
A Valquíria na sala de tortura, vencida pelo medo e pela dor, desabou em lágrimas.
— Tá bem, tá bem! Eu falo tudo! Mas, por favor... não me bata mais.
Laura baixou o chicote, sentindo uma pontada de tristeza genuína, enquanto Sanstone permanecia imóvel, encostada na parede de braços cruzados. Embora mantivesse a postura firme, a Vice-Comandante ainda sentia tonturas pela perda de sangue.
A prisioneira começou a relatar a história, a voz trêmula:
— Quando entramos na Academia, eu e minha amiga recebemos uma proposta do Instrutor. Ele disse que, se desistíssemos e virássemos bandidas, teríamos a vida ganha. De início achamos ridículo, mas ele sorriu e disse que seríamos "justiceiras". Aceitamos. E assim que nos tornamos soldados... eu achei um absurdo a senhorita Sanstone ser Vice-Comandante e aquele imbecil ser o Comandante. Isso era machismo puro.
Sanstone ergueu uma sobrancelha levemente, mas permaneceu em silêncio. A Valquíria continuou:
— Eu já devia saber que o governo era assim. Então, quando vocês estavam discutindo na sala, eu e muitas outras Valquírias resolvemos fugir para formar o grupo. Como somos "apenas soldados" para vocês, foi difícil sentirem nossa falta, não é? O treinador nos disciplinou e ajudou a montar estratégias. Somos muito gratas a ele e à cavaleira de armadura de prata.
Ao ouvir a menção à armadura, Sanstone descruzou os braços, surpresa, e aproximou-se da garota.
— Garota de armadura de prata?
Laura percebeu a mudança no comportamento da amiga.
— Você conhece essa garota, Sans?
Sanstone franziu o cenho, buscando na memória.
— Se me lembro bem, ela é…
Antes que pudesse completar o raciocínio, a porta da sala foi aberta abruptamente por um soldado ofegante.
— General! É urgente! Estamos sendo atacados e os prisioneiros arrombaram as celas!
A Valquíria sorriu com esperança. Laura arregalou os olhos, surpresa. Sanstone, num movimento fluido de irritação, desferiu um soco preciso na prisioneira, nocauteando-a instantaneamente.
— Laura, vá na frente para as celas — ordenou Sanstone, lutando contra a tontura. — Eu vou até a enfermaria. Provavelmente vão tentar se aproveitar da fraqueza do Comandante.
As duas correram para o corredor. Laura, preocupada, advertiu:
— Sans, eu sei que você está zonza pela falta de sangue. Vou pedir ao Marcos que envie reforços para você.
— Não — retrucou Sanstone, ofegante mas firme. — Peça ao Marcos que segure a entrada do QG. É a única saída. Ninguém passa até que tudo esteja contido.
Laura assentiu e correu em direção às celas. A visão de Sanstone começou a turvar, mas ela forçou as pernas a continuarem, mantendo a fachada de durona.
"Preciso ir até a enfermaria. O Alexandre precisa de mim."
(NA ENFERMARIA)
Ao chegar, encontrou a cama vazia. O pânico gelou seu sangue por um segundo, até ouvir um sussurro:
— Sans... aqui embaixo.
Alexandre saiu debaixo da cama, levantando-se com dificuldade. Sanstone suspirou aliviada, recompondo a postura.
— Comandante, você não está ferido ou algo do gênero?
Alexandre olhou para o corredor e fechou a porta suavemente.
— Não. Quando percebi que o ferimento na perna não era fatal, fingi que demoraria mais para me recuperar. — Ele sorriu fraco. — Seu sangue é extremamente potente, Sans. Já pensou se tem capacidades regenerativas?
Sanstone, exausta, encostou-se na parede, o rosto pálido. Alexandre correu para ampará-la.
— Por outro lado, percebo que você não está nos seus melhores dias.
Sanstone tentou se soltar, mas não tinha forças.
— Laura manteve a transfusão por tempo demais... Ela deve ter percebido que tirou muito sangue e, por culpa, me deixou vir até aqui.
