
Na sala do comandante, um silêncio frio pairava no ar. Após um longo momento, Alexandre quebrou a quietude, sua expressão carregada de incredulidade.
— Sans, você tem certeza disso?
Sanstone, sentada à frente dele, mantinha os cotovelos apoiados na mesa e o rosto descansando sobre as mãos entrelaçadas. Seus olhos vermelhos fitavam o vazio com a calma habitual.
— Sim.
Alexandre recostou-se na cadeira, cobrindo os olhos com uma das mãos, como se tentasse bloquear a dor de cabeça que surgia.
— O dia já está acabando... Amanhã não teremos mais o apoio da Guarda Real do Líder. Aquele problema logístico será resolvido pela manhã, mas provavelmente vou ficar atolado em papelada o dia todo.
Sanstone indagou na mesma posição, com a voz monótona:
— A papelada dos armamentos, correto?
— Sim — respondeu ele, à exaustão transparecendo em cada sílaba. — E terei que deixar o comando de campo com você, Sans. Não queria que parecesse que estou me aproveitando da sua boa vontade, mas você terá que lidar com essas pessoas. Sinto que não são bandidos comuns... pode ser uma organização secreta.
Ela levantou-se abruptamente. Sua armadura fez um leve barulho com o movimento, e o encarou com seriedade.
— Comandante, apenas descanse. Amanhã, cuide da burocracia. Meu trabalho é ser a Vice-Comandante. Enquanto você estiver ausente, sou eu quem dita as regras. Então, pare com essa besteira de achar que está "se aproveitando" de mim.
Sem esperar resposta, ela bateu a porta com firmeza.
Alexandre ficou sozinho, o som da batida ecoando no silêncio e suspirou, pensativo.
"Estranho... Aquela sensação de estar sendo observado... Olhos misteriosos e maliciosos. Parando para pensar, pareciam olhos de bandidos, mas bandidos comuns não seriam loucos a esse ponto. A menos que..."
Ele puxou uma pilha de papéis.
"Melhor eu estudar isso mais a fundo enquanto cuido dessa maldita papelada. Terei uma longa noite pela frente."
No Dia Seguinte
O pátio estava cheio. Sanstone postava-se diante dos recrutas, com Marcos e Laura aos seus flancos. Sua voz projetou-se clara e autoritária:
— Certo, pessoal. Hoje o Comandante estará ocupado com questões burocráticas de nível superior. Portanto, eu estou no comando.
As garotas do esquadrão Valquíria sorriram, visivelmente felizes, enquanto os homens apenas engoliram em seco e bateram continência. Sanstone continuou, lançando a bomba:
— Vamos dividir os esquadrões. A partir de agora, vocês trabalharão em duplas mistas. Cada dupla deve conter um homem e uma mulher.
Um murmúrio de choque percorreu as fileiras. Valquírias e Juggernauts se entreolharam, confusos e receosos. Laura deu um passo à frente, girando seu chicote de ferro com um sorriso que beirava o sádico.
— Pensem no companheiro ao lado como sua alma gêmea — disse ela, com uma doçura perigosa. — Ele deve voltar com vida. Se voltarem sozinhos... bom, haverá uma punição bem “saliente” para os sobreviventes.
Ela puxou o chicote, fazendo o metal ranger. Marcos, ao lado dela, riu nervoso, tentando amenizar o clima de terror.
— Claro! Hahaha... Pensem neles como alguém que vocês querem proteger. Se fizerem um bom trabalho, receberão um almoço delicioso amanhã!
Sanstone virou a cabeça lentamente, fuzilando Marcos com o olhar. Ele continuou sorrindo, alheio ao perigo, achando que tinha mandado bem. Sanstone suspirou internamente, mas aproveitou o gancho.
— Sim — concordou ela, em alto e bom som. — Um jantar melhor do que a ração de costume. Agora, espalhem-se e façam as patrulhas! Fiquem de olhos abertos para indivíduos encapuzados. Interroguem qualquer suspeito; todos devem mostrar o rosto para identificação. VÃO!
