Um Ladrão Medieval no Século 21
Criado por: Gabriel dos Santos S. (John Palmer)
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[Escritório de Reunião da Keotic. 2:31 da tarde, 20 de fevereiro de 20xx]
– A Reunião está encerrada, continuaremos o tópico de marketing e finanças após recebemos os relatórios dos setores referentes – encerrava a fala Jung Jun-young, pai de Jung Tae.
Conforme os acionistas saiam da reunião, Jung Jun-young e Jung Min-bin (Tio de Jung Tae) ficaram até o final e se sentaram novamente.
– Jun, isso não vai dá certo, o Jung Tae está cada dia mais sendo um inútil. Temos sorte de termos o Han-gyeoul levando a sério a empresa… *suspiro* precisamos decidir o que fazer perante a imagem da empresa – dizia preocupado Min-bin.
– Eu tentei várias vezes fazer ele estudar e se dedicar, mas ele só quer saber de jogos e coisas irrelevantes, eu acho que ele nem tenta realmente se empenhar para assumir a herança da família… – respondia com a mesma preocupação Jun-young.
Eles ponderavam sobre a situação.
– Não podemos ter um filho irresponsável atrelado a nossa empresa, mas acho que seria cruel demais e ruim pra imagem da empresa somente expulsar meu filho da família. Imagine o que as matérias falariam que um dos herdeiros foi expulso da empresa... – dizia Jun-young com as mãos na cabeça.
Min-bin então se lembrou de algo:
– Tenho uma ideia, lembra da noiva de Jung Tae? E se a gente fizesse uma proposta para a família Bae? Pagaremos a bolsa de estudo da Bae Si-bin para eles continuarem noivos e morarem em um apartamento juntos. Nisso após o termino da faculdade, a Bae deveria um favor para a gente, e se livraríamos do meu sobrinho sem afetar nossa imagem – explicava Min-bin de forma didática.
Jun-young pondera por um momento, e acena com a cabeça.
– Então vamos fazer o seguinte, assim que ele chegar em casa… eu e você… – disse Min-bin explicando o plano.
[Han River Academy, Coreia do Sul, Seul. 5:20 da tarde, 20 de fevereiro de 20xx]
Após saírem da sala, Su-Bin leva Tae até um corredor e vira numa sala onde não tem nenhum aluno. Ela se vira para ele incrédula.
– O que você tinha na cabeça? Tentando comprar briga com o Seo Da-eun? Não sabe que ele tem uma influência grande na escola? – disse andando de um lado para o outro Su-bin.
Agora, qual deveria ser meus próximos passos? Sei que vim de uma família rica e as coisas estão relativamente tranquilas, esse corpo não parece ter um bom físico e esses caras devem achar que sabem como brincar de ser imperador. Vai ser divertido esmagar o ego deles.
Nesse tempo, Su-bin puxa a orelha de Jung Tae com força, para trazer ele de volta a realidade.
– Espero que não esteja me ignorando! Isso é uma situação séria que envolve algo que você não tá preparado. Vamos pedir desculpas para o Seo Da-eun – ordenava Su-bin com uma expressão mais séria que a de costume.
Quem essa idiota pensa que é para falar assim comigo? Sério que o antigo dono desse corpo era tão retardado a ponto de deixar uma garota falar assim com ele? Não é a toa que ninguém parece ter o mínimo de respeito por você.
Nesse momento, Jung Tae tira a mão dela da orelha e diz:
– Vamos deixar algo bem claro aqui, eu não vou pedir desculpas para aquele imbecil, não faço a mínima ideia de quem ele seja e muito menos o que ele quer com essas ameaças idiotas dele – dizia num tom sério Jung Tae.
Su-bin, começou a se sentir desconfortável pelas falas de Jung Tae, ele nunca havia falado ou desobedecido ela antes, Jung era sua porta de entrada para conseguir sucesso. Ela poderia odiar esse noivado, mas era uma oportunidade de vencer na vida.
– Quem é você? Você é realmente o Jung Tae? – perguntou Su-bin, analisando o rosto de Jung Tae.
– Não, eu não sou mais o antigo Jung Tae, esse morreu. Agora sou uma nova pessoa que não vai cometer os mesmo erros que o anterior cometeu – afirmava Jung Tae.
Viver como um covarde? Sendo feito de chacota por outros idiotas? Isso é ultrajante e retardado. Eu não vim aqui para ser seja lá o que a sociedade espera de mim, eu vou viver livre e fazer minhas próprias escolhas… afinal, eu tenho um propósito aqui. E ele, com certeza, não tem nada a ver com que os outros pensem sobre.
