Os dois andavam pelas inúmeras lojas do mercado negro, olhando para o que elas tinham de relance, Arthur foi o primeiro a falar dos dois. — cara, eu não acredito que aquelas coisas valiam só isso... Provavelmente aquele duende passou a perna na gente. — ele não parava de reclamar por um segundo.
Ishida continuou andando com as mãos nos bolsos do casaco longo. — você tem que entender que é assim que as coisas funcionam, Arthur. Depois que sairmos daqui dividiremos o dinheiro igualmente, ok? — ishida falava sem ao menos olhar para Arthur.
Arthur suspirou enquanto entendia o que ishida estava dizendo. — ok... Mas, vamos procurar alguém mais generoso da próxima vez. —
Os dois andavam no meio da multidão, ishida notou alguma coisa atrás daquelas várias pessoas, mas continuou em silêncio.
Quando estavam passando por uma ponte de ferro, ishida falou num tom que apenas Arthur que estava ao seu lado ouviria. — não pare de andar e se mantenha calmo, mas estamos sendo seguidos... — Arthur arregalou os olhos, mas continuou andando como mandado.
— eu vou dar uma olhada... — Arthur virou o corpo em 360° enquanto fingia estar olhando para uma moça que passou por eles. — estamos mesmo... —
Eles continuaram caminhando como se não tivesse acontecido nada, uma figura encapuzada com um pano cinza seguia a dupla se esgueirando pelas pessoas.
Os dois entraram em um beco e a figura seguiu eles, porém quando ela atravessou a entrada do beco, duas pernas apareceram dos cantos da entrada do beco derrubando a figura, as pernas eram de ishida e Arthur.
Ishida foi o primeiro a perguntar. — quem é você? E por que estava nós seguindo? — porém Arthur o interrompeu e pegou a figura pelo colarinho da roupa.
Arthur começou a sacudir a figura. — para! quem! você! trabalha?! — o capuz caiu revelando o rosto de uma jovem moça de cabelos cinzas.
Ishida empurrou Arthur para ele solta-la. — para com isso, seu idiota! Ela não deve ser o nosso perseguidor. — os dois se viraram para a entrada do beco, porém um som cintilante veio da garota, ishida puxou o revólver do coldre axilar e aponta para a garota que estava desenhando um círculo mágico no chão. — ou é uma bruxa que acha que somos bobos. — a garota olhava para ishida com um olhar incrédulo enquanto o semblante sério de ishida não se abalava.