Os guardas correram, ansiosos para sair da mira de seus oficiais. Nesse momento, uma secretária da prefeitura aproximou-se, escoltando uma enorme bolha mágica flutuante repleta de caixas de armas.
Sanstone pegou a prancheta de entrega.
— Laura, termine o recebimento. Preciso levar essa papelada assinada para o Comandante imediatamente.
Laura assentiu. Enquanto Sanstone se afastava com os documentos, virou-se para a secretária, os olhos brilhando de curiosidade ao tocar a superfície da bolha.
— Uau... Essa bolha é aquela usada pelo Líder Supremo?
A mulher, que anotava algo na prancheta, parou e olhou para Laura, levemente surpresa. Tentando recuperar a compostura, gaguejando um pouco:
— N-Não se preocupe, querida. Essa barreira é feita pela Primeira-Ministra. Mesmo estando em viagem diplomática, ela consegue projetar incontáveis barreiras até aqui quando necessário.
Laura ficou boquiaberta.
— A Primeira-Ministra fez isso à distância? Isso exige um controle absurdo de energia arcana! Ela deve ser poderosíssima.
A mulher riu, colocando a mão na testa como se tentasse disfarçar um nervosismo cômico.
— Não se preocupe. Ela, além de poderosa, é bem... "exótica".
A mulher despediu-se rapidamente, dizendo que tinha mais o que fazer após descarregar a carga e a bolha desaparecer deixando o armamento no chão. Laura acenou, mas sua mente começou a trabalhar.
"É melhor eu escoltar essa mulher, Ela é vital para a comunicação com a Primeira-Ministra. Além disso... se aqueles bandidos tentarem algo contra ela, poderei estrear meu chicote neles."
Ela sorriu, imaginando a ação, e saiu sorrateiramente, deixando Marcos sozinho com a tarefa de organizar o arsenal.
Quando ele se virou, pronto para conversar, percebeu que falava com o vento, cruzando os braços e balançando a cabeça.
— Mulheres…
Algumas Valquírias próximas o encararam feio. Marcos, percebendo o deslize, recuperou a postura num instante e gritou, com um tom exageradamente divertido:
— Mulheres! Garotas! Todas estão fazendo um excelente trabalho! Vamos em frente, time!
As garotas aplaudiram, mas cochicharam entre si enquanto se afastavam:
— Ele é louco.
Ruas do Castelo
Laura seguia a secretária à distância, saltando pelos telhados com agilidade, invisível para os Plebeus. Mas de repente ela notou que a mulher parou subitamente em frente a prefeitura.
— Mas por que diabos ela parou? — sussurrou Laura, estreitando os olhos. — Ela está... fazendo sinais de mão?
A mulher fez um gesto rápido, fechando os dedos como uma tesoura. Laura sentiu um calafrio. Aquilo era um código. Antes que pudesse reagir ou voltar para a base, uma sombra surgiu atrás dela. Laura tentou girar, mas sentiu uma picada no pescoço. Sua visão turvou instantaneamente. Ela cambaleou e caiu do telhado, mas não atingiu o chão. Braços fortes a ampararam antes do impacto. A última coisa que ouviu foram gritos abafados e o som metálico de espadas sendo desembainhadas.
De volta ao QG
Sanstone caminhava pelo pátio de treinamento, as mãos na cintura, o cenho franzido. Marcos a avistou e correu até ela.
— Opa! Tudo bom, Sans? Por que essa postura tensa? Perdeu alguma coisa?
Não desfez a pose, seus olhos varrendo o perímetro.
— Sim, procuro a Laura. Ela não é de sumir durante o serviço.
— Ah, relaxa — disse Marcos, tentando tranquilizá-la. — Vai ver ela foi ao banheiro. Podemos esperar um pouco.
Sanstone lançou-lhe um olhar de puro desdém, revirando os olhos.
