Capítulo 7: Uma Expedição
— Vruuummm!
Após deixar as muralhas de pedra do abrigo, a expedição ganhou velocidade, avançando pela estrada de terra em direção à sua perigosa jornada de reconhecimento. Dentro do veículo de transporte, o silêncio tenso era quebrado apenas pelo ronco do motor utilitário no jipe de trás.
— A propósito, Maria... — disse Arthur quebrando o silêncio sufocante dentro do jipe. — Você deixou a Penny sozinha na cabana?
— Deixei... — respondeu Maria, com um vinco de preocupação surgindo em seu rosto. — Mas eu pedi para um conhecido meu ficar de olho nela para mim, já que eu não poderia trazer uma criança para uma expedição perigosa dessas. E a Penny é uma menina forte e esperta, então ela vai ficar bem.
— Bem, se você diz, então acho que vou acreditar — disse Arthur, olhando para Maria.
Enquanto isso, no segundo jipe que vinha logo à frente, o Soldado Enrique estava estático. Sentado incrivelmente perto da Comandante Katerina, sua mente martelava em um desespero silencioso e frenético: “Eu vou morrer... Eu mal consegui sobreviver ao ataque dos monstros no abrigo, e agora estou sendo forçado a ir para um dos lugares mais perigosos do mundo. Maldita comandante Lara, por que ela não me deixa em paz? Merda, eu vou realmente acabar morrendo nessa maldita expedição.”
Por causa de o ombro do soldado Enrique estar colado no ombro de Katerina, a Comandante ouviu cada pensamento dele.
— Enrique… Será que dá para você parar de resmungar tanta baboseira na sua mente? — A voz da Comandante Katerina cortou o ar de forma gélida e extremamente irritada. Como sua habilidade mental permitia escutar os fluxos de memória de quem ela tocasse, o fato de o ombro do recruta estar encostado no dela era uma tortura. — Se você não conseguir controlar essa enxurrada de bobagens na sua cabeça, é melhor trocar de lugar com o soldado do banco ali da frente, que está quase rindo da sua cara.
Enrique olhou encarando o soldado do banco da frente, que estava com a mão na boca tentando não rir da bronca que o recruta estava levando da Comandante Katerina.
— Desculpe, Comandante Katerina! — disse Enrique, frustrado por notar que todos ali estavam rindo internamente dele. Em sua mente, imagens do massacre da noite anterior começavam a vir à tona. — Eu lembrei dos monstros que atacaram o acampamento na noite anterior e fiquei pensando que pode haver mais deles na cidade em ruínas.
— Não há necessidade de medo, soldado Enrique — Katerina respondeu, ajeitando a aba escura de seu quepe militar. — Mesmo que existam mais daquele tipo de mutante. Aquele tipo específico de monstro alado possui hábitos noturnos. Eles dormem durante o dia e só despertam com o cair da noite. É só a gente se abrigar em um lugar seguro durante a noite que, muito provavelmente, nós vamos conseguir voltar vivos. Bom, pelo menos eu acho.
— Como assim a senhora acha…? — disse Enrique, olhando para Katerina estremamente preocupado com a resposta dela.
— Eu disse isso porque tudo é possível na cidade em ruínas. E mesmo que nós não topemos com nenhum monstro alado, nós ainda teremos que enfrentar as diversas outras criaturas que existem naquele lugar — disse Katerina, olhando para os bancos da frente.
— Obrigado pela imensa motivação, a senhora acabou me deixando ainda mais preocupado... — ironizou Enrique, tentando forçar sua mente a se acalmar, embora o ritmo de seu coração continuasse acelerado ao imaginar que tipos de monstros ele encontraria na cidade em ruínas.
— De nada — debochou Katerina, olhando entre os bancos da frente para observar a estrada.