– Eu sei bem o por que somos noivos, não é uma questão de amor e confiança, e sim por conveniência, você não gosta desse noivado e nem eu, então vamos apenas se tolerar para isso passar o mais rápido possível – disse de forma fria Jung Tae.
“O que aconteceu com o antigo Jung Tae? Ele realmente bateu a cabeça em alguma quina forte que fez ele mudar de personalidade? Calma… respira Su-bin, não se deixa cair nessa armadilha, tem que ter alguma explicação lógica” pensava Su-bin enquanto olhava para o chão.
Mesmo que eu tenha dito isso, eu na verdade não sei direito onde estou, a vadia (professora) dizia coisas estranhas como computadores, marketing e software, seja lá o que demônios isso significa, preciso aprender sobre esse mundo o mais rápido possível. Talvez explorar uma biblioteca seja uma boa escolha?
– *Suspiro* isso não vai levar a lugar nenhum… tudo bem, vamos discutir isso no caminho, nem sei bem o que aconteceu com você para mudar tanto, mas vou te avisar uma coisa… meu objetivo é melhorar minha vida e ser alguém de sucesso – disse de forma clara Su-bin.
– Essa Sombra não tem objeções – disse Jung Tae ainda carregando alguns hábitos de sua memória.
Ao ouvir a palavra “Sombra”, Su-bin se virou e ficou encarando o Tae, pensando que ele realmente tenha batido a cabeça e perdido as memórias. Dado a sua mudança de personalidade.
– Vamos sair daqui, o carro deve estar esperando você, ficamos tempo demais aqui – disse Su-Bin enquanto saia da sala.
Jung Tae seguiu ela, se perguntando o que seria um ‘carro’, já que ele nunca havia visto ou experimentado um antes, enquanto andavam no corredor, Seo Da-eun estava por perto com um de seus amigos, ele parecia desesperado e nervoso.
– Tem que está por aqui! Eu tinha uma carteira com 27 mil Won! Eu preciso desse dinheiro para pegar um Zuber! Procurem por todos os lugares – Exclamava com desespero Seo Da.
Jung Tae e Su-bin passaram por ele, quando o Seo Da se virou para eles.
– Jung Tae, não pense que o problema acabou, eu vou ter certeza de livrar a Su-bin de suas garras – ameaçou Seo Da enquanto apontava o dedo em direção a Jung.
Tae apenas deu uma risadinha, enquanto caminhava no corredor junto a Su-bin, que sussurrou no ouvido dele.
– Ei, não se meta em nenhum problema, já estamos em um cenário péssimo depois de você ter falado demais – sussurrou Su-bin.
De repente um dos amigos dele aparece com a carteira perdida de Seo Da, mas ao abrir a carteira, não tinha nada nela. Vendo a situação, ele imediatamente disse ao garoto que achou a carteira para ir com ele pra diretoria.
– Você acha que eu roubei a carteira? – perguntou o garoto incrédulo.
– Se você não roubou nada e é inocente, por que está ficando nervoso? Vamos apenas ver as câmeras para achar o real culpado – disse em tom amigável, mas que por trás revelava o tom sério da situação.
Enquanto Seo Da levava o garoto a diretória, do lado de fora, Jung Tae e Su-bin estavam dentro de um carro, seguindo em direção a residência de Jung Tae.
Essa caruagem... não é muito rápida? Como ela se locomove sem cavalos? Esse mundo tem magia também? Parece ser o caso… se tem magia aqui… então… o que seria esse livro brilhoso na mão da Banda sunga?
Jung Tae observava Bae Su-bin mexendo no celular enquanto o carro se locomovia, ele nunca havia experimentado a tecnologia humana no século 21, e isso estava o deixando curioso.
Os movimentos dos dedos de Su-bin faziam com que ele sentisse mais e mais vontade de experimentar esse mundo. Ele então sentiu uma vibração em seu bolso, ele rapidamente se assustou procurando de onde vinha o som.
Fazendo Su-bin se assustar também:
– Ei? O que houve? – ela perguntou curiosa.
– Tem alguma coisa vibrando e não consigo entender o que é! Parece que meu corpo tem alguma coisa! – disse Jung Tae se remexendo todo.
– Idiota, isso é seu telefone, por que está fazendo tanto drama? – perguntou Su-bin.
Então, quando eles menos esperavam, o motorista fez uma curva brusca que jogou Jung Tae na direção dela, com ele colocando a mão na porta do carro, e com a outra mão na coxa dela. Com seus rostos bem perto um do outro.
– Me desculpem pela curva brusca, tá todo mundo bem? – perguntou o motorista olhando pelo retrovisor.
