Leonardo então levou Fernando a floresta, a princípio, eram só arvores, arvores e mais arvores. Ele estava se perguntando – Como ele consegue se localizar entre tantas arvores? – já que Fernando não era acostumado a viver na floresta. –
Logo, Fernando detectou algo, então avisou o Leonardo – Leonardo, tem algo se aproximando! –
Leonardo então, respondeu – Sim... hm... deve ser um Urso... –
Fernando um pouco assustado, disse - Você tem que lidar com eles frequentemente? –
Leonardo, então, disse: – Sim, eu lido com eles quase todo dia. Todo dia tem que ter um para me atrapalhar na pesca. – Eles gostam muito dos salmões.
Fernando perguntou para Leonardo, instintivamente – O que é um salmão?
Leonardo, vendo que o urso estava se aproximando, disse – Salmão é um peixe muito gostoso, ele tem carne alaranjada. – Bem, conversamos depois. – O urso está vindo! –
Depois disso ele lançou uma barreira corporal no Fernando.
Leonardo – Isso deve te ajudar a se proteger –
Logo em seguida o urso chegou.
Urso – UHRAAR
Rapidamente, Leonardo, para proteger Fernando e ele de qualquer dor de cabeça, simplesmente se posicionou como se estivesse correndo, em outro instante ele calculou automaticamente a força de seu chute com base na distância e velocidade, um reflexo natural de seu treinamento. Sem sequer hesitar, ele disparou o golpe, a cabeça do urso voando para longe sem causar mais danos do que o necessário
Pelo menos não sentiu dor, pensou Leonardo, para aliviar o fardo de sempre estar tendo que matar esses ursos.
Fernando nem conseguiu acompanhar os movimentos de Leonardo. A única coisa que viu foi o corpo do urso... – Onde foi parar a cabeça? pensou.
Leonardo só assobiou para ele.
Fernando, incrédulo com tudo, tentou entender o que aconteceu. Foi então que perguntou – Ei, ei, ei, espera aí... Como que você foi matar um urso assim, parecendo que pisou em folha?
Leonardo, com um sorriso forçado, responde – Não queria fazer isto. Foi o urso que me forçou a matar ele. –
Fernando, tentando ter alguma explicação decente, disse – Mas ele não fala! E... você não ficou... tipo, com dor ou algo assim? Como que você... fez isso tão rápido? –
Leonardo, calmamente, responde:
Eu só chutei a cara dele com a força necessária para arrancar a cabeça dele. Nada demais. Eu só precisava fazer isso para você não se machucar.
Fernando, percebendo que não iria conseguir nada insistindo nisso, só acenou a cabeça e disse – ok.
Enquanto Fernando estava caminhando, ele estava refletindo consigo mesmo:
– Por que ele queria este cajado? Ele nem tentou usar ele. –
– Não, ele deve usar uma hora ou outra. Deve ter algo neste mundo que ele tenha dificuldade para vencer, e vá precisar deste cajado, certo? Certo? –
Finalmente, Leonardo e Fernando chegam à forja, nenhum monstro ou animal os atacaram pois a pouca mana que Leonardo emana, mais a peneira de mana que Fernando emana, juntos criam uma aura que afasta qualquer um.
Chegamos! disse Leonardo.
Fernando – Chegamos aonde? –
Leonardo – Chegamos na forja. Queria criar um cajado para você, e atualizar este que me deu. –
Leonardo – Agora queria ver do que este cajado é feito. –
Fernando – Este cajado foi feito com a base de madeira e um cristal magico que absorve mana ao redor –
Leonardo pensou um pouco diferente do que ele disse, pois parecia que o cajado (para ele, cetro) pegava mana da pessoa e expulsava ela para fora.
Leonardo então perguntou – Seu cajado tem encantamento? –
Fernando, curioso, perguntou – Encantamento? –
Leonardo disse a ele – Sim, encantamentos, sabe, runas, feitiços de encantamentos, círculos de encantamentos... Seu cajado não tem nada disso? –
Fernando, mais uma vez surpreso, pensou – Não, não, não, mas isso não era magia perdida? – Onde que ele foi aprender isso? –
Leonardo, também surpreso, porque achava que era normal esse tipo de coisa, disse – Nunca ouviu falar de encantamentos? –
Fernando ficou quieto. Ele já estava com medo de Leonardo e da ameaça que poderia ser. Nessa hora ele tentou se despedir de Leonardo – Não, nunca ouvi falar... Agora estou indo... Tchau! –
Mal deu tempo de ele ir embora, Leonardo falou – Espera! Ainda não terminei seu cajado. –
Vendo que não tinha opção, Fernando esperou Leonardo terminar de forjar seu cajado.
Como Leonardo estava demorando demais para criar o seu cajado, Fernando decidiu voltar para a casa dele.