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Priska
- Violêcia não é bom moço!
Uma garota, com características humanas, sua pele é parda e o cabelo grande e encaracolado tinha dois grandes pompons bonitos, no meio dele dois chifres estavam espalhados um atrás do outro, e em poucos segundos um terceiro crescia, seus olhos eram roxos e chamativos, com pupilas que se assemelhavam a diamantes, mais abaixo dos olhos mais duas pálpebras, talvez mais um par de olhos fechados, sua boca tinha dois dentes protuberantes, como os de um coelho que ela não parecia querer esconder, ela tinha dois brincos de pedras brancas brilhantes em suas orelhas pontudas – A garota vestia um grande vestido com um algodão branco dos ombros e pescoço, claramente uma medida de combate contra o frio talvez, além de o que se assemelhava a pelagem de algum animal no fim das mangas do vestido, e em suas pernas também, seguidas de dois cascos como pés, no meio de seu vestido preso por fios pretos, um diamante brilhante que brilhava em tons roxos e rosas, ela tinha asas como uma bela borboleta, que brilhavam em cores pastéis que pendiam para mais chamativas de uma hora ou outra, além de pequenas flores irreconhecíveis presas em seu cabelo e roupa, semelhantes a girassóis.
Ela olhava para stile com um rosto que demonstrava um olhar bravo mas claramente infantil, bufando com as duas bochechas cheias de ar, Stile olha e se surpreende, ficando confuso, mas de qualquer forma colocando a mão próximo a pistola que tinha no coldre, preparado para qualquer combate.
“O que deu aí Stile?”
Ele escuta Bane, uma confusão já esperada pela situação que havia acabado de se afundar água abaixo.
- Tem um problema aqui, mas eu resolvo rápido!
Ele responde, e logo volta o olhar para a garota que ainda pairava a alguns metros de distância, de suas asas parecia sair um pouco de uma purpurina rosa conflitante com toda a situação séria que deveria ser colocada ali.
- Opa, desculpa! Mas é que tô lidando com uma coisa meio séria aqui!
Ele se aproxima, ainda cuidadoso, tentando perceber qualquer ação da garota, mas que não parecia ter qualquer vontade violenta.
- Mas não pode violência moço! Se for discutir, tem que ser conversando! Armas são ruins.
- Garota, tem vezes na vida que a gente tem que resolver coisa de uma forma um pouco diferente, mas você tá certa, armas são ruins! Por isso é bom você sair daqui.
- Não não, se você quer machucar meu amigo, eu não vou sair daqui!
Stile para por um segundo, soltando a mão do coldre, e pensando como tiraria aquela criança dali de uma forma aceitável, a verdade é que ele não sabia lidar muito bem com crianças, e as vezes até perdia a paciência.
“O que que eu faço?..”
Ela continuava olhando para ele com certa desaprovação, com sua raiva infantil estampada em seu rosto.
- Ah foda-se.
Ele sussurra para si mesmo, logo antes do próprio pegar a pistola do coldre e apontar para a criança que sobrevoava, que olha confusa para ele.
- Criança, seguinte, é um negócio importante que eu tô fazendo aqui, evitando que, sei lá, a sua família inteira morra lá embaixo entendeu? Então você vai sair daqui, voltar pros seus pais e deixar que isso aqui aconteça. Se não eu te dou um tiro.
“Não é como se um só alienígena importasse nessa altura do campeonato.”
Ela olha para ele, bufando ainda mais de braveza, e falando em um tom um pouco mais alto que antes, ela não parecia demonstrar medo, somente uma raiva infantil que crescia mais.
- Não! Eu não vou sair daqui!
- Então daí foi você que pediu.
Ele puxa a pistola com rapidez e atira, mas um tiro que passa diretamente ao lado do rosto da garota, com mira impressionante para que fosse uma distância tão curta assim, embora ela não mude de expressão continuando com a raiva fingida, como se nem tivesse percebido o perigo.
- Isso aí é o último aviso, agora xô, vai embora vai!