Su-bin, sendo totalmente séria, ela não se deixaria se levar por esse tipo de mal-entendido, então ela provavelmente vai entender que-
– P- Pervertido! O que tá fazendo! – ela diz empurrando Jung Tae com o rosto um pouco corado, enquanto recuperava a postura.
“O que esse garoto tá pensando? Ele usou essa situação para se aproveitar de mim? Não deixarei isso acontecer!” pensava Su-bin se virando para o Jung Tae.
Para sua surpresa, Jung Tae estava indiferente… afinal… ele tinha 0% de experiência com romances, ele nunca teve uma companheira para entrar em um romance, então qualquer situação envergonhada, faria 0 diferença no final.
– movimentos bruscos desse tal ‘carro’ faz isso?! Interessante… ah, Su-bin, você disse que esse era meu celular? – perguntou Jung pegando seu celular que tinha caído no sofá.
– Você tá de brincadeira? Por que parece que você perdeu as memórias? Perguntando sobre tais coisas… mas espera… – antes de concluir o raciocínio ela ponderou:
“Parece que ele realmente perdeu as memórias, ele era do tipo de garoto que prefere evitar conflitos e se envergonha fácil, mas esse Jung Tae… me parece o total oposto, ele nunca buscaria briga, resolver conflitos com deboche ou não ficar a viagem toda mexendo no celular… pelo contrário, ele ignorou ele desde que saímos da sala de aula…” pensava Su-bin enquanto colocava a mão no queixo.
Jung pegou o celular e viu a mesma tela semelhante de Su-bin, entretanto ele não compreendia o que cada um daqueles aplicativos significava ao certo, já que tinham nomes que ele nunca ouviu falar.
Ele tentava mexer neles, mas acabou que era mais confuso que ele imaginava, os teclados e as palavras eram estranhas para ele, embora entendesse como funcionava a escrita coreana, ainda era difícil para ele se acostumar a executar ações no telefone.
– Isso me faz pensar… Sunga-bin, por que você está vindo na minha casa? – perguntou Jung Tae enquanto tentava entender o celular.
– Sunga? Por que tá perguntando isso agora? – ela questionou.
– É apenas estranho você está vindo até nossa residência, não me diga que moramos juntos? – retrucou de volta o Jung Tae.
– O que? Você tá louco? Por que eu dividiria um quarto com você? – perguntou incrédula Su-bin.
– Se não, qual o motivo da visita? – ele insistiu mais uma vez,
– *suspira* Seus parentes me chamaram, falando que tinham algo importante a discutir… embora eu esteja preocupada que isso afete minha família financeiramente… – ela fala em tom de preocupação.
– Parece que envolve dinheiro… – ele diz de forma neutra.
Espera, se eu ajudar ela agora… então ela pode ser uma peça importante no tabuleiro! Posso fazer ela me dever um favor… vou desperdiça um pouco… mas já tenho muito hehe.
– Se é sobre isso, não precisa se preocupar, eu posso te ajudar, desde que você me ajude depois – ele disse tirando uma carteira do seu bolso.
– O que quer dizer? Você que eu deva um favor ou algo assim? – ela perguntou.
– Eu tenho bastante que consegui recentemente, então toma aqui um pouquinho do que eu tenho – dizia orgulhoso Jung Tae enquanto entregava uma nota de 1k won.
Agora que ajudei ela com uma alta contagem de dinheiro, devo tentar ver qual favor vou pedir a ela… tive sorte que aqui nesse lugar, as moedas agora são papéis e tem vários 0, ela deve está emocionada ago-.
O pensamento de Jung Tae é interrompido após um tapa de Su-bin em sua nuca.
– Idiota! O que eu deveria fazer com essa merreca? Você quer brincar com a minha cara? Eu não estou brincando! – disse Su-bin irritada.
– Humph, bem que dizem que existem pessoas gananciosas… tudo bem, toma aqui mais 500 wo- – é interrompido por outro tapa na nuca.
– O que eu vou fazer com apenas 1500 won?? Isso não serve nem para comprar arroz! – exclamou a garota indignada.
[1,00 R$ equivale a aproximadamente 276 won: Cotação no dia 14/02/26]
– Sua… já que você não aprecia minha gentileza… então – ele levanta a mão e…
Jung Tae coloca mais 2k de won em cima do banco do carro, os dois ficam encarando o dinheiro por um tempo.
– É pegar ou larga, sobre o favor, quero que me ensi- – antes dele tentar responder, Su-bin, que era em tese uma garota exemplar, pular na direção de Jung Tae.
– Idiota! Leve a sério os sentimentos dos outros! Imbecil! Cafajeste! – ela ofendia com raiva.
Que merda essa maluca tem na cabeça!
