Alguns poucos minutos se passaram, e a garota voltou correndo, carregando uma trouxa de roupas enrolada no couro de algum animal. Ela também parecia ter trocado suas simples vestes de camponesa por um vestido branco, um pouco desgastado.
— Eu, Sui Lian, já estou pronta, meu Senhor... Mas peço que guarde esses grãos dos deuses. Se eu comer mais, sinto que posso acabar explodindo por não conseguir processar uma energia tão pura e majestosa.
Kael ficou sem palavras diante da atitude daquela garota.
“Assim tão fácil ela já quer ir comigo? Faz o quê... sete ou dez minutos que nos conhecemos? Bem, tanto faz...”
— Cof... Certo, pequena Lian. Mas, antes, me dê este pedaço de carne para selarmos nosso acordo.
— Ah, eu quase me esqueci, de tão feliz que fiquei com sua bondade para comigo, meu Senhor! — respondeu ela, indo até o assado e retirando-o com uma vara pontiaguda.
Sem se importar muito, Kael esticou novamente a mão para o pequeno mundo e estendeu a ponta de seu imenso dedo indicador para que ela colocasse o pedaço de carne sobre ele.
Sinceramente, sem dar zoom na imagem, ele nem conseguiria ver aquele pedaço.
Já estava prestes a puxar a mão de volta quando foi detido pelo olhar relutante da garota, que parecia ter medo de ser abandonada.
Kael realmente pensou, por um breve instante, em esquecer aquilo. Afinal, os dois já haviam se beneficiado daquele encontro; ele apenas cumpriria sua parte da vingança e depois se despediria. Mas sentia que ficaria com um gosto amargo na boca se frustrasse as esperanças daquela doce garota.
Deixando o ar escapar lentamente, tentou fazer sua voz soar suave.
— Minha pequena Lian, espere apenas um pouco. Este Soberano só vai apreciar essa iguaria mortal e depois voltará para buscá-la!
Sui Lian mordeu levemente os lábios. Tinha medo de que, no fim, fosse novamente deixada de lado. Todavia, decidiu acreditar nas palavras dele. Com um sorriso doce, inclinou-se levemente para a frente, lançando-lhe um olhar ansioso.
Diante daquela visão, Kael engoliu em seco e respirou fundo.
Anteriormente, havia ampliado a imagem em sua plena inocência e, por isso, quando ela se inclinou, viu dois irresistíveis melões brancos quase saltarem para fora de seu decote, revelando por um instante duas auréolas rosadas que tomaram momentaneamente toda a tela diante de seus olhos.
“Que mulher matadora e estratégica... Com certeza fez isso de propósito para tentar me marcar com seu charme. Mas este Kael não é tão simples assim... embora não vá doer dar uma olhadinha e, talvez, em alguma oportunidade, tatear um pouquinho desse Dao feminino.”
Fechou os olhos por um breve instante e respirou fundo uma última vez para recuperar a compostura.
“Isso foi quase mortal para um coração solitário como o meu... Preciso ter mais cuidado daqui para frente.”
Após um breve silêncio, respondeu:
— Sim, minha querida. Este Inestimável é um homem de palavra, pode ter certeza disso! Aguarde apenas alguns minutos — afirmou ele, sentindo-se derrotado por ela.
— Hehe... Sui Lian esperará por Vossa Excelência!
Ela o observou enquanto ele recolhia sua imensa mão através das nuvens, desaparecendo em seguida. Apesar do medo de que ele não voltasse, decidiu confiar, sabendo o quão bom ele já havia sido para ela. Sentou-se na grama para aguardá-lo.
Para Kael, tudo não passou de uma simples conversa com uma garota voluptuosa que, de alguma forma, acabou encurralando-o em suas próprias palavras.
Todavia, ele nem imaginava o caos que sua grande mão havia causado nos arredores do Império Violet, onde inúmeros olhos assistiam àquela cena, assustados e trêmulos.
