Um Ladrão Medieval no Século 21
Criado por: Gabriel dos Santos S. (John Palmer)
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[Praça Pública do Reino de Brentford, Ano 182 da Lua Cheia]
– Morte! Morte! – Gritava a multidão.
A Praça pública do Reino de Brentford, era onde ocorria os eventos mais populares do reino, anúncios da corte, Festas dos aldeões, Leilão… e claro, Execuções.
No dia 8 da Lua Cheia, ano 182. Um dos maiores ladrões do continente de Poliana foi pego, Sombra Negra, Vice Líder dos Vigilantes da Noite. Acusado de responder pelos seguintes crimes: furto, roubo, assassinato e por dormir com a filha de um dos reis. Esses crimes se acumularam durante 5 anos, sem as autoridades encontrarem vestígios da organização ou do Sombra Negra.
Ocorreram reuniões de emergência para tentar combater a Organização dos Vigilantes da Noite, entretanto parecia que sempre que faziam um movimento, eles estavam 2 passos a frente dos reis, frustrando os planos.
Durante os 5 anos de atividade, a acumulação de capital dessa “guilda”, junto de suas inúmeras bases em cada reino, facilitou a quantidade de crimes e corrupção, sendo ocultado através de empresas fantasmas e afiliação com entidades importantes dentro dos reinos.
Mas eis aqui eu, sendo preso por esses imprestáveis! Eu não consigo acreditar que meus próprios companheiros me traíram…
Sombra Negra, 22 anos, Vice Líder da guilda. Foi capturado, após ser levado a uma armadilha, ele era conhecido por ser extremamente cauteloso e apagar provas de seus crimes. Diferente de outros líderes, ele mantinha sua mentalidade aventureira, gostava de invadir casas, roubar pessoas na rua e principalmente locais com alta concentração de capital.
O reino de Poliana sabendo dessas informações, realizou um leilão falso, divulgando que tinha um item no valor de 1 milhão de moedas de ouro. O que atraiu vários comerciantes e autoridades de diferentes condados para o local, que ficava escondido no subterrâneo, uma espécie de “covil de ratos especiais”.
Sabendo dessa informação, Sombra no dia do evento, invadiu o local com seus companheiros para roubar o tal item, ao colocar as mãos num frasco, ele cambaleou e caiu no chão. O frasco estava coberto do veneno de uma das serpentes celestiais que tinha um veneno tão forte, que bastava encostar na pele que os resultados poderiam ser visíveis em segundos.
Antes de desmaia, veio uma última visão de sua consciência, seus companheiros, que viveram por anos juntos, enfrentando situações de vida ou morte… estavam sorrindo e conversando com as os guardas, recebendo um pagamento inclusive.
Deveria imaginar… esses traidores… estavam.. juntos a eles… por que eles me trairiam desse jeito?
...
Talvez por que você tenha furtado 50% do valor dos ganhos das missões e ainda ter roubado o pingente de jade da falecida mãe do Líder da guilda e vendido no mercado negro?
… mas pode me culpar? A mãe dele faleceu, seria um desperdício manter esse pingente inú-
Tá explicado por que você foi traído pelos seus companheiros.
*tosse*
Após ser capturado, ele foi torturado e agredido várias vezes, não era para extrair informações ou porque ele não respondia perguntas… isso era pra mostrar ao Sombra que sua ambição de tomar o posto do líder, não era permitido.
A organização dos vigilantes da noite passou por inúmeras mudanças, passando de roubos e furtos, para uma rede de corrupção e negócios diplomáticos. Sombra não aceitava essa ideologia do Líder, não era sua visão de mundo que o fez adentrar profundamente no mundo dos furtos.
Tudo… por causa… de… um… pingen-
E também por ter roubado o pingente da mãe do Líder, culminando entre os apoiadores dos líderes traçar uma traição junto a corte real. Algo que sombra não aceitava.
