A melhor coisa quando seu trabalho termina, é chegar em casa, ligar o vídeo game e se esticar na cama. Ainda mais hoje porque é o lançamento do novo JRPG, o new age, que estava tão ansiosa que virei o final de semana jogando e... Eu não podia estar mais decepcionada. Zerei o jogo 5 vezes, a campanha é extremamente curta, o mapa é muito pequeno, os personagens secundários são muito desinteressantes, e a pior coisa deste jogo a protagonista. Ela é muito chata e puxa briga com a “vilã” sem motivo nenhum. Esse deve ser o primeiro jogo que fico no lado da vilã, pelo menos as antagonistas são bem carismáticas e muito lindas.
–Seis anos esperando, cada trailer que eu repetia, cada fanart que eu baixei... e eu recebo isso? Noites de sono desperdiçadas, alimentação que mataria qualquer nutricionista e ausência de banhos, e o que isso me custou? Tudo que eu tinha...
Enfim, depois dessa decepção, vou dormir e me preparar para mais um dia, porém...
Estou ajoelhada olhando para chão de concreto, com uma dor insuportável no meu olho direto, gotas de sangue caem no chão. Levanto meu rosto e a minha frente está ela, a heroína do jogo segurando uma adaga negra e outras pessoas ao redor olhando.
–Heroína– isso é apenas o começo, seus atos de maldade não vão perdurar muito tempo!
Antes que eu pudesse entender o que está acontecendo, ela se avança para dar um golpe, mas três figuras femininas ficam a minha frente a bloqueando. Elas ficam se encarando até a heroína ir embora.
Depois daquela confusão, fui conduzida até enfermaria.
–Enfermeira– lamento dizer lady Mary, mas seu olho não tem recuperação.
Lady Mary, esse era o nome da vilã principal, eu realmente reencarnei no corpo dela. Essa confirmação aumenta mais quando vou ao espelho e vejo meu reflexo, agora cega de um olho com uma grande cicatriz. A porta se abre revelando as três garotas novamente.
–Belohva– você está bem? Espero não ser nada grave.
–Josephine– minha nossa! Agora sim está com uma cara de “garota perigosa”.
–Bruhilda– eu avisei para não se intrometer com ela, mas você nunca me escuta.
As três são as antagonistas que traem a vilã se juntando com a heroína.
–Mary– desculpa preocupá-las assim, mas eu agradeço muito pela ajuda a vocês.
Me curvo fazendo uma referência, voltando, elas olham chocadas para mim como tivessem visto um fantasma.
–Josephine– caramba, se eu soubesse que perder um olho te deixaria mansa.
–Bruhilda– é realmente inesperado.
–Enfermeira– entendo a preocupação com a amiga de vocês, mas ela precisa descansar por hoje.
As três se despedem e me deito no leito. Após acalmar a cabeça, me pergunto o que acabou de acontecer; estava na minha casa e do absoluto nada estou no vídeo game, e agora estou no corpo da vilã principal. Observo o espelho e tocando meu rosto, percebendo que o toque a pele e a dor persistente é muito real para ser um sonho; mas essa não é a pior parte, e sim que este evento acontece na metade do jogo, ou seja, todo os conflitos iniciais não posso mais evitar e é onde a protagonista começa a criar alianças com as antagonistas e se avançar mais contra a vilã.
–Mary– ok, reencarno na vilã na metade do jogo, perco meu olho e toda desgraça já aconteceu, isso que é começar no modo hardcore. Eu provavelmente não tenho como voltar para minha casa. aceito o desafio, eu não vou morrer nesta merda de jogo e vou ficar com uma das belas vilãs; seu conseguir...
¬é impossível ignorar os olhares dos outros alunos após o conflito. A minha maior preocupação principal é a perseguição da heroína, Samantha, a cada lugar que estou, como estivesse esperando qualquer “deslize” meu. Me sento na mesa do refeitório tentando acalmar a cabeça.