Puxando a mão para fora do mundo em miniatura, Kael percebeu que tinha apenas alguns segundos até que a carne assada na ponta de seu dedo indicador direito crescesse magicamente. Por sorte, a vasilha que havia usado anteriormente para comer sua pipoca ainda estava no canto da bancada.
Estendendo o dedo até ela, um brilho avermelhado surgiu e, acompanhado por um aroma tentador, o antes pequeno pedaço de carne de algum animal desconhecido começou a crescer, ficando apoiado sobre as bordas da vasilha.
Kael engoliu a saliva prontamente e se levantou, carregando cuidadosamente a carne em direção à cozinha para pegar um prato maior, uma faca e um garfo. Aproveitando a ocasião, preparou também mais um pouco de suco de maracujá para si.
Depois, forrou o prato com farinha e acrescentou sal, uma boa quantidade de lemon pepper e um pouco de pimenta-calabresa. Finalmente, subiu animado o restante das escadas.
Era a primeira vez que provaria uma comida daquele mundo de cultivo. Suas expectativas estavam altas.
Após temperar bem a carne, que ainda estava quente, cobriu-a com farinha antes de cortá-la em pedaços menores, levando um deles à boca com o garfo.
Por um momento, ele fechou os olhos, apreciando o sabor daquela iguaria de outro mundo.
“É, de certa forma, diferente de uma carne normal... Tem um sabor mais intenso e suculento. Depois de acrescentar um pouco de sal, lemon pepper e pimenta, o sabor deve ter crescido alguns pontos a mais... Delicioso!”, refletiu, degustando lentamente aquele pedaço de carne.
De repente, seus olhos se abriram em surpresa. Sentiu algo quente surgindo e fortalecendo seu corpo. Era fraco e sutil, e só conseguiu notar por estar realmente absorto.
— Caixa-artefato... o que é isso que senti agora? — perguntou com a boca ainda cheia.
A caixa parecia não se preocupar em respondê-lo, mas, por acompanhar o que ele vinha fazendo, decidiu ser mais comunicativa, já que a relação entre os dois seria de longo prazo.
Logo, Kael sentiu a resposta surgir em sua mente.
Segundo a caixa-artefato, aquilo era a energia consanguínea de um animal que crescera exposto ao Ki existente naquele mundo. Tratava-se de uma energia ligada à própria constituição biológica do ser, capaz de estimular as características mais favoráveis de sua espécie e fazê-las evoluir gradualmente.
Também explicou que o Ki era uma energia que ativava e auxiliava o potencial evolutivo biológico. Aqueles que passavam a ter uma relação direta com essa energia, principalmente os chamados cultivadores, seguiam um caminho de evolução gradual dentro de sua própria espécie e, às vezes, conseguiam evoluir para algo superior caso possuíssem uma pequena parcela de outra linhagem em seus genes.
Todavia, deixou algo explícito para Kael: existiam duas fontes energéticas distintas em pureza no Mundo Imortal, o Ki Verdadeiro e o Ki Natural. A pureza da energia que acumulasse definiria sua velocidade, seus futuros estágios de cultivo e sua metamorfose biológica.
Ela deu o exemplo de Feng Li, que evoluíra para um dragão imortal por ter substituído seu Ki Natural pelo Ki Verdadeiro, assim acessando a linhagem escondida em seus genes: um pequeno fragmento do Clã dos Dragões.
A caixa disse que Feng Li tinha uma aparência que lembrava a de um dragão, mas, naturalmente, também não possuía cem por cento dessa linhagem dracônica. Apenas um por cento dela.
Kael piscou os olhos, fascinado com a descoberta. Era a primeira vez que a caixa-artefato falava tanto, então queria aproveitar e perguntar mais. Porém, a caixa deixou claro que sua parcela de respostas havia acabado por aquele momento e que, se quisesse saber mais, deveria prosseguir em iniciar sua jornada de cultivo e deixar de perder tempo flertando com jovens inocentes.
— Você com certeza é uma caixa-artefato feminina... Cada vez desconfio mais da sua sexualidade — murmurou Kael, sentindo-se injustiçado pela acusação de andar flertando deliberadamente.