Voltando a realidade da praça, algumas pessoas subiam no palanque da guilhotina, onde estava o sombra. Um dos duques se posicionando com uma lista em suas mãos.
– Povo de Brentford! É com grande felicidade que anúncio a apreensão do grande ladrão do continente de Poliana! Cujo o indivíduo é condenado pelos seguintes crimes: Roubo, Furto, Assassinato, Cobiça de uma autoridade de alto escalão, destruição ao patrimônio real, destruição ao patrimônio público e traição ao império – dizia uma das autoridades para o público.
Vaias e comemoração eram visto em meio a multidão.
– E como punição segundo a Lei real para crimes dessa magnitude, segundo a resolução 392/03 do Rei Ethor Brentford II: PENA DE MORTE EM PRAÇA PÚBLICA.
– Morte! Morte! Morte! – gritavam a multidão.
Sombra ouvindo os sons percebeu que ali era seu fim, um fim talvez não tão digno quanto ele imaginava.
Se não tivessem me deixado cego.. eu gostaria de olhar na cara de cada idiota me olhando… não pensem que não sei que estão me observando… Líder… pode ter certeza que vou te amaldiçoar e toda a organização… só espero que a K esteja bem… ela nunca revelou seu nome verdadeiro… mas agora é tarde demais…
No alto de um dos prédios, invisíveis a multidão, algumas figuras encapuzadas observavam o desdobramento da sentença do Sombra.
– Líder, como prometido a missão foi concluída com sucesso – dizia uma das subordinadas.
– Faça um relatório para a 56 adicionar ao banco de dados, por enquanto meu foco tá no evento a frente, traga-me uma taça de vinho, quero apreciar esse espetáculo – respondia o Líder com indiferença.
– As suas ordens – concordava a subordinada se retirando.
Rapidamente outro subordinado trouxe a taça que o líder pegou e começou a beber com elegância.
“Sombra… você pode ter sido um ladrão excepcional, mas sua ganância e ambição fizeram você ir além do limite, roubar seus companheiros eu poderia tolerar… mas no momento que mexeu com meu tesouro… você mesmo cavou essa cova”. Pensava o Líder.
– E também por que a sua esposa gostava dele, ou seja, você é um cor- – mesmo sussurrando, dois subordinados apareceram atrás dele.
– Tirem esse cara daqui, como demônios ele leu meu pensamento? – questionou o Líder.
– Esperem! Foi um mal-entendido! Eu juro! Não era para o líder- – gritava o subordinado enquanto era arrastado.
…
Após o término do discurso real, um dos guardas se posicionou ao lado do Sombra. O consorte do rei se aproximou de Sombra perguntando:
– Quais são suas últimas palavras? – perguntava num tom de deboche o consorte.
– Que todos vocês são um bando de arrombados, e se eu tivesse uma nova chance, teria falado mais cedo que você curte usar umas calcinhas – respondia com deboche o Sombra.
– O consorte curte usar calcinha? – cochichava um homem da multidão.
– Um amigo meu disse que viu ele experimentando vestidos – respondia outro homem sussurrando.
– Então o consorte é desse lad- – antes de terminar, o homem é interrompido
– SILÊNCIO! – gritou o consorte irritado.
Todos na multidão ficaram quieto, e olharam de volta pro palanque.
– Você tem bastante coragem de espalhar boatos, mas dessa vez você não vai espalhar mais nenhum… podem puxar a corda – disse o consorte se virando.
Um dos guardas pega uma faca e se locomove até a corda. E a multidão comemora a situação.
Espero que esteja feliz Líder, conseguiu eliminar seu principal braço direito, acho que não adianta reclamar mais… só espero que a K esteja bem… ela foi uma das únicas que me salvou no passado… não tem mais o que imaginar nesse momento… Vigilantes da Noite… reino de Brentford… Continente de Poliana… vão todos se fud-.
