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Smoking Head
Mark descia em direção ao terceiro andar, mas reduz a velocidade, deixando seu corpo em formato normal, acontece que quando estava transformado em luz, sua visão acabava sendo interferida, e sua consciência de espaço era afetada até demais, ele só a utilizava para percorrer longas distâncias.
Enquanto desvia as escadas levitando, ele forçava os olhos para tentar perceber silhuetas em meio a névoa, enquanto a sua se destacava.. Porque seu uniforme brilhava, oque o ajudava a perceber os arredores com certa facilidade.
Mas enquanto descia as escadas para o terceiro andar, sentiu um calafrio que chamou atenção, olhando para trás, mas mesmo antes que pudesse reagir, ele foi atacado por uma espada vinda de cima, um ataque descendente que parecia sair direto da fumaça, Mark acabou sendo atingido, e levado andares abaixo pela pressão de um corpo que nem ele conseguia discernir, as escadas se quebravam, e antes que visse, estava no primeiro andar segurando a espada a centímetros de seu peito enquanto destroços caiam.
Ele transforma seu corpo em luz por poucos segundos, saindo debaixo da espada antes que cedesse a pressão.
- O que você é? Uma espada sensiente?
Ele observa com curiosidade a espada que se movia como se tivesse sendo empunhada por um humano invisível, uma espada com empunhadura cinza sem detalhes, e uma ponta longa como se fosse de esgrima, mas extremamente mais grossa. A mesma espada girava, e como se alguém estivesse em pose de combate, ela veio direto, virada com a ponta apontada para o peito de Mark, que desviou com certa facilidade agora consciente do combate, Mark espera um ataque de volta, mas ele não vem.
- Tá aqui embaixo é? Que que é isso daqui?
Bane que vinha pela porta da frente com paciência, segurava a espada pela ponta, com a mão toda segurando com força, parecendo contrariar a força de outro ser humano invisível, ele solta a espada, e com destreza, pega uma luva de dentro de um dos bolsos, uma luva branca com marcas de costura e manchas cinzas, enquanto ele colocava ela parecia se adequar ao seu punho como se tivesse vida própria.
- Tô falando, eu bato em homem, em mulher, se for vilão vai tomar porrada, até se for fumaça também! Ninguém tá salvo!
Ele estende a mão, e posiciona a outra abaixo, e quase como mágica, da luva, o cabo de uma espada se revela, ele segura e puxa, como se tivesse acabado de tirar de uma bainha, uma grande katana com cabo e estrutura marrons, o brilho de Mark reflete na katana bem polida, antes que Bane agarrasse com força e atacasse diretamente a fumaça, que ele julgava estar utilizando a arma.
A fumaça se dissipa com um ataque, e levemente a espada treme, como se sentisse o golpe, mas se afasta e retoma a posição normal, talvez preparando para um segundo ataque.
- Já entendeu né Mark?
- Acredito que sim, parece que a espada acaba sendo controlada pela fumaça ao redor certo?
- Isso daí mesmo, tem alguma ideia de como sumir com tudo isso de fumaça?
Enquanto conversam, a espada parte em fúria para Bane, que deflete o ataque com sua katana, fazendo com que o ataque falho acabasse enfiando a espada no chão, que logo saí e faz um arco por cima do homem, tentando um ataque descendente novamente, que novamente é defletido.
- Eu acredito que não haja como na situação que estamos.
Bane observa Mark, claramente com desdém até demais, enquanto ele segura a espada do inimigo com suas mãos, e começa a puxar ela com força, enquanto com força contrária quase equivalente, o vilão segura e puxa de volta.
- Pensa um pouco mais, parece maquinário!
Ele consegue puxar a espada, e tomando embalo, começa a correr para fora da estrutura, puxando a espada que continuava sendo segurada por algo, ele chega para fora, e olha para as grades de ferro que cercavam o estacionamento daquele prédio de departamento.
