-Século XV-
-Tu-tu-tu-tu
"Que dia lindo, sinceramente eu até gosto da chuva, mas três dias seguidos é brincadeira hein."
"Ótimo para a caminhada matinal."
-Tu-tu-tu-tu
Enquanto fazia sua caminhada, Kenzo olhava em volta. As pessoas se alongam e conversam felizes.
"Mesmo morando em uma região longe do castelo elas ainda não se sentem sozinhas."
Ele está longe do subúrbio, mas consegue ver o aglomerado de casas ao longe.
"Fico impressionado que algumas pessoas realmente estão levando a sério o cuidado com a própria mente."
De forma séria, Kenzo pensa.
"Não posso mais aceitar que as pessoas tenham o mesmo fim que..."
"Isso não importa agora, tenho que focar no meu objetivo."
-Tu-tu-tu-tu
"Lembre Kenzo o que eles te ensinaram, tenha uma meta, defina os obstáculos, analise seus recursos e pense em soluções."
"E o mais importante de tudo."
-TENHA CORAGEM E DETERMINAÇÃO PARA DAR O PRIMEIRO PASSO.
Kenzo fala em voz alta sem notar que já havia chegado no subúrbio.
As pessoas em volta viram seus OLHOS para ele, largando o que faziam para lhe dar atenção.
Silêncio enche todo o ambiente. Até os passáros pararam de cantar.
De forma tímida e sem graça Kenzo diminui o ritmo e sai devagarinho.
"O que foi isso? Por que eu me desligo tão fácil assim?"
"Que droga de mussitação."
"Eu já havia concordado comigo mesmo em parar de falar os meus próprios pensamentos."
Sim. Isso mesmo. Ele estava falando em voz baixa os próprios pensamentos o tempo todo.
"Tá bom, tenho que treinar mais isso."
Fala em voz baixa novamente.
Caminhando de cabeça baixa, Kenzo passa pelo portão, assim estando dentro das muralhas.
"Eu só quero achar a Acadêmia logo, pelo amor de Deus."
De repente, ouve-se gritos vindo do centro.
-Seu desgraçado, seu ingrato, como alguém é capaz de ser tão ingrato assim.
É possível ouvir um grito de mulher abafado pela distância.
Kenzo de longe OLHA algumas pessoas indo na direção dos gritos, curioso com a movimentação ele segue o som.
Enquanto vai andando ele passa em frente a um beco onde se vê duas figuras estranhas.
"O que é isso?"
Volta para ver o que era, mas ninguém estava lá.
-Acha que me importo?
Agora é possível ouvir o grito de um homem.
Mais um grupo de pessoas passam aceleradas, curiosas para ver o que está acontecendo.
"O que está acontecendo? A acadêmia pode esperar um pouco."
Kenzo se aproxima, vendo que há uma grande multidão em volta.
Passando em meio as pessoas ele consegue ver um homem, uma mulher, um adolescente em frente a mulher e uma idosa e um idoso.
-Deixe ele para lá filha, ele é um vagabundo.
Diz o idoso.
-Por que está todo mundo olhando e ninguém chamou os guardas ainda?
Diz a idosa.
-Eu faço de tudo para te ajudar e você ainda insiste nessa ideia que eu estou te atrapalhando.
-Eu nunca vi um irmão fazer o que você está fazendo. Você está tentando bater na própria irmã? Tudo isso por conta que você não trabalha e não aguenta beber.
Diz a mulher com raiva.
-Você acha que eu não sei que você fica falando de mim pelas minhas costas? Você é uma vagabunda.
Diz o homem que está claramente alterado.
-Você nunca mais vai fazer isso que você fez, seu ingrato, mesmo que eu apanhe não vou deixar você encostar um dedo na minha mãe.
Diz o adolescente fervendo em raiva.
-Saí daqui, você tem nada haver com isso. Se você não sair daqui eu vou bater em você também.
Diz o homem que está prestes a avançar contra a mulher.
-Você é uma decepção, vai vir contra seu pai também? Quer bater na própria irmã que é uma mulher, também quer bater no próprio pai?
Diz o idoso. Assim o homem que já estava com raiva fica furioso.
Assim ele começa a correr como um touro para ir contra a própria irmã então...
-EI!