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Seis Balas Ato II
Bane volta a sussurrar com mais calma ainda, gotas de suor caem pelo canto do rosto do homem, enquanto Dash também se mantém abaixada, ouvindo o que ele tinha para dizer.
- Qual foi a do laser cacete? Desmembrou aquela parede em uma só..
- É assustador, ainda bem que não foi o mesmo comigo..
Bane olha para fora, vendo que o cowboy estava saindo de perto do corpo e parado, simplesmente parado com a pistola que era parcialmente revelada embaixo do poncho. Ele atira em algo, e observa, parece pensar ou somente continuar paralisado – Bane estranha e olha novamente para Dash, pegando o rolo de faixas utilizado antes.
- Me dá isso rápido..
- O que você vai fazer?
Ele joga o rolo para fora, e assim que cai na areia, o assassino atira com rapidez nele, explodindo o pequeno item como se fosse um ser humano, e algo se liga na mente de bane.
- Dash, ele chegou perto de você não é?
- É sim.. Ele chegou, por que?
- O que tem na sombra do chapéu? Os olhos..
Ela estranha, mas logo percebe algo, como se tivesse captado a ideia de Bane.
- Ele não tinha nada no rosto!
- Nada? Nem olhos, nem orelhas e nada assim?
- Não, era só a pele dele, parecia que era cobra, um negócio meio assim.
- Ele não tá ouvindo a gente então, é de outro jeito.
Bane levanta devagar, e coloca o rosto para fora, bem onde o cowboy ainda observava. Mas ele não faz nada, somente continua parado como se esperasse um gatilho para fazer qualquer coisa – O homem sorri de forma claramente vitoriosa, para ele, ele tinha descoberto a receita para que ganhassem aquela luta sem mais qualquer perda.
- A gente tem.. Você, né?
Bane pega Zero, ao qual sequer havia saído do braço de Dash e a mesma tinha esquecido que estava ali, ele agarra o alienígena com força, como se fosse dar uma bronca naquela larva estranha – Dash estranha, mas aceita já que Bane parecia ter uma ideia.
- Você consegue revestir algo que não seja elétrico né?
Ele pega de dentro da luva um porrete, sequer sabia o por que estava ali, mas era o que tinha para hoje, e coloca perto de Zero – A criatura parece sentir um pouco o item, mas logo se reveste totalmente a ele, movendo como e fosse uma arma criatura viva.
- Certo, a gente só tem que enganar ele, dar um jeito de fazer isso, sei lá, vai que sobrecarrega os sentidos dele.
- Faz sentido, mas como, você já tem uma ideia né?
- Talvez possa ser meio suicida.. Mas confia em mim, a gente vai fazer o seguinte..
Bane explica a situação para a mulher, toda a sua ideia, e embora ache meio estranho, ela prontamente concorda pronta para isso, e eles logo começam a se preparar.
-
Bane estava parado dentro daquela mesma cada já, Dash não tava lá, ele dá um sorrisinho malicioso, em sua mão uma granada, e no chão, Zero parado – Ele dá um tapinha na criatura, que começa a se mover andando pela areia e sendo alvejado, mas embora acertado ele não parava de andar em direção ao cowboy, que não esboçava reação corporal por isso.
- Espero que dê certo.
Bane corre um pouco dentro da casa, pulando a janela e indo para outras que ficavam grudadas próximas, mas tentando fazer o mínimo de barulho possível – Ele chega a algumas casas longe, mas com certa visão para o alienígena que ainda continuava atirando em Zero, Bane segura a granada, e puxa o pino, esperando alguns segundos.
- VAI DASH!
Ele grita e imediatamente solta a granada, o assassino atira no chão de fora da casa onde Bane estava, diretamente na areia, ele parecia começar a se assustar – A granada chega aos pés do cowboy, que atira imediatamente, explodindo em um som alto, e soltando uma nuvem de fumaça, imediatamente o assassino começa a travar, ele puxa uma segunda pistola e começa a atirar para vários lados assustado, mas ele sente algo em sua perna, que sobe rapidamente, e de um segundo para o outro sua arma não atira mais.
Ele continua a atirar com a segunda pistola que tinha, agora soltando a primeira no chão e atirando nela com certo desespero, mas ele para assim que percebe algo chegando extremamente rápido, antes que consiga compreender de qual lado estava vindo, ele recebe um soco de direita, lançando ele metros e metros para longe entre as casas – Bane sai de onde estava e vai até Dash, que havia feito o melhor possível que conseguia.
- Boa Dash, mas quem diria que ele tem outra arma né?
