Atsuji encara kurona com medo de fazer sua próxima pergunta a última, mas tomou coragem e disse — quem é ishida yabusame? Espera! ei! — mas o inesperado aconteceu, kurona ignorou a pergunta de Atsuji e seguiu para dentro daquele templo japonês. — não temos tempo a perder, garoto! amanhã será um dia cheio. Vou te mostrar o lugar que você vai ficar. — kurona andava sem pressa enquanto Atsuji se recompunha e seguia ele. O templo era grande e lindo, tinha cores vibrantes como vermelho, branco e marrom com símbolos budistas como o manji, a forma elegante dos portões torii, algumas estátuas guardiões que transmitiam uma paz que fez Atsuji se perguntar. "Como alguém com uma aura tão perigosa fica num lugar tão pacífico como esse?" Os dois seguiram até uma casa japonesa tradicional que fica nos fundos do templo Pudesse ser avistada. — você mora aqui sozinho? —
Atsuji não conseguia evitar a pergunta, porém kurona respondeu sem olhar para trás e parar de andar. — não, aqui vive eu, os meus irmãos e os meus avós, se ver um deles, diga que é o meu hóspede. Tire os sapatos antes de entrar. — Atsuji tirou seus sapatos e colocou em uma sapateira que tinha ao lado da entrada. Ele seguiu kurona até ele abrir uma porta Shoji revelando um pequeno quarto. — esse é o seu quarto, deixei um shihakushō para você vestir. É melhor você descansar, amanhã será um longo dia. — kurona disse e Atsuji obedeceu com desconfiança, kurona fechou a porta depois de dizer. "Bye!Bye!" Deixando Atsuji sozinho que desmoronou no chão de cansaço, afinal ele ficou mais tempo procurando aquele lugar do que treinando. Ele abriu os olhos diante do teto de madeira, ele pensava em apenas uma coisa. "Preciso ficar mais forte, esse é o único jeito de conseguir respostas sobre tudo, sobre quem é ishida yabusame, sobre aquele homem de olhos amarelos e... Talvez até o que aconteceu com a minha mãe. Aquilo que aconteceu com ela foi tão estranho que eu sempre duvidei se mesmo um acidente de carro." Ele levantou seu torço e ficou sentado no chão, ele olhou para o shihakushō dobrado do lado das cobertas. — eu já sou praticamente um caçador... Agora o que eu mais almejo é descobrir o que aconteceu com a minha mãe... Nem que eu tenha que quebrar meus ossos. — ele sorriu com uma determinação renovada. Do outro lado das paredes de madeira e papel estava kurona. — olha só... Parece que esse garoto vai me render boas risadas. — seu sorriso se intensificava e pela primeira vez naquele dia, ele abriu um dos olhos revelando uma pupila parecida com a de uma cobra peçonhenta.