A casa representa o lar.
Um lugar onde deveríamos descansar, nos sentir seguros...
Mas, às vezes, o lar não é um refúgio.
É uma prisão.
Em vez de uma cama macia e confortável, há apenas madeira dura e fria.
Em vez de uma janela aberta, há grades de ferro prendendo a visão.
O cheiro do mundo lá fora... desapareceu.
O ar aqui dentro pesa.
Não dá pra respirar.
Não dá pra sair.
O desconforto é constante.
O estresse corrói por dentro.
A “Casa” nunca foi solitária.
Há olhos por todos os lados.
Olhares duros, que julgam, que ferem.
Como se fossem superiores.
Meu corpo treme.
A barriga revira, como se quisesse vomitar o medo.
Tento me acalmar, mas a tensão deles me corta —
são auras afiadas, lâminas invisíveis.
Meus lábios secos não se abrem.
A garganta engole todas as palavras.
Nada do que eu dissesse importaria.
Porque a minha voz... sempre foi menor.
E o que eu mais desejo...
é um lar só meu.
Um lugar onde exista silêncio,
e não essa convivência que me sufoca.