- Correr em círculos pra enganar ele foi até melhor do que eu esperava, ele nem conseguiu mirar direito.. Mas deu um friozinho na barriga viu?
- Vamo lá acabar com ele, tenho uma forma de tirar essa segunda dele também.. Pega aqui inclusive.
Bane pega a arma que havia caído no chão e dá para Dash, é a mesma do assassino, mas totalmente revestida por Zero, que logo sai dela para liberá-la para Dash, e volta para seu ombro – Bane enfia a mão dentro da luva, e tira um grande novelo de lã de um lilás meio escuro, com uma adaga na sua ponta, mas ele mantém a adaga somente para segurar, e coloca o novelo como se fosse logo jogar ele.
- Isso aqui é presente de mãe, faz tempo que não uso.
- Como será que usa essa arma aqui?
- Não sei, mas guarda aí e a gente testa depois, não acho que vai precisar.
- Tá bem..
Eles seguem reto por alguns metros, e logo chegam em uma grande igreja que chamava atenção, ela não se misturava com o resto das casas ou estruturas da cidade, e parecia ser feito daquele mesmo concreto preto extremamente difícil de destruir – Eles entram e observam o chão, tinha um rastro visível de areia de onde o cowboy havia sido jogado por metros, mas no fim do rastro não havia qualquer marca dele.
- Onde será que foi.. Se escondeu igual um cachorro.
- Cadê.. Ah, não.. Eu acho que achei outra coisa..
- Onde?!
- Ali ó..
- Mas que porra?..
Era uma cena assustadora, entre a escuridão daquela igreja e os corpos, na parte de cima no teto, um daqueles vários corpos estava agarrado as paredes como um aranha de forma que nenhum dos dois entendia como que poderia acontecer, seu olhar ainda era morto e a boca estava totalmente aberta com a mandíbula provavelmente quebrada – Eles param, e observam com cuidado.
- Senhor? Tá vivo?
Assim que eles terminam de falar, algo brilha dentro da boca do alienígena, uma arma assim como aquela, que começa a atirar incessantemente na direção deles, alguns tiros pegam de raspão em Bane e Dash, mas logo os dois se jogam para trás de alguns dos bancos daque igreja, se escondendo atrás de uma pilastra com tochas apagadas.
- Bane.. E-ele tá dentro do corpo?..
- Eu acho que.. Parece pelo menos.
- Agora eu não tenho nem como pegar a arma dele eu acho.. A gente precisa fazer ele descer, eu não sou tão bom em laçar coisas.
- Como a gente faz isso?
- Pega a arma.. Consegue achar aquele modo laser?
Dash observa a arma com cuidado, ela brilhava em prata, seu cano parecia conter um líquido estranho e o gatinho sequer parecia ser algo real, ela observa, tenta mexer mas era como se nem sequer fosse de verdade, somente uma réplica ou brinquedo – Bane observa meio decepcionado também.
- Tente sei lá, atirar e segurar.
- Tá?...
Ela coloca um pouco as mãos e a arma para fora do pilar, mirando na criatura mesmo sem saber muito como, e começa a apertar o gatilho, uma bola pequena de energia sai dela que logo somente se desfaz, mas esse movimento é o bastante para que aquele corpo morto pule para frente das mãos de Dash, e três tentáculos saem rapidamente de dentro de sua boca, puxando a arma com extrema força antes que a garota sequer consiga pensar, e logo ele pula novamente para o teto, mas agora em um ângulo diferente, ele puxa as duas armas e aponta para eles, atirando, Bane e Dash pulam alguns dos bancos desviando, mas recebem alguns tiros nos braços e pernas, embora não tão letais.
- Merda, ele pegou de volta!
- D-desculpa eu não sabia como usar e daí..
- Tudo bem, deveria ser difícil mesmo. De qualquer forma agora precisamos de um jeito de tirar as duas dele, mas eu já tenho uma ideia.
- Qual a ideia agora?
- Nada tão elaborado, mas você se coloca em perigo de novo? Eu preciso que você saia, ele vai puxar as armas, eu vou tentar laçar uma, e se der certo você joga o Zero direto nele, ele toma a outra arma e a gente tirou o poder de fogo dele com isso.
- É simples, pode dar certo mesmo, tá, vamo lá então
- Quando você tiver pronta.
Dash levanta, e assim que ela se move aquela coisa começa a atirar, ela usa sua velocidade para persuadir os tiros, desviando deles o melhor possível enquanto corre em círculos pela igreja, alguns a atingem mas ela continua persistindo – Bane ao vê-la, se levanta com calma e cuidado para não chamar muita atenção, ele começa a balançar o laço e assim que uma das armas é apontada, ele lança o laço que fez com o novelo, e... Erra.
