🔴 AVISO IMPORTANTE (+18) 🔴Atenção: esta obra é +18. Ela foca em horror cósmico, gore explícito, metalinguagem, ação, violência extrema, suicídio, psicológico e suspense.
E fiquem avisados que a protagonista é uma entidade cruel, amoral e sádica. ESTE AVISO SERVE PARA TODA A OBRA, ENTÃO LEIAM POR SUA CONTA E RISCO. Se você é uma pessoa sensível a esses temas, recomendo fortemente que não leia.
E uma boa leitura a todos 😁
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📢 ATUALIZAÇÃO
Releiam os capítulos 1 a 5: melhorei cenas, ritmo, personagens e detalhes do universo — a história continua a mesma, só ficou mais rica! Em breve farei o mesmo ajuste nos capítulos 6 a 17. 💬 Sua opinião me guia! ✨
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Capítulo 1: O Início
Em um vazio infinito, antes de haver matéria, energia ou o próprio espaço-tempo, uma garotinha flutuava na imensidão do nada. Ela aparentava ter cerca de dez anos, com cabelos loiros que reluziam como fios de ouro puro e olhos de um amarelo cortante. Seu nome era Penny.
De repente, em meio àquele breu absoluto, uma explosão violenta de energia iluminou a imensidão. Era o Big Bang. O nascimento do universo acontecia bem diante de seus olhos.
Penny, que havia acabado de chegar àquela história, apenas suspirou, cruzando os braços com os lábios emburrados.
— Que chatice… — resmungou ela, observando a energia do Big Bang rasgar a escuridão cada vez mais. — Quem é que tem paciência para observar uma história desde o início, sendo que é muito mais divertido ir direto para as melhores partes?
Ela fechou os olhos. Quando os abriu, suas pupilas brilharam tanto que a dimensão escura se tornou inteiramente branca. Penny havia executado um salto temporal de bilhões de anos no futuro. Chamem de Fast Forward.
Quando observou os arredores novamente, o cenário era completamente diferente. Ela agora pisava em uma rua esburacada de uma cidade em ruínas. O ar fedia a sangue coagulado e carne podre. Carros enferrujados e retorcidos bloqueavam os caminhos. Para onde quer que olhasse, criaturas decrépitas se arrastavam: era um mundo pós-apocalíptico.
De repente, um estrondo ecoou atrás dela. Ao longe, três pessoas corriam desesperadas: um homem de aproximadamente trinta anos, uma jovem de uns vinte e cinco e um rapaz de vinte. Vestiam roupas velhas, rasgadas e sujas de terra, segurando bastões de madeira repletos de pregos oxidados. O motivo do pânico era uma silhueta colossal que vinha logo atrás deles. O monstro mutante caminhava esmagando veículos e as criaturas menores como se fossem insetos. A cada passo do titã, a terra estremecia.
Ao avistar a garotinha parada no meio do caos, vestindo roupas perfeitamente limpas, o homem de trinta anos arregalou os olhos e gritou a plenos pulmões:
— Menina! Corre! Você não está vendo todos esses monstros andando ao seu redor? Por que você está aí parada! — berrou ele, em pânico ao notar os seres perto de Penny.
Penny, confusa, olhou para as criaturas que a cercavam e perguntou-se mentalmente: “Esse humano acha mesmo que esses insetos conseguiriam me ferir? Ouvir isso de um mortal soa quase como um insulto.”
Ao verem o monstro gigante se aproximar, as criaturas menores ao redor de Penny rugiram e saltaram da estrada, escalando as paredes dos prédios até alcançarem os andares superiores.
Por um breve milésimo de segundo, o homem se perguntou: “Como é que tem uma criança nesse lugar? E mais importante: por que todos aqueles monstros perto dela não a atacaram? É como se estivessem se desviando dela como se ela fosse uma parede invisível... Bem, pensar nisso agora não vai ajudar em nada. O que eu tenho que fazer é tirar essa criança logo daqui antes que ela morra.”
Ele ignorou o mistério e focou na sobrevivência. Ao passar correndo por Penny, o homem a agarrou com um único braço, içando-a contra o peito sem diminuir o ritmo. O coração dele batia feito um tambor ensandecido. Penny, por outro lado, nem piscou. Estava achando aquela carona humana incrivelmente divertida, como uma montanha-russa de baixo orçamento.