Sem pensar duas vezes, ele corre com velocidade máxima e derruba uma das fileiras de cerca, partindo para o meio da rua com a espada sendo segurada pela fumaça, quando consegue sair da área da névoa, um rastro de fumaça como uma mão começa a continuar tentando segurar a espada, Bane segura com toda a sua força e lança a espada para o mais longe possível, com o rastro de fumaça seguindo, ela cai no chão e desliza pelo meio do asfalto, longe o bastante para que o rastro de fumaça se desvencilhasse do resto, e logo assim, uma forma humanoide se forma daquilo que havia sobrado, e logo como mágica, uma jaqueta verde toma conta daquele corpo, além de calças jeans e botas bem grandes, equivalendo a altura de Bane, o ser de fumaça toma posição de combate, seguidamente de Bane que também faz o mesmo.
Mark chega logo atrás em rápida velocidade, ainda com o mesmo tom sério de sempre enquanto fala.
- Interessante, não havia pensado nisso, desvencilhar um corpo de fumaça do resto realmente faz sentido.
- Tá, deixa de falar e saí voando aí, eu lido com o fumacento.
- Eu diria que, realmente, é o mais sensato.
Mark levanta voo e começa a pairar metros acima dos dois, observando a batalha com os braços agora cruzados.
- Curti a jaqueta! Se importa se eu pegar pra mim?
Bane grita para a silhueta do outro lado, que parece nem se importar de responder, ela parte para cima correndo, já pronta para dar um ataque, mas não sem antes.
- Nem precisava ter perguntado.
Ele levanta a katana, segurando no cabo com força, um suspiro enche seus pulmões de ar, e antes que o homem de fumaça pudesse chegar perto.
Bane desfere um golpe extremamente destrutivo no meio do peito do humanóide segundos antes que ele pudesse atacar, a fumaça se desfaz na hora, e uma onda de choque toma conta de todo o asfalto, tremendo o local todo, uma linha de corte passa pela rua, quebrando todo o concreto a frente, e também, fazendo um buraco levemente grande onde a espada acaba terminando seu golpe.
- Esse foi um pouquinho mais fraco, não tava tão puto hoje.
Ele anda em direção a espada que agora estava caída no chão, mas na verdade, pega direto a jaqueta que estava logo atrás, depois do sumiço da fumaça, só sobraram seus itens.
- Ah porra!
Ao levantar a jaqueta verde, ele percebe que seu golpe destrutivo acabou cortando ela no meio, agora, em duas partes de uma só jaqueta, Bane recolhe relativamente decepcionado com o acontecimento, mas releva.
- Alguém da Associação vai dar um jeito.
- Ótima performance Bane, o Destruidor de Montanhas para dissipar a fumaça foi genial de certa forma.
- Eu diria isso, se essa jaqueta não tivesse ficado igual o uniforme do Stile.. E falando no diabo.
Enquanto se aproximam novamente da construção, agora com toda a fumaça que se dissipou assim que eles derrotaram o inimigo, de lá, Dash e Stile vem andando, sem parecerem preocupados, e de lá de cima, a Veronika desce com jeito majestoso, e um sorriso no rosto.
- Tudo bem gente? Como foi aqui?
Dash chega, já se colocando no meio de toda a equipe para entender as situações de cada um após a missão completa.
- Você não disse que era só um inimigo? Tinha mais um aqui embaixo.
- E lá encima também! Mas se bem que nem dava de chamar de inimiga né!
Bane e Veronika reclamam, enquanto Dash se sente levemente nervosa pelo erro cometido.
- Acredito que sua ronda estivesse falha, recentemente vem acontecendo bastante não? Deveria analisar melhor.
Mark se aproxima ainda pairando no ar enquanto gesticula levemente.
- Sim sim, desculpa, eu acho que acabei me confundindo por conta da fumaça talvez, me desculpem!
- Tudo bem! Oque vale é que tá todo mundo vivo
Bane dá uma séria olhada para a mancha de sangue no vestido de Veronika, antes de suspirar com uma certa risada pelo canto da boca.
- A pirralha ali ainda saiu ferida? Eu que bati de frente com fumaça tô novo em folha!
- Hm! Nada haver..
