Informação: Oi, se você tá lendo isso, eu tô começando a criar essa história e espero que goste. Se passa em um mundo alternativo, eu sei que é meio genérico, mas foi a ideia. O personagem é brasileiro, mas a história vai ser mais anime mesmo, só que ainda vou colocar nosso Brasil nela. Sou bem novo escrevendo, então se achar que falta algo me diga, por favor.
Aviso: As falas são aquelas que possuem —, e o resto é meio que narração ou pensamentos.
Novos capítulos: Como tô começando agora, vou tentar lançar ao menos 1 todo dia e vou tentar fazer meio grande, mas tenho que pensar um pouco antes.
1
Após andarem algumas horas na estrada, o grupo de Marcus chegou na próxima parada, um vilarejo que ficava entre montanhas.
—Chegamos. Garoto, acorda a menina, ela vai ajudar também.
—Como você é mal, velhote.
—Nycolle, acorda, temos que trabalhar. O velhote mandou.
A garota, que ainda dormia escorada nele, acorda aos poucos e começa a se esticar. Marcus sai da carroça e já começa a pegar os sacos.
—A gente leva pra onde, velhote?
—Lá pra aquele armazém no fundo, escondido nas árvores.
Marcus começa a ir ao lado do homem em direção ao armazém. Aquele vilarejo era lindo. Por ser entre montanhas, além de ter uma linda vista no topo, também possuía uma vegetação incrível.
Marcus ainda procurava entender mais sobre aquele mundo. Haviam árvores enormes cheias de cores vivas. As folhas lembravam cerejeiras, e existia um campo cheio de flores que ele nunca tinha visto antes. Eram de várias cores: azuis, vermelhas e amarelas.
As pessoas dali também eram bem elegantes comparadas às do outro vilarejo. Usavam roupas de tecido refinado, e as casas eram feitas de mármore. Também havia plantações enormes com milho, trigo, cenoura e beterraba.
Parecia o lugar perfeito para morar um dia.
—Marcus, cadê a menina?
—Ah, ela tava com sono ainda e talvez não tenha entendido o que eu falei. Eu vou lá atrás dela.
Marcus deixa alguns sacos com Bento e vai atrás de Nycolle, mas um animal aparece na frente dele e ele se encanta.
—Oi, amiguinho.
Marcus observava o animal que o encarava e ficava cada vez mais empolgado. O animal lembrava um veado, mas possuía chifres com flores. Sua pelagem parecia extremamente lisa, os olhos eram grandes e ele tinha um focinho fofo.
O garoto estende as mãos aos poucos para tocar no bichinho.
—Não faça isso!
—Han?
O animal corre por causa do grito da mulher que apareceu correndo.
—Você não sabia? Essas são criaturas mágicas. Se forem tocadas sem permissão, atacam. Se tivesse encostado nele antes dele abaixar a cabeça aceitando contato, você seria atacado e aqueles chifres perfurariam sua barriga.
—Aquele bichinho fofo? Muito obrigado então.
Marcus agradece a mulher, mas de repente é agarrado por alguém. Quando olha, vê Nycolle com uma cara emburrada.
—Eu estava procurando você.
—Ele é meu!
O garoto não entende nada e, ao perceber que foi ignorado, fica indignado. A mulher começa a rir.
Nycolle estava com ciúmes de Marcus falando com outra mulher, e ao entender isso, o garoto começa a pensar em como lidar com a situação.
—Desculpe por isso, ela é assim mesmo.
—Não, tá tudo bem. Achei ela bem fofa. Não se preocupe, não vou roubar ele de você.
—Acho bom ficar bem longe.
—Tá bom. Tenho que ir agora, até.
Nycolle se alivia quando a mulher vai embora e sorri para Marcus.
—Agora ninguém vai te roubar de mim.
—Ninguém vai me roubar não. Nycolle, você não pode ficar fazendo isso, entendeu?
—Mas por quê? Ela me insultou me chamando de fofa.