- Eu já disse que eu não vou!
- que seja então, vou ajudar lá embaixo mesmo.
Stile se vira e dá as costas para a garota, agora ele mesmo estava bufando, perdendo a paciência, mas o mesmo percebe que nem tinha mais o que fazer ali na situação atual sem a arma que Bane havia lhe dado, que agora provavelmente estava quebrada no chão andares abaixo.
Ele toca na escuta para falar com Bane, mas antes que possa chegar as escadas para descer, sente uma pontada forte nas costas, caindo de joelhos no chão, a sensação como se tivesse sido perfurado por uma espada de forma leviana, mas que passa até rápida demais.
- Mas que porra?!
Ele olha para trás procurando a resposta para essa dor, e consegue somente ver a garota, mas no chão atrás dele, um dos chifres dela jogados, totalmente pintados de sangue na ponta, enquanto a garota que agora faltava um chifre, já fazia crescer ele de volta.
- Eu disse que não! Você vai ficar aqui!
Stile tenta levantar, mas ao se apoiar com as mãos no chão e se equilibrar, é como se sua cabeça rodopiasse, tudo parecia mais leve, ou mais pesado, nem ele entendia direito essa sensação, era como um enjoo que ficava cada segundo mais forte.
Ele pega a pistola e tenta atirar na garota, que rodopia no ar desviando da bala de forma majestosa, quase fantasiosa em suas asas de borboleta.
- Por que, eu sempre tenho que lidar com gente que me faz me sentir como se eu tiv-
Ele segura em sua própria barriga, vomitando para fora tudo que havia comido nos últimos dias, um vômito doloroso, mas que logo passa, ele limpa sua boca com as costas da mão, claramente bravo com toda essa situação.
- tivesse usado drogas..
Ele cambaleia de um lado para o outro, tentando se manter de pé enquanto ainda segura a pistola, mas sem atirar mais, afinal sabia que não iria acertar do jeito que estava.
- Eu tive que te acertar com um dos meus chifres, me desculpa! Mas é que eu disse pra você não sair daqui!
- Eu não quero ouvir se teus chifres tem feromônios alucinógenos, se eu vou morrer daqui a dez segundos, eu tô fora!
Ele dá as costas denovo, entrando para dentro do prédio e fechando a porta de ferro que o barrava do térreo agora, descendo as escadas devagar enquanto segurava no corrimão, era como se seu estômago estivesse sendo jogado de um lado para o outro como uma bola de futebol, girando sem parar.
- Eu não tenho tempo pra usar o elevador do terraço, talvez pelo menos um dos andares abaixo.
Ele desce um dos andares, cambaleando nas escadas e quase tropeçando, mas se mantendo de pé, andando pelo corredor longo e logo chegando no elevador, ele aperta o botão, esperando que chegue, mas antes que o elevador pudesse começar a se mexer – A parede a sua frente desmancha em pó, fazendo com que um dos chifres da garota caíssem logo em seus pés da mesma forma, mostrando a parte de fora do prédio, onde a menina flutuava com alguns de seus chifres na mão, Stile olha meio surpreso, mas suspira.
- Não é pra descer, eu já disse.
O elevador chega e abre a porta, Stile olha para a garota e dá um sorrisinho convencido.
- Tô indo é de elevador.
Ele se vira para entrar, mas como um raio um dos chifres passa raspando de sua cabeça, entrando diretamente no ferro da cabine do elevador, que em pouquíssimos segundos é desmanchada como areia, fazendo o chifre cair rebatendo no poço dos andares do elevador com um eco alto, lembrando os ínumeros andares que tinha, Stile olha com os olhos arregalados por algum segundo.
- Na verdade, o que teus chifres realmente fazem?
Ele olha para ela, seu olhar sem focar direito na garota voadora que já segurava mais dois chifres nas mãos, prontos para lançar.
- Na verdade, tudo que meus chifres perfuram eu consigo manipular, da forma que eu quiser praticamente, eu te fiz passar bem mal aquela hora.