Veronika bufa e vira o rosto novamente, já incomodada com a brincadeira novamente.
- E você Stile? Lidou legal com o inimigo? Ou deixou a roxinha te carregar?
- Verdade né Stile, esqueci de falar mas você tá atirando bem ainda, mesmo com.. Um olho.. Ruim?
Dash dá tapinhas no ombro de Stile, mas começa a baixar a voz à medida que percebe a escolha de palavras difícil vindo.
- Obrigado, acabou sendo simples.
- Enfim! Horário de almoço né? Vamos passar em um restaurante aí? Que eu já tô com uma fome, não sei vocês!
Bane toma frente na equipe, passando novamente pelo portão quebrado e andando casualmente sem muito rumo para o centro da cidade.
- Eu tenho um compromisso! Então deixo essa com vocês! A gente se encontra lá na Associação de novo depois!
- Hm.. Eu também tenho, então podem ir sem mim, a gente se vê lá..
Dash fala, seguidamente de Veronika, que logo saem para lados opostos, deixando os três homens ali parados, os outros dois que não tinham tomado posicionamento ainda, só seguem Bane por motivo nenhum.
- Eu não preciso comer, mas acho interessante uma confraternização pós missão.
Mark segue voando atrás dos dois, enquanto Stile continua, em silêncio pelo caminho.
Após alguns minutos andando, Bane toma iniciativa de entrar em um pequeno restaurante de esquina, que parece relativamente interessante para seus padrões, que não são nem um pouco altos.
Ele entra no estabelecimento, um restaurante simples, com mesas simples que dão acesso a uma janela que cobre toda a parede principal, dando visão ao movimento lá fora e a toda a parte externa, lá dentro, um local rústico, tanto que somente os três estão lá dentro, além de uma atendente e um jovem no último banco do local, almoçando em silêncio.
Bane pega o cardápio e mostra para Stile e Mark, que começam a conversar sobre o que comer, mas não antes que a atendente os interrompesse.
- HERÓIS MUNDIAIS? É NÉ?
Ela fala entusiasmada, quase pulando o balcão enquanto dá gritinhos baixos de felicidade, encarando todos eles com certa admiração, nada fora do comum.
- Isso mesmo, tá feliz é?
Bane se apoia no balcão, tirando a atenção do cardápio e voltando ela a mulher, ele começa a flexionar os músculos, claramente querendo chamar atenção e gostando da admiração dela.
- Eu vou querer um desse prato “executivo 2” por favor.
Stile passa na frente do Bane, sem se importar com o que seja que ele estivesse tentando fazer, a mulher dá uma limpada na garganta, e tenta manter a postura assim que ele fala, anotando o pedido com maestria.
- Também um.. Vai pedir um o que pra tomar? Quer dividir um refri?
Ele se vira pra Bane, que o encara certamente meio bravo pela intromissão, mas não liga tanto, ele tira toda a pose e só se arruma direito, mantendo a postura.
- Pode ser, pega um refri de seiscentos “ml” aí, e também, eu vou querer o “executivo 2”, que nem ele.
A mulher anota com rapidez, tentando disfarçar um sorriso no ambiente profissional que se encontra, sua cabeça a milhão imaginando de tudo um pouco.
- Certo.. Podem se sentar que eu já levo para vocês!
Ela fala, ainda claramente entusiasmada mas com um tom mais profissional.
Os três tomam rumo a uma mesa vazia mais próxima da entrada e se sentam.
- Você não deveria sair se jogando pra toda mulher que te dá bola Bane.
Stile fala, olhando para a mesa ao invés de encarar qualquer um deles, ele passa a mão no rosto coçando a faixa que escondia suas queimaduras.
- E você é alguém pra falar? Tô aproveitando minha vida de herói mundial, aproveita um pouco da sua também! Não é Mark? Não concorda?
- Acredito que eu não vá ter lugar de fala nessa discussão, meus objetivos já são claros e indispensáveis, “aproveitar” é algo difícil e de certa forma é inviável.