Enquanto os veículos seguiam viagem em direção ao horizonte cinzento, a realidade a quilômetros dali era completamente diferente. Na superfície do abrigo, Penny estava sentada em um velho banco de madeira, sob a sombra de uma árvore alta que fica de frente à cabana onde ela está morando com Maria.
— Que lugar zinho entediante... — resmungou Penny, batendo as pontas dos dedos no banco de madeira, enquanto observava um grupo de crianças passando correndo na rua a sua frente indo em direção a outro grupo de crianças ao longe. — Aquela humana saiu para uma aventura divertida e me deixou para trás. Se bem que, considerando que eu aparento ter apenas dez anos, é uma decisão compreensível para a moralidade estranha que os humanos tem. Mas de jeito nenhum eu vou ficar trancada neste abrigo como esse eu fosse igual a esse bando de velhos e crianças, enquanto aquela humana sai para se divertir.
Penny levantou-se, com seus olhos observando os arredores para ver se alguém estava por perto. Ao notar que não tinha ninguém, Penny estava prestes a desaparecer. Mas no milésimo de segundo em que se preparava para distorcer o espaço e se teleportar, um garotinho da mesma idade que ela aproximou-se a passos tímidos.
— O-Oi... — gaguejou o menino, com as bochechas coradas de pura vergonha ao vê-la sozinha. — Eu notei que você estava sozinha, aí eu decidi vir aqui para te fazer companhia. Meu nome é Jo...
Antes que ele pudesse concluir o próprio nome, a fala morreu em sua garganta. Ao olhar para a garota à sua frente, deparou-se com a expressão fria de Penny. Os olhos de Penny estavam arregalados e brilhando levemente em direção ao garoto. Irritada por esta sendo exposta àquele tipo de situação, veias começaram a aparecer no pescoço e na testa de Penny.
— Cai fora daqui, seu moleque catarrento — sibilou ela, a voz destilando puro veneno enquanto encarava o garoto, igual a um assassino encara seu alvo.
O garoto paralisou em choque traumático, deu meia-volta e correu em pânico para longe dali. Penny estalou a língua, ajeitando as dobras de seu vestido limpo enquanto sua mente fervilhava em indignação: “Era só o que me faltava... Uma criança humana de verdade querendo torrar a pouca paciência que eu luto tanto para guardar para os momentos mais irritantes. Eu tive uma imensa vontade de matar esse garoto, mas se alguém desaparecer assim do nada, ainda mais uma criança, os outros humanos começariam a procurar por ele e me daria ainda mais trabalho. Acho que por enquanto é melhor eu deixar isso quieto.”
Com um gesto sutil de suas mãos, o espaço ao redor de Penny dobrou-se sobre si mesmo. Ela desfez sua presença física na base e, no milésimo de segundo seguinte, materializou-se flutuando alto no céu, bem acima da cidade em ruínas.
— Ótimo. Finalmente longe daquele refúgio tedioso — disse Penny, observando grupos de monstros terrestres lá embaixo comendo uns aos outros.
Penny começou a descer lentamente pelas correntes de vento até pousar com leveza no topo de um imenso arranha-céu condenado. Ela fechou os olhos e estendeu sua percepção divina por toda aquela área de prédios de concreto colapsado. Ela sentiu imediatamente três assinaturas biológicas familiares ocultas nos escuros e tenebrosos andares superiores de um prédio vizinho ao perceber de quais monstros se tratavam.
— Meus bebês... — Um sorriso empolgado e sádico iluminou as feições da garota. “ Então esses três fugiram e se esconderam covardemente aqui quando aquela comandante da katana liberou aquela presença assassina no pátio”, deduziu Penny mentalmente.
Penny desapareceu instantaneamente do prédio em que estava e reapareceu dentro do andar escuro do prédio vizinho. O chão do andar onde ela pisava estava forrado de pilhas de ossos que estalavam a cada passo que ela dava em direção aos monstros. As três criaturas à sua frente suspiravam profundamente enquanto dormiam.