–Josephine– você realmente está ficando mais popular, não de uma maneira boa é claro.
–Belohva– deixa ela Jose, ela a recém passou por uma tragédia.
–Bruhilda– francamente...vocês duas são perigosas juntas, sorte a sua em termos impedido ela.
As três foram até minha mesa trazendo suas bandejas de comida. Belohva e Josephine sentam-se enquanto Bruhilda verifica meu rosto, sendo a que mais demonstrou preocupação.
–Faz um favor de ficar longe dela. daqui a pouco vai ficar sem cabeça.
–Josephine– aquela plebeia tem uma coragem que beira a burrice. E é inaceitável que ela não vai ser punida!
Ah, é mesmo... não importa as atrocidades que heroína faça, ela não sofre consequências seja punição ou execução, com a desculpa de “ela tem talentos incríveis que pode mudar o mundo”, sim, um clichê muito malfeito apenas para justifica de sempre ter um confronto com a Mary. Eu odeio esse jogo...
–Mary– obrigada pela preocupação, meninas. Não importa mais, o que aconteceu não pode ser desfeito.
–Bruhilda– você é a mesma lady Mary? Ela já teria planejado uma vingança.
De novo elas me olham daquele jeito, não é para menos, Mary é conhecida por não falar muito e quando fala é apenas palavras cruéis e trata muito mal as 3 apenas para, tentar, fazer uma vilã que você odiaria. Mas o jogo é tão malfeito que não consegue detestá-la, na verdade você até torce para ela.
–Belohva– você parece uma nova pessoa.
Em teoria ela está certa.
–Mary– só andei pensando de como fui cruel com a Samantha, e, principalmente, com vocês. Se preocupam tanto comigo que nunca demonstrei gratidão.
–Bruhilda– lady Mary...não sabe o quanto fico honrada ouvir isso de você.
Ela acaricia minha mão com os delicadamente antes de retirá-los rapidamente.
–Desculpa! Eu não tive a intenção!
–Josephine– bru, bru, tão atrevida como sempre.
Bruhilda é aquela pessoa ficaria longe, até os nobres a temem. com uma cara que sempre parece irritada, uma postura fechada e um vocabulário que sempre demonstra autoridade, mas que de vez em quando demonstra gentileza e preocupação. Ela é minha antagonista favorita e por isso ela vai ser com que vou criar uma relação... e por ser ruiva.
–Mary– tudo bem, está apenas demonstrando que se importa comigo, é admirável.
O rosto de Bruhilda fica levemente rosado e desvia o olhar.
–Josephine– cuidado lady Mary, assim vai fazê-la se apaixonar.
–Bruhilda– JOSE!!!
–Belohva– falando cuidado, olha quem acabou de chegar.
Nossos olhares direcionaram até Samantha caminhando até uma mesa longe, mas olhando para mim enquanto comia.
–Josephine– acho que te odeia.
Não me diga.
–Mary– meninas, eu preciso de um favor de vocês três.
Elas me olham, simultaneamente, que algo sério está por vir.
–Não sei se ela vai me atacar novamente, mas se sim, provavelmente vai ser algo planejado. Eu preciso que descubram seu plano e¬—
–Josephine– você está pedindo nossa ajuda? Com aquela plebeia? Ela realmente te traumatizou.
–Belohva– para de gracinha. Lady Mary, entendo sua preocupação, mas se nem com você ela foi punida quem dirá de nós...
Ela tem razão, por mais que nos sejamos nobres, ainda mais em relação desse jogo, suas famílias não possuem cargos tão importantes diferente da minha. Então poucos se importariam o que acontecesse com elas.
–Mary– compreensível. Vou fazer sozinha, não quero que minhas amigas se machuquem por minha causa.
Elas me olham chocada.
–Josephine– “amigas” ... é a primeira vez que nos chama assim. Lamento gata, vou ter que passar, não quero marcar meu belo corpo, a-mi-ga.