- Porra, fala igual um robô idiota, daí não dá de ter uma conversa normal de parça, um dos dois tá igual um traumatizado estranho e não fala nada, e o outro parece que saiu direto da faculdade de direito!
- Como assim “traumatizado estranho”? Parece que não entende a situação que a gente tá aqui, somos heróis mundiais, figuras MUNDIALMENTE conhecidas, entende? Então acredito que o mínimo de foco e respeito quanto ao resto deve ser feito.
- E você lá liga pra esse tipo de coisa? Ficou tudo estranho depois daquela missão, tudo bem, você sempre foi um cara meio focado, viemos do exército afinal, mas depois daquilo você tá pior.
- Acho que você não entende mesmo, é estranho de uma hora pra outra eu querer focar no meu trabalho? É estranho por acaso? Você trata tudo isso como brincadeira, rindo pra lá, tirando sarro de tudo pra cá, a gente veio do mesmo buraco e chegamos no mesmo lugar entendeu? Mas isso não vai fazer da gente igual, nem um pouco.
Stile levanta da mesa impaciente, sua mão tremendo não de nervosismo, mas como um tique incontrolável que nem ele deve ter percebido, nervoso e frustrado ele marcha direto para a porta e saí do estabelecimento, deixando um ar estranho pairando entre todos que estavam ali escutando.
- Ele fala que eu não entendo.. E talvez nem entenda mesmo. Mas ‘cê não acha que ele tá mais estranho? Tudo bem, é claro que faz sentido, ele saiu de algo que praticamente deixou ele à beira da morte, mas ele não quis descansar nem nada, pediu alta por si mesmo.. O que ele tá tentando provar pra ele?
- Observando questões psicológicas acredito que trauma realmente é a resposta para o que ele está passando, pessoas traumatizadas tendem a ter mudanças de comportamento e humor após a certa situação, talvez demore até ele superar.
- Obrigado robôzão, tô precisando da análise científica mesmo eu acho.
- Seria análise psicológica.
- Eu já entendi.
Os dois ficam quietos por alguns segundos, e logo depois a atendente chega com os pratos na mesa, colocado os dois e arrumando o refri e copos, com aquele sorriso de quem, nesse momento, realmente quer trabalhar.
- É.. O Stile não tá aqui pra comer, toma ai o prato dele vai.
Bane empurra o prato em direção de Mark que olha indeciso para a comida apresentada.
- Você sabe que eu não preciso disso, eu faço-
- Sei sei, fotossíntese ou sei lá que caralho é, mas come aí vai, um bife não vai te explodir.
- Tudo bem acredito.
Mark desativa parte de seu traje, a parte da cabeça, revelando um rosto pardo de olhos amarelos brilhantes, uma feição relativamente esquelética que seria dita como não-saudável por qualquer um, seus cabelos brancos bagunçados revelam pequenos fios amarelados e energéticos que ficam espetados pelo cabelo, ele passa as mãos tentando ajeitar, mas em vão, sem se importar ele pega um garfo e faca e começa a comer.
Bane observa, antes mesmo de começar a provar de seu próprio prato, arrumando um gole de refri em seu copo e também, agora ficando quieto para almoçar, o silêncio toma conta do local.
- Cadê a Dash?
Uma voz invade a momento silencioso, o garoto que já estava lá atrás no estabelecimento, havia ido pagar, e nisso, antes de sair chegou na mesa dos dois, ele segura as alças de sua mochila com nervosismo, um garoto até que bem alto, de uniforme escolar preto, seu cabelo é ruivo, e sua pele parda tem cicatrizes visíveis, que parecem de um gato talvez.
- Que foi moleque? A Dash tá aqui não
- D-desculpa! Eu vim do nada né! Prazer mano, meu nome é Mark, Mark Hampton!
Ele estende a mão para Bane apertar, que olha por alguns segundos desconfiado, mas aperta, com certa força, embora o garoto nem sinta, Mark e Bane se entreolham por um segundo.
- Tá procurando a Dash é? E por que isso?
- Ah, nada, é que ela é minha heroína favorita sabe mano? Pô, aquele uniforme dela é muito bonito, e o poder dela, é o mais foda!
