeça cheia. Faço uma pausa e vou ao escritório falar com Clara.
- Oi, Clara.
Cumprimento ao entrar.
- Oi, Fê. Você não deveria estar trabalhando?
- Estou dando uma pausa de cinco minutos.
Minto.
- Ata.
- Clara, posso te perguntar uma coisa?
- Claro, mas depende do que é.
Ela diz, sentando-se.
- Vamos imaginar uma situação hipotética...
- Lá vem...
Ela caçoa.
- Um amigo meu tem uma amiga que ele considera como irmã, mas ela gosta dele. O que ele pode fazer para entender que ela não é só a garota de anos atrás?
Ela me olha, surpresa.
- Hipoteticamente?
- Sim.
Respondo rápido demais.
- Acho que você deveria deixá-la se expressar e só depois resolverem isso juntos.
- Eu disse que é um amigo.
Começo a ficar nervoso.
- Agora te faço outra pergunta: como você acha que a Evy está se sentindo agora?
Sinto como se levasse um soco no estômago.
- Espera... você conhece a Evy?
- Esqueceu que você a trouxe aqui quando começou a trabalhar? O Tom até perguntou se ela era sua namorada.
Agora lembro: quinze dias depois de começar aqui, Evy apareceu com Chris e as meninas para trocar o pneu.
- Foi aí que vocês viraram amigas?
- Sim.
Ela confirma.
- Ela te contou sobre a Helena?
Pergunto, receoso.
- Estou por dentro de tudo.
Fico surpreso. Jogo a cabeça para trás e fecho os olhos, pensando nesses últimos dois anos.
Conheço Evy desde os meus 13 anos, quando a ajudei a escapar de um incêndio. Crescemos juntos e já fizemos muita besteira.
- Quer um conselho?
Olho para Clara.
- Vá até a casa dela e deixe ela se abrir. Depois, você só precisa decidir entre ela e essa ‘Helena’.
Ela diz o nome de Helena do mesmo jeito que meu pai.
- Será que o Tom me liberaria mais cedo?
- Talvez não... mas vai lá, que dele eu cuido.
Martha aparece, e eu levo um susto.
- Martha, não diga que você também sa...
Ela confirma com a cabeça.
- Eu estava escutando vocês.
- Obrigado, vocês duas.
- Evy guarda isso há muito tempo. Já está na hora de vocês se entenderem.
Clara diz, e minha cabeça fica a mil.
- Estou indo. Clara, alguém está com ela agora?
Clara pega o smartphone.
- Vou mandar uma mensagem.
Alguns minutos depois, ela confirma:
- Ela está sozinha. Acabou de chegar da academia.
- Fui.
Digo, indo em direção à saída.
- Tente não magoar ela.
Martha avisa.
- Pode deixar.
Faço um sinal positivo, passo pelos carros e ligo minha moto.
- Tá indo aonde, cara?
- Jack, estou indo a casa da Evy.
Ele me olha e diz:
- A Becca falou ontem que não ia demorar para você fazer isso. Agora tudo faz sentido.
- Isso precisa tomar outro rumo.
Coloco o capacete.
- Leve isso.
Jack tira um pacote novo lacrado de camisinhas do bolso.
- Isso não vai ser necessário.
Ele pega minha mão, coloca o pacote e fecha.
- Se precisar, para ela vai ser.
Entendo o que ele quer dizer e guardo no bolso da calça.
...........
Arranco a toda velocidade pela 17ª Street, chego em frente ao prédio e estaciono. Dou um oi para Henry, que me deixa entrar. Peço a ele que não avise sobre a minha chegada. Como ele é o porteiro do condomínio, a Evy já deu a ordem de que a minha passagem estará sempre liberada.
Olho no relógio: são 11:21, e estou suando como se fosse verão no inverno. Pego o elevador para o 5º andar e paro em frente ao apartamento 305.
(Será que estou fazendo a coisa certa?)
Decido finalmente bater na porta.
- Estou indo.
Ela grita, e depois de alguns segundos abre a porta.
- Fê...
Ela diz, surpresa.
- Oi, Evy. Podemos conversar?