— Ela sabia que você estaria segura comigo — disse Alexandre, segurando-a com firmeza. — Mas qual o motivo do alarme?
— Ataque externo — respondeu ela, a voz fria e ofegante. — Ajudaram as prisioneiras a escapar. Laura está nas celas e Marcos bloqueou a entrada. Ninguém entra ou sai.
Ela tentou se desencostar dele para caminhar.
— Bem, preciso ajudar Laura e...
As pernas falharam. Ela teria ido ao chão se Alexandre não a tivesse segurado.
— Você não vai a lugar nenhum desse jeito. Não consegue nem ficar em pé sozinha.
Alexandre pensou rápido. "Droga. Estou numa sinuca. Laura e Marcos estão cumprindo suas funções, mas preciso dar assistência. Porém, não posso abandonar a Sans aqui nessas condições. Se houver um assassino à solta..."
Sanstone, percebendo o dilema dele, segurou seu rosto com as mãos trêmulas.
— C-Comandante... confie em nossos subordinados... Deixe com eles…
Os olhos dela transmitiam uma confiança absoluta. Alexandre respirou fundo, assentiu e a abraçou, protegendo-a.
(Nas celas)
Laura desceu as escadas correndo e gritou para o soldado da guarda:
— Rápido! Tranque isso pelo lado de dentro e me passe a chave!
Com a chave em mãos, ela virou-se para sua tropa.
— Juggernauts e Valquírias! O Comandante e a Vice-Comandante me deram permissão total. Não tenham pena de nenhuma traidora!
Ao chegarem ao bloco das celas, o cenário era sangrento. Corpos de soldados leais e algumas Valquírias rebeldes estavam no chão. O grupo de traidoras, armadas com escudos e espadas roubados, avistou a oficial.
— Nossa, que surpresa... É a Laura — debochou a líder das rebeldes. — Vice-Comandante, por favor, deixe-nos ajudar a acabar com a supremacia destes homens.
Vamos nos unir para destronar esses porcos...
Antes que ela terminasse o monólogo, o chicote de Laura estalou no ar, atingindo o braço da rebelde e deixando-o dormente instantaneamente. O olhar de Laura era de puro desprezo.
A Valquíria gritou de dor e revolta:
— Por que está fazendo isso, Laura?! Você sempre nos deixou conversar, ser nós mesmas! Agora está sendo submissa a esses homens tolos?!
Outra chicotada, agora no outro braço, desarmando-a completamente. Laura, suando frio de excitação pelo combate, mas com o rosto sério — quase lembrando a frieza de Sanstone — respondeu calmamente:
— Submissa? De onde vocês tiraram essa ideia ridícula? Vocês sabem o que é hierarquia?
— Hierarquia é uma utopia mascarada pelos homens! — gritou a traidora. — Em todas as hierarquias, nenhuma mulher é poderosa! Até mesmo Lilith fica abaixo do Imperador! Nunca houve mulheres Imperad…
O chicote cantou novamente, acertando o rosto da garota e silenciando-a. Laura não aplicou o veneno; queria que ela sentisse a dor pura.
— É por isso que vocês são tão fáceis de manipular. Nem sequer chegaram ao exame oral. Vai uma lição de história:
Laura começa a contar a história enquanto mantém o chicote em punhos.
— O Imperador Supremo não tomou o poder à força. Anos atrás, o pai dele foi escolhido pelo próprio povo por ser um prodígio. Por ele ser tão forte, as outras raças — Demônios e Bestas — se uniram por medo para nos destruir.
— Sabendo que a humanidade não sobreviveria, o Imperador usou seu conhecimento arcano para pedir força aos deuses, criando os Clãs que hoje vocês conhecem e se casando para manter a linhagem sabendo que não duraria para sempre. E quando a guerra acabou e o tempo cobrou seu preço, passou o trono ao filho. O atual Imperador se trancou na bolha não por covardia, mas para proteger o reino de assassinatos e instabilidade. Mas ele deu a tarefa mais difícil à sua única filha.
