Zarek, o líder dos assassinos, estava sentado em sua cadeira, lendo os papéis que lhe foram entregues por Zephyr. Quanto mais lia, mais preocupado ficava. Nos documentos, estava escrito que a organização se chamava Culto Vértice e que seu objetivo era criar um deus usando os quatro objetos divinos para reescrever o mundo à sua própria vontade.
"E agora, o que devemos fazer?" disse Zarek, perdido em pensamentos enquanto tentava encontrar uma solução. Sua mente estava uma bagunça; ele não queria que tudo acontecesse de novo.
"Será que tudo o que fiz foi inútil?" murmurou, completamente frustrado. Como tudo isso podia estar acontecendo?
'Eu tenho que resolver isso... e só tem um jeito', pensou, determinado a acabar com aquela organização. Levantou-se da cadeira, saiu de seu escritório e começou a caminhar.
Por onde passava, todos o reverenciavam.
Depois de um tempo, ele saiu do esconderijo dos assassinos, um local situado no meio dos quatro reinos. Ao seu redor, uma imensa floresta se estendia, cercando a grandiosa mansão. Seus passos começaram a acelerar, e sua velocidade era tão extrema que seus movimentos se tornaram imperceptíveis.
Zarek chegou a uma cidade no reino de Axis. Ele estava ali para encontrar a única pessoa que poderia resolver tudo isso. Mesmo cheio de dúvidas, decidiu procurá-la.
Após caminhar um pouco mais, Zarek parou em frente a uma casa, enquanto várias pessoas passavam ao redor. A rua era movimentada, mas ele manteve o foco. Quando estava prestes a bater, a porta se abriu sozinha. Diante dele, surgiu uma mulher de longos cabelos brancos um pouco mais baixa que ele e com olhos verdes, brilhantes como esmeraldas.
"Olha, quando eu disse para você vir me ver caso precisasse de ajuda, não era exatamente disso que eu estava falando, sabia?" disse a mulher, lançando um sorriso sarcástico para Zarek.
"Escuta, eu preciso da sua ajuda..." Zarek começou a falar, mas foi interrompido quando a mulher lhe entregou um caderno.
"Aqui está tudo o que você quer saber. Agora pode ir embora. E espero que não me decepcione, Zarek. Tudo isso é pelo bem do mundo", disse ela antes de fechar a porta.
'Agora estou mais calmo... Mas o que ela quis dizer com ‘não era para isso que eu deveria perguntar’? Talvez, no futuro, eu descubra mais. Mas... será que é realmente ela?'
Após refletir por um momento, sentindo-se um pouco mais aliviado, Zarek decidiu voltar para o esconderijo.
Enquanto isso, a mulher estava sentada em uma poltrona vermelha, saboreando uma taça de vinho em sua sala.
"Ele ainda não acredita em quem eu sou, mas, com a maneira como as coisas estão indo, tudo vai dar certo, já que chegamos na metade da história deste mundo."
Um sorriso animado aparecia em seu rosto enquanto ela se levantava da poltrona.
Zarek estava de volta, agora na sala de treinamento, olhando para Zephyr, Sienna, Adrian e Lyra, que o observavam, esperando que ele falasse.
"Escutem, neste caderno fala sobre o que são os artefatos divinos e onde podemos encontrá-los, só que tem um problema." Depois de falar, ele entregou o caderno para Zephyr, que o abriu e leu em voz alta: "Feras anciãs: Behemoth, Leviatã, Ziz e Fênix são seres que guardam os artefatos divinos." Após terminar de ler, ele olhou para Zarek.
"Onde você encontrou isso?" perguntou, curioso. Mas Zarek o encarou, e ele apenas acenou com a cabeça, desistindo de tentar descobrir como aquele livro chegou ali.
"Aqui também fala que eles já pegaram um, o que estava com a Fênix, mas não diz qual era o artefato, nem o que ele faz, e nem mesmo sobre os outros. Só menciona onde podemos encontrá-los." Terminou Zephyr, entregando o caderno para Zarek, que se recusou a pegá-lo, e Zephyr o guardou no bolso.
"Agora que temos o paradeiro dos outros três artefatos, podemos pegá-los agora mesmo!" Adrian, com um sorriso empolgado, olhava para Zephyr, que acenou.
"Mas não é tão simples, precisamos nos preparar antes", disse Sienna, o que deixou Adrian desanimado. Lyra observava tudo com preocupação, temendo se aquela missão realmente daria certo.
Zephyr estava pegando suas duas adagas em seu quarto. Ele as guardou e, em seguida, pegou uma espada. Depois de se equipar, foi em direção à porta. Ao abri-la, viu Sienna, que estava prestes a bater na porta. Ela se assustou e deu um pequeno pulo para trás. Zephyr sorriu, achando engraçada a reação de Sienna.
"O que foi? Você parece preocupada com algo", perguntou Zephyr, com uma voz suave.
Sienna respirou fundo antes de falar.
Sienna agarrou seu braço direito enquanto tremia.