— Me poupe dessas gracinhas, Marcos. Vá procurá-la para mim agora, antes que eu assine uma ordem de dispensa para você direto para a ala médica.
Marcos levantou as mãos em rendição, rindo nervosamente.
— Tá bom, tá bom! Já estou indo!
Enquanto ele se afastava, Ela refletiu.
"A secretária foi embora... Laura deve ter decidido fazer a escolta. Faz sentido, vindo dela."
Porém, antes que pudesse relaxar, uma Valquíria e um Juggernaut chegaram correndo do portão, esbaforidos juntos das patrulhas.
— General Sanstone! General Sanstone!
A repetição impaciente fez Sanstone virar devagar, com sua expressão de tédio gelado.
— O que vocês querem?
Os dois gritaram juntos, alto o suficiente para todo o pátio ouvir:
— A Sargento Laura foi raptada!
Pela primeira vez no dia, a máscara de frieza de Sanstone trincou. Suas sobrancelhas se juntaram em confusão e preocupação.
— Sequestrada? Vocês têm certeza? Laura não seria capturada facilmente, muito menos por ladrões comuns... Espera…
Ela fez menção de caminhar para a sala do Comandante, mas parou bruscamente.
"Não. Não posso fazer isso. Alexandre está atolado em trabalho e confiou o comando a mim. Se eu correr para ele agora, a confiança das tropas na minha liderança — e na dele — pode ser abalada. Eu preciso resolver isso."
Ela recompôs a expressão fria num piscar de olhos.
— Soldados, Reagrupar!
A ordem foi absoluta. Os soldados formaram filas mistas, muito mais organizadas do que antes. Sanstone observou a disciplina com um leve sorriso de aprovação ao perceber que marcos cuidou de tudo muito bem mesmo sem Laura, que voltara correndo ao ouvir os gritos.
— Você tem seus momentos, Marcos. Não muitos, mas eles existem.
Marcos, confuso, franziu a testa.
— Como assim?
Sanstone suspirou e voltou a sua face indiferente.
— Nada. Escutem bem! Precisamos descobrir onde Laura está.
— Como assim raptada?! — berrou Marcos, o rosto vermelho de fúria. — Quem foi?! Vou rasgar o desgraçado em mil pedaços!
— Estou tão curiosa quanto você — disse Sanstone, cruzando os braços. — Mas acredito que sejam os mesmos inimigos que eu e o Comandante estávamos monitorando.
Um murmúrio de medo percorreu as tropas.
— Quer dizer... um reino vizinho? — perguntou um recruta, trêmulo.
Sanstone percebeu o pânico crescendo. "Pensa, Sans. Se confirmar isso, a moral vai para o buraco. O que o Alexandre faria?"
— Fiquem calmos — disse ela, a voz inabalável. — Acredito que sejam apenas bandidos organizados. A Primeira-Ministra está em viagem diplomática, mantendo a paz com os outros três reinos. Não estamos em guerra.
O alívio foi visível, e alguns soldados até riram de nervosismo. Mas Marcos não se acalmou.
— Escutem bem! Nossa companheira foi levada e vocês estão rindo?! Estão calmos?!
— Marcos, acalme-se! — ordenou Sanstone. — O inimigo quer exatamente isso: desestabilizar nosso psicológico. Temos a vantagem numérica e o poder de fogo. Eles só têm o elemento surpresa e o medo.
— Tá! Isso eu já sei! — rebateu Marcos, eufórico. — Mas a Laura está lá! Se você não fizer nada, eu vou sozinho!
Sanstone pensou rápido. "Merda. Se ele continuar assim, vai agir por impulso e morrer. Se eu recusar a ajuda dele, adianto isso. Se eu aceitar o caos dele, o plano falha."
Ela se aproximou dele, impondo sua presença.
— Marcos. A Laura iria querer que mantivéssemos a cabeça fria. Eu te prometo: entrarei lá com meu escudo, você com sua lança, e daremos uma surra nesses caras juntos.