–Bruhilda– eu ajudo. Não vou permitir ela e mais ninguém machuque a lady Mary.
–Belohva– ...sinto muito lady Mary. Não posso arriscar minha vida por brigas aleia.
Pelo menos tenho uma aliada. Vou tentar algo fora da rota, conversar com a heroína, o problema é conseguir tal feito. O resto do dia correu normalmente, aulas sobre magia e história hoje, todas as perguntas eram iguais que apareciam no jogo o que facilitou, o único incomodo persistia, o olhar da heroína me perseguindo em todo canto. No intervalo estamos caminhando até o pátio da academia, até eu encontrar um dos príncipes, uma das opções de romance.
–Aquiles– lady Mary, fazia tempo que não nos encontrássemos, e você está diferente.
Principe Aquiles, um homem alto com seus longos cabelos dourados, ele tem uma voz tão grossa que fazia minha espinha tremer, ainda mais ele acariciando onde está minha cicatriz. Pelos deuses, por que eu não nasci hetero?!
–Mary– tive alguns pequenos conflitos com a plebeia.
–Aquiles– “pequenos conflitos”? estou vendo, mas vou dizer que essa sua nova marca a deixou mais bela que já é.
–Josephine– ohh, são tão lindos juntos!
–Bruhilda– vocês seriam um casal poderoso.
Mesmo ele sendo um homem que muitas sonham, não posso aceitá-lo já que tenho meus objetivos. Só que o rejeitar seria uma péssima ideia, afinal, não vou poder contar com a proteção com a heroína também criar um vínculo para acabar comigo.
–Aran– tome cuidado lady Mary, ele não é um que você realmente pensa.
Quem chega agora é segundo príncipe Aran, diferente de Aquiles, ele é um pouco mais e possui cabelos curtos prateados. Sendo mais fechado e tendo uma inteligência acima da média. E Belohva é apaixonado por ele, então preciso evitar qualquer vínculo com ele.
–Mary– vejo que os príncipes estão reunidos, algo incomum de se ver.
–Aquiles– bem observada. Só estamos indo para o exame pratico de magia.
–Aran– e ficaríamos muito feliz se me acompanhasse.
Olhando de lado, Belohva está levemente triste.
–Mary– agradeço, porém já tinha planejado em sair com minhas amigas. E a Belohva ficaria muito honrada em acompanhar o príncipe Aran.
–Belohva– o que? Eu? Eu...
–Aran– sério? Que bom, eu sempre quis conhecê-la
Os dois saíram a frente, ela dá uma olhadinha para trás e dá um leve sorriso. Chegamos na sala de teste de magia, vários alunos estão praticando. Essa vai ser a primeira vez que vou usar minha magia sem controles. Um alvo é destruído pela magia de gelo da Bruhilda.
–Bruhilda– como sempre, minha magia é excepcional.
–Mary– realmente, seus talentos estão evoluindo.
–Bruhilda– obrigada... não achei que você notaria, ainda pôs nosso confronto.
É mesmo, no início Bruhilda era bem mais marrenta, sempre buscando confronto até que chega minha vez. “eu” a derrotei com facilidade e dei misericórdia para que um dia enfrentássemos novamente.
–Sabe, acho que nunca te agradeci naquele dia. Me mostrou como eu era arrogante e fraca, estou melhorando cada dia.
–Mary– você deve ser a primeira agradecer por ser derrotada haha
–Bruhilda– haha, sim, mas meu sempre diz que para se tornar forte é sempre levantar que apanha e continuar levantando-se até não te derrubaram mais. Então, obrigada, lady Mary.
Ela sorri para mim, como essa garota consegue ser tão linda! E falando em linda, adivinha quem está chamando de todos os garotos.
–Josephine– afastam-se rapazes, pois a gatinha aqui vai deixar vocês em choque.
