–Éva– tem certeza...não tem outro jeito?...
–Elizabeth Vounyr– é a única que coisa pensei agora analisando todas as circunstâncias...estou aceitando sugestões...
–Éva– uff...vamos logo...estou contando com você, Elizabeth.
–Elizabeth Vounyr– digo o mesmo, Éva.
Ela tomou a iniciativa correndo e chamando a atenção da criatura que não hesita nas magias de gelo. Eu corro até a saída e, realmente a uma escuridão abaixo do gelo, saco minhas espadas e assumo minha posição. Eva desfere chutes empurrando a criatura há minha direção, as expressões de dor eram evidentes devido as feridas, mas ela não parava pois sabia que essa é nossa única chance. Assim que a criatura está bem perto, lanço um corte de magia no teto que o faz desabar e o chão quebrando; Éva pula sobre a criatura até chegar ao meu lado exausta e o grande aracnídeo é engolindo pelo breu.
–Elizabeth Vounyr– con... consegui—
O chão quebra onde estou e caio em direção a cratera, onde a história se repetiria só que sozinha desta vez...fecho meus olhos aceitando meu destino, porém.
–Éva– te peguei...desta vez...
Ela alcançou minha mão, segurando com toda sua força restante e puxa-me de volta, não tendo mais energia ela desmaia de exaustão. Guardo minha espada e carrego Éva para fora deste lugar.
Voltamos ao nosso mundo rochoso que pelo menos não está abaixo de zero. Coloco Éva no chão com cuidado e retiro minha capa para cobri-la, o problema é que estamos sem comida, congelando e estou esgotada, me sento ao lado de Éva e começo a adormecer. Começo a rezar que nada nós ataque.
–Então... você que é meu cavaleiro pessoal? Não esperava que fosse uma mulher, não querendo ofendê-la.
–Elizabeth Vounyr¬¬– sim, sou Elizabeth Sardet Vounyr, serei sua guarda-costas daqui para frente.
–Sardet Vounyr...a família mais poderosa que ajudou a construir este reino está aqui para me servir. Siga-me, vou aonde nós vamos nos aposentar.
Eu fui designada a proteger a filha do ministro das finanças, lady Cecilia, porque ela sofreu uma tentativa de assassinato já que ela é uma maga e, infelizmente, o reino está perto de ter uma guerra-civil entre magos e não magos.
–Cecilia– por curiosidade, por que se tornou cavaleira? Deve ter um bom motivo abandonar uma vida luxuosa para uma cheia de aventuras e riscos.
–Elizabeth Vounyr– sim, mas é pessoal.
–Cecilia– simples e direto. Já entendi, você está só aqui para fazer seu trabalho. Vão ser dias bem chatos.
Errada ela não está, só vim a serviço e por motivos pessoais. Durante o trajeto ao cômodo, ela me conta como é casa dela de todas as entradas, a cozinha, a sala particular do ministro das finanças, entre outros. Ao entrarmos no seu quarto, ela retira seus calçados e senta-se na cama.
–Cecilia– humm...vai ser estranho ter alguém me seguindo todo canto e dividir o mesmo lugar de descanso.
–Elizabeth Vounyr– não se preocupe, não estarei presente nas aulas ou quando sair com alguém.
–Cecilia– quem dera ir para aula, depois que aconteceu comigo meu pai proibiu de ir para a academia, agora estou tendo estudo em casa, e sair com meus amigos? Ele só vai pensar em deixar se você for junto. Ele tem pavor de eu ir apenas no jardim de casa. Sente, está me dando agonia de ver de pé.
Me sento na outra cama.
–Elizabeth Vounyr– compreendo seu pai, ele tem apenas medo de perder sua filha. E entendo sua queixa, ter sua vida restrita e estar em perigo. Diga-me, lembra como era o assassino e porque ele a quis especificamente?
–Cecilia– eu... eu não sei, estava de noite e ele estava com roupas escuras. A única coisa que me lembro foi... seus olhos... seus olhos vermelhos que emanavam uma raiva, um ódio acumulado que parecia jogar tudo em mim...
Ela tremia de medo; esse ser tem feitos vítimas de magos que tinham alguma relação à política, seria algum opositor? Ajoelho-me a sua frente e seguro sua mão com todo cuidado e fixo meu olhar em seus olhos negros.
–Elizabeth Vounyr– não precisa preocupar-se, lady Cecilia, estou aqui para protegê-la nem que isso custe minha vida. Sua vida está na palma da minha mão.
Suas bochechas avermelharam de leve e seus olhos negros ganharam um brilho que deram a vida a janela da alma, ela recua sua da minha.