Laura apontou o chicote para elas.
— Lilith foi a única capaz de passar pela barreira, não por genética, mas por confiança. Foi ela quem costurou a paz com os reinos vizinhos. Quem salvou este reino foi Lilith! Uma mulher e seu pai, unidos pela convicção de salvar a todos. Se ela tivesse feito uma rebelião idiota igual a vocês, o inimigo já teria nos destruído.
A revelação caiu como uma bomba. As garotas, percebendo a manipulação e vendo os corpos dos colegas que mataram em vão, largaram as armas e caíram de joelhos, chorando.
— Sargenta Laura... nos perdoe... Não queríamos fazer nada disso... fomos enganadas.
Laura sorriu, mas sua voz permaneceu rígida.
— Escutem bem. A punição pelos atos pode ser amenizada, mas apenas isso. Todas aqui serão levadas à sala de tortura e expulsas do exército. Mas suas vidas serão poupadas.
Uma das garotas tentou argumentar, mas Laura a cortou:
— Basta! Isso são regras. Se tivessem pensado antes de cair nesse truque, não estariam nessa situação.
Enquanto os soldados levavam as rebeldes de volta às celas, Laura teve um estalo de memória. Sua expressão mudou para puro pavor.
— Droga! A prisioneira na sala de tortura!
Ela disparou corredor afora.
(Na entrada do QG)
Marcos mantinha a posição, bloqueando o grande portão.
— Soldados! Preciso que vocês segurem a barra! Todos que sobreviverem receberão um selinho da garota mais linda do reino!
A promessa absurda funcionou. Os soldados ficaram eufóricos.
— Vamos lá! Hoje jantaremos no inferno, mas vamos ganhar um selinho da General Sanstone!
Marcos, ouvindo isso, sussurrou para si mesmo:
— Eu acredito que tô ferrado, mas a Sans vai entender... eu espero.
Do lado de fora, dezenas de encapuzados surgiram nos telhados e nas ruas. Marcos reagiu rápido.
— Arqueiros! Mirem nos telhados! Fogo!
A primeira seta atingiu um inimigo, soando o gongo da batalha. O caos se instalou. Flechas choviam, espadas colidiam. Marcos avançava derrubando inimigos com sua lança, transformando a rua num campo de batalha brutal.
— Droga... parece que não acaba nunca! Como tem tantas Valquírias assim?! — gritou ele, ofegante.
Percebendo que a força das flechas inimigas estava diminuindo, mas o número de oponentes no corpo a corpo aumentava, Marcos tomou uma decisão tática.
— Soldados! Recuar para dentro do corredor! Vamos afunilar o combate lá dentro!
O exército recuou ordenadamente. Quando se fecharam no corredor estreito do QG, as encapuzadas do lado de fora começaram a provocar:
— Vocês homens são covardes! Não vão nos enfrentar? Venham logo!
Marcos com sangue escorrendo pelo rosto, manteve a posição e gritou de volta:
— Podem chorar o quanto quiserem, traidoras! Isso se chama estratégia! Aprendi com o Comandante Alexandre e com a Sanstone!
Surpresas por ele creditar a estratégia aos seus superiores e não ao ego, as Valquírias rebeldes, furiosas, invadiram o túnel.
(Na enfermaria)
Sanstone, ainda apoiada em Alexandre, sentiu as forças voltarem minimamente.
— Comandante... eu acho que posso lutar.
— Sans, você ainda…
Antes que ele terminasse, Sanstone desferiu um soco na parede ao lado, deixando uma pequena cratera no concreto. Alexandre engoliu em seco.
— ...Acho que você está bem saudável agora.
Os dois correram em direção às celas para dar suporte a Laura, mas encontraram um soldado no caminho.
— A General Laura? Ela foi correndo para a sala de tortura, disse que era urgente! A situação nas celas já foi controlada por ela.
Alexandre e Sanstone trocaram um olhar alarmado.