O alvo dela simplesmente transforma o alvo em uma pequena bola. Sua magia é a mais poderosa que existe neste jogo, a manipulação de massa e gravidade, sim, MASSA E GRAVIDADE. Ela pode manipular qualquer objeto e ser vivo sendo a unica “desvantagem” é estar bem próximo, mas ela anula isso já uma pequena pedra arremessada pode se transformar num impacto de um meteoro. Sim bem equilibrado.
–Aran– caramba! Agora entendo por que todas tem medo dela
–Belohva– sim, mas ela é muito inocente para fazer mal alguém.
Belohva foi pegar um grande escombro de metal e o joga contra o alvo, o barulho foi tão alto que nos obrigou a cobrir os ouvidos.
–Aran– uau... isso... foi impressionante! Você é incrivelmente forte!
–Belohva– obrigada, príncipe Aran...
Fofa. Não se sabe bem ao certo, até no jogo é um mistério, se sua força é uma magia amplificação ou se ela é uma sobre-humana. Algo que nunca me importei já que acho a personagem mais sem graça. Minha vez agora, pego uma bolinha de metal e arremesso com o polegar destruindo o alvo. Minha magia consiste em controlar qualquer metal que eu detecte, ou seja, sou o magneto neste mundo. Admito que até foi fácil.
–Bruhilda– algo tão pequeno pode ser tão destrutivo vindo de lady Mary.
–Mary– não seja tola, Bruhilda, não chego a 1% do poder de vocês, ainda mais de Josephine.
–Bruhilda– tão humilde... Jose pode ter um grande poder, mas não chega a ser tão talentosa quando a lady Mary.
–Aquiles– não poderia concordar mais. Você é um exemplo desde que chegou aqui, lady Mary
Quanta puxação de saco...
–Poderia me mostrar mais? Se não estiver ocupada claro.
–Mary– seria uma honra, mas eu e Bruhilda—
–Bruhilda– ah é mesmo! Esqueci de uma coisa, podem continuar sem mim.
Ela se afastou, só fez isso para que eu e ele pudesse ficar a sós.
Esses pequenos momentos me fazem esquecer esse jogo foi bem decepcionante, conhecendo mais essas personagens que foram mal aproveitadas. Agora quem está mais chamando a atenção é a Samantha, destruindo vários alvos com sua espada. Se eu não me engano é criar qualquer arma que anula magia.
Quando a aula termina, Samantha foi conversar com Belohva que está sozinha, será que foi uma ideia contar sobre plano a ela? Chega o fim do dia, caminhando pelo corredor sozinha até meu dormitório, ou eu acertava estar sozinha.
–Mary– sei que está me seguindo, não precisa mais fingir.
–Samantha– você tem os sentidos bem avançados. Uma pena vir de alguém tão repugnante.
Ela é mesmo a heroína?
–Mary– eu realmente não entendo bem o motivo de nosso confronto, mas sei que passamos do limite ao derramar o sangue do próximo.
Estendo minha mão.
–Vai ser muito melhor termos uma trégua, chega de ódio desnecessário.
Até que consegui bem cedo, uma oportunidade para mudar drasticamente meu futuro.
–Samantha– ...acha que sou burra?
–Mary– hã?
–Samantha– acha que vou acreditar em qualquer palavra sua? Você tem uma aura ruim, uma presença que deixa qualquer demônio assustado.
Meu deus, ela me lembrou do motivo mais imbecil de nossa briga.
–E vou terminar com este mau.
Ela invoca uma espada completamente negra que emana uma aura sombria e pesada.
–Hoje você morre, Mary.
E a coisa ruim aqui sou eu?
Dando o primeiro passo seus pês são congelados.
–Bruhilda– já chega Samantha, está passando dos limites.
–Josephine– sim, não pense que vai matá-la fácil, ainda mais com minha presença.
Uma grande mudança foi feita, tirando mais cedo, me ajudando neste momento algo que não aconteceria mais cedo, ou seja, a história foi mudada.
