Ishida e Arthur vão até os fundos do bar onde tinha uma sala pequena que parecia um elevador dos hotéis dos anos 80, os dois entraram e ishida colocou a chave em uma fechadura na parede, quando ishida girou a chave aquela sala começou a se mexer.
Arthur cambaleou por um momento. — o que diabos? isso... Isso é um elevador? — Arthur perguntou antes de olhar para ishida.
Ishida olhou para ele e respondeu com a mão um pouco levantada. — bem vindo ao meu mundo... — ishida se virou para a porta e colocou as mãos no bolso do casaco.
O elevador ficou descendo por cinco minutos antes de parar em algum lugar que era possível ver um vislumbre pela janelinha da porta.
Ishida abriu a porta e os dois saíram em um lugar no subsolo, os dois andavam por corredores de madeira com canos sendo visíveis nas paredes.
Eles saíram da parte dos corredores e chegaram a parte de comércio, o teto era apenas partes de uma caverna com vários canos de gás e trilhos de trem.
Arthur olhava em volta com surpresa. — esse lugar não está muito industrial? — ele perguntou enquanto seguia ishida que respondeu dizendo. — o mercado negro de Ikari não tem muita tecnologia para não chamar atenção de organizações de caçadores. no máximo, você só vai achar sucata de carros e restos de computadores. — os dois passaram por uma loja que estava vendendo carne de dragão, mas claramente era falso.
O mercado negro de Ikari é um lugar cheio de trilhos, engrenagens gigantes e tubulações de gás para evitar serem encontrados por organizações oficiais de caçadores por vender coisas ilegais como armas não legalizados, ingredientes para poções e criaturas mágicas.
Um lugar perfeito para vender partes de monstros, os dois seguiam andando por um beco até que de repente.
PSHHHHH!
Arthur pulou de susto antes de perceber que era apenas gás escapando do cano. — caramba, cara... Eles não fazem nenhuma revisão nesse lugar, não? —
Eles avistaram uma tenda vermelha, ishida olhou para Arthur e disse. — eu falo, você faz, entendeu? — ele apontou para Arthur que suspirou antes de responder. — tá bom... — os dois foram em direção da tenda.
Os dois entraram e tinha um balcão com uma prateleira atrás dele com várias partes de E.B.Os como patas, caudas e olhos. — que nojo... — Arthur resmungou.
Ishida pegou o sino em cima do balcão e balançou. — estou indo! — uma voz aguda veio de trás dos dois fazendo eles se virarem.
Um duende com um palito vermelho e uma calça preta entrou na tenda. — oh!mil perdões... Então o que vocês tem a oferecer? — o duende dizia enquanto ia para o outro lado do balcão e subindo em um banco para ficar do tamanho dos rapazes. — oh!onde estão meus modos?meu nome roudk e é um prazer conhecê-los. Sejam bem-vindos a minha loja. — ele fazia uma referência para eles.
Ishida colocou uma das mãos no balcão. — estamos aqui para fazer uma venda. — ishida fez um aceno com a cabeça e Arthur abriu a bolsa soltando as partes dos E.B.Os.
O duende ficou por um bom tempo antes de pegar, ele claramente era um profissional. Ele usava uma lupa e olhava tudo com precisão, Ele analisava até às veias das criaturas — essas são de qualidade... Pode ser... 3.114,39 ienes? — ishida tampou a boca de Arthur antes que ele pudesse dizer alguma barbaridade. — está ótimo, muito obrigado. — eles pegaram o dinheiro e saíram da tenda, o duende ficou olhando por um tempo para a direção por onde eles foram. — que rapazes mais interessantes... —