O embate entre a agilidade sobre-humana de Madoc e a força tectônica de Malphas transformou o campo de batalha em um epicentro de destruição. Enquanto os exércitos colidiam ao fundo, os dois guerreiros tornaram-se um borrão de luz azul e sombras negras.
Malphas ergueu seu martelo de ossos de titã, o Esmagador de Éons, e golpeou o solo. Uma onda de choque gravitacional distorceu o ar, aumentando o peso de tudo em um raio de vinte metros. Madoc sentiu seus ossos rangerem e seus pés afundarem na areia, mas ele não parou. Canalizando a aura diretamente para suas articulações, ele executou a técnica de Passo de Relâmpago, rompendo a pressão gravitacional com um estouro sônico.
Madoc moveu-se como uma fita de seda azul no vento. Ele não atacou apenas uma vez, ele se tornou uma tempestade de cortes.
Madoc deslizou por baixo do braço maciço de Malphas, a khopesh traçando uma linha incandescente na panturrilha de obsidiana do gigante. O sangue negro jorrou, mas antes de tocar o chão, a carne já se costurava com um som de fatias de couro batendo.
Malphas girou o martelo em um arco horizontal que teria pulverizado uma Esfinge, mas Madoc usou o próprio martelo como plataforma. Ele saltou sobre a arma em movimento, girando no ar e desferindo três estocadas precisas no peito de Malphas.
Ao aterrissar, Madoc girou sobre o próprio eixo, sua lâmina carregada de Aura branca-azulada. Ele cortou o antebraço de Malphas até o osso.
— Você é rápido, pequeno inseto! — rugiu Malphas. Sua voz vibrava no peito de Madoc, causando náuseas.
O Nephilim sorriu, e a ferida em seu braço fechou-se em segundos, expelindo a Aura de Madoc como se fosse uma infecção. A pele de obsidiana do gigante começou a brilhar com veias de um vermelho escuro, sinal de que sua fisiologia demoníaca estava se adaptando ao ritmo do combate.
Malphas mudou sua estratégia. Em vez de golpes amplos, ele começou a usar sua gravidade de forma pontual. Quando Madoc avançou para um golpe no pescoço, Malphas aumentou a gravidade apenas no braço da espada de Madoc. O peso súbito de dez toneladas fez o golpe desviar milímetros, o suficiente para o gigante agarrar Madoc pela túnica.
Madoc, porém, não entrou em pânico. Ele soltou a khopesh no ar, canalizou sua Aura nas palmas das mãos e disparou uma explosão de energia espiritual diretamente no rosto de Malphas. O impacto cegou o gigante por um instante, permitindo que Madoc recuperasse sua arma no ar com um chute acrobático e desferisse um corte ascendente que abriu o queixo do Nephilim.
— A regeneração de Dahaka é um dom... — Malphas sibilou, sua pele borbulhando enquanto o queixo se realinhava. — Mas ela se alimenta da minha empolgação. Quanto mais você me fere, mais denso meu corpo se torna!
O combate atingiu um nível frenético. Madoc usava a Rede Neural para prever as flutuações gravitacionais de Malphas. Ele corria pelas paredes de ar distorcido, sua espada deixando rastros de luz azul que formavam uma teia ao redor do gigante.
Técnica de Aura: Chuva de Serket
Madoc saltou a uma altura impossível, impulsionado por uma explosão de Aura nos calcanhares. Ele desceu como um meteoro, a khopesh apontada para baixo.
Muralha do Abismo
Malphas cruzou os braços e gerou um campo de repulsão. O choque entre a Aura descendente de Madoc e a gravidade ascendente de Malphas criou uma cúpula de vácuo que afastou todos os zumbis e soldados ao redor.
Madoc aterrissou, ofegante. O suor escorria por seu rosto, mas seus olhos brilhavam com uma determinação fria. Ele percebeu que cortes superficiais eram inúteis, ele precisava de um golpe que sobrecarregasse a capacidade de regeneração do Nephilim.
Do alto, o Olho de Rá disparou um feixe de suporte, limpando a área de Behemoths de carne que tentavam intervir. Através do elo telepático, Madoc sentiu a preocupação de Kanak.
— Irmão, ele está absorvendo a energia cinética dos seus golpes! — a voz de Kanak soou em seu córtex. — Pare de cortá-lo e use a Espiriturgia de Selamento!
Madoc limpou o sangue do lábio. Malphas avançava agora com uma velocidade assustadora, sua massa de obsidiana não sendo mais um impedimento, mas um projétil de destruição pura.
— Selar? — Madoc pensou, um sorriso amargo surgindo em seu rosto. — Não. Eu vou cortar ele até que não sobre nada para se regenerar