— Droga. Sans, você está pensando a mesma coisa que eu?
— Estou. E espero que não seja tarde.
Ao chegarem à sala de tortura, encontraram a porta aberta. Laura estava parada, imóvel, olhando para a cadeira. A prisioneira estava morta, com um enorme buraco no peito e uma expressão de horror congelada no rosto.
Sanstone e Alexandre entraram devagar. Laura, ainda de costas, soluçava baixo.
— E-eu não consegui salvar ela... E-eu não consegui…
Alexandre colocou a mão no ombro dela.
— A culpa não foi sua, Laura.
Ela virou-se e chorou contra a cota de malha do Comandante, abafando o som. Sanstone aproximou-se do corpo para investigar.
— Não foi uma arma... — murmurou ela, analisando o ferimento. — Ela foi destruída de dentro para fora.
Alexandre olhou por cima do ombro de Laura.
— Também não há vestígios de bombas ou explosivos comuns.
Laura, limpando as lágrimas e tentando se recompor, disse:
— É magia…
Os dois olharam para ela, intrigados.
— É uma habilidade arcana rara, capaz de gerar uma explosão de energia a partir de um ponto interno — explicou Laura.
Alexandre franziu o cenho.
— Entendo. Então esse inimigo é muito mais poderoso do que qualquer ladrão ou rebelde.
De repente, a lembrança atingiu Alexandre.
— O Marcos! Precisamos ajudar ele na entrada!
Laura se recompôs instantaneamente. O trio correu para o salão principal. Lá, encontraram Marcos caminhando sozinho pelo corredor, coberto de sangue, arrastando a lança.
Laura levou as mãos à boca, aliviada por ele estar vivo, mas Sanstone e Alexandre notaram o olhar dele. Era o olhar de quem tinha visto o inferno.
— Marcos... relatório — pediu Alexandre, com voz suave.
Marcos parou, a cabeça baixa, o cabelo cobrindo os olhos. Sua voz saiu calma, mas carregada de uma depressão profunda.
— A batalha foi um sucesso, Comandante. A defesa e o perímetro foram mantidos.
— Qual a má notícia? — insistiu Alexandre.
— Muitas baixas... — Marcos hesitou. — Principalmente as Valquírias alienadas.
Sanstone fechou os olhos, desviando o rosto.
— Nenhum sobrevivente do lado inimigo? — perguntou Alexandre.
— Não... — Marcos passou por eles, caminhando em direção aos dormitórios, seguido pelos poucos soldados sobreviventes de seu pelotão, todos igualmente desolados. — Tivemos que matar todas.
Alexandre fez menção de ir atrás dele, mas Sanstone o segurou pelo ombro e negou com a cabeça. Ela olhou para Laura.
— Laura, por favor. Conforte ele esta noite.
Laura corou levemente, mas assentiu com firmeza e correu atrás de Marcos, segurando seu braço com carinho.
(Sala do Comandante)
Alexandre bateu a mão na mesa com frustração, o som ecoando pela sala.
— MALDIÇÃO! Como isso aconteceu?!
Sanstone, sentada no sofá com as pernas cruzadas, respondeu com calma:
— Às vezes, algumas coisas não podemos controlar.
Alexandre jogou-se para trás na cadeira, cobrindo o rosto com as mãos, ofegante.
— Por que tantas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo?
Sanstone observou o estado dele. Lembrou-se das palavras de Laura na enfermaria: "Você o ama, não é, Sans? Continue rejeitando o sentimento e isso vai te consumir."
Ela soltou um suspiro, sorriu para si mesma e se levantou.
— Sans? O que você vai fazer? — perguntou ele, tirando as mãos do rosto.
Sanstone caminhou até ele com determinação. Sem dizer uma palavra, inclinou-se e o beijou. Alexandre arregalou os olhos, paralisado, mas logo relaxou. Quando se separaram, ele estava tonto.
— S-Sans... explique-se.
Ela o segurou pelo queixo, um sorriso travesso e raro nos lábios.
— Se sente mais calmo?
