"Você só pode estar brincando comigo." Atsuji falava enquanto seguia shin que estava animado "qual é?fica um pouco feliz. Depois eu tenho que te levar pra casa a pé então deixa eu recarregar as energias." Shin respondeu enquanto pegava uma bandeja de comida. "Eu posso levar ele no seu lugar." Hitori apareceu atrás deles. "por mim tudo bem." O barulho do carro estava baixo. Atsuji estava no banco de passageiro enquanto hitori dirigia. "Você mora aqui, yotochi?" Hitori perguntou e Atsuji respondeu já pegando sua mochila. "Sim. Pode me deixar aqui, eu consigo caminhar até em casa." O carro parou a poucos metros da casa de Atsuji. Atsuji abriu a porta e já estava saindo até que hitori estendeu um papel para ele "fique com isso. Se alguém suspeito aparecer procurando por você ligue sem hesitar." Atsuji assentiu com a cabeça enquanto pegava o papel. "Até mais, senhora Aruvesu." Hitori assentiu com a cabeça e Atsuji fechou a porta do carro após sair dele. O carro saiu andando enquanto Atsuji observava ele ir embora. Ele chega em casa, seus avós estavam sentados na sala, um silêncio pesado pairava no ar, mais denso que a fumaça de um incêndio. Seu avô tirou os óculos, limpando-os com um lenço de pano demoradamente, um tique que Atsuji sabia ser sinal de preocupação profunda. "Se sente, neto." A voz dele era calma, mas carregava um peso que quase dobrou os ombros de Atsuji. Sua avó mantinha o olhar fixo em suas mãos entrelaçadas no colo, os nós dos dedos brancos de tanta pressão. "Nós sabemos que você está mentindo, Atsuji." A avó finalmente disse, a voz um fio quase inaudível. "Desde a outra noite... você não é mais o mesmo. Seu cheiro está diferente." Atsuji engoliu em seco. O cheiro do sangue da criatura, da poeira da fábrica, da adrenalina... eles notaram. "Sua avó tem um... nariz apurado, vamos dizer assim." O avô explicou, recolocando os óculos. "Nós queremos dizer que... Estamos muito felizes por você está seguindo o mesmo caminho que nós seguimos!" "O que?" Atsuji e sua vó tiveram a mesma reação após a fala de seu avô. Sua avó correu e tampou a boca de seu avô antes que ele falasse mais alguma coisa até que Atsuji finalmente entendeu "espera... Vocês já foram caçadores?" Sua avó soltou a boca de seu avô e os dois olharam um para o outro. "Sim, fomos." Sua vó respondeu. "Seu avô era um caçador de elite conhecido como 'O falcão noturno', mas você pode chamá-lo de vô." O avô de Atsuji disse com um sorriso nostálgico no rosto. "E eu era a parceira dele, 'A teia de aranha', mas você pode me chamar de vó." A vó de Atsuji respondeu se sentando ao lado de seu marido. Atsuji olhou para seus avós com a boca aberta "mas... Por que vocês nunca me contaram?" "Porque nós queríamos que você tivesse uma vida normal." Sua avó respondeu "mas parece que o destino tem outros planos para você." Atsuji sorriu, um alívio o preenchendo por dentro "eu... Eu quero ser um caçador." Seu avô sorriu "eu sei. E nós vamos te ajudar a ser o melhor que puder." Atsuji abraçou seus avós e eles o abraçaram de volta.