Após as brigas, ambos chegam na casa da família Jung descabelados e com as roupas amassadas, onde são recebidos por mordomos, e Jung Tae não podia acreditar que tudo aquilo parecia mais impressionante que o seu antigo mundo.
Carruagens que andam só, aparelhos tecnológicos e nenhum sinal de violência ou brigas… algo que era constante em sua vida de crimes.
Na mansão, eles vão direto para a sala de jantar, os mordomos abrem os portões, e ao entrar, são recebidos por Jung Min-bin e Jun-young, que já estavam saboreando o jantar.
Ambos cumprimentam os anfitriões em respeito.
Minhas aulas de etiquetas, até que não foram inúteis.
– Se sentem, não precisam manter a formalidade, e aproveitem o jantar – dizia Min-bin em tom solene para ambos.
Eles se sentaram na mesa e os garçons serviram a comida para os dois, com uma elegância tremenda. Tanto Su-bin quanto Tae, podiam sentir que tinha algo errado nesse jantar, embora eles tinham visões diferente do problema.
Após minutos gritantes de silêncio, Jun-young falou primeiro:
– Como sabem, o motivo de eu chamar vocês a mesa não foi por um simples capricho propriamente dito, mas espero que esse jantar tenha sido do agrado de seus paladares – dizia Jun-young, tentando acalmar a atmosfera.
– Sim senhor Jung Jun, eu agradeço o convite em comer diante de tamanha conformidade – respondia com cordialidade.
– Não parece ser a mesma menina que tava no carro – sussurrava Jung Tae.
Ouvindo o sussurro, a Su-bin dá um chute na perna do Jung Tae, que geme um pouco.
– Vou ser bem direto com vocês, a nossa decisão aqui hoje é baseado explicitamente em meu sobrinho, o Jung Tae – explicava Min-bin.
Do jeito que as coisas tão indo, não parece que vai sair algo positivo, eu imaginava que me dariam dinheiro ou uma algum condado para mim governa, como sou filho, devo ter um direito mí-
– A partir de amanhã. Vocês vão morar juntos no mesmo apartamento que aluguei para vocês, e senhorita Su-bin, não se preocupe com suas despeses, estarei bancando elas até o final da sua faculdade e manterei o emprego dos seus pais normalmente – explicava Min-bin.
– E complementando o que meu irmão disse… Jung Tae, você está oficialmente banido da família Jung, sua falta de esforço e responsabilidade com a família, não atendem ao valor da família – disse Jun-young com uma expressão neutra.
Hum… não é como se fosse tão ruim assim, talvez seja positivo eu poder ter liberdade, a ser um fantoche dessa família problemática.
– Se essa é a vontade dos chefes da família, não tenho o que reclamar, amanhã vou pegar minhas coisas e sair desse lugar – disse Jung Tae com uma expressão neutra.
Os três olharam com certa surpresa o Jung Tae ficar indiferente, imaginavam que ele faria baderna ou imploraria, mas… ele apenas aceitou sem qualquer resistência?
– *tosse* E você, senhorita Bae Su-bin, concorda com o acordo? – perguntou Jun-young.
– Sim, eu não tenho objeções da decisão dos senhores – ela respondeu num tom de alívio.
O restante do jantar ocorreu sem grandes “problemas”, após isso, Jung Tae levou a Bae Su-bin até saída, onde um dos motoristas a aguardava para levar ela pra casa. Antes dela partir, ela abordou ele:
– Jung Tae, quero conversa com você rapidamente – disse ela se aproximando e sussurrando algo no ouvido dele.
Enquanto isso…
[Residência da Família Seo, 10:21 da noite. 20 de Fevereiro de 20xx]
Seo Da-eun está em seu quarto revendo as imagens da câmera da escola, e uma câmera da sua sala de aula chama a atenção, quando ele iria dá o soco em Jung Tae, Su-bin puxou o Jung Tae da cadeira fazendo eles esbarra… e no momento que eles se encostaram, um movimento estranho aconteceu.
Após pausar e rebobinar o vídeo, ele chegou a conclusão que quem tinha roubado o dinheiro de sua carteira era… Jung Tae. Ele pensou em denunciar ele para a escola… mas a câmera pode não ser provas suficientes, e o Jung Tae poderia usar a família dele para livrar ele da situação. Afinal, por que alguém tão rico roubaria meros 26 mil Won?
“Então seu objetivo era querer me ferrar… Jung Tae, pode ter certeza que eu vou me vingar, e tomar sua noiva… vou ter certeza que se arrependerá de tentar ir contra eu” pensou Sae Da-eun.
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Fim do Capítulo 1
Escrito por: Gabriel dos Santos S. (John Palmer)