Informação: Oi, se você tá lendo isso, eu tô começando a criar essa história e espero que goste. Se passa em um mundo alternativo, eu sei que é meio genérico, mas foi a ideia. O personagem é brasileiro, mas a história vai ser mais anime mesmo, só que ainda vou colocar nosso Brasil nela. Sou bem novo escrevendo, então se achar que falta algo me diga, por favor.
Aviso: As falas são aquelas que possuem —, e o resto é meio que narração ou pensamentos.
Novos capítulos: Como tô começando agora, vou tentar lançar ao menos 1 todo dia e vou tentar fazer meio grande, mas tenho que pensar um pouco antes.
1
Marcus, ao ver aquelas pessoas, sentiu tanto medo ao lembrar de tudo que havia acontecido que nem conseguia se mexer. Em sua cabeça, repetia sem parar:
— Não... não... de novo não...
Mas quem o tirou daquele desespero foi a garota que estava ao seu lado. Ela rapidamente segurou sua mão e começou a puxá-lo.
— Temos que ir agora!
Nycolle puxou o garoto, que ainda estava apavorado. Os dois correram até o quarto de Bento.
— Moço velho, temos que fugir!
— Eu já imaginava. Por isso já arrumei tudo.
Ao chegarem lá, Bento estava usando uma roupa que lembrava a de um aventureiro. Ele também estava com as malas prontas. Realmente, já sabia que aquilo poderia acontecer.
— Temos que correr. A carroça está lá no armazém. Fujam pelos fundos e eu vou buscá-la.
— Hã? Espera, o quê?
— Certo!
Nycolle disparou levando Marcus para a saída. Enquanto isso, os moradores começavam a incendiar a pousada, e o estado mental de Marcus só piorava. Ele começou a tremer e segurou a mão de Nycolle com força.
Ao chegar à porta, a garota a chutou e saiu correndo com ele.
— Vamos sair daqui. Não se preocupe.
Ela correu em direção a Bento, que já havia trazido a carroça.
— Estão fugindo! Peguem eles! — gritaram os moradores.
Enquanto Nycolle levava Marcus, os moradores começaram a lançar magias contra eles. Ao ver aquilo, o garoto ficou levemente empolgado. Eles realmente estavam lançando bolas de fogo. Por um instante, isso o afastou de seus pensamentos ruins.
Mas logo depois, um feitiço atingiu sua perna.
— AAAAAH!
— Acertamos! Avancem!
— Marcus!
Nycolle rapidamente o segurou, e então Bento apareceu, mandando que ela o colocasse na carroça. Assim que subiram, ele partiu em disparada, passando pelo meio dos moradores.
— AAAA!
— Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui.
— Por que sempre comigo? Eu não aguento mais...
O garoto chorava de dor. Parecia que seu corpo inteiro estava queimando, mesmo que o ferimento estivesse apenas na perna. Era agonizante.
Nycolle se enfureceu.
Enquanto escapavam em alta velocidade pela montanha durante a noite, surgiram bestas mágicas. Eram como enormes cachorros. Seus pelos refletiam a luz da lua e, à primeira vista, pareciam bonitos. Porém, eram extremamente perigosos, possuindo presas e garras gigantes.
— Droga!
Bento se desesperou ao vê-las e tentou pensar em uma solução.
Mas Nycolle simplesmente saiu da carroça.
— Eu resolvo isso. Leve o Marcus.
Uma das bestas correu em sua direção.
— Submissão.
Instantaneamente, o animal parou e caiu no chão. Ao redor, todas as outras bestas fizeram o mesmo.
Bento arregalou os olhos.
— O quê...?
— Vá!
Sem questionar mais, ele obedeceu e partiu com a carroça.
— Vai ficar tudo bem, meu amor...
Nycolle observou a carroça se afastando. Então, com um olhar furioso, encarou o fogo consumindo o vilarejo.
Tentaram matá-los.
Então ela os mataria.
— Amiguinhos... vocês não sentem inveja? Eles podem ter tudo aquilo que vocês não têm. Que tal fazê-los pagar?
Os animais se levantaram.
Como se estivessem hipnotizados, seus olhos ficaram tomados por uma fúria distorcida.
Então partiram em direção ao vilarejo.
2
Nycolle retornou ao vilarejo acompanhada pelas bestas.
Ao vê-la, alguns moradores tentaram atacá-la.
Mas as bestas atacaram primeiro.
O local mergulhou no caos.
— AAAAH!
— Não! Por favor!
