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Prazer da Batalha
Sem muita cerimônia, Bane parte para cima, sua perna vacila no meio da corrida, ainda estava machucado por uma batalha do dia passado, mas que havia o deixado exausto, e machucado, mas mesmo assim, ele decide lutar – Ele ataca com força direto no peito do alienígena, que de forma impressionante, defende rápido com dois braços, nem se movendo direito depois de ter visto os novos adversário. Ele olha para Bane de cima, rindo um pouco, mas parecia estar bravo de certa forma.
- Eu estava contando com a inteligência de vocês, mas, assim como qualquer outra raça empática, quando um dos ratinhos morre, os outros decidem fazer o mesmo, mas olha, eu não julgo, acho bonito de certa forma que não tenham desistido.
- Eu ainda não sei muito bem qual é a tua, mas matar a Dash deve ter sido um golpe de sorte.
O alienígena empurra seus braços com a espada, abrindo a defesa de Bane, mas que logo se recompõe antes de tomar um soco com tudo perto de sua barriga, ele segura com a espada, mas nem assim parecia ser o bastante, a pressão acaba tirando seus pés do chão, fazendo com que o inimigo conseguisse, mesmo com dificuldade, jogar ele contra a parede de um dos prédios próximos, o afundando no concreto – Mesmo que Bane fosse um homem extremamente forte, talvez o ser humano mais forte da Terra, a força dos quatro braços e a carapaça da tartaruga era difícil de segurar.
Enquanto isso, Stile se afastava alguns passos para tomar distância, afinal não queria entrar de forma totalmente direta no combate, vendo os ataques, ele sabe que não aguentaria tanta pressão na força de um soco.
- Olha a Dash Mark, tira pelo menos o corpo dela daqui, eu não sei se você tem muito espaço em um combate como esse.
Sem pensar muito, Mark passa por próximo da tartaruga, em uma velocidade impressionante a ponto de ele não conseguir reagir e o agarrar, ele despeja todas as bolinhas de luz no corpo do inimigo, queimando o corpo dele, mesmo que superficialmente, a tartaruga não parecia sentir tanto assim – Ele se abaixa sobrevoando sobre o corpo da mulher, e pega a mão dela, retirando a luva que usava e tentando ver seu pulso.
A tartaruga que estava focada em Bane, segue o olhar em Mark, bufando com a rapidez dele, ele dá passos lentos e pesados na direção do homem.
- Você flutua, é mais chato que a roxa.
Ele pega um dos remos de sua canoa nas costas, quebrando o cabo com facilidade, joga a lasca no chão, e levanta a mão que o segura, mira em Mark por um instante. Mas antes que pudesse jogar, sua postura falha e ele baixa os braços, dois tiros em seu braço, mesmo que não fosse o bastante para o machucar de verdade – O alienígena para por um segundo baixando a cabeça, e se vira olhando diretamente para Stile.
Bane que havia sido jogado, se recompõe, pegando sua espada e indo para cima da tartaruga novamente, ela tinha acabado de se virar, mas segura o ataque com certa segurança, olhando para também, ele parecia meio confuso, mudando o olhar entre os dois adversários.
- Não é como se fossem fracos, não pretendo desmerecer nenhum de vocês. Você como exemplo, é um homem forte, um grande adversário que não vejo ter intuito se esconder ou fugir.
- Eu não fujo da luta, ainda mais com você, tartaruga desgraçada.
O inimigo dá uma risada alta, antes de afastar Bane com um empurrão novamente, se agachando um pouco e tocando no chão, mais uma vez, a área ao seu redor começa a se transformar em uma grande piscina de água, que afundava mais a cada segundo, Bane percebe isso e se afasta com um pulo longo, ele estava confuso com tudo – Na verdade, Bane se sentia bem mais atordoado nessa batalha, parecia mais lento, mais fatigado, não poderia dar tudo de si, afinal ainda estava bem machucado embora Veronika tivesse tido seu esforço para o curar.
Stile ainda se sentia atordoado também, seus braços tremiam e não se sentia totalmente confiante para atirar, embora ele tentasse, sua munição de suas duas armas não estava totalmente completa, o que destruía seu poder de fogo de certa forma. Era um combate onde estavam em desvantagem em poder de fogo, embora estivessem em certa vantagem numérica.
Mark aproveita o fato da tartaruga estar focada nos outros dois, e continua vendo o pulso de Dash, levemente assustado com toda a situação, ele se concentra, embora todo o combate rolasse próximo, por alguns segundos, ele concentra na sensação do pulso da mulher – Era pouco, mas ainda pulsava, talvez não durasse tanto tempo, observando de tempo, o estado era de certa forma crítico, pelo o que parecia vários ossos haviam sido quebrados na sequência de socos do inimigo, e seu capacete, tinha seu visor quebrado, com cacos entrando na pele da mulher, que sangrava por múltiplos locais, sem pensar muito, Mark segura ela, ele não tinha tanta força, mas talvez pudesse.. Ele tenta a levantar, mas não, era pesada demais para alguém que nunca teria se preocupado em treinar sua força física como ela.
