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Girls Don't Cry
- Aquele Bane.. Hm..
Veronika continua subindo no ar ao lado de Mark, apertando seu bastão com força e certa raiva, enquanto bufa.
- Oque deu? Se sente estranha pequena?
Mark fala olhando para ela, com seu tom estranho de sempre na voz, parecendo mais velho do que realmente é.
- Você realmente é mais lenta que ele, o certo foi que ele te trouxesse, mesmo que contra a sua vontade.
- Você não entende alienígena estranho!
- Não me chame de “alienígena”, a gente já se conhece a tempo o bastante para que entenda de onde eu vim, e que se acostumasse com minha presença.
- Não tem nada haver! Eu chamo você como eu quiser, estranho..
- Como queira então-
Assim que Mark termina de falar, um projétil passa na ar ao seu lado, cortando a fumaça com destreza enquanto eles chegam ao último andar do prédio, o projétil semelhante a uma corrente se retraí, voltando até uma silhueta voando levemente acima do pátio de fora do topo daquela estrutura, o braço da silhueta recua com a pressão do recuo da arma.
- Mark, desce pro terceiro andar e ajuda o Stile lá, eu quero desestressar.
- Não quer que eu ajude? Eu posso te proteger.
- Não não, desce lá vai, aqui você sabe que eu me viro.
Mark acata a decisão, e passa direto em alta velocidade pela silhueta com sua forma brilhante, entrando em uma porta e sumindo da visão de Veronika quando ele começa a descer as escadas.
- Então tinha mais alguém, você se escondeu da Dash?
Ela segura o bastão, já apontando para a figura enquanto mostra um rosto claramente confiante.
- Então deixaram a mais frágil aqui comigo? Me deram o trabalho mais simples, melhor para mim.
A silhueta levanta voo, com grandes asas aparecendo ao seu redor, abrindo caminho em meio a fumaça, agora, com sua aparência revelada, sem medo de se esconder de Veronika, talvez já contando certa vitória.
Uma mulher de aparência bonita, olhos puxados cheios de desinteresse em um rosto de pele lisa e branca, seu cabelo é maior para um lado, com tons de vermelho formados no fim de suas mechas. Seu corpo atlético é marcado por curvas e braços levemente treinados, ela veste um boddy branco sem manchas, e uma saia transparente com um tecido plástico verde, em suas penas, meia calças pretas cobrem seus joelhos e abaixo, sem usar sapatos talvez por sua natureza voadora, ela tem manguitos brancos nos braços, e em um deles segura uma grande espada de formato peculiar, ela parece maleável quase como uma corrente, e parece ter certa capacidade de extensão pelo ataque de antes, ela sorri com desdém da garota à frente, e se coloca em uma posição de ataque, preparada para qualquer coisa.
- Aé? A MAIS FRÁGIL? Você vai ver ô sua idiota!!
Veronika sente quase como uma pontada com o insulto, um ódio sobe por seu corpo e um calor fora do normal já consequência do acontecimento de antes, as pétalas de ferro da ponta de seu cajado desabrocham revelando o cristal azul que brilha mais forte no meio, um ponto chamativo em meio à névoa, da ponta, um “X” se revela no ar, e como magia uma flecha de luz rodopia no ar em direção a mulher, que desvia com facilidade voando para mais para cima.
A garota dá de ombros, antes de ver que a mulher solta uma risada de canto e voa em direção a Veronika com velocidade acima do comum, um ataque feito com a espada maleável vem de cima, mas, como uma forma de insulto, Veronika também desvia de forma majestosa, se afastando da mulher de asas que olha para ela, agora um pouco mais interessada, com os olhos mais arregalados e um sorriso que ela havia visto antes em qualquer outro vilão que se achava demais.
- Não achei nada demais! Acho que a frágil é você aqui! Só porquê tem corpo bonito! E um rosto bonito! E roupas bonitas!.. E.. Luta bem.. E.. MORRE!
Três outras flechas de luz saem da ponta do cajado de Veronika, que acerta em cheio dois dos três tiros enquanto a mulher virava em direção a garota novamente, ela perde altitude ao ser acertada, o olhar agora mais incrédulo, logo quando as flechas atravessam, uma pequena explosão toma as feridas da mulher, que cospe sangue, com um olhar agora piorando cada vez mais de nervosismo.
- Achou legal agora? Achou legal é??!!
- Vai se foder garota imunda, acha que por que é heroína mundial pode se achar tanto assim?
Veronika começa a rir, com o olhar confiante saindo da mulher e aumentando cada vez mais o próprio, se sentindo superior, e soltando um suspiro leve, com cada vez mais vontade de continuar acertando.
- Eu posso usar esse uniforme laranja HORRÍVEL, mas nunca perderia pra uma idiota como você!
A mulher toma posição de novo, tentando se recompor, segurando a espada com mais afinco ela dá a volta em Veronika e ataca, a espada se dispara aumentando seu tamanho ilogicamente para alcançar ela, mas novamente em vão, as habilidades talvez treinadas da mulher não se comparavam a habilidade de uma heroína mundial nem se quisesse.