Ínumeros cenários passam pela mente de Stile em poucos segundos, ele olha para o poço do elevador, para a parede agora inexistente, e para si mesmo.
- Eu acho que tenho que agradecer então.
Ele dá um sorriso sarcástico, e se vira para sair correndo, cambaleando na maior velocidade que ele consegue no corredor do prédio para alcançar as escadas, sua cabeça começa a trabalhar com todo o tipo de cenário que ele poderia fazer para sair daquela situação sem correr o risco de ser desintegrado por um dos chifres da garota.
Mas sem esperar muito, logo atrás, cada uma das paredes começa a ser desintegradas uma atrás da outra, se transformando em blocos estranhamente exatos de areia seguidamente, perseguindo Stile por todo o prédio que era quebrado pouco a pouco, depois de alguns metros de corrida, o teto ao qual estava em cima de Stile começa a pender para o lado das paredes quebradas, caindo de pouco a pouco, algo que Stile percebe.
Ele finalmente chega nas escadas, correndo descendo enquanto desvia de alguns poucos chifres que conseguem ser jogador nele, mas sem tanta precisão, talvez pela falta de experiência que a garota deve ter.
Antes que ele perceba, um estrondo alto começa a se espalhar por todo o prédio, um barulho mostrando para qual lado os andares acima começavam a pender, voltando a caindo para a direita ao invés da esquerda ao qual ele ameaçava cair antes.
Stile percebe isso, olhando para cima e se assustando um pouco, com essa distração ele pisa um degrau para frente, se desequilibrando e caindo escada abaixo, batendo com as costas em uma parede interna a frente, ele se ajeita, tentando se recompor e levantar novamente, mas logo consegue ver acima e ouvir a risada da garota voadora.
- É como um jogo! Vamos ver pra qual lado cai!
Ele olha para as paredes se desfazendo, e ao ver a sequência, uma pequena luz se acende em sua cabeça, talvez uma informação útil.
“Todas as paredes que ela quebra tem a mesma área, logo deve ter alguma condição. De qualquer forma, preciso avisar o Bane disso tudo.”
Ele leva a mão até o lugar onde a escuta deveria estar, somente para ver a falta dela, soltando um suspiro alto de descontentamento.
“Deve ter caído na correria”
Antes que ele possa realmente ter mais alguma ideia, um espinho cai diretamente sem aviso ao seu lado, desfazendo a parede ao qual Stile estava apoiado, assim que ela se desfaz ele cai para trás em uma cambalhota, diretamente indo para o chão do andar de baixo e batendo as costas, mas se levantando rapidamente, ele olha para os lados, procurando onde a garota estaria.
- Ei menina! Você sabe qual a condição do seu chifre por acaso? O que ele pode ou não fazer?
“Vale a pena tentar né”
Ele continua atento, enquanto escuta a voz dela soar pelos corredores do prédio, sem saber se ela estava na parte de fora ou de dentro.
- Eu não sei.. Mas acho que depende do quanto que é inteligente o que eu furo..
De surpresa, ela aparece logo na frente do corredor onde Stile estava, lançando três chifres diretamente nele, mas por sorte o mesmo se joga contra uma porta já aberta ao lado, desviando delas e entrando na sala para se proteger.
Como era um prédio de escritórios, era uma sala como qualquer outra, cheia de mesas e papéis com as frases estranhas, parecia uma sala de reunião, e sentado à mesa tinha um nublusiano que olha para Stile assustado.
- Sai da qui! Sai correndo vai!
Ele levanta derrubando vários papéis e sai por outra porta, correndo rapidamente, Stile finalmente volta a se concentrar, focado e pensando.
“Depende do quão inteligente? Não faz sentido..”
Ela logo desfaz a parede que o protegia, e lança mais dois chifres contra Stile, que com maestria se joga sobre a mesa, utilizando ela de escudo, mas logo percebendo que a mesma havia sido desintegrada rapidamente, se transformando em areia na sua frente.
