Capítulo 1 — 06/07/25: O dia que mudou minha vida
Kael: — Papai, papai! Pega o copo para mim. Quero beber água.
Pai de Kael: — Sim, filho.
O pai de Kael se levanta, vai até a cozinha, pega um copo, enche de água e entrega para o filho.
Kael: — Pai, sabe o que vai ser amanhã?
Ele olha para o pai com os olhos brilhando.
Pai de Kael: — Não, filho.
Kael: — Vai ser meu aniversário!
Ele começa a contar nos dedos.
Kael: — Vou fazer seis anos!
Pai de Kael: — Que bom, filho! Vou te dar um bolo grandão.
Kael: — Sério, papai?
Pai de Kael: — Sim, filho.
Ele passa a mão na cabeça de Kael.
Mãe de Kael: — O almoço já está pronto! Venham comer!
Kael e seu pai: — Estamos indo!
BOOOOM!
Um grande estrondo ecoa pela vila.
Um enorme Quebrado aparece.
Várias casas começam a ser destruídas. As paredes tremem e começam a rachar.
Kael fica assustado.
Seu pai e sua mãe correm até ele e o abraçam.
CRAAASH!
Tudo desmorona.
Kael: — Papai... mamãe...
Silêncio.
Kael tenta chamar os pais.
Kael: — Acorda... Não quero conversar sozinho...
Ele começa a chorar.
Kael: — Papaiii! Mãããe!
Kael olha pela fresta entre as pedras e vê o Quebrado ao longe.
Uma hora depois...
Urin! Urin!
As ambulâncias e os bombeiros chegam ao local.
Bombeiro: — Chefe, não encontramos nenhum sobrevivente.
Chefe: — Vamos para outro local.
Os bombeiros começam a se afastar.
Então...
CRACK...
Eles ouvem um barulho vindo dos escombros.
Uma das pedras começa a se mexer.
Bombeiro: — Chefe! Temos sobreviventes!
Algum tempo depois...
No hospital, Kael está sendo atendido pelos médicos.
Médico: — Vocês são os pais das vítimas, certo?
Avós de Kael: — Sim, somos.
Médico: — Infelizmente, os dois acabaram falecendo... Mas, antes disso, deixaram uma coisa clara: disseram para cuidarmos do garoto.
Avó de Kael: — KAEL! Onde ele está?!
A avó começa a procurar pelo neto.
Kael observa tudo de longe.
Ele não entende por que seus avós estão chorando.
Nem entende por que eles estão repetindo seu nome.
Kael pensa:
"Por que eles estão chorando?"
"E por que estão falando meu nome?"
10 anos depois...
Kael está andando pela cidade, pensando.
Kael: — Aiai... Tenho que ajudar a vovó a pagar o aluguel e pagar o hospital pelo tratamento do vovô.
Kael: — AAAAAAAH! Que merda!
BOOOOOOM!!!
Um enorme estrondo ecoa pela cidade.
Kael olha para longe e vê uma grande nuvem de poeira.
Kael: — Que porra foi essa?!
Ele corre em direção à explosão.
Passa por carros quebrados e carbonizados, pula muros e sobe em um dos prédios abandonados.
Quando chega ao topo, Kael vê um Quebrado ainda vivo.
O Quebrado olha diretamente para ele.
Quebrado: — Seja o 6@#$7@$...
Kael: — O quê?
Kael não consegue entender o que ele está dizendo.
De repente, o corpo do Quebrado começa a se desfazer.
Ele se transforma em uma espécie de poeira negra.
A poeira voa diretamente em direção a Kael e entra pela sua boca.
Kael: — Agh!
Um brilho negro surge em seus olhos e em sua boca.
Kael cai de joelhos.
Uma dor extremamente forte toma conta de seu corpo.
Ele coloca a mão no pescoço.
Kael pensa:
"Se eu morrer... tudo bem, né?"
Mas então ele se lembra do avô e da avó.
"E o vovô?"
"E a vovó?"
"Quem vai cuidar dos dois?"
Kael começa a perder as forças.
Ele fecha os olhos e cai no chão.
Suas últimas palavras antes de perder a consciência são:
Kael: — Eu... não quero morrer...
Dentro de suas memórias...
Kael começa a reviver momentos de sua vida.
Ele pensa:
"Se eu tivesse memórias boas..."
"Talvez ver minha vida diante dos meus olhos fosse mais legal."
Então uma memória aparece.
Seu avô está conversando com Kael.
Avô: — Uma arte só pode ser considerada pronta quando o artista decidir que ela está pronta.