— Haha… Realmente eles dormem de forma fofa como bebês que são — disse Penny, olhando para as enormes feras empilhadas uma em cima das outras à sua frente.
Antes que pudesse saborear o reencontro, gritos estridentes de desespero ecoaram de um beco sujo a poucos metros dali. Penny caminhou, desaparecendo e reaparecendo na borda do andar em que estava. Ela fechou os olhos e estendeu sua percepção até uma rua a duzentos metros do prédio onde ela estava.
No chão esburacado da rua da cidade em ruínas, um grupo de cinco bandidos armados cercava uma mulher sobrevivente. Eles riam enquanto agarravam e rasgavam as roupas rústicas dela com violência, enquanto dois dos outros bandidos estavam a alguns metros longe deles servindo de vigias.
— Não! Não! Socorro! Alguém, por favor, me ajude! Não façam isso! — A mulher berrava, chorando enquanto tentava desesperadamente cobrir o próprio corpo. Mordia as mãos dos bandidos que tocavam em partes de seu corpo.
— Aii, sua vagabunda! — gritou um dos bandidos após ter sua mão mordida pela mulher.
— Pessoal, será que não é melhor nós sairmos logo daqui, não? Os gritos dessa mulher podem acabar atraindo monstros. É melhor só matar ela logo, assim como o chefe nos pediu, e sair logo daqui — disse um dos bandidos que aparentava ter uns vinte e poucos anos, sendo o mais novo do grupo.
—Tsc. La se vem esse moleque de novo com suas opiniões inúteis… — disse o bandido olhando para o jovem, enquanto tentava imobilizar a mulher. — Ninguém aqui esta pedindo a tua opinião não o seu arrombado, se você não gosta de mulher e so você não participar, é ir embora daqui.
— Mas o chefe nos disse… — Antes que o jovem terminasse a frase, um outro bandido deu um soco nele, fazendo sangue sair de sua boca.
— Que se foda o que aquele cara disse! Nós iremos fazer o que nós quisermos, e se você não calar essa sua boca eu vou te espancar até que você não consiga mais falar — disse um outro bandido que veio por trás do jovem.
Penny, que estava observando tudo aquilo do topo do edifício onde as feras dormiam, deu um suspiro profundo e inclinou a cabeça para o lado, olhando para as enormes feras que dormiam profundamente. Sua expressão transbordava um tédio profundo.
— Que clichê... — comentou a garota, soltando um suspiro de desdém. — Em absolutamente quase toda história em que já estive, quase sempre vejo uma cena idêntica a esta. A previsibilidade às vezes se torna algo irritante quando se trata de coisas que são previsíveis demais.
Penny olhou para os imensos monstros dormindo á sua frente e pensou. “Hum… Acho que consigo fazer essa cena ficar bem divertida ao meu estilo.“
Decidida a quebrar o clichê da cena que acabou de ver, as pupilas de Penny incendiaram-se em um dourado divino e cortante que brilhou na escuridão do andar do prédio em que estava. No mesmo instante em que seus olhos brilharam, o suspiro profundo das feras sumiu do nada. Os olhos enormes das três feras abriram-se injetados de sangue. Seus imensos pescoços moveram-se até Penny, que tocou no focinho de uma delas.
— Meus bebês, eu quero que vocês três façam algo para mim — disse Penny, acariciando um dos monstros. — Eu quero que vocês matem todos aqueles insetos que estão fazendo barulho lá fora. —disse penny arregalando os olhos de forma macabra.
Ao ver que os monstros tinham entendido seu comando, Penny desapareceu no mesmo instante, reaparecendo em um dos andares mais próximos para ter uma melhor visão da carnificina que estava prestes a acontecer.
— GRRRRAAAARGH!
O rugido de fúria uníssono das três feras foi tão violento que a estrutura de concreto do andar onde estavam estremeceu, desabando em chuvas de estilhaços. Logo em seguida, os três mutantes alados de quinze metros de envergadura ergueram voo em direção ao céu diurno. Seguindo o comando de Penny, eles mergulharam como mísseis indo na direção do beco onde estavam os bandidos.