—Isso não é insulto... ou melhor, isso não é desculpa. Eu te chamo de fofa e você gosta. Ela só disse isso porque você é pequena e age como criança, aí sua atitude fez ela pensar isso.
—Tá bom, me desculpa... mas também não quero que fique perto de mulheres mais que o necessário, tá bom? Eu também não fui com a cara dela.
—Tá prometido então.
—Garoto!!!! Cadê o resto das coisas?!
Bento grita do armazém mandando eles trabalharem, e Marcus puxa Nycolle para a carroça.
—Temos que ir logo, senão o velhote vai matar a gente.
Eles pegam vários sacos e começam a levar.
2
—Hoje foi mais cansativo. Você tá bem, velhote?
—Eu sou duro na queda, mas realmente foi cansativo.
—Hunn... hunn...
—Essa aí come que é uma beleza, viu.
—Verdade.
Após terminarem de trabalhar, o grupo estava comendo em uma lanchonete da vila.
—Ei, velhote, me fala. Que vila é essa? Esse lugar é muito grande, bonito e desenvolvido. Na última vila nem tinha um canto desses pra comer.
—Aqui é o Vilarejo da Estrela. É um dos mais desenvolvidos dessa região sul. Nós vamos passar a noite aqui e depois seguir viagem.
—Certo, mas por que vamos sair só amanhã? Da última vez saímos no mesmo dia.
—É que as montanhas daqui são perigosas. Se saíssemos agora, estaria de noite na metade do caminho e tem bestas mágicas por lá. Só é seguro viajar de dia.
—Entendi. Nycolle, que tal passearmos um pouco?
—Sério? Certo, vou só terminar de comer.
—Você come demais. Garoto, cuidado senão ela engorda e leva todo nosso dinheiro.
—Relaxa, velhote.
Bento suspira profundamente e decidi logo ir embora
—Eu vou pagar e depois vou pra pousada descansar. Podem passear, mas não voltem tarde.
O homem sai e Marcus espera Nycolle terminar de comer. A garota comia vários pratos de macarrão com carne ao mesmo tempo.
Algumas pessoas ao redor olhavam, mas pensavam que ela era uma criança por causa da altura. Alguns cochichavam sobre como ela parecia fofa comendo daquele jeito.
Marcus só pensava que teria que ensinar ela a comer direito.
3
Após comerem, Nycolle e Marcus foram passear. Eles chegaram até um lindo campo de flores escondido entre algumas árvores.
—Que lindas!
—Eu também achei. Encontrei enquanto estávamos trabalhando. São meio escondidas... ou talvez ninguém queira vir aqui.
—Tem azuis, amarelinhas e... vermelhas! Eu amo vermelho.
—É mesmo? Eu não sabia. Vem cá, Nycolle.
—Oi? Hun?
—Achei que combinaria.
Marcus se abaixa e pega uma flor vermelha. A flor possuía uma cor viva e majestosa.
Ele coloca a flor no cabelo de Nycolle como um acessório.
—Ficou lindo.
—Agora vou usar todo dia. Se meu amor disse que gostou, sou obrigada a usar.
—Shii!! É nosso segredo, não é?
—Desculpa, hihi... tô muito feliz.
—Que bom que gostou.
Eles continuam olhando as flores enquanto Nycolle brinca entre elas.
Marcus respira fundo e começa a sentir uma felicidade que não compreendia completamente, mas apenas sorri e continua observando ela.
4
Depois que o sol começou a se pôr, Marcus voltou junto de Nycolle para a pousada e encontraram Bento bebendo cerveja.
—Voltamos, velhote.
—E aí, moleque? Vamo beber uma comigo?
—Eu não bebo, velho doido. Eu vou pro quarto com ela, só passei pra avisar. Vamos subir, Nycolle.
—Vê se não apronta nada, hahaha.
—Cala boca, velho bêbado.
A garota não entende, e Marcus a puxa antes que Bento diga algo desnecessário.
Ao entrarem no quarto, Marcus se deita cansado.
—Ai... que dia trabalhoso.