A promessa firme acalmou o capitão. Sanstone virou-se para a tropa.
— Plano de ação: Vocês farão patrulhas discretas. Finjam que estão conversando, fofocando, mas mantenham os olhos nos telhados. Quando localizarem movimentação suspeita em algum prédio, avisem-me imediatamente. Faremos uma investida em pinça: eu e marcos pela frente, o outro grupo ficará pelos fundos impedindo rotas de fugam.
Uma Valquíria levantou a mão timidamente.
— Mas, General... a senhora disse que se nos visse fofocando de novo, iria nos matar.
Marcos soltou uma risada genuína, a tensão dissipou-se.
— Nossa, Sans... Você disse isso? Que maldade.
Sanstone revirou os olhos, mas permitiu-se um tom levemente irônico.
— Eu não mato ninguém. Apenas... disciplino. Não é, meninas?
As garotas riram, confirmando. Com a moral restaurada, o exército partiu.
Enquanto Sanstone e marcos aguardavam notícias no portão do QG.
— Espero que o plano funcione. Laura deve estar passando por maus bocados — disse Marcos, preocupado.
— Acalme-se. Ela é forte. Laura é do Clã Poison.
Marcos parou de andar, chocado.
— Espere... A Laura é de um clã?!
Sanstone colocou a mão na testa, decepcionada mas com o olhar de desdém.
— Vai me dizer que não sabia? Laura pertence ao Clã Poison. Eles têm boas relações com minha família e se submeteram aos Stones durante o período da grande guerra voluntariamente, mas meu pai permitiu que mantivessem a independência como clã. Eles são o segundo clã mais forte do castelo, perdendo apenas para o Stone.
Marcos olhou para o horizonte, dramático.
— Impossível... Estou há tanto tempo com ela e nem desconfiei!
— Foco na missão — cortou Sanstone.
Pouco depois, enquanto aguardavam na porta do QG, Marcos abriu a boca:
— Sans, você sabe que dentro do QG o Alê está…
Sanstone viu um vulto encapuzado no telhado próximo, ouvindo a conversa. Ela interrompeu Marcos gritando propositalmente:
— CAPITÃO MARCOS! Eu sei que o Comandante Alexandre está em perigo vindo conosco nas patrulhas, mas ele ficará bem! A esgrima dele é impecável!
O encapuzado, tendo obtido a "informação", desapareceu. Marcos, confuso, tentou questionar, mas Sanstone o puxou pela orelha com força.
— Escute bem! Pare de falar coisas confidenciais aos berros! Apenas eu falo o que deve ser ouvido. Entendido?
— Ai, ai, ai! Desculpa, General! Solta, vai arrancar minha orelha!
Sanstone o soltou, fazendo-o cambalear.
— Só não arranco porque você precisa dela para ouvir ordens.
Nesse momento, um soldado chegou correndo.
— General! Encontramos o esconderijo! O cerco está montado.
Chegando à casa suspeita, Sanstone instruiu enquanto caminhava devagar até a porta:
— Marcos, não caia na lábia deles. São mentirosos e perigosos.
Sem cerimônia, ela sacou o escudo e arrombou a porta da frente com uma investida brutal. Marcos e os soldados entraram logo atrás.
Assim que Sanstone pisou no assoalho de madeira, o chão continha furos para prender o Salto de Sanstone — uma armadilha. Ela perdeu o equilíbrio caindo no chão. Aproveitando a brecha, encapuzados saltaram do segundo andar com adagas em punho.
Marcos gritou, mas Sanstone, mesmo caindo, posicionou o escudo nas costas. As lâminas bateram contra o metal com um estrondo. Usando a força das mãos, ela impulsionou o corpo para cima, jogando os atacantes para longe como bonecos de pano que foram rendidos pelos soldados facilmente.
— Marcos e pelotão 1, comigo! Pelotão 2, bloqueiem as saídas! Ninguém sai!