Lá embaixo, o som estridente ainda foi alto o suficiente para fazer os criminosos congelarem.
— Vocês... Vocês ouviram esse barulho? — perguntou o jovem bandido que limpara o sangue de seu nariz, com a voz vacilando.
— Não deve ser nada, só o concreto de algum prédio cedendo — desdenhou o líder do grupo.
— Mas e se for um daqueles mutantes alados que os boatos mencionaram? — insistiu o terceiro jovem bandido, olhando para os lados com pavor.
— Não viaja, seu idiota! — rebateu o bandido que agrediu o jovem, em um tom carregado de sarcasmo e irritação.
— Ele tem razão, não seja idiota — disse o bandido que estava em cima da mulher segurando os braços dela. — Desde quando uma daquelas abominações andariam sob a luz do dia? Isso que aconteceu de...
A frase foi brutalmente interrompida. Aproveitando a distração dos homens que discutiam, a mulher reuniu o resto de suas forças e desferiu um chute certeiro e violento diretamente nas partes íntimas do bandido que estava em cima dela, segurando-a.
— Seus desgraçados! Eu espero que todos vocês sejam mortos pelos monstros e apodreçam no inferno! — gritou ela, tentando se levantar logo em seguida.
O homem que levou o chute perdeu o ar instantaneamente. Seu rosto ficou vermelho, com veias aparecendo em seu pescoço como se ele tentasse suportar a dor. Mas ele desabou, rolando no asfalto da rua.
— Ggguuaaaah-huk! — gritou o bandido, rolando no asfalto da rua enquanto colocava as mãos nas partes atingidas.
Furioso com a reação da mulher, o bandido que havia espancado o jovem criminoso segurou e puxou os cabelos da mulher, que estava de costas, de joelhos, tentando se levantar.
— Aaai…. Me solta, seu desgraçado! — gritou a mulher, segurando a mão do homem que puxava seus cabelos.
O criminoso desferiu um soco brutal contra o rosto da mulher. O impacto seco quebrou o nariz dela instantaneamente, fazendo o sangue jorrar e salpicar o chão. Seus dentes da frente estilhaçaram-se e sua boca encheu-se de um gosto metálico enquanto sua visão ficava completamente zonza e turva.
— Sua vadia imunda! — O bandido esbravejou, arrancando uma faca tática e afiada da cintura, posicionando a lâmina contra a garganta da vítima. — Era só ter ficado quieta! Que depois que a gente se divertisse, iríamos te matar de forma rápida para você não sentir muita dor. Mas agora, você vai morrer da forma mais dolorosa que se pode imaginar!
Contudo, antes que a lâmina pudesse rasgar a carne da garganta da mulher, um som macabro de ossos estalando ecoou pelo perímetro daquele local e, em seguida:
— GRRRRAAAARGH!
Uma sombra colossal e repentina cobriu o sol acima do beco. O ar foi cortado por um bater de asas massivo. No milésimo de segundo seguinte, o primeiro mutante alado despencou das nuvens com as mandíbulas escancaradas. Os dentes podres e colossais fecharam-se com um estalo seco, partindo ao meio o corpo do bandido que estava de vigilância, em uma chuva violenta de sangue e vísceras.
— GRRRRAAAARGH!
A segunda criatura alada rugiu furiosamente, cravando suas garras afiadas direto no peito do outro bandido que estava olhando para seu parceiro sendo morto. A criatura ergueu o homem no ar enquanto ele gritava desesperado em direção às suas mandíbulas; o monstro arrancou sua cabeça com uma única e brutal mordida, fazendo o sangue espichar e pintar o focinho da criatura, que virou a cabeça para cima engolindo a cabeça do bandido.