—Já vai dormir? Ainda tá cedo.
Quem aparece de repente no quarto é a mesma mulher de mais cedo, que passava por ali.
Ao vê-la, Nycolle segura a vontade de fazer algo e apenas senta na cama. Marcus olha aliviado ao perceber que ela estava se comportando.
—Ainda não, só vou me deitar mesmo. Acabamos nos encontrando de novo, não foi?
—Foi sim. Eu trabalho aqui de garçonete. Precisa de alguma coisa?
—Não, muito obrigado. Na verdade... se encontrar um velho bebendo sem parar, manda ele não exagerar porque vamos sair cedo.
—Hun, entendi. Vou avisar sim. Qualquer coisa, me chame.
Após a mulher sair, Nycolle vai em direção a Marcus e diz emburrada:
—Não gosto dela. Começa assim e depois você vai dar mais atenção pra ela.
—De novo isso? Não precisa disso.
Marcus se levanta e leva Nycolle até a cama dela para fazê-la dormir.
—Acho que está na hora de dormir. Você não precisa se preocupar com isso, confia em mim, tá? Meu amor.
—Ha... sim... eu confio. Boa noite.
A menina cora e depois se deita.
Marcus fica aliviado e sai de fininho do quarto, indo até o quarto de Bento. Ao chegar lá, o homem estava deitado.
—Bebeu muito né, velhote?
—É você, garoto? Pensei que era a garçonete trazendo mais cerveja. Eu ainda aguento muita bebida. Imagino que queira falar algo. O que foi?
Marcus entra com uma cara que dizia tudo, e Bento rapidamente percebe.
O garoto tremia um pouco de nervoso e medo.
—Vou ser direto... eu não sou desse mundo.
Bento se espanta levemente. Marcus é quem fica mais chocado com a reação dele. Para o garoto, Bento brigaria por ele ter escondido aquilo.
—Deixa eu me explicar. Quando eu te encontrei na minha carroça, eu já sabia de tudo. A notícia já tinha se espalhado e você era praticamente igual ao homem do cartaz, só que eu não queria acreditar. Bom... quero escutar de você. Você realmente tentou sequestrar a princesa e queimar o castelo?
Marcus engole seco. As memórias não o deixavam confortável, mas era necessário.
Ele respira fundo e começa a falar.
—Não. Na verdade é tudo um mal-entendido. As pessoas, por algum motivo, me odeiam. Eu salvei a princesa. Sei que é difícil acreditar, mas foi isso. Depois teve o ataque ao castelo e, mais uma vez, eu salvei ela. Só que no outro dia tentaram me matar. Eu contei somente para a princesa Lola sobre eu ser de outro mundo, mas alguém deve ter ouvido e depois armaram uma armadilha para me matar.
Bento o encarava em silêncio, o que fazia Marcus pensar que ele não acreditaria.
Mas então o homem abre um sorriso e relaxa a postura.
—Eu acredito em você e fico feliz que confiou em mim para contar isso. Eu ia te entregar para a guarda real... fico feliz de não ter feito isso. Vá dormir. Eu já bebi muito e vou descansar. Amanhã te contarei tudo que quer saber.
Marcus sai e vai para o quarto dormir.
Mas atrás da porta, a mulher que ele encontrou mais cedo havia escutado tudo sem que ele tivesse percebido.
5
No meio da noite, enquanto dormia, Marcus escuta a voz novamente.
Só que dessa vez ela estava completamente alterada.
"Mate aquela mulher!"
"Mate ela!"
"Mate todos!"
A voz repetia aquilo sem parar.
Marcus acorda assustado ao ouvir um grito.
O garoto desperta suando frio. Uma sensação horrível percorre sua espinha.
Ele sentia medo.
—Haa... o que foi isso?
Ele vê Nycolle levantada apontando para a janela.
Quando Marcus se vira, as pessoas do vilarejo estavam com tochas nas mãos enquanto gritavam:
—Matem o invocado!
Mais uma vez, tudo estava se repetindo.