Olho para o rosto dela e vejo que estava chorando. Ela engole em seco e abre mais a porta. Está usando um top branco sem sutiã e uma legging preta. Eu entro e dá para sentir a tensão entre nós.
- Por que não avisou que viria?
Ela tenta ser casual, mas falha terrivelmente, começando pelo tom da voz.
- Decidi fazer uma surpresa, assim como você tentou lá em casa.
- Só que você estava com a Helena, não foi?
- É por isso que estou aqui. Mas é melhor conversarmos no sofá.
Entramos e nos sentamos no sofá, ficando de frente um para o outro.
- Você disse que queria conversar?
Ela me pergunta, tentando parecer o mais casual possível.
- Sim.
Estou suando frio.
- O que é?
- Estou pensando em namorar a Helena.
Ela me olha surpresa e logo em seguida faz uma cara de raiva.
- É só isso?
- Preciso saber o que você acha dela.
Sei que ela vai ficar louca, mas essa é a ideia.
- E por qual motivo você precisa da minha opinião?
Ela pergunta, visivelmente se segurando.
- Você é praticamente minha irmã, por isso.
Tenho certeza de que agora o monstro vai aparecer.
Ela se levanta e diz gritando:
- Tenho tantas coisas para fazer e você vem me perguntar isso, seu filho da puta?
Ela mostra o dedo do meio para mim.
- Vai se foder.
Ainda bem que o apartamento tem isolação acústica ou teríamos problemas.
- Ainda não terminei.
Digo, levantando a voz e ficando de pé.
- Não estou nem aí. Fora daqui.
Ela caminha em direção à porta. Consigo perceber lágrimas em seus olhos. Vou atrás dela e a prendo na parede entre meus braços.
- Como eu disse... não terminei... ainda.
Ambos respiramos com dificuldade. Olho em seus olhos cor de mel.
- Eu queria uma confirmação e consegui, mas também queria falar outra coisa.
- O que é?
Ela me olha com desejo. Tento desviar os olhos, mas olho para baixo e vejo seus seios se moverem pelo top com a respiração acelerada, mostrando o quanto ela está tensa.
Suspiro e finalmente digo:
- O que você sente por mim?
Puxo um pouco de ar e término de dizer:
- Seu amor e grande o suficiente para tentarmos de novo?
O cheiro e a proximidade dela estão me deixando embriagado, e essa irritação me deixa ainda mais louco. Ela fica tão sexy irritada e, para piorar, não está usando sutiã. Posso ver todo o seu seio em esplendor. Até que enfim me dei conta de que a pessoa que eu precisava estava sempre ao meu lado. E pensar que nunca deu certo porque eu só a via como irmã.
Será que vai dar certo? Será que não vou deixar que eu mesmo acabe com tudo? Minha mente está a mil com essas perguntas... Olho para cima para tentar respirar e ter uma âncora, mas logo que volto para o seu rosto vejo que sou totalmente enfeitiçado, sem direito a voltar.
Ela morde o lábio, não se segura e ataca a minha boca. Eu devolvo, enrolando minha língua na dela, e com uma das mãos puxo seu cabelo. Chupo o seu pescoço e levo minha outra mão à sua bunda. Ela entende o que planejo e automaticamente dá um pulo, entrelaçando as pernas em volta da minha cintura. Eu a seguro e a levo em direção à bancada da cozinha. Ela coloca o braço na bancada e joga a cestinha de notas com algumas frutas no chão, senta-se e me ajuda a tirar minha camiseta. Tiro o seu top e chupo seus seios, dando um foco especial aos piercings na ponta. Com isso, ela joga a cabeça para trás, arfando.
- Esperei tanto por isso.
Ela diz, puxando meu rosto e me beijando profundamente.
Passo minha mão pela sua virilha e sinto a umidade.
- Já está tão molhada.
Dou um sorriso malicioso.
- Somente você consegue fazer isso.
Ela morde meu lábio de leve.
- Essa é sua legging favorita, não é?
- Sim.
Ela diz, respirando com força.