Sfx: Corta
[Han River Academy. Coreia do Sul, Seul. 8:43 da manhã, 20 de fevereiro de 20xx]
– Você viu a nova música dos garotos dos BGP? (Boys Group Pop) – perguntou uma das garotas em uma roda de amigas.
– Você fez a missão do Dragão vermelho? Eu tive que fazer relatórios da faculdade e não tive tempo – refletia um garoto em outro grupo.
Onde…
– Amor, para… tamos em público – dizia uma garota com vergonha.
Caralhos…
– Escuta aqui sua merda, é bom tu me pagar esse lanche… ou… – ameaçava um valentão outro garoto.
ESTOU!
Han River Academy, é uma das faculdades do distrito de YongSan-gu. Vários cursos e carreiras são formadas aqui, mas um ponto que diferencia ela das demais… seria na questão da hierarquia da universidade.
Aqui o poder e a diplomacia são centrais no contexto da estrutura da faculdade, e na sociedade coreana em si. Se você quiser sobreviver, precisa ter conexão e influência… se não tiver isso…
– Professor! Ele roubou meu lanche! – reclamava um aluno.
O professor se virou ao aluno e disse:
– É apenas um mal-entendido, volte a seus deveres – dizia o professor seguindo seu conteúdo
Um garoto forte se aproximou do garoto sussurrando:
– Espero que tenha se recuperado do nosso encontro passado, na saída a gente se encontra – dizia o valentão voltando pra sua cadeira.
Você vira apenas alguém a ser explorado, sem valor, e sem credibilidade a reclamar ou mudar o status quo.
Vamos nos acalmar primeiro… eu tinha morrido em uma guilhotina… certo… eu não deveria ter ido para o inferno ou algo assim? Parece-me bem real...
Ele se belisca.
Merda, isso doeu… é bem real… então… eu fui reencarnado? Isso faz sentido? Não sei bem quem eu sou, por que ainda tenho minhas memórias?
Isso será mais um plano da corte real? Hm… não, não parece ser o caso… (Jung Tae).
Isso tá muito real para ser uma brincadeira, então em última análise… fui reencarnado para um local desconhecido. (Jung Tae)
E com certeza esse corpo não é meu, em vez de nascer como um bebê, eu pareço tá na faixa dos 20 anos… analisando essas pessoas.
– JUNG TAE! – Gritava uma das professoras no ouvido de Jung Tae.
– Ah , o que? – Respondia desorientado Jung Tae.
– De novo perdido em pensamentos? As provas são mês que vem e você não está demostrando nenhum esforço – reclamava a professora.
Então eu sou o Jung Tae, nome estranho… mas como eu consigo entender essa língua… não tenho memórias desse corpo… então…
– Você entendeu Jung Tae? Só por que você é noivo da senhorita Bae Su-bin, que você deva relaxar nos estudos. Ao contrário você deve se esforça mais! Para está a sua altura – repreendia Jung Tae a professora.
Sério que essa idiota não vai calar essa boca estúpida dela? Nem sei quem é essa tal de Bae Sunga. Espera… Noivo?
Uma aluna ao fundo se levanta na classe:
– Professora, sinto muito pela falta de cordialidade e interesse de meu Noivo, prometo que estou constantemente priorizando para que ele possa exercer melhor suas atividades e compromisso escolar – dizia uma garota, com uma aura brilhante.
Todos os estudantes a olharam com olhos brilhantes, e claro junto veio sussurros e múrmuros.
– Sério, por que a família Su-Bin casou a jovem senhorita com esse perdedor? – falava uma garota sussurrando.
– Se não fosse a família dele ser… dona do conglomerado Keotic… – respondia a outra garota.
O Conglomerado Keotic é uma das maiores empresas de venda de microchips da Ásia, enviando e produzindo chips e processadores para todo o mundo. Suas ações na bolsa de valores está em torno de 555B de Won*.
(2 Bilhão de Reais: Cotação 13/02/26)
E Jung Tae, é filho de Jung Jun-young, irmão e Chefe do setor estratégico do Dono Majoritário, Jung min-bin. Ambos subiram juntos na empresa e tem um excelente relacionamento familiar e profissional.