–Cecilia– ótimo, não espero menos que o mínimo. Se me der licença, eu preciso descansar.
Ela se aconchega na cama e eu fecho as janelas. Puxo uma cadeira até a porta e sento-me para bloquear a entrada; saco minha espada e espero qualquer possível invasor. As horas passaram-se e começo a cair no sono, não deveria só que não...consigo...me... manter...
–Elizabeth Vounyr– acordada...
Me acordo, menos exausta, com minha capa me cobrindo e ao meu lado está Éva com uma fogueira assando algo.
–Éva– finalmente acordou. tratei suas feridas, o bom que tudo foi tudo superficial.
Sento-me e visto minha capa de volta.
–Elizabeth Vounyr– deveria estar descansando...
–Éva– eu sei, porém uma de nos devia estar vigiando. Não se preocupe muito, nos magos temos uma regeneração superior a vocês, perdão se pareci superior... Pode relaxar, você me salvou e agora vou cuidar de você.
Ainda sentada, vou até a parede acomodando-me.
–A única coisa daquele lugar é que tem bastante monstros congelados, que ajuda a preservar a carne.
Eva me traz um pedaço carne e o gosto é horrível desde que chegamos aqui, mas não posso reclamar muito estando nesta situação.
–Elizabeth Vounyr– deveria poupar sua magia, vai desmaiar se—
–Éva– sou uma médica de combate, meu trabalho é salvar quem eu puder nem que custe minha, este é meu poder... este é minha responsabilidade.
Nem adianta argumentar com ela, sempre realiza objetivo mesmo estando num estado crítico e é impressionante como agir normalmente, passa impressão ser feita de aço. Estamos sentadas no lado uma da outra comendo, o silencio era notável já quela não puxava conversa. Então tento quebrar o silencio, mas com curiosidade.
–Elizabeth Vounyr– Éva, como se tornou médica de combate? para chegar neste prestígio alto deve ter tido muito esforço.
–Éva– sim. Eu sou neta que é general da unidade Asclépio. Foram anos de treinamento, arriscando minha vida e perdendo colegas no campo de batalha.
–Elizabeth Vounyr– incrível, seus pais devem estar orgulhosos de voce.
–Éva– talvez sim talvez não. Eles morreram cedo na minha frente quando criança.
–Elizabeth Vounyr– eu sinto muito... sei como é perder um familiar... quer conversar? Eu...eu acho... não, desculpa me intrometer assim.
–Éva– tudo bem.
Ele disse com um tom normal que não expressava triste olhando para frente, não continuei mais a conversa porque não¬¬—.
–Eles também eram médicos de combate, respeitados pelo reino todo.
Ela vai conversar comigo mesmo?
Minha mãe se aposentou quando descobriu gravida de mim e meu pai continuou sua carreira; éramos uma família bem comum até, porém muitos felizes. Quando meu avô recomendou que meu pai assumisse a unidade, comemoramos bastante e ele estava muito feliz, porém ele falou algo que nunca esqueci “mesmo feliz com essa notícia, nada supera quando minha preciosa filha que veio a este mundo, meu maior presente que um homem poderia ter” essas foram suas últimas palavras daquela noite. Escutei um barulho no andar de baixo e fui verificar, a janela estava aberta como se alguém tivesse quebrado, quando me virei... havia alguém, não conseguia ver seu corpo por causa da escuridão, mas aqueles olhos que emanavam um ódio que nunca senti na minha vida.
Olhos vermelhos de ódio? Seria possível?!
–Corri gritando, mas aquela coisa era muita rápido e me cortou superficialmente nas costas, uma cicatriz que carrego. Meus pais correram para me salvar, minha mãe me pegou e meu pai tentou impedi-lo, mas, como fosse nada, o partiu ao meio em um único golpe. Minha mãe tenta correr para fora pela janela, mas a criatura nos alcança e dá um soco tão forte que atravessa a barriga dela.
É realmente a mesma pessoa que fez isso. Mas porque atacou uma família tão simples?
–Me arrasto sem ter o que fazer. Ele tenta me matar, mas minha me protege com sua magia. Ele vai até ela e pisa na cabeça dela até... desculpa, estou contando detalhes desnecessários. Enfim, gritei tanto que meu avô que morava uma casa ao lado chegou e lutou contra a criatura, minha sorte que ele tem experiencia em combate militar. Resumindo agora, ele fugiu e meu avô me treinou até eu me tornar médica de combate. Desculpa se contei com tanta naturalidade, estou acostumada a contar aos meus colegas já issp que não em afeta mais...