- Tenho que confessar que também é a minha favorita, pois mostra tudo o que eu sempre quis. Por isso, me desculpa, está...
Passo as minhas mãos de cada lado entre suas pernas e rasgo a legging, fazendo um buraco enorme. Sua calcinha fio dental branca combina perfeitamente com seu corpo. Puxo ela para o lado e ela me olha totalmente entregue à luxúria.
- É toda sua.
Passo meus dedos no seu clitóris fazendo círculos, enquanto ela geme. Fecho sua boca contra a minha, capturando todos os seus gemidos. Puxo minha mão e coloco em frente à minha boca. Evy puxa e chupa meu dedo, me provocando. Então volto a esfregá-la com mais vontade, até que sinto suas pernas fraquejarem e ela goza dizendo meu nome.
Eu estou tão duro que a calça começa a me machucar. Enfio logo a mão no bolso e tiro as camisinhas. Ela se recupera e me ajuda a tirar a calça, passando a mão sobre toda a minha ereção. Passando o dedo em torno da minha glande, me aperta com a mão e começa a mover. Pego uma camisinha mas ela pega da minha mão, já abrindo o pacote cinza, e começa a colocar em mim. Posiciono minhas mãos em sua bunda maravilhosa e ela percebe minhas intenções, abrindo as pernas para me receber.
Eu a provoco um pouco mais, movendo meu pau por cima de sua boceta, mas ela se move implorando por mim. Me posiciono e finalmente entro nela. Eu quase imediatamente sinto à vontade de gozar ao perceber a quão apertada ela é.
- Tão apertada... Evy.
- Fê.
Ela geme, me recebendo.
Começo a me mexer, aproveitando a sensação maravilhosa de sua buceta enquanto nos beijamos. Quando me dei conta, estava a dedilhando e Evy estava gozando pela segunda vez, me levando a gozar quase junto com ela.
Quando nos recuperamos, beijo sua testa e saio lentamente de dentro dela. Tiro a camisinha, dou um nó e jogo na lixeira.
- Como você está se sentindo?
Pergunto.
- Bem.
Ela diz, sentando-se normalmente no balcão.
- Hum, é mesmo?
Minha ironia é perceptível.
- Como você soube que eu estava em casa?
Dou um sorriso e respondo:
- Tenho minhas fontes.
Ela coloca a mão na boca, segurando o riso.
- Merda, você rasgou a legging...
- Já pedi perdão, mas era uma coisa que eu imaginava fazer.
- Foi como você imaginou?
- Você real é melhor que qualquer imaginação que já tive. E para você, foi como i...
Ela me interrompe com outra pergunta.
- Olha, você foi atrás de todos para ter a certeza do que eu sentia por você.
- Perguntei primeiro.
Digo, indo até ela.
- Foi melhor, se é o que quer saber. Agora você.
Abro a boca e digo:
- Não posso decidir por uma garota que acabei de conhecer sendo que tem uma que me ama ao meu lado.
Ela fica pensativa e me dá um soco leve no ombro.
- Fala a verdade.
- Ok... eu só não queria admitir que você era quem eu queria, mas acho que essa bagunça dos últimos dias com a Helena colaborou bastante para eu tomar uma decisão.
- Parece que você já se decidiu.
Rio e encosto nela, mexendo no seu cabelo.
- Acho que quero decidir mais um pouco.
Entramos para o quarto e transamos algumas vezes durante o resto do dia, até que ouço um som...
- Meu despertador.
- Para que você colocou dessa vez?
Ela me olha revirando os olhos. Ela sabe que eu sempre coloco despertador para coisas aleatórias.
- O das 17h... lembrei, meu velho quer que eu vá em um jantar de negócios com ele.
Tenho uma ideia.
- Quer vir como minha acompanhante?
Ela me olha e responde:
- Adoraria, se não estivesse tão dolorida.
- Há 20 minutos atrás você não estava se preocupando com isso, sua safada gostosa...
Digo, dando uma gargalhada, e ela me dá um soco no ombro.
- Estou sem roupas apropriadas, então passamos aqui às 19:30.
Digo e me levanto, vestindo minha calça jogada no chão.