Ele era claramente inocente, apenas era um pouco sociável e tinha um certo charme que atraía as mulheres daquele mundo. Pelo menos, era o que ele acreditava.
A caixa simplesmente bufou ao ouvir suas palavras e aqueles pensamentos duvidosos, voltando ao seu silêncio habitual.
Sem escolha, Kael apenas continuou apreciando seu almoço enquanto observava cuidadosamente a linda Sui Lian, que esperava sentada na grama, usando aquele vestido branco.
Ela tinha longos cabelos castanhos ondulados, olhos azuis e algumas pequenas sardas no rosto, o que lhe conferia um charme sutil. Não era tão bela quanto Xiu Ying, nem chegava perto da beleza aterrorizante de Bai Suxian, mas sua aparência se aproximava da de uma amiga daquela Mestra da Seita.
“Eu darei para ela... seis pontos... não, sete pelo acréscimo dessas curvas e desses melões de nível elevado.”
Seu olhar se estreitou.
“Acredito que, quando eu puder tocá-los um pouco e sentir a suavidade e a maciez deles, poderei dar meio ponto a mais para ela.”
Colocou o penúltimo pedaço de carne na boca e mastigou lentamente.
“Acho que o nível de cultivo tem muita influência na beleza feminina e, dependendo da técnica de cultivo, também influencia nos homens...”, refletiu ele ao finalmente comer o último pedaço de carne. “Sendo assim, é inegável que me tornarei um homem inigualável após alcançar o topo!”
Seu olhar brilhou em determinação. Não era bem sobre ficar bonito, nem sobre tatear Sui Lian, mas sim sobre o que descobrira a respeito da evolução biológica por meio do cultivo.
Ele nem precisou pensar muito para saber a resposta sobre sua cura do câncer. Naturalmente, seu corpo se tornaria mais forte e, aos poucos, poderia destruir as células cancerígenas à medida que cultivasse, já que passaria por uma metamorfose biológica durante o processo.
Mas isso também abriu uma possibilidade que assustou Kael.
Por exemplo, se pegasse Feng Li e, de alguma forma, retirasse todo o cultivo dele, no fim, ele perderia sua carga energética, mas sua forma biológica permaneceria como era naquele momento: um dragão.
O cultivo era como uma fórmula secreta para as espécies evoluírem constantemente até alcançarem sua melhor forma, e isso era aterrorizante.
Se algo assim existisse na Terra, Kael sentia que não demoraria para a humanidade destruir seu pequeno planeta. Afinal, comparar a extensão da Terra com a daquele Mundo Imortal era complicado. Se ambos fossem colocados lado a lado na mesma proporção, a diferença seria simplesmente descomunal...
Pela escala que vinha observando, ele acreditava que, se aquele mundo tivesse uma proporção semelhante à dos planetas de seu próprio universo, sua extensão poderia ser muitas vezes maior que a de Júpiter. E sentia que não estava exagerando a respeito disso.
Por exemplo, o local onde encontrou Sui Lian, de acordo com a estimativa da caixa, ficava a dez milhões de quilômetros da Seita Dao Infinito. Isso, por si só, já era uma distância absurda.
— Isso é bem interessante — comentou consigo mesmo, animado. — Aquele mundo tem uma extensão imensa, mas sua massa provavelmente nem chega perto da massa de uma montanha do planeta Terra.
Colocou uma mão no queixo, tentando imaginar.
— Sendo assim... aquele Mundo Imortal só deve conseguir se sustentar em sua órbita, sem colapsar em algo parecido com uma estrela ou até mesmo um buraco negro, por ter uma proporção tão pequena?
Ele riu baixinho, como se entendesse o X da questão.
— É algo que talvez só seja possível por realmente ser tão minúsculo...
Coçou a cabeça com certa frustração.
— ...Talvez o problema do nosso universo seja justamente tudo ser grande demais, deformando o espaço em uma escala que limita qualquer crescimento sem causar algum tipo de abalo no tecido espacial...