Exaustos, os sobreviventes avistaram o acesso de um velho túnel de metrô e mergulharam na escuridão de seus degraus. No mesmo instante, a mão colossal do mutante invadiu a entrada, chocando-se contra o teto de concreto. Os dedos enormes do monstro agarraram a mochila do jovem de vinte anos.
— Carlos, solta a mochila! — gritou o homem mais velho, vendo o monstro erguer o rapaz no ar, tentando puxá-lo para fora.
Carlos soltou as alças imediatamente. A bolsa foi puxada e esmagada num piscar de olhos. Sem conseguir passar pela entrada estreita, o monstro soltou um rugido frustrado e se afastou, fazendo as paredes de concreto vibrarem.
Mas o perigo não tinha acabado. No fundo do túnel, oito zumbis vagavam. Ao sentirem a presença de carne fresca, as criaturas avançaram com gritos ensurdecedores.
— Pela esquerda! — berrou a mulher, descendo seu bastão de pregos contra o crânio do primeiro zumbi. O impacto foi forte, mas a madeira ficou presa no osso da criatura. Ela tentou desesperadamente puxar a arma de volta, mas um segundo zumbi surgiu pelas suas costas, com as mandíbulas escancaradas.
— Maria, cuidado! Atrás de você! — gritou Carlos que, após esmagar a cabeça de uma das criaturas, correu até a mulher.
O jovem avançou com tudo, cravando seu bastão de madeira na cabeça do zumbi com um estalo seco. O corpo desmoronou no piso sujo do metrô.
Após limparem a área, o silêncio pesado retornou, quebrado apenas pelas luzes antigas do túnel que piscavam. Ofegantes e suados, os três adultos olharam para a garotinha loira que o homem ainda carregava no colo. Ela não tinha um único arranhão, não parecia assustada e, bizarramente, sorria. O homem a colocou cuidadosamente no chão. Penny espanou a poeira invisível de seu vestido e fez uma pequena reverência graciosa.
— Olá novamente. Meu nome é Penny. Muito obrigada por terem me salvado — disse ela, usando a voz mais doce e inocente que conseguiu fingir.
Os três se entreolharam, intrigados. Quem era aquela garota? Como uma criança poderia sorrir naquele inferno? O homem de trinta anos limpou o suor da testa e respondeu:
— Meu nome é Arthur. E esses são Maria e o irmão dela, Carlos.
— Prazer em conhecer você, Penny… — disse Carlos, ainda tentando recuperar o fôlego e achando toda aquela situação muito estranha.
Maria olhou para os grandes olhos amarelos de Penny e sentiu o coração amolecer. “Que garota fofa e lindinha”, pensou. Com um sorriso caloroso, ela se agachou para ficar na altura da menina:
— É um prazer, querida. Você quer vir com a gente? Estamos indo para um abrigo subterrâneo, lá é um lugar seguro onde existem outros sobreviventes.
Penny manteve o olhar sereno enquanto ponderava internamente: “Bem, já que estou aqui justamente para observar a história deste livro, acho que seria uma boa ideia me misturar com os personagens locais desse mundo, pelo menos por um tempo. Isso pode até ser divertido, haha.”
— Sim, eu adoraria ir com vocês! — respondeu Penny, juntando as mãos enquanto fechava os olhos.
Arthur olhou para o fundo do túnel e ajeitou o bastão nas mãos. De sua mochila, ele tirou uma lanterna.
— Ótimo. Pessoal, vamos logo. O abrigo fica a quase três dias a pé daqui.
Eles entraram nos trilhos escuros. Arthur e Carlos acenderam suas lanternas de plástico, cortando a escuridão enquanto iniciavam a marcha. Após três longos dias cruzando florestas densas e desviando de hordas de monstros — parando apenas para dormir e recuperar as energias —, o grupo finalmente avistou a base de uma montanha rochosa. Era ali, escondido sob a terra em um antigo bunker militar, que ficava o abrigo subterrâneo — o verdadeiro palco daquela história de sobrevivência.