Eles correram para o segundo andar. Um corredor longo com três portas aguardava.
"Armadilha óbvia," pensou Sanstone. "Organizado demais para bandidos comuns."
Marcos, impaciente, correu pelo corredor. As portas laterais se abriram: lanceiros surgiram para empalá-lo. Simultaneamente, besteiros apareceram atrás deles, disparando contra sanstone dando cobertura aos lanceiros.
— IMBECIL! — gritou Sanstone.
Ela se lançou à frente, usando o escudo para atropelar Marcos e derrubá-lo se protegendo das flechas, salvando-o das lanças. Uma flecha ricocheteou no escudo, mas outra atingiu um soldado atrás dela.
Sanstone não parou. Quando derrubou marcos o escudo a protegeu do lanceiro da esquerda fazendo ele cair com o impacto, porem a lança do outro acertou de raspão a armadura de Sanstone a protegendo ela agarrou pelo pescoço aproveitando a oportunidade, arremessando-o contra os besteiros de uma das portas.
— Rápido! Peguem os besteiros!
Com o corredor limpo, ela levantou Marcos pelo braço.
— Entre com tudo nessa porta central! Mate quem resistir!
Marcos, furioso consigo mesmo e com os inimigos, arrombou a porta final.
Lá dentro, seis encapuzados. No centro, um homem segurava Laura, amarrada, com uma adaga envenenada pressionada contra a garganta dela.
— É o fim da Sargenta! — gritou o líder, movendo a lâmina para cortar Laura.
Mas Laura sorriu. Uma aura roxa e pulsante explodiu de seu corpo. O homem paralisou, os músculos travados por uma toxina mágica enquanto os outros encapuzados ficam confusos.
— AGORA, MARCOS! — comandou Sanstone.
Marcos avançou como um raio, a lança perfurando o ombro do líder e prendendo-o na parede. Os outros bandidos, vendo o chefe derrotado, renderam-se imediatamente.
Laura desfez a aura e Marcos correu, desamarrando-a com as mãos trêmulas.
— Você está bem?! Eles te machucaram?!
— Não — disse ela, massageando os pulsos. — Acordei há pouco tempo, mas fingi estar inconsciente até vocês chegarem para garantir que não fugissem.
Sanstone observou a cena, inexpressiva, e virou-se para o médico que atendia o soldado ferido no corredor.
— Baixas?
O médico balançou a cabeça negativamente, cobrindo o rosto do soldado.
— Uma, General. Flecha no coração com veneno de ação rápida. Não resistiu.
Sanstone apenas franziu a testa de forma séria e diz.
— Bom trabalho, médico. Interditem o local. Quero Guardas aqui. Vamos voltar ao QG.
Sala do Comandante
Alexandre estava sentado à mesa, com uma pilha de papéis organizada. Sanstone, Marcos e Laura entraram. O clima era pesado.
— O que aconteceu para vocês virem todos aqui com essas caras? — perguntou Alexandre, já temendo a resposta.
Sanstone cruzou os braços se sentando na cadeira, séria.
— Comandante, temos um problema grave. Confirmamos a presença de crime organizado de alto nível no reino.
— Sim! — exclamou Marcos, ainda agitado. — Eles tentaram usar a Laura de isca! Isso foi horrível! Exijo justiça!
Laura corou, colocando a mão no rosto, secretamente gostando da superproteção de Marcos.
Alexandre respirou fundo, passando a mão pelo rosto cansado.
— Vocês querem dizer que... foi só eu tirar o olho de vocês por um dia e tudo isso aconteceu?
Marcos e Laura baixaram a cabeça, culpados. Sanstone, porém, deu um passo à frente.
— Comandante, a culpa não é deles. Nem nossa. Eu acredito que essa organização já estava nos monitorando há muito tempo.
Alexandre ergueu o olhar, seus olhos encontrando os de Sanstone com uma compreensão sombria.
— Sim... Desde a Academia.