Ela retraí a espada novamente, e para um pouco no ar, pensando enquanto um suor de nervosismo começa a pingar pelo seu rosto, caindo no chão que ficava metros abaixo, repentinamente parecendo decidida, ela desce em rasante, mas não em direção de Veronika, e sim entrando e quebrando a janela do quinto andar do prédio, o último antes do pátio que ficava logo acima.
Lá dentro, a mulher olha para os lados, para os vários eletrônicos e mesas de escritório ainda entocadas depois do caos de alguns minutos antes, ela começa a pensar em certo desespero, mas logo se esconde atrás de uma das mesas, tomando cobertura e ficando furtiva em meio a fumaça, enquanto aperta a espada contra o seu peito, fazendo sua mão sangrar um pouco com o aperto forte.
- Que foi? Cadê aquela confiança toda? Não tô en-ten-den-do!
Veronika abaixa o voo até ter visão do interior do prédio, mas com cuidado já preparada para uma emboscada, sem pensar tanto ela faz quatro marcações de X de suas flechas no ar, antes de as juntar com o cajado, criando um formato de arterisco mas ainda maior, de repente, com mais velocidade que os tiros normais, um raio claro azulado e bem maior que o normal começa a contornar o interior daquela sala enquanto Veronika mira com seu cajado, procurando a mulher que se escondia na névoa.
Se sentindo emboscada, a vilã vira para o raio que logo mais chegaria a sua posição, e começa a aplicar um corte cada vez mais forte em sua mão feita pela espada, ela coloca a mão no cabo novamente, observando Veronika, antes de sair de sua posição com agilidade e tentar um ataque surpresa na garota que focava em seu raio azulado.
A espada se estica com destreza, conseguindo acertar Veronika e fazendo um leve corte em sua mão antes que ela desviasse, um corte leve, mas que começa a sangrar, o olhar da mulher se toma por um lampejo de esperança, antes de retrair a espada e sair para a parte de fora do prédio novamente, pairando no ar com confiança renovada.
- Aí! Tudo isso para só um corte pequenininho?
- Eu odeio fazer isso mas..-
A mulher, agora com a confiança renovada, ainda treme, mas não de tanto nervosismo assim, ela vê o sangue em sua espada, e passa a mão rapidamente, sujando-a, aproxima de seu rosto, e lambe com nojo, mas fazendo o que achava que deveria ser feito.
Em poucos segundos, Veronika começa a tremer, e de repente sem aviso algum, cortes aparecem em sua mão, e uma dor forte ela sente na barriga, escorrendo sangue e sujando seu vestido, ela cambaleia e desce para parar de voar no quinto andar do prédio, agora respirando mais rápido com certo nervosismo do acontecimento, ela se afasta, ainda mirando o cajado enquanto a mulher também meio nervosa paira em pleno ar observando os machucados que apareceram no corpo da adversária, um toque de relaxamento passa pelo rosto da vilã, como se comemorasse a não falha de seu plano.
- Urgh.. Que porra isso?
Ela senta no chão, agora meio confusa, não pelo dano, mas pelo efeito inesperado.
“Ela voa, tem a espada estranha e um feitiço?”
Veronika indaga, enquanto observa a hesitação em atacar da mulher, ela se levanta devagar, ficando de pé embora ainda sangrando, ela já passou por coisa bem pior.
- O seu feitiço é algo bem óbvio na verdade, não é? Algo como ampliação de danos com base no sangue ou coisa do tipo, não que me importe saber disso de uma idiota, minha batalha já tá ganha!
Ela aponta o cajado, com a confiança já tomando conta denovo após o rápido abalo, Veronika embora confiante não dá margem para erros, e se mantém em uma posição defensiva caso haja outros truques.
- Eu.. Ah merda, eu tô fora!
A confiança que ao começo da batalha era tamanha, desmorona, aquela mulher que agora tanto se sentia machucada tinha sua arma mais poderosa já demonstrada, e não havia qualquer motivo para lutar mais, embora se preocupasse levemente com os colegas de equipe, seu egoísmo era tanto que ela tinha dado as costas, e em um piscar de olhos, saiu voando para fora da fumaça, e para fora do combate respectivamente.
Veronika para por um segundo, antes de soltar uma gargalhada até que alta, ela olha para a silhueta da mulher se distanciando e senta no chão do prédio, com um sorriso levemente satisfeito no rosto, solta o cajado e se encosta em uma das mesas ali próximas.
- Vou deixar os outros lidarem com o outro vilão, eles são fraquinhos mesmo.
Ela dá de ombros antes de pegar seu bastão novamente, e utilizar magia vinda dele, um pequeno símbolo de “+” se forma em frente ao cristal, e rapidamente sua mão que estava com um corte realmente profundo, se fecha um pouco, aliviando a dor, ela respira fundo, e larga novamente o bastão, que tem suas pétalas fechadas novamente, escondendo o cristal.
Sua barriga ronca, um barulho que quebra o silêncio quase heroico após a batalha vencida, ela olha para baixo, e começa a sorrir de forma sonhadora.
- Eu quero um sorvete.. Isso..
Era hora do almoço quase, mas o sonho de Veronika era claro, um sorvete fora do horário realmente não era certo para esse tipo de refeição, mas não à hora nem lugar para saciar seu apetite como rainha.