- Porra, eu disse que eu não sou bom nisso. CONTINUA ASSIM DASH!
Ele começa a correr enquanto puxa de volta o novelo, fazendo o máximo possível para não tomar nenhum tiro.
- Como que minha mãe faz isso viu?
Ele puxa consegue agarrar o novelo e logo faz o laço novamente, girando ele e tendo o máximo precisão possível, mas logo uma ideia aparece na mente dele.
- Ah, foda-se também.
Ele sobe rapidamente em um dos bancos enquanto se aproxima da criatura, dando um pulo alto e utilizando a gravidade baixa daquele planeta para o dar impulso, embora tome alguns tiros, ele coloca o laço ao redor da arma da criatura com as próprias mãos, puxando para dentro do novelo, quando é colocada lá a arma fica flutuando dentro da lá de forma sobrenatural – Bane já aproveita, e agarra a segura arma na mão da criatura, fazendo com que ela não atire mais, ele finca os pés nos tijolos da parede com estabilidade impressionante, e abre uma das mãos para Dash.
- Manda o bicho aqui.
- T-tá bom?!
Ela lança Zero para Bane que pega com maestria e logo encosta direto na arma, fazendo com que ele se junte, logo quando isso acontece, o alienígena solta a arma, fazendo Bane cair junto com ela, mas antes que caia de costas no chão Dash agarra ele, mesmo que faça uma força um pouco alta.
- Pesado você hein?
- Anos de treino.
Ela solta ele no chão, os dois olham para cima vendo a criatura no cadáver daquele outro alienígena morto, ele começa a se mover, andando como uma aranha pelo teto da igreja, quase perdido sem saber para onde ir.
- Tem vassoura aí não?
- Pior que não.. Como vamos tirar ele dali?
- Já sei, só me acompanha.
Eles andam pela igreja agora com certa normalidade, sem muito medo agora que o assassino estava desarmado, Bane coloca a mão dentro do novelo e tira a arma, agora ela brilhava em um tom azulado e roxo.
- É assim que funciona então?
- O que?
- Você vai ver, já disse pra acompanhar.
- Tá bom..
Bane joga a arma para o meio da igreja, ela bate no chão e imediatamente o alien se agita, pulando diretamente no meio da sala como uma aranha, ele tira três tentáculos amarelos para fora, e quando toca na arma, seu corpo trava e da arma aquele brilho azulado e roxo passa por todo o seu corpo como um choque, mantendo ele parado no lugar – Bane dá uma risada alta, e olha para Dash.
- Um socão no estômago e ele lança pra fora.
- Pode deixar.
Os dois olham para ele, e enquanto a criatura se contorce com o choque, eles correm em direção a ele, preparando o punho diretamente na barriga do corpo morto – O impacto duplo acontece, e ele é tão grande que joga o corpo daquela coisa contra a parede da igreja e a quebra embora com dificuldade, lançando a coisa para o deserto a fora.
Bane pega a arma da criatura no chão, e os dois vão andando até o assassino – Ele se arrasta quase como se estivesse sofrendo, era um ser meio estranho, quase como uma cobra ou uma minhoca, não tinha braços ou pernas, só membros que se moviam, tentáculos que provavelmente ele usava como isso.
- É, agora tá morrendo né aranha mequetrefe?
Bane olha para ele, abaixa e coloca a arma direto na cabeça daquela coisa.
- Bang.
Ele aperta o gatilho.. Nada acontece – Os dois se entreolham confusos, Bane olha aonde ficava a carga daquilo, a munição, pelo pouco que ele entendia parecia estar vazio.
- Porra, serve nem pra matar com estilo, então vamo de moda antiga, quer uma também?
Bane puxa de dentro de sua luva uma pistola, e logo pega outra para Dash, eles observam um pouco se tinha realmente munição, e logo olham de novo para a larva, os dois se entreolham, e por último atiram diretamente na cabeça dele ao mesmo tempo, explodindo ela, e deixando um sangue de um amarelo chamativo cair pelo chão, além de o que parecia ser um cérebro – Bane e Dash se viram um pro outro, e dão um aperto de mãos de quem teve uma missão cumprida.
- Agora acho que dá de dar uma descansada, tô meio morto de tanto levar tiro de raspão..
- Eu que diga Bane!
Os dois voltam para a igreja e se sentam em um dos bancos, arrumando algumas bandagens enquanto o sol começava a se por, e a fria noite vinha naquele deserto – Mas eles escutam alguns passos pesados, um frio passa na espinha de Bane e Dash que se viram já prontos para outro combate, mas eles vêem.
- Mataram atirador?..