Tirando o fato de Jung Tae ser odiado por sua família, já que seu irmão, Jung Han-gyeol é uma pessoa exemplar em comparação a seu irmão procrastinador.
Jung não via razão em se esforça, já que seu irmão iria ser o herdeiro da família, e para ajudar seu filho, um casamento arranjado com uma filha de um dos parceiros da Kaotic, para tentar dá um jeito em seu filho bastardo… embora os resultados não parecem ter ido bem como planejavam.
– Silêncio! Chega de barulho… *suspira* vamos continuar a aula, Jung Tae, preste atenção dessa vez – dizia a professora se virando.
A professora voltou ao quadro para explicar a matéria, em paralelo, os alunos continuavam a olhar torto para Jung Tae, em especial um garoto com uma ótima aparência e um físico invejável.
Não estou entendendo nada que essa vaca tá falando, e muito menos por que esses imbecis estão me olhando, mas uma coisa é certa, vou descobrir sobre esse mundo… a dinâmica, quem eu sou realmente e claro… ver quais vantagens eu poderia tirar desse mundo.
SFX: Campainha de encerramento.
[Fim do último período]
– Isso é tudo por hoje, vamos encerrar as atividades. Leiam o conteúdo da página 78 a 83 – dizia a professora se retirando.
Enquanto se retiravam, o garoto anterior que estava encarando Jung Tae, se levanta e vai em direção a ele parando na frente da mesa dele.
– Jung Tae, vou te dizer isso só uma vez, desista do seu noivado com a senhorita Su-bin, ela merece alguém melhor e mais responsável que você – dizia o garoto com uma expressão séria e de nojo.
Su-bin olhando isso, se levantou rápido em direção aos dois… mas...
– Impressionante como esse mundo não é muito diferente do meu, hierarquias estão presente em todos os locais de diferentes realidade – dizia rindo Jung Tae.
– O que? Finalmente você endoidou de vez? – respondeu com descrença o garoto.
– Ah, desculpa, esqueci que tinha um primata que nem você na minha frente, minha culpa, as vezes eu ignoro aquilo que não me atraem a atenção – dizia em tom de deboche Jung Tae.
Os alunos na sala congelaram e todos os olhos se voltaram ao evento que tava acontecendo, o perdedor Jung Tae tava revidando a ofensa de alguém?
– Jung Tae, te dou 4 segundos para se ajoelhar e pedi perdão pelo que você disse – o garoto ordenou com um tom frustrado em sua voz.
– Oh! Agora entendi, você nunca havia sido desafiado por um perdedor no degrau mais baixo da hierarquia, então como você não tem como responder de volta. Pois isso não trará de volta seu orgulho, você partiu para a intimidação! Oooh, isso faz bastante sentido – Jung Tae enquanto gesticulava.
Os alunos ao arredor ficavam cada vez mais incrédulos… esse realmente era o Perdedor Jung Tae?
Nesse momento, o garoto se preparou para dar um soco em Tae, mas a Su-bin interveio.
– Chega! Sinto muito pela atitude do meu noivo, estamos saindo agora! – ela pegou a mão do Jung e saiu da sala correndo.
Acho que agora sei bem o que vem pela frente, parece que meu corpo não é alguém tão simples… vou aproveitar essa oportunidade, e subir na hierarquia da minha família! Com um pouco de tempo eu posso-
[Casa da família Jung, 8:00 horas da noite. 20 de fevereiro de 20xx]
– Você está expulso da família, pegue suas coisas e saia amanhã – disse o Jung Jun, pai de Jung Tae.
Sério, se é alguém que está escrevendo meu destino, para eu me foder, eu gostaria de falar pra esse arrombado que vá tomar no meio do c-.
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Fim do prólogo
Escrito por Gabriel dos Santos S. (John Palmer)