— Merda, eu avisei que aquele maldito som era o som de um monstro! — gritou o jovem bandido, com o rosto pálido e tomado pelo pavor absoluto ao testemunhar a cena.
O pânico desestruturou o grupo. Dois dos criminosos sobreviventes saíram correndo em direções opostas, enquanto o chefe do grupo tentou se refugiar no interior de um prédio em ruínas próximo. Contudo, um dos monstros colidiu violentamente contra a fachada da estrutura na tentativa de devorá-lo. O impacto fez o teto de concreto desabar, esmagando o bandido instantaneamente e prendendo de forma temporária a cabeça do monstro em meio aos escombros.
A fera sacudiu sua cabeça com violência, libertando-se dos detritos e erguendo voo logo em seguida. Como uma águia caçando sua presa, ela mergulhou sobre o bandido que avia agredido a mulher, agarrando-o com as garras das patas traseiras. O homem berrou de dor ao ser içado no ar, mas seu sofrimento durou pouco: com uma única bocada, a criatura decepou e engoliu toda a parte superior de seu corpo, com a metade inferior caindo já sem vida no chão, bem ao lado da mulher, que ficou banhada pelo sangue do cadáver que explodiu no chão perto dela.
A sobrevivente permanecia estática, paralisada pelo choque térmico do medo e do puro horror de toda aquela cena.
— Socorro... — a mulher sussurrou entre lágrimas pesadas, antes que a terceira criatura avançasse sobre ela, devorando-a por inteiro. Enquanto isso, o monstro que havia soltado o cadáver voltou a caçar o último fugitivo que já estava longe dali.
— Será que eu já estou longe o suficiente? — perguntou a si mesmo o jovem bandido, com as mãos nos joelhos, olhando para o céu e tentando recuperar o fôlego.
Mas, logo em seguida, a criatura mergulhou do céu e esmagou as pernas do jovem bandido, que deu um grito do fundo de sua alma antes de o monstro encerrar seu sofrimento arrancando sua cabeça.
No topo do arranha-céu, Penny assistia a tudo de braços cruzados, um sorriso sádico se abriu em seu rosto infantil.
— Que visão deliciosa de se observar... — comentou ela, observando com os olhos arregalados para a cena. — Isso sim é entretenimento de verdade para acabar com o meu tédio.
Olhando para o local onde a mulher acabara de desaparecer na garganta do mutante, Penny soltou um suspiro entediado e deu de ombros.
— Fala sério... Eu tentei ajudar, mas a culpa é dessa humana maldita. Por que essa idiota não correu enquanto os meus bebês estavam matando aqueles insetos? Em vez de fugir para tentar se salvar, ela preferiu deixar que o medo a paralisasse… De qualquer modo, tanto faz… Eu não dou a mínima para a morte dessa criatura de forma alguma… Que chatice, acho que já está na hora de eu voltar antes que alguém note a minha ausência naquele maldito abrigo fedorento.
Penny olhou lá para baixo, vendo as criaturas comerem os cadáveres.
— Hum… antes de eu voltar, acho que vou levar meus bebês comigo. Eles serão meus novos pets favoritos — disse Penny. Seus olhos brilharam e, instantaneamente, as criaturas sumiram. — E agora é minha vez de ir embora também.
Com um único comando mental, o espaço-tempo ao redor de Penny distorceu-se. Ela desapareceu instantaneamente daquela zona de massacre urbano e reapareceu sentada calmamente no velho banco de madeira sob a sombra da árvore do abrigo, como se nunca tivesse saído dali.
Enquanto isso, a quilômetros de distância dali, os motores dos jipes da expedição acabava de finalmente desacelerar. Sob o céu cinzento da tarde, o grupo da expedição militar tinha alcançado a entrada da perigosa cidade em ruínas.
E do alto de um prédio, vendo os jipes chegarem, estava um homem com um capuz que cobria seu rosto.
— Finalmente eles chegaram para o lugar onde será o seus túmulos.
Fim do Capítulo 7