- Quer o número dela?
Bane pensa um pouco, um sorriso malicioso se abre um pouco, uma forma de se divertir naquele momento.
- Pô! Você me daria? Eu quero, claro! Tenho tanto pra falar pra ela!
- Me ganha em uma queda de braço que eu te passo o número dela.
O garoto sem pensar duas vezes se senta ao lado de Mark e de frente para Bane, e coloca a mochila no chão.
- Pode ser meio difícil, mas eu aceito! Eu treino um pouco!
- Treina é? Vamos ver.
Os dois posicionam os braços em posição, o garoto um pouco nervoso, mas com a chance de conquistar o número de uma inspiração.
- Mark, faz a contagem aí!
- Eu?
- Não você, o outro!
- Ah claro, eu posso fazer.
Ele posiciona as mãos à segurar os dois juntos, para que nenhum comece antes do tempo, e começa a contar lentamente.
- 1.. 2.. 3.
Os dois começam a forçar o braço um contra o outro, uma disputa que começa de forma empatada, Bane brincando com o garoto, mas antes que notasse, Mark toma vantagem a ponto de derrubar seu braço, e ganhar, Bane sente certa pressão e uma força fora do normal, mas nada tão assustador, rapidamente, ele usa mais força e vira o braço do garoto para o outro lado, ganhando a partida com poucos segundos.
- Ah! Poxa! Foi quase mano
Mark olha para a mesa relativamente triste, mas com um sorriso ainda satisfeito com seu desempenho, ele pega a mochila e levanta.
- Foi bom, enfim, obrigado aí gente! Espero encontrar vocês de novo!
- Não, espera aí
Bane chama o menino de volta, que logo volta curioso do porquê.
- Vou te dar o número dela, ‘cê é até que forte moleque, mas não chega nem perto de mim
Ele tira o celular do bolso, um celular primitivo, extremamente antigo que ele usa só de vez em quando.
- Mark, procura aqui o número da Dash e passa para ele.
O celular é passado para Mark, que não pega a primeiro momento.
- Eu não sei mexer nesse tipo de aparelho tecnológico.
- Não sabe nada também! Pega aqui e procura você mesmo!
Bane entrega para o garoto, que pega o celular tremendo, e procurando o nome, enquanto isso ele continua falando.
- Vê se treina, você talvez tenha futuro na academia se quiser, vira personal trainer.
Ele acha o número e rapidamente adiciona em seu celular, entregando para Bane novamente, e vai até a porta.
- Personal trainer?.. Tá, obrigado pelo conselho mano, até mais!
O garoto saí, feliz da vida, e deixa aqueles dois ali novamente, se encarando.
- Qual a chance de ele usar o número para dar ideia na Dash?
- Ele parece um garoto bom.. Acredito que ele vá fazer isso com toda a certeza.
- Também acho. Enfim, vamos lá, acho que já tô cheio mesmo.
Os dois levantam e vão até o balcão, a garota atendente agora não estava ali, então Bane somente retira um tanto de dinheiro de seu bolso e deixa ali em cima sem se importar muito.
Os dois saem do estabelecimento, mas como se tivesse mudado de ideia, Bane volta e pega um pedaço de guardanapo, ele rouba uma caneta de dentro do balcão na intenção de escrever seu número, mas para.
- Mark, qual o meu número?
- Você é o primeiro a ser escolhido para a equipe.
- Não esse número! O de celular!
- Eu não sei mexer em aparelhos eletrônicos.
- Você é inútil.
Ele entra novamente no estabelecimento, e começa a pensar, ele pensa, pensa. E coloca o número e rua da casa de sua mãe.
“Aparece lá e pede meu número, ela vai saber.”
- Isso.
Ele saí do estabelecimento fechando a porta com um sorriso vitorioso no rosto.
- Achou seu número?
- Não.. Mas acho que vale da mesma forma.
- Certo.
Os dois tomam rumo para a Associação de Heróis novamente, onde fica a sala de reuniões deles, andando casualmente pela rua ao invés de correr a cidade toda.