Depois de ouvir atentamente sua história, não me aguentei e a abracei com toda minha força e minhas lagrimas escorriam de meu rosto por ela.
–Elizabeth Vounyr– eu sinto muito...você passou por coisas horríveis...
Ela em abraça também tentando me acalmar.
–Éva– tudo bem.
Ela limpa meu rosto só que não sei se foi como uma profissional ou colega.
–Já que contei minha história, conte um pouco da sua.
Me afasto um pouco olhando para ela e conto minha história. Durante o conto, ela demonstra uma leve expressão de surpresa com nosso encontro com o ser de olhos vermelhos de ódio.
–Então...quer dizer ele fez o mesmo com você...maldito demônio seja! Eu sinto muito por ela e... por sua mãe, Elizabeth.
–Elizabeth Vounyr– obrigada. Parece que nos tornamos fortes pela mesma coisa.
–Éva– agora entendo por que abandonou sua vida de nobreza. E com isso você tem todo meu respeito, Elizabeth Vounyr. Quando encontrarmos esse monstro... caso você o prenda-o, quero vê-lo, quero ver aqueles mesmo olhos que tirou a vida da minha família.
–Elizabeth Vounyr– prometo. Até pensei que você diária que queria matá-lo.
–Éva– quem dera, mas... o que adianta? Quem ele não matou não voltara, por isso que eu quero que ele apodreça na prisão morrendo lentamente, comendo o pão diabo amassou e nunca ver a luz do dia.
Deve ser a primeira vez que escuto alguém não querer vingança, mas ela realmente está certa. Ela obviamente mentiu que sua história não afeta mais, provavelmente tentando esconder atras do profissionalismo.
–Uma última pergunta. Com quem você se casou? Achei que não poderia mais já que se afastou da nobreza.
Ela aponta para minha aliança.
–Elizabeth Vounyr– ah, estou noiva da fantastica...opa...
Quando falei, Éva, pela primeira vez, demonstrou uma expressão bem expressiva de choque.
–Éva– o que foi... que eu... acabei de ouvir?
–Elizabeth Vounyr– então...
Contei a história do meu recém noivado com a maga e o motivo eu ter aceitado com facilidade. Ela apenas falou “vamos sair e encontrar as outras” e permaneceu em silencio durante a caminhada.
–Elizabeth Vounyr– olha, sei que estou sendo horrível come ela, mas—
–Éva– *suspiro profundamente* entendo seus motivos, até é um ato nobre querer paz no reino, algo que eu quero também, mas usar a independência emocional dela para seu próprio bem... não que eu me importe muito com ela porque tenho meus motivos, porém é desumano o que está fazendo com ela.
As palavras me atingiram como um soco no estomago, eu senti tanto nojo de mim que, por um breve momento, não quero mais sair da dungeon.
–Entretanto o jeito que você a beijou com aceitação, a admiração que você tem por ela e sua preocupação, parece que você se importa com ela e sente algo por ela.
–Elizabeth Vounyr– ah?! Eu nao sinto...droga, o jeito que ela é comigo e toda nossa trajetória até agora...me lembra muito ela...a ingenuidade, seus brilhos dos olhos... seu lindo rosto, o que estou falando?!
–Éva– você não negou. Se você vai aceitar esses sentimentos a escolha é sua, e se esse seu plano vai dar certo ou não...espero tenha tudo bem planejado quando saímos daqui; e vou torcer que de tudo certo para vocês.
nossa conversa termina com essas dúvidas; será o que estou fazendo é o certo? Meu plano ajudar ou acender mais as chamas da guerra do reino? Serei um ser horrível se eu negar os sentimentos da fantastica? São perguntas que tenho medo de descobrir a respostas. Passamos por uma longa fresta que nos revelou um lugar parecido com uma floresta, com arvores nunca vistas, frutos com cores estranhas, a grama verde amarelada, um grande lago no meio e o um acúmulo de cristais no topo que simulava o sol. Eva rapidamente pega uma das frutas.
–Elizabeth Vounyr– vai tentar comer isso? Ela é metade amarela e azul, qual a chance de não ser venenosa?
Eva envolve a fruta com uma aura de magia.
–Éva– analisei a fruta, não é venenosa.
–Elizabeth Vounyr– você é capaz de fazer isso?
–Éva– cavaleira, sou muito mais do que curar ferimentos, restaurar órgãos e membros decapitados, ter um porte físico que muitas invejam—
–Elizabeth Vounyr– eu já entendi, não seja a fantástica 2 por favor.
–Éva– desculpa...