— Até demais... — murmurou ele.
— Sempre que precisar, é só pedir que eu faço algo muito mais…
De repente, a imagem de Sanstone se desfez. Alexandre piscou, confuso.
Sanstone estava sentada no sofá, exatamente onde estava antes, mas com o rosto vermelho como um tomate, balançando a cabeça freneticamente.
"Droga, Sans! Para de ficar com ideias idiotas! Foco!" pensou ela, repreendendo sua própria imaginação fértil.
Alexandre, alheio ao devaneio da Vice-Comandante, respirou fundo, recuperando a postura.
— Preciso me manter calmo. Se eu continuar assim, vou começar a cometer erros.
Sanstone, recuperando a compostura (e a cor normal do rosto), falou:
— Comandante, não precisa ter medo. Comandar é difícil, eu sei. Mas lembre-se: se quiser apoio, eu estou aqui. Você não está sozinho.
Alexandre olhou para ela e sorriu, a ansiedade dissipando-se.
— Tem razão. Desesperar-se é para aqueles que não têm ninguém. Mas eu tenho a melhor General do meu lado.
Sanstone corou novamente — dessa vez de verdade — e virou o rosto para esconder.
— C-Certo. E qual vai ser o plano para levantar a moral das tropas?
(Na Prefeitura)
Em uma sala escura, iluminada apenas por velas, uma garota misteriosa estava sentada em uma cadeira ornamentada. A mulher da prefeitura — a secretária que Laura seguirá — estava ajoelhada, com a testa no chão, tremendo violentamente.
— S-Senhorita... me perdoe!! Eu sinto muitíssimo…
A garota sorriu. Seu rosto estava obscurecido pelas sombras, mas uma aura de magia negra pulsava ao seu redor.
— Você fracassou em derrubar a moral do exército e eu tive que limpar sua sujeira — disse ela, com uma voz doce e letal. — Sabe quantos assuntos importantes eu tenho para resolver? E ainda preciso me preocupar com a incompetência de subalternos?
A mulher levantou a cabeça, o suor pingando no tapete.
— Por favor, senhorita! Me dê uma última chance! Eu prometo fazer de tudo ao meu alcance para…
O sorriso da garota desapareceu.
— Chance? Na verdade, eu o seu destino ja foi selado por outra pessoa, agradeça por isso.
Uma caixa feita de energia vermelha translúcida materializou-se ao redor da mulher. Ela se levantou, batendo nas paredes mágicas, chorando desesperadamente.
— Senhorita, por favor! Eu ofereço qualquer coisa! Só não faça isso comigo, eu suplico!
A caixa começou a diminuir de tamanho lentamente.
— Não, não... Pode ficar calma — disse a garota, sarcástica. — Ninguém mais pode te ouvir, apenas você e eu. Se quiser, posso acabar com isso mais rápido, mas vai depender de quanto você gritar.
A garota levantou-se, suspirando de tédio. Enquanto os gritos abafados da mulher ecoavam dentro da caixa que se contraía, uma parte da parede de pedra se dissolveu. Um homem atravessou a abertura como se fosse fumaça.
Era o Instrutor. Seus cabelos brancos brilhavam na penumbra.
— Senhorita, a missão foi um sucesso — disse ele, com voz grave e respeitosa.
A garota bateu palmas, saltando de alegria como uma criança, ignorando completamente a mulher, mas as paredes de energia pararam.
— Viva! Viva! Você é extremamente capaz! Bem que fui informada que você é um dos melhores em sua categoria - A garota então volta a um tom mais sério - Leônidas Stone.
O homem abriu os olhos. Suas íris brilhavam num vermelho intenso, idêntico ao de Sanstone.
— Obrigado, Senhorita Lilith.
Lilith ao perceber que a mulher ainda estava lá, fala com uma expressão de decepção :
Poxa, você ainda está aí? Olha só porque estou de bom humor vou te deixar ir.
A mulher antes de agradecer é esmagada rapidamente pela energia vermelha ao redor dela.