Longe daquele momento familiar estava kurona caminhando calmamente na estrada rumo ao templo onde morava com seus avós paternos e seus irmãos.
Ele assobiava despreocupado enquanto caminhava até que barulhos de passos fizeram ele parar. — já faz uns bons minutos que você está me seguindo... O que você quer? — ele disse numa voz e sem tirar o sorriso do rosto, ele se virou para trás para ver uma figura encapuzada com um manto preto.
O rosto, a idade e nem o gênero da figura poderia ser identificado por causa do manto e da escuridão da noite.
A estrada não era muito iluminada, só havia postes com uma luz fraca com trinta metros de distância um do outro.
Kurona riu um pouco. — que foi?o gato comeu sua língua? — a figura não respondeu a provocação, apenas se virou e começou a ir embora.
De repente, kurona sacou uma faca e numa velocidade assustadora, quase acertou o pescoço da figura que conseguiu defender no último segundo, mas parecia assustada com a velocidade do rapaz.
Os dois ficaram uma boa distância um do outro, kurona apontou a faca na direção da figura com seu sorriso se intensificando. — É melhor me responder... Se não... Essa faca ficará bem suja — a figura pareceu se sentir ameaçada ao dar um passo para trás.
A figura, rapidamente, fez um círculo e conjurou alguma magia. — maldito... — kurona se moveu o mais rápido que pode, porém a magia que figura fez a teleportou para algum lugar, kurona acertou apenas a fumaça que sobrou da magia.
Ele ficou um tempo olhando para o chão, seu sorriso diminuindo um pouco antes dele dizer. — covarde... — e voltar a andar na direção de sua casa sem que o seu sorriso se abalasse.