Ele corre pela sala, desviando dos chifres que a garota estava jogando e que desintegravam todos os objetos que tocavam, os fazendo cair como areia no chão, exceto objetos maiores como as paredes da sala que só eram cortadas uma parte de mais ou menos dois metros por dois metros.
Um dos chifres acerta o chão, criando um buraco conveniente que Stile logo utiliza para descer de andar, caindo em cima de outra mesa de escritório, mas saindo rapidamente dali, desviando de um dos chifres que ela continuava jogando e deixando a mesa se desintegrar parcialmente pelo seu tamanho.
Ele sai da sala correndo, fechando a porta e voltando novamente para a escada, mais uma vez aquele estrondo e barulho de todo o prédio se movendo toma os corredores, voltando a pender mais uma vez para o outro lado, como se ele se equilibrasse em cima de si próprio mesmo sem muita sustentação.
“Ela deve ter se confundido, talvez seja com base na consciência do objeto, o quão mais inteligente e consciente de suas ações for, mais pode resistir aos efeitos talvez? Mas não quero pagar para ver.”
Ele volta a correr, já se sentia bem melhor das náuseas de antes, e agora um pouco mais confiante tendo em vista o pouco que sabia das habilidades dela, mas que já era uma luz que o deixava mais corajoso para a talvez luta que parecia se seguir.
Stile para em um dos corredores, segurando a pistola que tinha com mais firmeza, segundo suas contas restavam ainda quatro munições, mesmo que ele pudesse recarregar dessa vez, era bom ter em mente o quanto estava gastando.
Ele espera por alguns segundos, escutando a risada da garota pelo prédio, ela ecoava de forma que tornava difícil saber o local exato onde estaria.
Alguns poucos minutos se passam, Stile prioriza ouvir os barulhos, acalmando a respiração e tentando a procurar no prédio, pelo menos sabendo de onde ela viria, e assim mesmo, ele consegue finalmente descobrir, a tempo o bastante para que assim que ela aparece no corredor logo atrás dele, o homem aponta a pistola e dá um tiro certeiro, mas que a garota ainda consegue evitar ser fatal, acertando somente o braço dela que começa a sagrar.
- Purpurina?!
Stile fala surpreso, olhando os brilhos saírem do braço da garota junto com um líquido transparente, brilhante de forma bem estranha e até desgastante para os olhos, mas mesmo que ele se impressione, ele não baixa a guarda quando a garota dá um grunhido de dor e lança três espinhos na direção dele, fazendo ele entrar em mais uma das salas do prédio e começar a correr de uma onda de ataques furiosos dela por várias e várias sala de escritórios uma atrás da outra, desviando de espinho atrás de espinho.
- Eu disse que violência não é legal! Me escuta!
- Sou eu que tá sendo violento quando é você que tá tentando me matar?
Ele fala antes de se jogar contra outra porta, fazendo a garota o perder de vista no meio da correria, Stile respira, recuperando o fôlego pós corrida. Ele volta a andar, e logo acha as escadas que descem para o outro andar de baixo.
“Se eu quiser sair faltam mais dois andares, só eu descer e ir embora..”
Ele desce, tomando cuidado e esperando a aparição da garota, mas dentre os dois andares que ele desce, nenhum barulho a mais além dos seus próprios passos foi ouvido, ele finalmente chega na entrada, suspirando e olhando para a porta de vidro que ele tinha entrado, agora não tinha mais ninguém na recepção.
- Foi isso, tô vivo.
Diz Stile assim que chega na porta de vidro, mas assim que chega na maçaneta, a porta explode em cacos com um estrondo das partes do prédio que estavam bambas caindo uma a uma, tampando com destroços das paredes restantes a porta, enquanto Stile é jogado para trás e perfurado por cacos de vidro.
- Puta merda! Tinha que dar uma dessa ainda!
Ele dá um grunhido de dor, retirando alguns cacos e estancando o sangramento com as faixas que o próprio tinha, e começa a olhar para os lados, percebendo o quão preso estava agora que não tinha mais uma saída logo a sua frente.
- É.. Vamos pensar..