Bestas mágicas destruíam tudo pelo caminho e devoravam pessoas. Nycolle apenas caminhava calmamente enquanto observava.
Casas queimavam por toda parte.
O vento soprava forte.
O sangue se espalhava pelo chão.
Os gritos não cessavam.
Alguns guardas lançavam magias contra as criaturas, mas era inútil.
— Fogo! AAAA!
— Me ajude, por favor!
— Claro. Você... devore a cabeça dela. Sem uma morte dolorosa.
— O quê? Não! Fique longe de mim!
Em um instante, a fera obedeceu e arrancou a cabeça da mulher com uma mordida.
Então Nycolle percebeu alguém escondido no jardim onde ela e Marcus haviam passado algum tempo juntos.
Era a mesma mulher que havia tentado se aproximar dele.
— Então é você...
— Sim... sou eu... por favor, me poupe. Eu não roubei ele de você, como prometi, não foi?
— Pode até ser. Mas quem foi que fez tudo isso acontecer?
— Espera, vamos conversar...
— Calada.
Enquanto encarava a mulher com raiva, alguns Veados Folhados apareceram em meio ao caos.
Nycolle começou a acariciá-los.
— Já sei. Amigos, essa mulher tentou roubar alguém importante para mim. Isso me deixou com muita inveja. Vocês poderiam me ajudar?
As criaturas de olhos enormes e escuros a encararam.
Logo, mais algumas apareceram.
Ao todo, dez cercavam a mulher.
— Garotinha, espera um pouco...
— Não me chame de garotinha.
Nycolle lançou um olhar frio.
Os veados avançaram.
— AAAAH!
Um deles atravessou a barriga da mulher com os chifres.
Os outros começaram a pisoteá-la sem parar.
Era possível ouvir ossos quebrando.
Nycolle apenas observava.
— Que pena... mancharam um lindo campo de flores.
O vento soprou.
A flor que Marcus havia colocado em seu cabelo voou.
Ela ajeitou os cabelos e observou a flor se afastar.
Ao fundo, o vilarejo inteiro queimava.
As bestas rugiam.
O sangue manchava as flores.
E, em meio a tudo aquilo, Nycolle apenas sorriu.
— Eu sou a Pecadora... Nycolle, a Inveja.
3
O homem que conduzia a carroça carregando o garoto ferido seguia o mais rápido que podia.
Enquanto desciam a montanha, ouviu um barulho ao longe.
Pensou que fossem mais bestas.
Mas era Nycolle.
— O quê? Como você fez isso?
— Não importa. Continue andando.
Ela tentou subir na carroça, mas Bento se afastou.
— Não acho seguro para o garoto. Não vou levar você.
Nycolle fez uma expressão irritada, mas respondeu de forma aparentemente gentil:
— Se eu quisesse fazer mal a vocês, já teria feito. Eu gosto do moço Bento... ou posso te chamar de Vulto Sangrento?
— Como você...
— Eu me revelei naquela hora, mas pelo visto você não. Realmente não contei muitos detalhes sobre mim, mas fui bem objetiva. Pelo que vejo, você mentiu para ele.
Bento ficou chocado.
A garota exibiu um sorriso.
Ele fechou os punhos e cerrou os dentes.
Parecia que os dois iriam brigar.
Mas Marcus os interrompeu.
— AAAH!
Os dois imediatamente se preocuparam mais com ele do que com a discussão.
Por enquanto, continuaram a viagem.
Bento observou as montanhas e viu o enorme incêndio consumindo o vilarejo.
Depois voltou a conduzir a carroça.
Nycolle se aproximou de Marcus.
— Nycolle, o garoto não é deste mundo. Acho que te devo contar isso.
— Realmente. Alguém perdido como ele, que fica surpreso com tudo como uma criança, não poderia ser daqui. Mas por que me contou?
— Porque você quer protegê-lo tanto quanto eu. Vou guardar seu segredo, e você guarda o meu.
Ela ficou em silêncio por alguns segundos.
— Entendo.
— Eu também não sei o que ele passou. Mas esse garoto vai precisar de nós dois.
— Certo. Não quero nem imaginar o que ele faria se descobrisse.
Os dois se calaram.
Bento continuou dirigindo.
Marcus continuava sofrendo com a dor e com os próprios pensamentos.
Nycolle colocou a cabeça dele em seu colo e começou a cantar uma bela canção.
Ao fundo, no topo da montanha, o enorme incêndio consumia o Vilarejo Estrela.
As bestas uivavam para a linda lua cheia daquela noite.