Tohrr estava vivo, seu rosto estava machucado e com alguns buracos de tiro, mas ele parecia até que bem, embora sem um braço, mas o sangramento já parecia ter sido estancado, ele arrasta o martelo com dificuldade pelo chão da igreja.
- Tohrr! Tá vivo, que bom!
- Aí ó o grandão, sabia que não caia fácil.
Os dois se levantam e chegam perto do grande alien, cumprimentando ele que parece feliz e bem satisfeito, embora com dor.
- Entenderam mensagem de Tohrr?
- Mensagem? Que mensagem grandão?
- Quando vi que atirador reagia a ar, parei, e derrubei martelo para colegas perceberem.
- Então você fez de propósito? Pô, ajudou muito, eu percebi assim que vi ele atirar no martelo.
- Ele reagia ao ar?
- Eu não sabia ao certo ao o que ele reagia, mais sabia que não era normal.
- Ele reagia mudança no ar.
- Que bom que você percebeu isso naquela hora viu Tohrr? Se não você tava morto!
- Isso.
Bane aponta para o braço de Tohrr que havia sido cortado fora, com curiosidade e interesse – Dash também olha, meio assustada
- Como fez pra sarar essa aí grandão?
- Foi martelo, o fogo do foguete, por isso carne queimada.
- Verdade, tá um cheiro meio estranho mesmo.
Tohrr passa na frente dos dois, vê o corpo do alienígena morto, e vira de volta, agachando um pouco na frente como se quisesse agradecer.
- Tohrr obrigado amigos, poder fazer algo por colegas?
- Ah n-!
Bane para Dash antes que ela fale, e chega até Tohrr, um pouco mais interessado em outra coisa.
- Na verdade, você tem uma nave quebrada em algum lugar aí né?
- Painel de nave não funcionar.
- Entendo, mas podemos pegar ela emprestada?
- É claro! Tohrr feliz por nave utilizada. Enquanto Tohrr chama amigos nublusianos para buscar Tohrr.
- Ótimo, então ninguém fica sem carona! Você chama teus Flops aí, e a gente pega tua nave.
- Isso mesmo, Tohrr ir casa? Não querer ajuda de Tohrr mais?
Dash toma a frente para falar com Tohrr, ficando ao lado de Bane.
- É que a gente precisa que você proteja o seu planeta, os assassinos são muito fortes, e tem coisas aqui que não queremos colocar a vida de quem viemos proteger em risco.
- É isso aí que ela disse grandão.
- Entendo. Tohrr vai proteger planeta contra todos, e se precisar de Tohrr, à disposição.
- Ótimo grandão, então, se cuida aí, onde tá a nave mesmo?
- Aquela direção tem nave.
Ele aponta para o leste, entre algumas montanhas, embora algo nem tão longe fosse visível, o que deixa Bane claramente contente na mesma hora – Ele cumprimenta Tohrr e espera Dash.
- É Tohrr, se cuida e cuida do seu planeta viu! Quando voltarmos para Nublus vamos dar uma conversada de novo!
- Tohrr ansioso, heróis se cuidem.
E finalmente eles se dividem, Tohrr parte para o lado oposto de Dash e Bane, que começam a caminhar no deserto que escurecia mais uma vez, em direção a nave, e com sensação de uma missão cumprida – Logo mais, eles avistam melhor a nave que deixava de ser uma silhueta, ela era redonda e parecia mais um android gigante do que uma nave, estava com o vidro principal aberto, e o painel amassado.
- Eu acho que foi ele mesmo que amassou Bane.
- Você tem dúvida?
Bane pega Zero do ombro de Dash, estranhamente ele ainda estava como uma arma, mas assim que o herói agarra ele, o próprio solta a arma.
- Consegue tomar controle da nave bichinho?
Ele encosta Zero que na mesma hora reveste a nave com seu corpo, abrindo e fechando o vidro como sinal de que sim, os dois sem questionarem muito entram.
- O Zero é uma mão na roda né?
- Ainda bem que a pirralha pegou ele.
Finalmente, eles se sentam nas cadeiras, arrumando os cintos, e sem muita dificuldade, a nave sobe vôo de uma forma bem diferente de qualquer outra, estranha, mas nenhum dos dois reclama.
- Vamos atrás dos outros viu? Procura tua dona, a Veronika, e o Stile.
Assim que escuta, a nave parte em direção ao outro lado do planeta rapidamente, a procura dos três que haviam passado um dia inteiro em Korradia enquanto isso, mas na cabeça de tanto Bane quanto Dash somente haviam perguntas de como os dois três estavam, e se não haviam enfrentado ninguém.