"Eu não sei o que estou sentindo, é algo estranho. Parece que algo muito ruim pode acontecer, mas eu não sei o que pode ser. Depois que li o que estava escrito naquele caderno, só consigo pensar que devemos impedir que qualquer um pegue os artefatos divinos", ela disse, parecendo muito inquieta. Zephyr achou isso muito estranho, pois ela sempre foi muito calma, às vezes até arrogante.
Zephyr se aproximou de Sienna e a abraçou, assustando-a inicialmente, mas logo ela se acalmou e o abraçou também.
"Não se preocupe, nós vamos resolver isso o mais rápido possível. Temos a localização dos três artefatos restantes e vamos pegá-los antes do culto Vértice, isso você pode ter certeza", ele disse, enquanto passava a mão suavemente nas costas de Sienna, que sorria e se acalmava.
"Ou o que vocês estão fazendo? Vamos logo!" Adrian, que estava com Lyra, olhou para os dois.
Lyra estava um pouco envergonhada ao ver a cena.
"O que foi, Adrian? Está com ciúmes porque você não tem ninguém e provavelmente vai morrer solteiro?", disse Sienna, com um sorriso de deboche.
"E quem falou que eu ligo para isso? Posso pegar quem eu quiser, já está de boa para mim. E eu não sou o único solteiro aqui, a Lyra também não tem ninguém", disse Adrian, olhando para Lyra, que ficou irritada e tentou acertar um soco nele.
Ele se esquivou, sorrindo.
"Vocês dois parem, nós temos que ir", disse Zephyr, olhando para os dois, que pararam. Adrian olhava para ele com um sorriso animado.
"Ei, quais artefatos nós vamos encontrar e que feras anciãs vamos ver?", disse Adrian, assustando todos com o seu ânimo.
"Vamos logo", disse Sienna, estendendo o braço. Lyra e Adrian pegaram nele, enquanto Zephyr segurava o ombro de Sienna, que sorria ao sentir o toque de Zephyr. E os quatro desapareceram do esconderijo dos assassinos.
Em um local completamente escuro, podia-se ver um homem encapuzado segurando uma lamparina, seguida por mais cinco pessoas. Eles estavam dentro de uma caverna enorme e, a cada passo que davam, sentiam os tremores
"Será que a caverna não vai desabar?" Disse uma mulher, observando o homem à sua frente, que a ignorava. Ele olhou para trás e viu que ela havia parado, fazendo com que os três outros também paravam
"Estamos perto? Falta quanto?" O homem com a lamparina olhou para a mulher, cujos olhos brilhavam.
"Estamos bem perto. Espera, o que é isso?" Ela ficou quieta, tentando entender o que estava vendo.
"O que foi?" perguntou um dos encapuzados que estava ao lado dela.
"Tem quatro pessoas vindo pra cá, não? Eles já chegaram!" Ao terminar de falar, uma faca foi jogada e acertou a testa da mulher, que caiu morta no chão.
Os outros encapuzados se assustaram e se viraram, avistando quatro pessoas. Uma delas começou a correr em direção ao homem com a lamparina.
Zephyr desferiu um soco, que foi defendido pelo seu adversário. Impressionado, o homem perguntou: "Quem são vocês?", curioso com aquela situação.
Zephyr deu alguns passos para trás.
"Não te interessa", disse ele, com uma voz fria. O homem escutou um som e, ao se virar, viu a cabeça de seus aliados no chão. Uma mulher de longos cabelos ruivos estava em cima dos corpos deles.
Zephyr se aproximou e chutou o homem da lamparina, que foi empurrado contra uma parede. Ele correu e passou a mão no rosto de Zephyr, mais precisamente nos seus olhos.
Zephyr rapidamente notou algo estranho: ele não conseguia enxergar. Estava cego.
'Mas que merda é essa?', pensou Zephyr, enquanto movia seu corpo rapidamente para trás do homem. Este se assustou com a velocidade de Zephyr, que tocou em suas costas. Em segundos, uma descarga elétrica passou pelo corpo do homem, paralisando-o.
"Antes de morrer, o que você acha de devolver minha visão?", perguntou Zephyr, que, nesse momento, estava olhando para a parede. Adrian, vendo aquilo, tentou conter o riso, assim como Lyra.
"Zephyr, você está falando com a parede", disse Sienna, que se aproximou dele e segurou seu ombro. Ela olhou para o homem paralisado no chão e se agachou.
"Então, você vai ou não vai me dizer como resolver isso?", perguntou Sienna, vendo um sorriso no rosto do encapuzado.
"Eu não faço ideia de como reverter isso. Normalmente, ele já deveria estar morto." No instante em que o homem terminou de falar, uma espada apareceu na mão de Sienna, que cortou a cabeça dele.
A cabeça rolou pelo chão, no meio do sangue de seu grupo.
"A sua visão voltou?", perguntou Sienna, com um olhar preocupado. .
"Não, ainda não consigo ver nada", respondeu Zephyr, passando a mão em frente ao rosto. Ele sentiu a mão de alguém segurando seu braço.
