No nosso mundo é possível ter poderes. Aqueles que possuem são chamados de usuários de poder. Entretanto, há um preço a ser pago por isso.
Toda pessoa que obtém um poder para si torna-se alguém esquecido e inexistente perante o mundo comum. Amigos e familiares, e quaisquer outras pessoas, perdem as memórias que possuem de alguém assim; a ponto de terem a certeza de que nunca o viram antes.
Ser obrigado a ver todos os vínculos desaparecerem, de uma hora pra outra, é uma situação que tende a acarretar um sofrimento psicológico devastador.
O que acaba restando é seguir em frente: construir uma nova vida e conhecer novas pessoas, ou mesmo tentar se fazer conhecido de novo, do zero. Ainda assim, lembranças só podem ser recuperadas através do ato de se conseguir um poder.
A fim de prevenir que um caos ocorra, foi posto um selo, em escala mundial, que impede os usuários de demonstrarem seus poderes perante todos que os desconhecem; servindo como uma cortina separadora entre ambos grupos.
O selo opera para manter e preservar a segurança geral, bem como o sigilo de identidade dos usuários de poder. Só o ultrapassar dos seus limites já é o suficiente para alguém comum ter a sua existência apagada.
Nem todos se agradam ou se conformam. Opiniões divergem. Há quem deseje destruí-lo, em prol da desordem e do caos. Outros defendem a ideia de sua inativação, desejosos de que o mundo saiba a verdade e veja. Todavia, independente da vontade alheia, existe um governo que, há muito tempo, o protege firmemente.