Mark olha para ambos os companheiros, que continuavam em um embate com o alienígena forte, se ele tentasse levar ela, até conseguiria com esforço, mas difícil seria que conseguisse sair daquele combate com uma velocidade tão ridícula, o inimigo o pegaria antes que pudesse perceber – Ele poderia agarrar a garota com uma mão de luz, mas correria o risco de queima-la. Ele para por um segundo, observando a luta enquanto pensa, por que Mark estava pensando tanto nisso? Por que havia corrido para a mulher e procurado se estava viva? Não é como se ela fizesse parte de seu verdadeiro objetivo, embora colega de equipe, ela, e nem ninguém deveria ter essa importância para ele, mas.. Talvez, só fosse mais fácil lutar com todos vivos mesmo, ele não se importava tanto assim, é só o melhor para alcançar o seu objetivo claro.
Ele se levanta, e corre até Bane, que era acabado de ser jogado contra outra parede, enquanto Mark estava pensando, eles estavam em um grande embate, ataques e defesas incontáveis, nada parecia quebrar a defesa da tartaruga.
- Bane, o coração de Dash ainda bate, se for para que sobreviva, ela precisa ser retirada daqui, mas eu.. Não tenho força o bastante para levala, preciso que você a leve.
Bane para do lado de Mark enquanto o inimigo era atraído por tiros de Stile, desviando de alguns, mas não todos pelo seu corpo grande, mas logo, a rajada de tiros para, e Stile guarda sua arma suspirando.
- Eu não tenho mais munição Bane! A gente precisa sair, não temos como lutar!
Bane olha para Stile, Dash, e Mark, ele pensa, suas pernas falham por um segundo e uma dor nos cortes na barriga aparece rapidamente, como se o lembrasse que estava fraco para lutar.
- Vocês vão ir embora? Não é possível, eu não achei que fariam isso. Mas a escolha é de vocês, eu prefiro os poupar da morte, se a roxa está viva, fico feliz, a levem para um hospital antes que morra.
A tartaruga para com a investida de ataques, parecendo tomar uma postura pacífica enquanto cruza todos os braços sobre sua barriga, ele baixa sua defesa, vendo que aparentemente, Bane não lutaria mais, afinal, seria burrice continuar, e ele sabia disso.
- Eu poupo vocês desse momento, afinal, pelo que parece, estão realmente desgastados, e luta não é luta quando um dos adversários já está perdendo antes mesmo de chegar! Quero ser justo com vocês, então, dou a chance de irem embora por agora. E espero que pensem, e voltem para seu planeta natal, não os quero ver novamente e realmente ter que matar todos.
Ele desfaz a área aquática ao redor, se afastando, a tartaruga chega próxima do corpo de Dash, e a pega com dois braços, agarrando ela, e devagar, andando próximo deles e colocando o corpo dela no chão.
Bane estava ainda pensativo, poderia muito bem atacar com a guarda baixa do inimigo, talvez se acertasse, matasse ele não é?.. Melhor não, as vezes, uma retirada é mais inteligente – Ele pega o corpo de Dash, e olha para a tartaruga.
- Agradeço, mas, gostaria de avisar que de forma alguma vamos nos retirar, espere, e ainda vamos ter o prazer de te matar.
Bane começa a se afastar, juntamente com Mark, e logo Stile, a tartaruga atrás deles olha, e solta mais uma risada, com um grande sorriso no rosto.
- Como quiserem! Se querem lutar, em três dias vou estar aqui os esperando, e dessa vez, nossa luta será até a morte, não haverá mais forma de fugir, se vierem, vão estar aceitando a morte de cada um que pisar aqui. Fiquem em sua melhor forma assim como eu, quero sentir o prazer da nossa próxima batalha.
- Nos vemos.
Bane começa a correr, afinal a vida de Dash estava em suas mãos, enquanto se afastam a tartaruga se senta no chão, os observando e rindo alto o bastante para que continuem ouvindo enquanto se afastam – Os três seguem em um passo rápido para o hospital.
- Eu vou tentar ir na frente com o Mark, certo Stile? A gente se encontra lá, eu preciso levar ela o mais rápido o possível.
- Como preferir, leva ela logo.
Eles correm ao máximo da velocidade até o hospital, cada segundo era extremamente importante para a vida de Dash.
-
Eles chegam, Bane entra correndo no hospital que já havia saído cedo da manhã, ele chega até um dos alienígenas que estavam no balcão, avisando toda a situação, explicando cada parte, e em poucos segundos, já estavam levando Dash, e o próprio Bane que também estava machucado, embora ele insistisse que poderia se recuperar sozinho, alguns momentos depois, Stile chega, e por explica sua situação e o “veneno” da mulher que havia lutado mais cedo, e como Bane e Dash, ele é levado para um quarto também, deixando Mark sozinho na entrada do hospital alienígena, mas ele não sentia urgência em nada, ao invés disso, ele saí do local, e começa a voar para o céu, subindo o máximo possível sem sair da atmosfera do planeta. Ele paira acima da cidade, observando tudo, e começa a pensar.
- É ótimo..
Ele suspira, aliviando uma carga diferente de seus pulmões, estava aliviado, mas por que? Nem ele sabia, mas sabia que a sensação de alívio que sentia, talvez fosse uma ótima sensação para se sentir naquele momento, estavam longe do perigo que havia o cercado, ele estava longe da morte, da falha em cumprir seu objetivo. Embora entendesse, que nunca morreria antes de o cumprir, era o que estava escrito, e era o que iria acontecer. Talvez eles lutassem novamente com o alienígena, ou com seres mais fortes que aquele poderia ser, mas Mark não morreria em qualquer ocasião, ele sabia que não morreria, talvez cada um de seus parceiros pudesse morrer, mas a vida deles, não estava escrita como a sua estava, a vida deles, não tinha um objetivo como a sua tinha.