"Vamos voltar. Hikari vai te curar", disse Sienna, com a voz embargada.
"Então, temos um problema: ela não está no esconderijo neste momento", falou Lyra, aproximando-se dos dois. Eles se viraram para ela.
"Como assim ela não está?", perguntou Sienna, parecendo um pouco irritada com a situação.
"Naquela vez que fui vê-la, ela mencionou que sairia para fazer alguns de seus trabalhos sujos", disse Lyra, olhando para Sienna, que agora estava ainda mais irritada
"Aquela vadia só pensa em dinheiro. Ela deve estar envolvida com o tráfico de órgãos dela", disse Sienna, observando o rosto de Adrian, que parecia um pouco confuso.
"O que foi?", perguntou ela.
"Por que ela vende órgãos se pode simplesmente curá-los?", perguntou Adrian, tentando entender o que se passava na cabeça de sua companheira louca.
"Não sei. Pergunte a ela quando você a vir", disse Sienna, já extremamente irritada e nervosa. Ela olhou para Zephyr.
"O que vamos fazer? Será que é melhor voltarmos?", perguntou, parecendo um pouco desesperada, com os olhos lacrimejantes. Ela encostou a mão no rosto de Zephyr.
"Não devemos parar. Eles podem mandar mais gente para cá. Então, é melhor terminarmos o que viemos fazer", disse Zephyr, segurando a mão de Sienna, que acenou para ele.
Os quatro começaram a andar até avistarem uma luz. Seguiram em direção a ela e, ao chegarem ao local, olharam para cima e viram um buraco no teto da caverna, que era repleta de cristais. Porém, o que mais os assustou foi uma fera enorme que estava à sua frente.
Uma criatura enorme, coberta de espinhos que pareciam feitos de ferro, tinha quatro patas, uma cauda e um par de chifres saindo de sua cabeça.
"Que bom que ele está dormindo", disse Adrian, que foi o primeiro a se mover. Sienna o seguiu, sem tirar os olhos da fera.
"O que devemos procurar exatamente?", perguntou Lyra, que estava atrás deles, junto de Zephyr. O local em que se encontravam era uma grande área rochosa, repleta de estalagmites e estalactites. Eles olhavam para todos os lados, tomando o máximo de cuidado para não acordar a fera que dormia.
Adrian, que estava andando um pouco afastado dos outros, viu algumas coisas escritas na caverna. Eram letras estranhas. Ele olhou para Sienna, que se aproximava dele.
"O que é isso?", ela perguntou, demonstrando curiosidade. Adrian olhou para as escrituras.
"Eu não sei, mas há algumas palavras que conseguimos entender, tipo essa aqui: 'Behemoth'. Será que é o nome da criatura?", ele disse, olhando para a criatura que ainda dormia.
Lyra estava andando em volta do Behemoth, procurando por algum tipo de artefato que pudesse ser divino. Enquanto caminhava, viu um brilho intenso. Parecia um bracelete preso na parede.
"Acho que encontrei", disse Lyra, olhando para Sienna, que correu para onde ela apontava. Sienna chegou perto do bracelete preso na parede, parou e observou o artefato com uma expressão estranha. Seus olhos reconheceram o bracelete.
'O que será isso? Parece que eu sei o que é', ela pensou, um pouco receosa, mas aproximou a mão do bracelete branco, adornado com algumas joias verdes.
Ao tocar no bracelete, ela sentiu um choque que a jogou para trás com muita força. Seu corpo bateu contra uma parede rochosa, e ela caiu no chão, sentindo muita dor. No entanto, a dor não era causada pelo impacto, mas sim pelo choque que seu corpo recebeu. Ela tentou se levantar, mas enfrentou muita dificuldade.
"O que aconteceu?", perguntou Zephyr, que tinha ouvido um barulho. Lyra correu até Sienna, que estava no chão, com o corpo dolorido.
"Você está bem?", perguntou Lyra, ajudando a amiga a se levantar. Mesmo estando um pouco desorientada, Sienna ainda conseguia se manter em pé. Adrian e Zephyr se aproximaram dela.
"Que caralhos foi aquilo? Tipo, você saiu voando!", perguntou Adrian, um pouco incrédulo com o que havia acontecido. Ele nunca tinha visto sua amiga daquela maneira: ela estava exausta, claramente com muita dor, e mal se mantinha em pé.
Atrás dos quatro assassinos, uma fera milenar, que há muito tempo não se levantava, decidiu abrir os olhos. A primeira coisa que viu foram quatro pessoas à sua frente.
Uma criatura extraordinária, demonstrando seu tamanho colossal. Seus olhos dourados brilhavam com ferocidade, e um rugido ecoou por toda a caverna.
Sienna, Zephyr, Adrian e Lyra se viraram e viram o Behemoth acordado. Ele era enorme, muito maior que qualquer criatura que eles já viram.
“Agora fudeu”, disse Adrian, assustado com o tamanho da criatura.