Kael, além de ser um grande leitor de webnovels, também tinha uma paixão pela cosmologia e seus mistérios. Um dia, chegou a pensar em ser astronauta para ver o espaço de perto, mas, após a morte de seus pais, esse sonho foi enterrado junto com eles.
“Sabe, pai... Sabe, mãe... Talvez um dia... eu possa voar como os cultivadores e ver a grandeza da nossa Via Láctea e também contemplar as muitas galáxias existentes... Mas não vou negar a vocês que sinto uma certa inveja daqueles que vivem naquele mundo minúsculo e extenso. Aquele tamanho é bem mais prático para um sonhador como eu.”
Suspirou lentamente.
— Quem diria... Há pouco mais de um dia, eu estava lamentando por estar morrendo e então encontrei aquele senhor esquisito de bom coração naquela feira suspeita... E foi como ele disse: “Se quiser viver, recomendo que compre essa caixa...”
Fechou brevemente os olhos.
— Seu filho vai sobreviver e será inigualável, então... tenham orgulho de mim, assim como tenho orgulho de vocês dois, e podem descansar em paz.
Ao abrir os olhos, sua expressão tornou-se solene.
— E, velho esquisito... Nem te conheço e muito menos sei seu nome, meu bom velhinho, mas nem tenho palavras para te agradecer... A oportunidade que você me deu é impagável!
Sua voz ressoou baixa enquanto se levantava e levava o prato para a pia no andar de baixo. Após lavar o prato, os talheres e o copo que usara, subiu novamente.
Olhando o horário, viu que eram exatamente meio-dia e meia. Agora estava na hora de cumprir sua promessa a Sui Lian e, depois, retornar para terminar seus afazeres na Seita e conseguir alguma boa técnica de cultivo para, então, iniciar sua jornada.
Também havia os anéis de armazenamento daquele tal Yechen. Kael acreditava que, sem dúvidas, deveria haver ótimas coisas ali, já que pertenciam ao possível protagonista. Principalmente naquele anel que ele havia escondido em seu orifício fedido. Aquele, com certeza, possuía tesouros salva-vidas ou até mesmo uma divina técnica de cultivo digna de protagonistas sortudos.
Nos romances, os personagens principais nunca estavam em falta dessas coisas. Fora isso, também queria saber que efeito mágico teria o sangue de Feng Li. Quem sabe não o curasse instantaneamente? Bem, apesar de não colocar muitas esperanças nisso.
A caixa-artefato confirmou sua desconfiança anterior. Feng Li era, sem dúvida, um dragão falsificado. Em seu sangue, apenas um por cento era dragão; o resto era serpente.
Voltando sua atenção para as imagens, Kael fez a tela, que mostrava Sui Lian, flutuar até ele.
Sua voz logo surgiu, arrancando um sorriso surpreso da garota.
— Minha pequena Lian, este Soberano voltou para cumprir nosso acordo. Aliás, a carne estava muito boa. Você é uma ótima cozinheira.
Ela enrolou uma mecha do cabelo no dedo, um pouco tímida com o elogio repentino.
Kael deixou o ar escapar lentamente.
Ultimamente, sua visão de mundo vinha sendo transformada, principalmente em relação às mulheres. As deste mundo estavam em níveis acima das mulheres da Terra, o que o deixava um pouco triste pelas inúmeras terráqueas que não tinham a mesma sorte das cultivadoras.
Todavia, também sentia que isso poderia deixar seus próprios critérios a respeito do assunto muito elevados por causa dessa realidade.
Encarando a garota extasiada, continuou:
— Bem, minha Lian, você está pronta?
Ela riu, sem esconder a alegria, e assentiu com a cabeça. Em seguida, avistou mais uma vez aquela imensa mão colossal descendo.
Sui Lian engoliu em seco. Era alta demais para ela subir; somente a borda da palma parecia uma imensa muralha.
Kael percebeu sua dificuldade. Então, pegando a tampa de remédio que havia usado anteriormente, recolheu os grãos de arroz e, em seguida, desceu a tampa até o chão, deixando-a deitada para que a garota pudesse entrar.