- Está bom. Vou me arrumar. Só uma coisa...
Ela se levanta, fica na minha frente e me beija.
- Você vem dormir aqui hoje?
Ela diz com uma voz doce que já mexe com a minha cabeça.
- Está vendo como você se recupera rápido.
Dou um tapa na sua bunda.
- Engraçadinho.
Ela me empurra e eu vou para casa.
..................
Chegando em casa, vejo que meu pai já está pronto.
- É então, filho, já se decidiu?
Me segurei para não rir da lembrança de Helena dizendo isso.
- Sim... eu vou e vou levar a Evy como acompanhante.
Ele fica branco e faz uma cara de “Você...”.
- Sim, é o que você está pensando.
- Estou tão transparente assim?
Ele pergunta, ficando vermelho.
- Como um vidro.
Digo, e começamos a rir.
Duas horas depois de chegar em casa e de algumas mensagens trocadas, finalmente estou pronto. Como não tenho nenhuma roupa social, usei o que mais combinava: camiseta polo azul-marinho com um terno do meu pai por cima, calça jeans preta e meu clássico All Star de cadarço em escada.
Chego na sala e Anna já está esperando com meu pai.
- Como estou?
Anna me olha, vem na minha direção e diz com sarcasmo:
- Espera aí, cadê o Fê que eu conheço? O que você fez com ele, estranho?
- Oi, Anna. Você está deslumbrante.
Ela está vestindo um vestido dourado que realça o cabelo que ela fez para o evento.
- Obrigada. Bom... Vamos?
- Sim.
Pablo diz, pegando as chaves.
- Sim, mas antes você sabe, pai.
Digo a ele e faço um sinal de positivo.
- Passar na Evy. Já entendi, agora vamos lá.
Saímos do apartamento e entramos na BMW M7 branca com decalques esportivos que meu pai comprou para mim. Já tem 3 anos, mas quase não uso, pois sempre preferi a Harley.
Alguns minutos se passam e chegamos ao prédio de Evy. Subo e bato na porta. Ela abre e...
- Wooooow!!
Fico sem palavras para descrever a mulher que está na minha frente.
Ela está com o cabelo prateado em pequenas ondas, uma blusa social branca com os dois primeiros botões soltos. A blusa está por dentro da calça de alfaiataria. Também está usando um blazer cinza, um cinto preto sobre a calça e um salto que, se não me engano, é o 7.
Olho de cima a baixo. E ela me pergunta:
- Estou ruim?
Balanço a cabeça e olho dentro dos seus olhos.
- Você está maravilhosa. Você, como consultora de moda, me pedir opinião é um pecado.
Ela cora e entramos no elevador, descendo ao térreo.
- Você está parecendo a esposa de um jovem empresário de sucesso.
Começo a rir, e depois de um soco no ombro o elevador se abre.
- Vamos, empresário bem-sucedido.
Ela diz com um sorriso malvado.
- Vamos.
Abro minha mão e ela pega. Andamos de mãos dadas até o carro.
- Esse não é o carro que seu pai te deu?
Ela me pergunta e eu confirmo.
- Sim, mas quem vai dirigir hoje vai ser ele, não é, pai?
- Evy, você está linda.
Pablo diz, vindo até ela.
- Muito obrigada, Pablo.
Ela diz, e Anna também a elogia:
- Evy, você está maravilhosa.
- Obrigada, Anna. Você é que está.
- Muito obrigada.
Digo, olhando o relógio de pulso:
- Vamos, se não chegaremos atrasados.
- Sim, todos para o carro, pessoal.
Pablo abre a porta para Anna e eu faço o mesmo com Evy.
Nós dirigimos até um prédio no centro que acho que é a sede da principal empresa da bolsa: a Oásis, que trabalha no ramo da tecnologia e desenvolve desde games como RPGs até VR. Passamos pela portaria, confirmando nossos nomes na lista, e entramos no elevador até a cobertura.
As portas se abrem e então digo:
- Showtime.
Pablo e Evy dão um sorriso leve ao me ouvir dizer essa frase, e com isso entramos no evento.