— Que lugar horrível — comentou Penny, parando de caminhar brevemente para observar a montanha.
— Hum, você disse alguma coisa? — perguntou Maria, que estava ao lado de Penny enquanto Arthur e Carlos iam à frente.
— Não, eu não disse nada — respondeu Penny com uma expressão de tédio e frustração, voltando a marchar em direção ao bunker.
Ao chegarem à montanha, eles passaram por um enorme portão em uma muralha que cercava todo o sopé da estrutura. Ao entrarem no bunker militar, depararam-se com um labirinto de concreto úmido que estava superlotado de refugiados. Mas o que realmente chamou a atenção de Penny não foram as pessoas assustadas, e sim os guardas: eles não carregavam armas de fogo, mas sim espadas longas e reluzentes, perfeitamente limpas.
Antes que pudesse analisar melhor aquela bizarrice, passos pesados ecoaram. O comandante daquela guarnição marchou na direção deles. Era um homem robusto, de expressão gélida.
— Arthur, vocês voltaram vivos? Que surpresa agradável… — disse o comandante, observando o estado de Arthur com as roupas todas esfarrapadas.
Sua voz era grossa e arrastada. Em sua mente, o comandante pensava: “Merda, esse maldito conseguiu voltar vivo. Pelo menos parece que os outros não tiveram tanta sorte, visto que só voltaram esses três.”
— Agora me diga: você conseguiu encontrar os arquivos de pesquisa do Doutor Leon? — perguntou o comandante, virando de costas e fechando os olhos. — E os outros que foram com vocês? Pelo visto morreram, já que não voltaram junto de vocês, haha.
Arthur sustentou o olhar, sem esconder o desprezo que sentia pelo homem.
— Não havia nada lá. E, para piorar, fomos emboscados por um mutante gigante no caminho de volta — respondeu Arthur, com o tom de voz tenso.
— Um mutante gigante? Isso é impossível — o comandante semicerrou os olhos, fingindo está surpreso. — Nosso esquadrão de reconhecimento vasculhou aquela área inteira. Só deveriam existir monstros pequenos e talvez zumbis por lá.
Arthur manteve a boca fechada, mas seus pensamentos fervilhavam: “Ele acha que eu não sei. Ele nos mandou para aquele inferno justamente para morrermos.”
O comandante soltou um riso baixo enquanto cobria discretamente a boca, em seguida retomando sua postura de superioridade.
— Bem… Isso é o esperado de soldados comuns e sem poder algum como vocês — debochou o comandante, encarando Arthur com arrogância. — Até o soldado de elite que foi com vocês morreu. Que grupo decepcionante.
Ouvindo as palavras do líder militar, Arthur ficou furioso, mas manteve a calma externa.
— Se isso era tudo, comandante, meus amigos e eu estamos indo descansar — cortou Arthur, exausto demais para iniciar uma discussão.
O comandante, com os pensamentos fervendo de raiva pela audácia de Arthur em ignorá-lo, encarou o rapaz fixamente: “Esse merdinha, só porque é próximo da Comandante Lara, acha que é alguém para ficar me ignorando enquanto eu falo. É bom ele entender de uma vez que, mesmo eu sendo o comandante mais fraco e menos influente, ainda sou um dos quatro comandantes desta instalação.”
Antes que Arthur e seu grupo pudessem dar o primeiro passo, os olhos do líder militar finalmente pousaram na figura loira e impecável que observava tudo em silêncio. Ao encarar as pupilas amarelas da menina, o comandante arrepiou-se da cabeça aos pés, como se estivesse na presença da própria morte. Ele balançou a cabeça internamente: “Que presença ameaçadora é essa vindo de uma criança? Hum… Acho que estou muito cansado das patrulhas e estou imaginando coisas.”
— Não havia reparado antes… Mas quem é essa criança atrás de você, Maria?
— Hum, criança? — disse Maria, olhando para baixo e vendo Penny ao seu lado. — Nós a encontramos cercada por monstros na cidade em ruínas e a salvamos — explicou, colocando a mão protetora no ombro da garota enquanto sorria.
O comandante franziu o cenho com antipatia, desviando o olhar para os outros refugiados.