Apesar de ainda ser alta, notando a nova força que havia adquirido, ela saltou alguns metros e pousou dentro da tampa. Ele a levantou em seguida e, fechando a mão levemente, fez com que a tampa virasse sobre sua palma, fazendo Sui Lian cair no centro de sua mão. Depois, estendeu a outra mão para dentro daquele mundo e pegou a tampa de volta.
A garota ficou momentaneamente assustada com tudo aquilo, mas, ao perceber que estava bem, suspirou aliviada. Sentia uma certa pressão estranha sobre o corpo, mas, como aquela força não parecia ter intenção de machucá-la, era apenas um pouco incômoda.
Kael a observou, admirado, enquanto ela caminhava sobre sua palma. Se não pudesse ampliar a imagem, ele nem sequer seria capaz de enxergá-la direito.
Se Feng Li era como uma formiga minúscula, quase invisível, Sui Lian era pouco mais que um ponto. Aquilo o fazia lembrar dos seres microscópicos, apesar de ela provavelmente ainda ser muito maior do que eles.
“É incrível como os seres deste mundo são tão pequenos... realmente não consigo me acostumar com isso.”
Fitando a garota, Kael voltou ao que realmente interessava.
— Então, aquele tal nobre que se aproveitou de você, minha pequena... Quem é ele e onde está atualmente?
A voz de Kael foi como um choque que a despertou, fazendo-a se lembrar da promessa daquele ser divino.
Seus olhos piscaram brevemente. Ela se perguntava se estava realmente tudo bem ele fazer algo assim por ela.
Ele notou sua expressão de confusão e a confortou.
— Não pense demais. Ainda que fosse um Rei ou mesmo um Imperador, este Soberano ainda cumpriria sua palavra.
Falou aquilo apenas para demonstrar confiança. Sabia que não poderia ser alguém de status tão elevado. Afinal, Sui Lian era bonita, mas com certeza existiam milhares ou até milhões de mulheres mais lindas e voluptuosas do que ela para alguém de tal status escolher.
Kael não havia se esquecido de seu antigo plano de manter um perfil discreto. Aquela mulher que antes era uma bela senhora e que agora se tornara jovem e fofa tirou um pouco de sua atenção, mas não era para tanto.
Aos poucos, sentia que ainda poderia demorar até encontrar algum ser que de fato fosse capaz de ameaçá-lo, mas não queria cutucar um formigueiro à toa.
Sui Lian pareceu radiante ao ouvir as palavras daquele grande Soberano, então deixou sua preocupação de lado.
— Meu Senhor, esta pequena Lian lhe responde. Aquele que roubou minha inocência e arruinou minha vida é o primeiro príncipe do Império Violet...
Sua voz falhou por um breve instante, mas, tomando coragem, continuou:
— Ele tentou me matar, mas ainda consegui fugir e me esconder nesta colina, onde sua divina presença me encontrou... Estou vivendo neste lugar há mais de uma década.
Kael abriu levemente a boca e, sem perceber, levou a outra mão ao rosto.
“Porra...! É claro que é a droga de um príncipe de um Império... Por que não desconfiei dos clichês? Ela provavelmente era alguém que faria o protagonista deste lugar agir como herói no finalzinho do arco desse mundo, certo? Assim, o forçando a buscar justiça em troca de um possível romance... exatamente como nas webnovels.”
Ele deixou escapar um lento suspiro de frustração.
“Lá se vai meu suposto perfil baixo... Mas o que está feito, está feito. Já prometi a ela, então vamos até o fim. Espero que não haja nenhum guardião oculto escondido por lá, ou minha querida mão pode acabar correndo perigo.”
— Certo... Império Violet... Este Grande vai resolver essa vingança para você, minha ardilosa Sui Lian...
A garota piscou, sem entender o “ardilosa”, mas, sentindo que deveria ser um elogio diferente, sorriu timidamente. Ainda assim, era difícil esconder a preocupação em seu olhar.