— Tá, já chega. — Hitori quebrou o silêncio, mas a voz saiu mais baixa que o normal. — Vamos nos virar e ir embora. Foi divertido, mas já deu.
Ninguém se mexeu.
— Vocês também sentem isso? — Ishida perguntou de repente.
— Sentir o quê? — Arthur perguntou, a empolgação já sumindo.
— Que o ar ficou mais frio. E que tem... mais alguém aqui. —
Kurona riu, mas sem convicção.
— E aí, começou a imaginação? Nós fizemos os passos certinho, mas não significa que...
Hitori então falou com autoridade.
— chega! nós vamos nos virar no três, ok? — ela perguntou, e Arthur e Kurona responderam em uníssono:
— ok! —
Hitori começou a contar.
— 1... 2... 3! —
Os quatro se viraram rapidamente e encontraram nada, hitori, kurona e Arthur suspiraram de alívio.
Tudo parecia calmo até hitori começar a olhar para algo que estava atrás de Arthur.
— o que?o que é...? —
Ela falava com hesitação.
Arthur riu quando viu a reação de hitori.
— que foi, hitori?o desespero fez você ter alucinações? — virou-se de lado para olhar por cima do ombro, mas ao ver o que estava atrás, virou-se de uma vez por completo. — uou! —
Ishida e kurona se viraram para ver o que era e todos viram uma criança com cabelos loiros que escondiam seu rosto, ela estava chorando e gritando.
— Papai! mamãe! —
A criança começou a brilhar enquanto seu choro se intensificava, um feixe de luz forte tomou a sala fazendo hitori, kurona e Arthur caírem no chão inconscientes.
Ishida que ainda estava acordado, olhou em volta enquanto o chão da sala estava tremendo até ver o seu reflexo na janela da sala, porém no lugar dele estava uma silhueta escura com olhos amarelos, os dois ficaram se encarando, a silhueta imitava os movimentos de ishida, de repente a silhueta começou a cair e ishida percebeu que também estava, ishida caiu no chão e desmaiou.