— Nossa instalação já está superlotada. É bom vocês não ficarem trazendo qualquer boca a mais para alimentar aqui dentro, mesmo que seja uma criança.
— Eu vou cuidar dela até que os pais apareçam — rebateu Maria, firme enquanto encarava o homem friamente.
— Se é que os pais dessa garota ainda estão vivos — desdenhou o comandante, virando-se e dando os primeiros passos à frente. — Bem, de qualquer modo, tanto faz.
O trio caminhou pelo bunker até alcançar a ala dos alojamentos. Arthur e Carlos se despediram na entrada do dormitório masculino, enquanto Maria conduziu Penny para a ala feminina.
Mais tarde, após o cair da noite e um banho demorado, Maria finalmente pegou no sono sob o silêncio pesado do abrigo subterrâneo. Na beliche ao lado, os olhos amarelos de Penny se abriram na escuridão como as chamas de uma tocha. Ela encarou o teto de concreto e suspirou, entediada.
“Bem… Essa história até que é interessante, mas o ritmo está ficando devagar demais” — pensou ela.
Com um único pensamento, Penny ativou seus poderes. Em um piscar de olhos, ela desapareceu da cama. No milésimo de segundo seguinte, já estava flutuando alto no céu, bem acima da cidade em ruínas.
Passava das duas e quarenta da madrugada. O vento frio da noite agitava seus cabelos loiros.
— GRRRRAAAARGH!
Ao olhar para a linha das nuvens escuras, ela avistou o verdadeiro horror daquele mundo: monstruosidades grotescas rasgavam o céu. Era um enxame de trinta mutantes voadores, parecidos com morcegos gigantes em carne viva e em estado avançado de decomposição. Cada criatura media entre dez e quinze metros de envergadura, exibindo caudas longas que terminavam em ferrões venenosos. Seus olhos eram tingidos de sangue.
Em vez de horror, o rosto de Penny se iluminou. Ela abriu um sorriso tenebroso enquanto suas pupilas cortavam a escuridão.
— Que criaturas mais fofas e belas! — exclamou ela, olhando para as criaturas enquanto pensava: “Seria tão divertido ver as pessoas daquele abrigo tentando lutar contra isso. Sem dúvida isso vai ser tão divertido, hahaha.”
Ela riu com a cabeça virada para o alto. Logo em seguida, interrompeu a gargalhada abruptamente, inclinou a cabeça e seus olhos brilharam intensamente na madrugada. No mesmo instante, as feras pararam de rugir e tiveram suas pupilas brilhando em sincronia com as da menina.
— Isso, sem dúvida alguma, vai deixar essa história muito mais intrigante!
As criaturas aladas rugiram em fúria, fazendo com que os monstros menores que habitavam os destroços lá embaixo fugissem de pavor.
Penny fechou os olhos. Emanando sua autoridade invisível, enviou um comando direto para a mente das feras, proferindo com um tom sombrio e macabro: “VÃO E MATEM TODOS.”
As trinta criaturas bateram as asas em perfeita sincronia, aceitando a ordem de sua nova mestra. Penny sorriu de canto e fechou as pálpebras novamente. Quando as abriu, já estava de volta à sua cama no abrigo. Ela se deitou e puxou o cobertor, agindo como se nada tivesse acontecido.
O caos estava prestes a começar.
Fim do Capítulo 1.
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⚠️ Nota do Autor: Oi pessoal! Essa é a primeira história que eu escrevo. Eu sempre tive várias ideias na cabeça, mas nunca as escrevi… até agora. Então decidi reunir tudo em uma única história. Ela terá vários arcos, cada um irá se passar em um mundo diferente e com personagens diferentes — cada arco é uma história inteira por si só. E cada arco terá cerca de 30 a 70 capítulos, podendo variar conforme a trama precisar. Aqui dentro estão todos os mundos, personagens e ideias que um dia imaginei. E desde já, meu muito obrigado a você que deu uma chance a essa história! 🖤
📖 O primeiro arco se passa em um mundo pós-apocalíptico cheio de monstros e mutantes. E os capítulos 3, 4 e 5 trazem uma breve apresentação do lugar de onde a protagonista vive… Eu desejo uma boa leitura a todos 😁