Os Corredores Dimensionais (O Espaço Intermediário)
No vasto e fascinante tecido do multiverso, as diferentes realidades não estão simplesmente espalhadas ao acaso. Cada mundo é um lugar único, protegido e interligado aos outros por um sistema dimensional curioso conhecido como as Portas e os Corredores.
As Portas e a Regra do Acesso
Cada mundo no multiverso possui uma Porta que atua como uma barreira física e metafísica intransponível. As Portas não podem ser arrombadas ou destruídas por força bruta ou magia, pois obedecem a leis dimensionais estritas de entrada e saída.
Entrando em um Mundo (A Regra da Âncora): Pelo lado de fora (estando no Corredor), uma Porta só pode ser aberta pela Âncora daquele mundo específico (sua habitante original). Ninguém mais pode forçar a entrada. Caso um grupo de viajantes queira entrar, eles dependem que a Âncora esteja junto com eles no corredor para destrancar a passagem, ou que a Âncora que está do lado de dentro abra a porta voluntariamente para recebê-los. É isso que torna cada mundo uma fortaleza selada contra invasores.
Saindo de um Mundo (O Foco do Viajante): Pelo lado de dentro, a regra muda. Qualquer pessoa que esteja dentro de um mundo pode girar a maçaneta para sair. No entanto, o destino dessa saída depende puramente da concentração mental de quem a abre.
Sem foco: Se alguém simplesmente abrir a porta por reflexo ou pressa, a porta levará ao Corredor padrão daquele próprio mundo.
Com foco: Se a pessoa se concentrar firmemente no destino que deseja alcançar, a maçaneta emitirá um brilho (geralmente dourado) e a porta abrirá um atalho dimensional conectando diretamente ao Corredor do mundo desejado. Com treino, até mesmo viajantes não nativos podem aprender a direcionar as portas.
O Sexto Sentido Dimensional
A ligação entre um mundo e sua Âncora é profunda. Embora as portas bloqueiem a visão e a matéria, elas não bloqueiam a ressonância emocional.
A Âncora de um mundo possui a habilidade passiva de sentir quando há alguém (ou algo) no Corredor, próximo à sua porta. Essa conexão permite que a habitante sinta as emoções predominantes de quem está do lado de fora — como pânico, urgência, malícia ou tristeza.
No entanto, esse sentido não revela a identidade da pessoa. Essa mecânica é uma faca de dois gumes: pode servir como um aviso vital para resgatar um aliado em desespero, ou pode ser uma armadilha fatal se um inimigo for capaz de projetar emoções falsas para ser "convidado" a entrar.