Aproveitamos este lugar para nos abrigar temporariamente. Usando a natureza construir cabanas e comendo as frutas disponíveis, não eram as coisas mais nutritivas, mas pelo menos o gosto é bem mais agradável. A fogueira estava tão agradável com este ambiente vivo com cores de verdade
–Nunca imaginei que alguém ficaria feliz com o fogo. Para você ver o que este lugar está fazendo conosco.
–Elizabeth Vounyr–sim, ainda mais num lugar tão bonito. Eva, posso-lhe fazer mais uma pergunta?
–Éva– está bem curiosa sobre mim, não é? O que se trata?
–Elizabeth Vounyr– ...por que está aqui?
Ela olhou-me com uma descrença de...
–Éva– por que está me perguntando isso?
–Elizabeth Vounyr– eu estou aqui em missão de resgate da fantástica e da Yan, as duas estão aqui para tentarem se matar, de novo, a Liria é mineradora. E você? Qual objetivo da médica de combate estar em lugar como este sozinha?
–Éva– achei que nunca perguntaria, uff... eu queria conversar com você, eu preciso de sua ajuda.
Ela já é bem seria normalmente, mas algo mudou nela, uma coisa importante estava prestes a vir, ela suspira profundamente antes de falar.
–Não sabemos o futuro do reino, se vai ter ou não uma guerra, porem precisamos nos prevenir e infelizmente muitos da minha unidade e de outras abandoaram seu cargo. Desistiram por medo e, a grande maioria, por preconceito a não ajudar as pessoas não magas.
–Elizabeth Vounyr– eu não sabia disso...o que quer eu faça?
–Éva– quero sua influência ou de alguém de sua família para recrutar novos médico de combate. Sei que não está mais envolvida e já tem seus próprios objetivos, mas conhecendo você um pouco em também querer paz no nosso lar, acredito que possamos evitar futuras baixas, então...
Ela ajoelha-se abaixando a cabeça até ficar próxima do chão.
–Por favor, me empreste sua força Elizabeth Sardet Vounyr.
–Elizabeth Vounyr– ...está bem, está bem. Não precisa de tudo isso para ajudá-la. Pelo menos não é outra louca me pedindo em casamento.
–Éva– obrigada e nem te preocupa, você não faz meu tipo.
–Elizabeth Vounyr– que rude... você está confiando tanto mim.
–Éva– você já demonstrou quando confortou Liria e como se importa com e as outras, e agora conhecendo-a é... dá até para considerar uma amiga.
Nossa conversa fluía naturalmente, conhecendo mais uma à outra, que parecíamos amigas a anos. De repente o ambiente está esfriando-se, a fogueira apagou-se e o lago do absoluto nada começou a congelar. Após se congelar completamente algo o que quebra saindo de dentro, revelando-se o monstro que achávamos que tinha o derrotado. Corremos para esconder atras de uma arvore.
–Éva– ótimo, plano?
Analiso o ambiente já que não podemos jogá-lo de outro buraco. avisto um tronco de arvore que está apoiada num relevo.
–Elizabeth Vounyr– você vai esgotar toda a magia dele e vai atrair até aquele tronco, depois vai usar sua força para vira-lo expondo seu corpo e vou matá-lo.
–Éva– ...se está brincando com minha cara? de novo eu servindo de isca?
–Elizabeth Vounyr– tem ideia melhor?
Depois dela suspirar dramaticamente, ela coloca seu capuz e corre chamando a atenção do monstrao que imediatamente responde com várias magias de gelo.
–Éva– ele está bem irritadinho!
Deve ter passado uns 20 minutos e parece que sua magia se esgotou.
– Meus anos de treinamento realmente recompensaram, nem comecei a suar. Meu deus estou parecendo mesmo fantástica... que horror.
Ela sobe na arvore caída até ficar na ponta. A criatura a sugue com raiva e tenta subir na arvore. Quando o mostro sobe o suficiente, Éva canaliza toda sua força nas pernas tonificadas que a faz saltar e empurra o tronco catapultando a criatura fazendo voar até cair de ponta cabeça.
–Elizabeth Vounyr– é agora.
Corro rapidamente e subo na criatura ficando em sua “barriga”, cravo minha espada em sua carne dura e vou cortando até chegar em sua cabeça, a criatura grita agonizada de dor e sangra até morrer. Desço da criatura onde encontrasse Éva.
–Éva– foi fácil, mas nunca mais vou ser usada como isca.
de repente o lugar começou a tremer e vários gritos, rugidos, chiados e qualquer outro som não identificável ecoou pelo lugar
–O que...
–Yan-sanheng– ...caralhos foi isso?!
–Elizabeth Vounyr– Éva...