–Samantha– suas traidoras!
Ela consegue se libertar e avançar-se na Josephine. Minha magia ou da Bruhilda não seriam invocados a tempo e uteis, então seguro ela e a viro sendo eu o alvo acreditando ser meu fim. Olho para Samantha e está ela, Belohva, segurando a ponta da espada com os dedos.
–Belohva– não vou permitir
–Samantha– até você! Achei que tínhamos um acordo!
–Belohva– sim, mas não envolvia minhas amigas.
Samantha salta para longe irritada.
–Vai embora antes que eu mude de ideia.
Frustrada, ela teve que recuar, por enquanto, já que sabe nunca ganharia de nos 4.
–Josephine– você... você poderia ter morrido...
–Mary– eu sei, entretanto não poderia permitir que alguém importante para mim se machucasse por minha culpa.
Ajeito uma mecha de seu cabelo, seus olhos dourados brilhavam como uma barra de ouro recém polido, suas bochechas ganharam um tom rosado criando um contraste fofo com seu cabelo. Belohva desviou seu olhar quando a olhei.
–Acho melhor vocês irem, vão arranjar problemas se continuarem aqui.
–Bruhilda– tem certeza lady Mary? Podemos acompanhá-la até seu dormitório
–Mary– tudo bem, não vou abaixar a guarda novamente.
Mesmo preocupada, Bruhilda compreendeu e seguiu até seu dormitório sempre olhando para traz; Belohva a acompanhou sem dizer uma palavra comigo; Josephine, antes de ir, ele segura minha mão e a beija, um sinal não apenas de gratidão também de confiança profunda, ela seguiu as outras após esse ato. Entrando em meu dormitório a primeira coisa é tirar os sapatos e me jogar na cama.
–Mary– que dia... pelo menos consegui a confiança das duas. Agora preciso saber se Belohva é realmente confiável.
No dormitório das três, Bruhilda e Josephine estão sentadas em suas camas enquanto Belohva observa o grande pátio da academia pela janela.
–Belohva– então...traímos a Samantha.
–Josephine– sim, mas para ser sincera, nunca fui muito com a cara dela. se achando a melhor por seu talento e não ter nenhuma punição.
–Bruhilda– ela só iria nos usar e sabe o que aconteceria conosco.
Um silencio tomou conta do quarto por alguns segundos.
–Josephine– mesmo que seja estranho, fico feliz que lady Mary tenha mudado. Mal olhava para nossa cara e agora nos chama de amigas...devo minha vida a ela...
–Bruhilda– sim, nunca imaginei que ela sacrificaria por alguém... eu fico honrada em estar ao seu lado. E falando nisso...
Ela vai até Josephine agarrando sua gola e a puxando.
–O que foi aquilo?! Sabe aquele gesto significa?!
–Josephine– obvio que sei, uma demonstração que meu coração pertence a ela.
–Bruhilda– o que?! Que droga você está falando?! Somos mulheres e isso é extremamente errado e nojento!
–Josephine– bru, por favor, isso é lindo na verdade. Um amor proibido acendendo da fogueira mais ardente no meio de um vasto oceano agitado.
–Bruhilda– do que está falando? Não me diga que está apaixonada por ela?
–Josephine– e se eu estiver? Está com ciúme por acaso?
–Bruhilda– obvio que não! Eu a apenas a respeito muito! E para com isso, você tem vários que a desejam, por que uma mulher e ainda mais a lady Mary?!
–Josephine– Recusei vários pretendentes, todos eram interesse de meu pai. Prometi que se eu não encontrar meu verdadeiro amor, morrerei sozinha. Não estou dizendo lady Mary é tão diferente, mas é a primeira vez que alguém me trata como ser humano e não um objeto de luxo a ser conquistada.
É a primeira vez que Bruhilda escuta Josephine falar muito sério. As duas continuaram a discussão, Belohva apenas pensava em como encarar a lady Mary amanhã.